5 de junho de 2026

Petro Poroshenko, o novo presidente da Ucrânia

Da Carta Capital

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Eleito no 1º turno do pleito de domingo 25, o novo presidente da Ucrânia serviu sob governos favoráveis ao Ocidente e à Rússia. Por Gianni Carta, de Kiev

Petro Poroshenko era o menos ruim dos candidatos à Presidência. Aos 48 anos, o magnata das confeitarias mais conhecido como “Rei do Chocolate” é considerado um pragmático. O motivo? Foi ministro nos governos sob a presidência do pró-Europeu Viktor Yushchenko e do corrupto pró-russo Viktor Yanukovich. De fato, Poroshenko é um dos fundadores do pró-russo Partido das Regiões, o de Yanukovich. E quando eclodiram os protestos na Praça Maidan em novembro de 2013, pelo fato de Yanukovich não ter assinado um acordo de livre-comércio com a União Europeia – enquanto o presidente flertava com a Rússia –, Poroshenko deu o ar da graça ao lado dos manifestantes. Em fevereiro, Yanukovich escapuliu para a Rússia. Poroshenko sentiu, certamente, que suas chances de ser o novo presidente eram fortes.

A Polônia será o primeiro país estrangeiro que Poroshenko visitará. Um gesto altamente simbólico, visto que Varsóvia tem fortes elos com Kiev e faz parte da União Europeia. “Escolhemos a Europa”, disse Poroshenko no seu primeiro discurso. Em seguida, Poroshenko quer ir a Moscou, e os russos já aceitaram o “diálogo” com o novo presidente. O diálogo, diga-se, será difícil. Isso porque Poroshenko não aceita a anexação pelos russos da Crimeia, em março. Na Ucrânia, o primeiro destino de Poroshenko será Donbass, a região industrial ao leste do país. Lá, está claro, ele também terá dificuldades. As regiões autoproclamadas independentes de Donetsk e Luhansk, rebatizadas Nova Rússia, só o aceitarão como presidente se Poroshenko, por sua vez, aceitar a independência das duas regiões unificadas. União que Poroshenko já disse não aceitar.

De qualquer forma, a competição no pleito era fraca para Poroshenko. Yulia Timoshenko, a liderar a agremiação Batkivshchyna (Pátria), heroína da Revolução Laranja, em 2004 (provocada por fraude eleitoral de Yanukovich), agora está com a imagem um tanto desgastada. Aos 53 anos, suas tranças loiras com coroa capilar continuam lindas, mas ela passou anos atrás das grades por aceitar um controverso contrato de gás com a Rússia. Agora ela busca justiça social… No entanto, ideologia é algo difícil de explicar em um país de 23 anos. O mais sensato é dizer que aqui os políticos mudam de ideologia de acordo com as circunstâncias. De fato, Poroshenko quer fazer renascer seu Partido Solidariedade, que seria, acreditem, de centro-esquerda.

Com 70% dos votos contados, o “pragmático” Poroshenko contava na segunda-feira 26 com 53,75%, Timoshenko com 13% e Oleg Liashko, um radical independente, com 8% do sufrágio. O populista Liashko chegou a propor tomar militarmente as regiões de Donetsk e Luhansk.

O comparecimento às urnas foi relativamente alto, de 60%, especialmente quando considerados os fatos de que em Donetsk não houve colégio eleitoral, para citar um exemplo. Isso sem contar as intimidações por parte de milicianos separatistas pró-russos. E não somente em Donetsk e Luhansk, mas também em outras regiões separatistas ao leste e sul do país. Em Sloviasnk, por exemplo, o fotojornalista italiano Andrea Rocchelli, e seu interpréte, Andrei Mironov, foram mortos.

Em Kiev, as eleições, também municipais, foram tranquilas. Debaixo de um enorme calor, no colégio eleitoral localizado no Instituto de Pesquisa de Fisiologia Bogomelets, centro de Kiev, Ivan Plachkov, ex-ministro de Energia de Yushchenko, disse a CartaCapital: “Votei no candidato que pode vencer no primeiro turno”. O motivo? Ele cita o exemplo de sua vinícola, às margens do Danúbio. “Oterroir, as uvas e a mão de obra são da Ucrânia. A tecnologia é italiana e francesa.” Ele não usa uvas estrangeiras? “Claro, precisamos experimentar novos vinhos, mas temos vinhos com uvas ucranianas vendidos na Europa.”

Em outro colégio eleitoral de Kiev, o Clube do Exército, o calor inexiste. Ar condicionado. Uma jovem, Taiana Batyuk, diz que votou em Poroshenko. “Ele é um empresário, acho que vai saber administrar o país.” Ela começa a chorar. “Não quero mais ver a imagem tão denegrida da Ucrânia mundo afora. Somos pobres, a Rússia nos domina, a mansão de Yanukovich virou museu para estrangeiros.” Seu companheiro, um sorridente jovem, Pinkevich Alexey, a conforta.

Eis Miroslava Kotorovich, violinista de grande talento, com a filha. “Votei em Poroshenko. Espero que ele saiba lidar com a UE e Putin. É a melhor opção.”

Quem sabe tem razão Kotorovich. Nascido em Odessa, ele tem experiência em um país pós-comunista de 46 milhões de habitantes onde empresários são vistos como pessoas que tomam suas próprias decisões. São os oligarcas, que, bem ou mal, influenciam políticos ou se tornam políticos.

Segundo a revista americana Forbes, Poroshenko vale 1,6 bilhão de dólares. No início da campanha eleitoral, Poroshenko era o segundo favorito, atrás de Vitali Klitschko, campeão peso pesado pelo Conselho Mundial de Boxe. Klitschko, da legenda Aliança Democrática Ucraniana pela Reforma e herói na luta conta Yanukovich na Praça Maidan, abriu mão, diga-se, de sua candidatura presidencial para favorecer Poroshenko. Isso após um encontro em Viena entre ele, Poroshenko e Dmytro Firtash, o magnata do gás recentemente preso em Viena pelo FBI. Firtash, diga-se, é um grande lobista russo. “Há muitas especulações sobre esse encontro e tantos outros nesse país onde oligarcas são políticos ou fazem política”, diz o cientista político e jornalista Oleg Varfolomeyev.

“Se legitimiado em todo o país, inclusive no leste e no sul, Poroshenko trará novas esperanças”, diz o economista Andriy Novak. As pessoas saberão com quem tratar. Ele é bom empresário e, portanto, entende de economia. No entanto, “será que seu objetivo é ser mais rico que Kinat Akhmetov, o oligarca mais rico da Ucrânia?” Outro obstáculo: “Ele é sincero quando diz que não quer aumentar os poderes presidenciais?” Desde a Revolução Laranja de 2004, os poderes do presidente foram reduzidos. De um camaleão espera-se qualquer coisa.

 

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13 Comentários
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  1. Athos

    26 de maio de 2014 7:17 pm

    A Ucrânia é um país tão

    A Ucrânia é um país tão organizado que até as cédulas dentro das urnas ficam empilhadinhas.

    Não acredita? Olha só…

     

    http://www.planobrazil.com/imagens-curiosas-da-eleicao-ucraniana/

  2. domenico

    26 de maio de 2014 7:38 pm

    Ucrania sim, Itália também

    Está certo que a eleição na Ucrânia é muito importante, mas não o suficiente para se omitir as eleições regionais da Itália nas quais o Partido Democrático, de esquerda, deu um banho. Deixou o longe as forças de direita, do Berlusconi (Forza Italia) e do Bossi (Lega)..

     

    Renzi: ora nessuno ha più alibi per non fare le riforme, questo è il momento di investire in Italia

    IN QUESTO ARTICOLO

    Media

    Argomenti: Investimenti delle imprese | Politica |Matteo Renzi | Pd | Capo del Governo | FI | Una |Unione Europea | Europa

     

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    Ha vinto la speranza. Ora le riforme, perché è il momento di investire in Italia. Matteo Renzi, in conferenza stampa a Palazzo Chigi, spiega che cosa significa quel 40,8% raggiunto alle Europee dal Pd, con un M5S distanziato e una Fi che perde terreno. «Questo Paese è decisamente migliore di come ce lo raccontiamo. C’è un Italia profonda che non si rassegna», sottolinea. Insomma, «l’Italia c’è. Ha tutte le condizioni per cambiare, e per invitare l’Europa a cambiare». Renzi chiarisce: «Non chiediamo di cambiare le regole di bilancio dell’Unione Europea».

    Ora nessuno ha più alibi per non fare riforme
    Il superamento della soglia del 40% è un risultato che, almeno sulla carta, aumenta il peso politico dei democratici e sostiene la politica di riforme delineata dal Governo, a comiciare da quelle istituzionali. «Ora nessuno ha alibi per non fare riforme», è il messaggio lanciato dal capo del Governo. Renzi sottolinea «il risultato importante gli alleati di governo non tanto ai fini dell’azione di governo ma per aver contribuito a dare un messaggio di speranza». Il riferimento è al Nuovo Centrodestra.

     

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    Un messaggio anche al centrodestra

    Elezioni europee, chi vince e chi perde

       

    Accelerare ddl lavoro: in gioco credibilità 
    La priorità rimane il rilancio dell’occupazione. Dopo il varo del decreto, la riforma del lavoro «va accelerata», ricorda Renzi, con l’approvazione del ddl delega perché «su questo punto giochiamo larga parte della nostra credibilità internazionale». «Il dl Poletti ha salvato posti di lavoro», sottolinea il premier..

    Renzi chiude alle elezioni ad autunno 
    Il successo ottenuto dal Pd alle Europee non significa che Renzi voglia andare alle elezioni in autunno. «Penso – osserva – che ci siano tutte le condizioni perchè questo Parlamento faccia le riforme e scometto su questo».

    Fi resta pezzo importante di questo Paese 
    Il presidente del Consiglio spiega che «Forza Italia continua a essere un partito importante, un pezzo importante di questo Paese». Allo stesso tempo il presidente del Consiglio apre al dialogo con i Cinque Stelle sulle riforme. «Hanno 170 parlamentari. Se questi parlamentari continuano a utilizzare il parlamento come luogo deglo show e delle proteste, ho l’impressione che perdano il loro elettorato». Se invece, sulla base del persupposto che le regole si scrivono insiene, «uomini e donne dei Cinque Stelle dovessero portare il loro contributo sul tavolo delle riforme, sarebbero ascoltati».

    Legge elettorale: il ballottaggio serve, il Pd anche con il 41% non governa 
    Un’altra delle riforme in primo piano è quella della legge elettorale. «L’Italicum andrà avanti, non sono preoccupato. La legge elettorale riforma da scrivere insieme. Il risultato delle Europee – avverte Renzi – non cambia la valutazione sulla legge elettorale. Io penso che il ballotaggio sia un elemento centrale perchè garantisce la vittoria di qualcuno. Se ci fosse il proprozionale puro, il Pd anche con il 41 per cento non avrebbe possibilità di governare da solo».

    Ue: non chiediamo di cambiare le regole di bilancio nell’Unione Europea
    L’affermazione del Pd alle Europee aumenta il peso dei democratici a Bruxelles. «Con Hollande abbiamo da tempo convenuto di sentirci nella giornata di oggi, quindi credo che nel pomeriggio parleremo», anticipa il premier. A luglio inizierà il semestre di presidenza italiana dell’Ue. «Non abbiamo un problema di flessibilità, ma di un’Europa che si preoccupi anche di salvare le famiglie e le persone – afferma Renzi -. Non chiediamo di cambiare le regole, chiediamo di cambiare l’impostazione e l’approccio dell’Europa. E lo facciamo partendo dalle istituzioni, non dall’antipolitica o dal populismo. Le prossime settimane renderanno chiaro questo, perchè le discussioni sui vertici non dovranno essere impostate sui nomi, ma su che cosa vogliamo far fare al Parlamento, alla Commissione, al Consiglio, all’Europgruppo».

     

  3. sergio ferreira

    26 de maio de 2014 7:52 pm

    Estou buscando em sites

    Estou buscando em sites inernacionais a informação sobre a abstenção nessas eleições – e não só no leste da Ucrânia  – para testar a hipótese da representatividade do novo presidente.

    Mas não consegui até agora.

    Arrisco dizer que o novo presidente não alcançou 30% dos votos possíveis.

    Com uma votação dessa ele está legitimado para administrar uma situação complexa como a atual?

    1. sergio ferreira

      26 de maio de 2014 8:18 pm

      Achei isso nos comentários de

      Achei isso nos comentários de um artigo do Guardian:

      So….theres a 60-70% turn out of 60% of the available electorate….of which the new president gets 54%…

      41M voters over 18 years old (total available voters) x 65% turn out = 26.65M (actual voters) x 54% = 14.39M (voted for the new president) = 35.09% of the vote

      Therefore….35.09% of total available voted for the new president…….however he only gets a majority when you factor in that the East does not vote for him.

      The game therefore remains the same……..Kiev rulers have no mandate or authority either real or perceived in the East of the country.

      Any professional pollsters out there please jump in…..

       

  4. Bruno Leonelo Payolla

    26 de maio de 2014 7:54 pm

    Quase chorei pelos integros

    Quase chorei pelos integros líderes ucranianos que querem refazer a Ucrânia. E as pessoas ouvidas pela suposta reportegem? Dificil imaginar que esse texto foi produzido na Carta Capital.

  5. sergio ferreira

    26 de maio de 2014 8:20 pm

    Traduzindo um comentário

    Traduzindo um comentário encontrado no Guardina

    “Nada como uma revolução popular para retirar um bilionário do poder e colocar … outro bilionário no poder ….”

  6. junior50

    26 de maio de 2014 8:27 pm

    Sem intermediários

     Já de “saco cheio ” em apresentar anos de uma democracia de fachada, atuando com seus “terceirizados” ( Yurschenko, Timoshenko, Kuchma, Yunukovich etc..), as verdadeiras personagens que realmente mandam na Ucrania, desde a debacle soviética, resolveram acabar com a brincadeira, escolheram um dos “seus” – um dos mais “pobrinhos” e relativamente, na medida do possivel, mais “limpinho” ( com menos esqueletos no armário), que creio nunca ter frequentado as paginas policiais internacionais, como os demais oligarcas ucranianos – tanto os que moram na Ucrania ( uns 10 ), quanto na Suiça ( 3 -4 ), Canadá, Estados Unidos, pessoal de Londres.

       Quanto a V.Klitshcko e sua reunião com Poroshenko e Firtasch ( vale no mercado uns 2 Poroshenkos), ter sido na aprazivel Viena, não deve em hipotese alguma sugerir algum tipo de corrupção, pois o simpatico nacionalista ex-boxeur, exigiu ser em Viena a reunião, uma vez que como apreciador das artes visuais – gráficas, é fã confesso das obras de arte do designer austriaco Robert Kalina.

         A das “tranças” ( uma mera funcionária padrão dos oligarcas), recebeu o que anteriormente plantou, traiu Firtasch em 2009, R. Akhemetov na mesma época, e agora está “pagando a fatura”, percebendo que o melhor “borscht” é o que se como frio.

         P.S.:  Será que V. Putin vai mandar a “vigilancia sanitária russa” verificar as varias lojas de chocolate, próprias e franqueadas, que Poroshenko possui na Federação Russa, seu mairo mercado consumidor ?

  7. Snaporaz

    26 de maio de 2014 9:43 pm

    “Toma el chocolate,paga lo

    “Toma el chocolate,paga lo que  deve”, lembrei-me  daquelas  canções  dos grupos mexicanos dos tempos da PELMEX.El presidente de Ucrânia,rei do chocolate,um dos  tantos bilionários  que se adiantaram  quando o império se esfarelava,graças a Gorbachov,que seu prestígio nos dias de hoje impedem que  lhe abram a porta,até por educação.

    Sinuca  se encontra Obama,mais grisalho do que nunca,acreditou que  o leste era um passeio e  Russia de Putin,era comandada por um bêbado que nem desconfiava o que fazia ali. Esse pessoal tem dificuldade de entender a história dos outro povos e se lê,não acredita. Ieltsin ,até Ronaldo , via no que ia dar. Os gringos se lavaram à farta. Mais um pouco e  virava  um Puerto Rico do leste ou  Ice  Harbour,de acordo com o departamento de  denominações geográficas do Pentágono.

     

  8. Sérgio Rodrigues

    26 de maio de 2014 10:33 pm

    Fonte

    Para saber informações mais confiáveis acessem a RIANOVOSTI, a Agência Oficial de Informações da Rússia, em espanhol.

    1. Gunter Zibell - SP

      26 de maio de 2014 11:19 pm

      Informações confiáveis em Agência Oficial da Rússia?

      Oh…

      1. André Oliveira

        27 de maio de 2014 12:13 am

        É cada uma que aparece.

        É cada uma que aparece.

      2. paulomelito

        27 de maio de 2014 1:46 am

        agencia de noticia

        ???

        Melhor que da midia sionista e e bem provavel!!!

         

      3. Fernando Cravo

        27 de maio de 2014 9:21 pm

        Ah!, Wlat Disney… Tá

        Ah!, Wlat Disney… Tá explicado.

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