5 de junho de 2026

Setor de serviços interrompe expansão e recua 0,9% em fevereiro

Desaceleração apurada é decorrente de compensação após sequência de altas; avanço na comparação com 2023 foi de 2,5%
Foto de John Schnobrich na Unsplash

O setor de serviços interrompeu uma sequência de três meses de alta e recuou 0,9% entre os meses de janeiro e fevereiro, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Quatro das cinco atividades pesquisadas reduziram seu volume em fevereiro, mas apesar da desaceleração o indicador avançou 2,5% no confronto contra fevereiro de 2023.

No acumulado do primeiro bimestre de 2024, na comparação com o mesmo período de 2023, o setor de serviços teve crescimento de 3,3%, com expansão em todas as cinco atividades e alta em 62,7% dos 166 tipos de serviços investigados na PMS. O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 2,2%.

“É uma descontinuação dos ganhos anteriores. Como observamos, por exemplo, na atividade de profissionais, administrativos e complementares”, afirma Luiz Almeida, analista da pesquisa do IBGE, citando o grupo que caiu 1,9% em fevereiro após uma alta em janeiro impactada principalmente pelo pagamento de precatórios, que influenciou nas atividades jurídicas.

Os serviços de aluguel de máquinas e de locação de automóveis também contribuíram para a queda no grupo.

Outra importante retração foi do setor de informação e comunicação (-1,5%), que perdeu parte do ganho de 3,6% dos últimos quatro meses. As demais atividades com recuo em fevereiro foram transportes (-0,9%) e outros serviços (-1,0%).

Apenas as atividades de serviços prestados às famílias registraram variação positiva, de 0,4%, o que não recupera a queda de 2,9% em janeiro.

Já o índice de atividades turísticas recuou 0,8% em fevereiro, na comparação com janeiro, em seu segundo revés seguido, com perda acumulada de 1,8%. Regionalmente, houve equilíbrio, com seis dos 12 locais pesquisados acompanhando a retração nacional.

No recorte regional, na passagem de janeiro para fevereiro, 14 das 27 Unidades da Federação (UF) acompanharam o índice nacional e apresentaram retração no volume de serviços. O impacto negativo mais importante veio de São Paulo (-1,0%), seguido por Paraná (-2,5%), Rio de Janeiro (-0,7%), Mato Grosso (-2,7%), Ceará (-1,3%) e Espírito Santo (-1,4%).

Por outro lado, a Bahia (0,9%), seguida por Pará (1,7%) e Rio Grande do Norte (3,5%) tiveram as principais contribuições positivas do mês.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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