4 de junho de 2026

“Cuidar da floresta é mais rentável que derrubar árvores”, afirma Lula

Presidente fala sobre temas que interessam ao Brasil e ao Japão às vésperas da visita oficial do primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida
Foto: Ricardo Stuckert/PR

As parcerias e os interesses conjuntos entre Brasil e Japão foram exploradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista coletiva à imprensa japonesa. Dentre os assuntos abordados, está a preservação da floresta amazônica.

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A entrevista foi concedida por conta da visita do primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, ao Brasil. O político deve desembarcar no país nesta sexta-feira.

Aos profissionais japoneses, o presidente lembrou que é preciso garantir às pessoas que moram na região amazônica que é muito mais rentável cuidar da floresta do que derrubar árvores.

“Espero que o Japão compartilhe com o Brasil a política de manutenção da floresta que nós queremos ter. Manter uma floresta em pé custa muito dinheiro. E, para isso, nós temos que levar em conta as pessoas que moram embaixo da copa das árvores. Nós precisamos dar a essa gente a certeza de que cuidar da floresta é mais rentável para eles do que derrubar árvores. E, é nesse aspecto que eu acho que o Japão pode contribuir conosco”, destacou o presidente.

Lula destacou ainda o compromisso brasileiro de recuperar 40 milhões de hectares de terras degradadas com novos reflorestamentos, e disse contar com o Japão como um dos países com quem se pode construir parcerias nesse sentido.

“Na quinta-feira, vou me reunir com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e com esse banco chamado Jica, que vai anunciar investimento na recuperação de áreas degradadas do Brasil. Ou seja, em vez de derrubar árvores, nós vamos plantar árvore porque nós temos aqui no Brasil uma agricultura muito forte e os nossos empresários e trabalhadores sabem que, quanto mais descarbonizada for a nossa agricultura, mais chance a gente tem de vender os nossos produtos no exterior e mais saudável será a comida que nós vamos comer”.

Lula ainda expressou a vontade de ampliar o comércio com o país asiático. “A relação comercial entre o Brasil e o Japão é pequena se levarmos em conta que os dois países juntos somam mais de 300 milhões de habitantes. Achamos que o Brasil é uma oportunidade de investimentos do Japão, sobretudo no que diz respeito à transição energética”, argumentou.

O presidente citou ainda a queda do fluxo comercial entre os dois países, atualmente na casa de US$ 11 bilhões – mas que já chegou a atingir US$ 21 bilhões, um valor considerado baixo por Lula por conta do “potencial muito grande” do Brasil e pela “economia um pouco estagnada” por parte do Japão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    3 de maio de 2024 9:10 am

    Então vamos dar um “Viva à rentabilidade”! Quanto às Florestas… ah, esquece

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