21 de maio de 2026

Comandantes do Exército defenderam general “responsável operacional” da tentativa de golpe de Bolsonaro

Os ex-comandantes do Exército Marco Antonio Freire Gomes e Júlio César Arruda defenderam o general Estevam Theophilo, acusado de golpismo
O general da reserva Estevam Theóphilo - Foto: Divulgação/Exército

Os ex-comandantes do Exército Marco Antonio Freire Gomes e Júlio César Arruda defenderam o general Estevam Theophilo, acusado de golpismo com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os generais também aparecem em investigação da Polícia Federal.

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No relatório da PF, os investigadores apontaram o general como “o responsável operacional” do uso de força militar para a concretização do golpe de Estado, por meio do emprego das Forças Especiais, chamados “kids pretos”, para garantir o golpe de Estado de Jair Bolsonaro.

“Os elementos probatórios reunidos ao longo da investigação evidenciaram que os investigados se utilizaram diretamente dos cargos públicos que exerciam tanto em ações relacionadas a tentativa de execução do Golpe de Estado, quanto para eximir possível responsabilidade criminal pelos atos até então já realizados. É o caso do General ESTEVAM THEOPHILO GASPAR DE OLIVEIRA, atual comandante do Comando de Operações Terrestres (COTER) do Exército Brasileiro e responsável pelo emprego do Comando de Operações Especiais (COpESP)”, traz o documento.

Os investigadores narram que no dia 9 de dezembro de 2022, o general se reuniu com o então presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Alvorada e “teria consentido com a adesão ao Golpe de Estado desde o que presidente assinasse a medida”.

O nome de um dos comandantes do Exército que hoje defenderam Theophilo das acusações, Júlio César Arruda, também consta no relatório da Polícia Federal sobre a tentativa golpista. Em mensagem a Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens de Jair Bolsonaro, que narrava temer ser preso nas primeiras semanas de 2024, Theophilo respondeu que conversaria com Arruda, o comandante do Exército, e que “nada” aconteceria com Mauro Cid.

Em anexos divulgados pela CNN, agora, aos investigadores, Arruda defende Theophilo: “Durante esse período em que estive no Comando do EB [Exército Brasileiro], o General Theophilo foi extremamente disciplinado, honesto, leal, franco e camarada comigo. Eu só tenho que agradecê-lo imensamente por ter convivido com ele e sua família por todos esses anos. Fico à disposição para mais algum esclarecimento.”

Após assumir a Presidência, Lula trocou o comando do Exército, então exercido por Arruda, pelo general Tomás Paiva.

Já o general Freire Gomes teria sido pressionado a aderir às incitações golpistas, segundo reportado nas documentações dos investigadores.

Ele chegou a receber uma carta com a minuta do golpe e foi chamado pelo então presidente Jair Bolsonaro a participar de reuniões para discutir o tema.

Segundo a CNN, aos policiais, Freire Gomes elogiou o general Theophilo à frente do Comando de Operações Terrestres (Coter): “Seu assessoramento a este então comandante foi basicamente em aspectos relacionados com as atividades da caserna, abstendo-se de aspectos politicos ou assemelhados. Seu equilibrio emocional e comprometimento, em bem assessorar o Comando do Exército, foram preponderantes para o sucesso das atividades operacionais que ocorreram sem maiores incidentes ao longo do período.”

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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  1. AMBAR

    4 de junho de 2024 1:30 pm

    Não ficaria nem bem se não defendessem “seus irmãos de farda”

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