O Grupo Casas Bahia anunciou, no último domingo (28), um pedido de recuperação extrajudicial para prolongar o prazo de pagamento de dívidas, estimadas em R$ 4,1 bilhões. O objetivo da companhia é melhorar o fluxo de caixa nos próximos anos.
“Desde a minha chegada em maio de 2023, tínhamos um objetivo claro de equacionar a estrutura de capital e perfil do endividamento dado um cenário macroeconômico desafiador, com elevadas taxas de juros”, afirmou o CEO Renato Franklin em nota para o mercado.
Para justificar o pedido, a empresa informou que já investiu em diversas iniciativas para melhorar os resultados da varejista ao longo de 2023. Entre elas estão o fechamento de 55 lojas, demissão de 8,6 mil pessoas e readequação de quatro centros de distribuição.
A varejista informou ainda a adoção do retail media, conceito de fazer publicidade no próprio site a fim de aumentar as vendas e a receita da companhia.
Ainda segundo o informe, o pedido de recuperação e prolongamento do prazo para pagamento de dívidas não deve impactar clientes, fornecedores, vendedores e colaboradores.
Mudanças
Desde agosto do ano passado, o Grupo Casas Bahia coloca em prática o chamado Plano de Transformação, que previa o fechamento de até 100 lojas, demissão de 6 mil funcionários e redução de até R$ 1 bilhão em estoques.
“Não chegamos à metade da execução do Plano de Transformação e, portanto, continuaremos focados nas alavancas operacionais, melhorando nossa eficiência e produtividade. Manteremos o foco na rentabilidade e fluxo de caixa com elevada disciplina do capital empregado”, continuou Franklin.
O mercado, no entanto, parece ter reagido bem ao anúncio. Nesta quarta-feira (29), as ações do grupo dispararam mais de 20% no início da tarde.
Confira os comunicados divulgados pelo Grupo Casas Bahia neste domingo.
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