A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) celebra 51 anos de fundação com a assinatura de seis acordos de cooperação para ampliar o desenvolvimento de projetos.
Dois dos acordos possuem abrangência internacional: um com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e outro com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).
Os outros quatro selam novas parcerias com o Ministério da Fazenda, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).
Em nota, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, explica que a parceria fechada com o Bird e com a Corporação Financeira Internacional (IFC) tem como foco “identificar e explorar oportunidades de investimentos entre o Banco, a IFC e a Embrapa no agronegócio e de novos modelos de empreendedorismo rural”.
O acordo também busca “compartilhar conhecimentos e experiências, promover workshops, conferências, seminários de treinamento, e buscar colaboração técnica e financeira em outros países onde o Grupo Banco Mundial tenha presença, incluindo a possibilidade de intercâmbios de cientistas”.
A parceria terá cinco anos de duração, quando planos anuais especificando as temáticas e áreas de colaboração e cooperação serão aprovados de forma conjunta.
Acordo com agência japonesa
No caso do acordo com a Jica, a Embrapa fechou um acordo de cooperação técnica para, ao longo de três anos, viabilizar as ações do projeto Desenvolvimento colaborativo da agricultura de precisão e digital para o fortalecimento dos ecossistemas de inovação e a sustentabilidade do agro brasileiro.
O projeto terá um custo estimado de US$ 10,6 milhões, dos quais US$ 5 milhões terá contribuição financeira de fontes externas.
A Embrapa também estabeleceu três positivos:
- Estruturar um ambiente de integração digital em uma plataforma tecnológica para viabilizar atuações colaborativas das agritechs brasileiras e japonesas;
- Estruturar os dados utilizados em Agricultura de Precisão (AP) e Agricultura Digital (AD) para comprovar a aplicação dos processos sustentáveis na produção agrícola brasileira e permitir ao Brasil entregas de respostas rápidas de forma transparente; e
- Ampliar o uso de AP e AD em sistemas agroflorestais – predominantemente pequenos e médios produtores da região Amazônica -, em lavouras de grãos e em áreas de produção da pecuária por dois meios que aumentam o potencial de adoção (a transferência e o desenvolvimento de tecnologias de fácil uso).
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