4 de junho de 2026

Sobre o poder de manipulação da imprensa

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“A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem que pode fazer um criminoso parecer que ele é a vítima e fazer a vítima parecer que ela é o criminoso. Esta é a imprensa, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais terão você odiando as pessoas que estão sendo oprimidas e amando as pessoas que estão fazendo a opressão.”

Malcolm X

 

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14 Comentários
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  1. josé adailton

    21 de maio de 2014 1:26 pm

    Manipulando?

    A propósito, o depoimento abaixo será qualificado por uns sim e por outros não, como manipulação:

    http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/05/21/protestos-e-medo-de-black-blocs-afastam-clima-de-copa-nas-ruas-do-rio.htm

    “Há uma diferença muito grande para outras copas. Era quase um carnaval prolongado antigamente. As casas estavam sempre pintadas, enfeitadas com bandeiras e hoje não estamos vendo isso. Essa desanimação popular chama a atenção. Um conjunto de fatores determina isso. Temos a exclusão social, dificuldades do dia a dia, problemas políticos, corrupção na máquina pública. As pessoas não se sentem mais parte deste processo de Copa. Isso desanima muito. Não há o encanto de um futebol que antes mexia com todos”, explicou o médico José Augusto Messias, morador de Vila Isabel e testemunha das festas ocorridas de quatro em quatro anos desde 1958.”

    1. ruyacquaviva

      21 de maio de 2014 1:53 pm

      O clima carnavalesco de Copa

      O clima carnavalesco de Copa do mundo de outros anos era uma coisa construída pela imprensa.

      Em outros países há um clima festivo durante a Copa mas não um oba-oba continuado por mais de um mês antes da Copa em Sí.

      Isso era produzido de outras vezes (com maior ou menor sucesso dependendo do momento) porque toda a mídia fazia campanha continuada, por motivos comerciais.

      Este ano, por motivos políticos, essa campanha não foi feita. Então o clima das ruas tem menos aproveitamento comercial e é mais contido. E isso não é ruim, pois não significa que a população não vai curtis a Copa, mas que o fará de uma forma mais coerente, ou seja, durante o evento.

      O País não precisa parar por causa da Copa. Ela é um campeonato esportivo importante e um grande espetáculo, mas a Copa ainda é incomparavelmente menor que o Brasil. Quem passava a imagem de que o Brasil vivia em função da Copa era a Mídia.

      O que a Mídia não percebeu no entanto é que esse fenômeno irá ajudar mais um pouco na perda do seu poder de influência que continua em franco processo, de forma inexorável, ainda lenta, mas se acelerando com força.

    2. Eduardo.

      21 de maio de 2014 2:00 pm

      01. Exclusão social hoje é

      01. Exclusão social hoje é muito menor que nos anos anteriores. 30 milhoes de pessoas incorporadas ao mercado de trabalho, consumo e educação

      02. Hoje se discute mais poltica e discutir politica é discutir problemas. Não se discutia

      03. Hoje se discute sobre corrupção porque muitas portas às pequenas corrupçoes forma fechadas. Atribui-se corrupção ao setor público e nao a quem se beneficia mesmo: setor privado

      04. Acabou a mamata para muita gente na maquina pública, existe transparência.

      05 Aqui ninguém nunca fez parte de processos da Copa qdo ocorreu no exterior. Apenas se torcia. Hoje todos conhecem alguém que trabalha em algo relacionado a Copa, da construção civil ao turismo ou vende para quem conseguiu emprego ligado a Copa.

      06. Futebol enquanto centro de excelência se deslocou há anos para Europa, os “nossos” craques estão lá. Os torcedores nao influenciam em nada nos clubes que torcem. No caso do Rio torcedor influencia tanto nos clubes como em escolas de samba tal qual a da Vila Isabel…

  2. Orlando

    21 de maio de 2014 1:30 pm

    Toda, e qualquer midia, é poderosa

    Toda, e qualquer midia, é poderosa. E, sobretudo, constrói imagens a partir de suas idiossincrasias e ideologias.

    1. Lionel Rupaud

      21 de maio de 2014 1:40 pm

      É verdade mas o nosso problema é

      que as poucas famílias donas da nossa mídia, e seus empregados padrões que os servem de maneira tão servil, não fariam feio na corte de Luís XVI.

      Talvez você entenda por que o povo francês cuidou de diminuir o tamanho esta turma para poder avançar.

      1. Orlando

        21 de maio de 2014 1:53 pm

        Em uma democracia tem que haver a norma e o contraditório

        Lionel Rupaud

        Em uma democracia tem que haver espaço para todos. Sobretudo para a norma e o contraditório.

        Sobre mídias, e imprensa, são todas iguais. No entanto, é preocupante quando se faz campanha contra a “imprensa” por que ela não diz aquilo que a gente esperava que ela dissesse.

         

    2. Adma Andrade Viegas

      21 de maio de 2014 2:35 pm

      O que é errado. O papel da

      O que é errado. O papel da imprensa é meramente de  informar, e da forma mais isenta possível. O dono do veículo ter  posição política é normal, mas que deixe isso claro nos editoriais, sem contaminar o noticiário.

      E que ela seja o mais plural possível, atingindo todo o espectro ideologico .  Não pode haver monopólios/oligopólios como no Brasil.

      Não há nada pior do que perceber manipulação nas entrelinhas. E omissão de verdades incômodas para o dono do veículo. A internet felizmente veio quebrar  isso.

      1. Orlando

        21 de maio de 2014 2:54 pm

        Internet e imprensa/mídia são iguais

        Adma Andrade Viegas

         

        A internet é igual, ou até pior, do que a tal “imprensa má”.

        Não existem mocinhos ou bandidos….

        1. Adma Andrade Viegas

          21 de maio de 2014 4:19 pm

          A diferença é enorme

           

          Orlando, você se esquece que há um diferencial fundamental:

          A internet é livre, não existe monopólio de opinião.  Na mídia hegemônica prevalece o pensamento único, que é o  do patrão. As reportagens são editadas, assuntos importantes são varridos para debaixo do tapete e escândalos são fabricados. E ai do jornalista/ que divergir. vai para o olho da rua. Maria Rita Kehl foi demitida do estadão porque fez um artigo elogioso a Lula.

          Na internet há pluralidade, portanto debate. Na grande mídia oligopolizada, nem em sonho..

          1. Adma Andrade Viegas

            21 de maio de 2014 4:44 pm

            Acrescentando

            Eu posso ter minhas opiniões censuradas no blogo do Reinaldo Azevedo ou do Noblat (como já tive), mas existem os blogs de esquerda onde procuro me informar e tenho total liberdade para opinar.

            Aliás, você também tem total  liberdade no blog do Nassif, embora tenha opiniões diferentes da maioria que aqui posta.  Os blogs de esquerda são muito mais democráticos do que os da direita. Lá a tesoura corre direto.

  3. Franklin Caetano de Freitas

    21 de maio de 2014 1:58 pm

    Excelente.

    Publiquei no meu face.

  4. geraldo gomes

    21 de maio de 2014 2:21 pm

    O mínimo a imparcialidade

    O mínimo a imparcialidade

  5. Orlando

    21 de maio de 2014 2:47 pm

    Use a imprensa/mídia

    De certo modo, não existiria Malcom X sem a mídia/imprensa.

    Martin Luther King usou a imprensa e, é claro, foi usado por ela. Rosa Parks, antes de King, em seu protesto, fez com a imprensa americana, não raro racista, se importasse com o que estava acontecendo em uma cidade periférica dos EUA – Montgomery.

    Enfim, os direitos civis para os negros nos EUA não existiriam sem a imprensa/mídia racista..

    Sem a imprensa racista americana, ninguém saberia que Rodnei King, motororista negro, tinha sido violentamente espancado pela polícia de Los Angeles.

    1. Adma Andrade Viegas

      21 de maio de 2014 4:31 pm

      Tá e aí? Isso tornou a mídia 

      Tá e aí? Isso tornou a mídia  racista americana mais isenta?

      Ela poderia, se quisesse, ignorar a luta dos direitos civis e não noticiar nada sobre o assunto (aliás, deve ter feito isso no início).  Depois o movimento cresce a um ponto tal que é impossível fingir que nada está acontecendo.

      A Globo fez com o movimento das diretas. Ignorou até onde deu. Depois teve que noticiar, senão seria suicídio.

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