6 de junho de 2026

Leite pede desculpas por criticar que doações atrapalham comércio

Enquanto governador critica que doações atrapalham comércio, ele precisará lidar com a logística a longo prazo
Foto: Reprodução

Com ampla repercussão, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), desculpou-se por criticar o impacto das doações recebidas às vítimas do estado ao comércio local. Enquanto isso, uma preocupação ainda não resolvida será o futuro das entregas das doações, sobretudo com a logística, com o passar do tempo.

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Nesta quarta-feira (15), Leite pediu desculpas por ter afirmado que o excesso de doações às vítimas das chuvas estava prejudicando o comércio local no estado, ontem (14). Após sua fala sofrer críticas de internautas, o governador divulgou um vídeo em suas redes sociais tentando se explicar.

“Em nenhum momento eu tive a menor intenção de inibir ou desprezar as inúmeras doações que o Brasil e o mundo estão fazendo para ajudar o nosso Rio Grande nessa reconstrução”, disse.

“Ao falar sobre essa situação eu acabei misturando com a questão das doações. O impacto nos comércios locais vai ser preocupação para um outro momento, não durante essa onda de solidariedade”, continuou.

A declaração foi criticada até mesmo por gestores municipais, que vivem e enfrentam as dificuldades dos cidadãos com as enchentes.

“Esta fala, neste momento, não tem sintonia com a realidade que vivemos. Uma crítica construtiva que deve ser feita. As ajudas precisam vir. O comércio será abastecido de outra forma”, afirmou, por exemplo, o prefeito de Igrejinha, Leandro Horlle (PP), ao Uol.

Logística das doações é problema em pauta

Ao passo que Eduardo Leite vem se preocupando com o comércio afetado pelas doações, a forma que esses mantimentos chegarão aos milhares de gaúchos nos abrigos do estado, nas próximas semanas ou até meses, deveria estar na pauta do governador.

Isso porque, atualmente, um verdadeiro sistema logístico está sendo empregado graças às centenas de voluntários que se deslocaram, proativamente, aos centros de distribuição e abrigos espalhados pelo Rio Grande do Sul.

Quando as cheias no estado baixarem em alguns pontos e voluntários precisarem voltar às suas rotinas de trabalho e vida, a logística precisará ser repensada e não poderá depender dos voluntários para continuar funcionando.

Não há previsão exata para a volta da normalidade em todas as áreas afetadas pela tragédia do Rio Grande do Sul. Calcula-se que serão necessários meses para a recuperação gradual de alguns municípios e até anos para a recuperação completa.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. DOUGLAS BARRETO DA MATA

    15 de maio de 2024 9:28 pm

    Ainda bem que não doei e nem doarei um centavo.

    Passei a semana me debatendo aqui, que catzo de comoção toda é essa por um estado racista e separatista…

    Sim, é racista e separatista, porque se os não racistas não separatistas não desautorizam os cretinos, se unem a eles por omissão e covardia.

    Lula desesperado para reconquistar seu “mojo”(ver Mike Meyers em Austin Power) passa a maior vergonha no Sul e entrega, mais uma vez, o dinheiro ao sul maravilha…

    Arf…

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    16 de maio de 2024 5:52 am

    Esse governador Zé Roela tem a estatura neoliberal da enchente que causou. Ele é o que existe de mais fino em matéria de baixeza, como diria o Falcão.

  3. Rui Ribeiro

    17 de maio de 2024 11:11 am

    Pede desculpas publicamente mas no íntimo deve murmurar: “Entretanto, atrapalha”, tal qual Galileu Galilei, que, obrigado a negar publicamente a teoria heliocêntrica, murmurava: “Eppur si muove”.

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