Sugerido por Rogério Marco Antonio Silva
Da Época

Em 1973, Mário Gomes ganhou o prêmio Molière – atual Shell – de melhor ator coadjuvante pelo papel do jovem Renato na peça Greta Garbo, quem diria, Acabou no Irajá. Passados 41 anos, ele volta a montar o espetáculo, desta vez como diretor e novamente vivendo o protagonista Pedro, um enfermeiro gay que sonha ser a diva do cinema.
Além da peça, Mário fará um monólogo sobre sua vida em breve. E não vai deixar nada de fora. Nem mesmo a história que deu origem a um dos boatos mais longevos do mundo artístico – o de que o ator teria sido internado num hospital, em 1984, em decorrência de uma cenoura enfiada no ânus. Sobre a lendária história, que este mês está completando 30 anos, ele fala sem rodeios. “A matéria foi uma cilada plantada por vingança porque eu e Betty Faria nos apaixonamos”, afirma.
Como será a volta aos palcos?
Estou muito feliz. Tenho amigos gays que dão palpites e minha atuação não tem rótulos. Afinal, o ser humano pode ser gay ou hétero; isso é uma orientação pessoal. Além disso, vou trabalhar com minha filha, Linda, de 22 anos. Ela fará o papel que Arlete Salles fez na outra montagem. Linda está preparada, vai emocionar e é um prazer imenso ver minha filha atuando.
Está curado da síndrome do pânico?
Ainda não. Mas hoje, depois de tanta análise, está controlada. Recentemente, tive um tumor na próstata e me assustei. Era maligno, já tirei e graças a Deus não se espalhou. Vou fazer 63 anos e depois dos 60, sabe como é: a próstata aumenta. Precisei tomar remédio para ansiedade enquanto esperava o resultado.
Sente saudade dos áureos tempos?
Às vezes. Mas a vida é triste e, quando caí na real, vi como eu era bobo. O autor Silvio de Abreu me chamava de Marilyn Monroe, um símbolo sexual que era bobinha e despreparada, mas uma pessoa do bem, pura. Sou um cara que não faz mal a ninguém. Naquela época, as mulheres que iam para cima de mim me comiam, porque eu era completamente introvertido.
O tal boato da cenoura está fazendo 30 anos. O que ficou dessa história?
Não imaginei que fosse prejudicar meu trabalho, mas aquilo atrasou minha vida. Minha ingenuidade me levou a sérios descaminhos, mas está tudo superado.
Já teve experiências sexuais com homens?
Já me imaginei apaixonado por um homem e já tive dúvidas sobre minha sexualidade, porque era muito inseguro e procurava autoafirmação. Com o tempo, fui me definindo. Minha relação é com mulher. Digamos que já tentei ser flamenguista, mas sou Vasco.
Sérgio T.
21 de maio de 2014 12:31 pmO que leio…
Óbviamente não o conheço pessoalmente, apenas o vi atuar. O que leio sempre é que se trata de boa pessoa, do bem. Já como ator eu o acho marromeno…
Desejo sucesso na empreitada, pois se o ator já é de regular a bom, quem sabe o autor é ótimo…
Abraços.
alfredo machado
21 de maio de 2014 12:33 pmTraíra traído
Rogério,
Daniel Filho é gente boa.
Sergio Saraiva
21 de maio de 2014 1:03 pmPapai sabe-tudo.
Como se dizia nos tempos da “Venus Platinada”: Deus é pai, mas Daniel é filho.
Alcy Behatzaile
21 de maio de 2014 12:34 pmCongratulações a Mário Gomes
Nestes tempos sombrios, de tanta decepção com declarações e entrevistas de artistas e celebridades midiáticas, enfim a divulgação de uma manifestação corajosa, desprovida de rancor, lúcida e impressionantemente franca.
Congratulações, abraço de solidariedade e votos de grande realização pessoal para o ator Mário Gomes nos trabalhos que está divulgando.
Mauro Segundo 2
21 de maio de 2014 1:31 pmSabe o que me deixa
Sabe o que me deixa intrigado? A forma com que indivíduos que tenham sido vítimas de linchamento midiático continuem dando crédito a linchamentos midiáticos de terceiros.
Criticam a mídia no seu caso específico (ou de familiares) e espalham os linchamentos alheios nas redes sociais.
De memória, rapidamente, conseguiria nominar 4 amigos assim.
É como o pessoal nos protestos, gritando contra a globo e seguindo a pauta de reivindicações do Jabor. Gritando contra a corrupção e beneficiando os corruptos tucodemos e midiáticos.
Luciano Prado
21 de maio de 2014 1:45 pmLucrando com a desgraça alheia
Segundo as más línguas o autor dessa maldade teria sido Carlos Imperial.
Acho que o erro de Mário Gomes foi não ter encardo a difamação de frente.
Deveria ter vindo a público e desmentido categoricamente. Quantas vezes fosse preciso.
Mas os grandes culpados mesmo foram os órgãos de imprensa que ganhavam e até hoje ganham com a desgraça alheia. Alimentado e dando manchetes para essas barbaridades.
Jorge Leite Pinto
21 de maio de 2014 2:42 pmNa época diziam que tinha
Na época diziam que tinha sido o Daniel Filho…
E acho que foi na década de 70, ou será que estou errado?
Sergio Saraiva
21 de maio de 2014 3:50 pmO Passado que condena.
Bem, Daniel Filho foi marido de Betty Faria.
ruyacquaviva
21 de maio de 2014 2:20 pmFoi uma maldade muito grande.
Foi uma maldade muito grande. Acredito que houve um certo componente de inveja no boato, pois o Mario Gomes era na época o maior galã da TV, usado como referência de homem bonito pelas mulheres, mais ou menos como o Gianechini era há poucos anos atrás (não que ele não seja hoje, estou apenas indicando o auge da popularidade entre as mulheres, Mário Gomes estava nesse auge também quando o boato se espalhou). Os homens achavam que ao espalhar o boato estariam reduzindo o cartaz do ator entre as mulheres, uma atitude com aquela dor de cotovelo inevitável diante dos comentários femininos a respeito do ator.
Também contribuiu o machismo da época. Ninguém se preocupava em ser politicamente correto e mostrar-se machista e intolerante era até motivo de orgulho para boa parte da população.
Enfim, a maldade das pessoas contribuiu muito, mas a mídia também tem uma parte importante de culpa. Por não querer abordar esse assunto – que era muito mais tabu do que hoje – acabou contribuindo para a boataria. Porém não foi uma ação de assassinato de reputação como vemos a mídia fazer hoje em dia. Não que a mídia fosse menos suja e mafiosa na época, apenas não foi a fonte dos boatos nesse caso específico. Pelo menos é isso que eu me lembro da época, porém não dei atenção nenhuma a esse cso.
alfredo machado
21 de maio de 2014 2:48 pmGrobo
ruy,
Engano seu.
O boato se propagou através do jornal dos Marinho, o traído tinha posto de executivo e colocou o seu poder prá funcionar.
Um abraço
Marly
21 de maio de 2014 5:36 pmJá naquela época…
Destruição de reputação, já naquela época! E passados todos esses anos, agora com PHD em manipulações covardes, continuam seus serviços deploráveis!
Dulce (Madame X)
21 de maio de 2014 2:38 pmFORAM DE UMA CRUELDADE IMPAR.
FORAM DE UMA CRUELDADE IMPAR. Um ex-marido despeitado e “DONO DO MUNDO”, com jornalistas sem caráter…mistura fétida!
Para entender quem era esse ator…na época, vamos simular uma “RECEITA MÁRIO GOMES”:
Pegue dois Reinaldo GIANECCHINE, um FIUK, um CAUÃ REYMOND bata tudo no liquidificador…e era NITROGLICERINA PURA, sonho de desejo de todas as mulheres do Brasil. A cerejinha da receita: TALENTO!
É incrível com a JUSTIÇA NÃO FUNCIONOU em PROTEGER E MANDAR IDENIZAR este profissional PELOS DANOS SOFRIDOS EM SUA CARREIRA.
Gilson AS
21 de maio de 2014 3:31 pm“Pegue dois Reinaldo
“Pegue dois Reinaldo GIANECCHINE, um FIUK, um CAUÃ REYMOND bata tudo no liquidificador…e era NITROGLICERINA PURA, sonho de desejo de todas as mulheres do Brasil. A cerejinha da receita: TALENTO!”
Dulce, o cara simbolizava isso tudo para as mulheres ?
Como dizem os jovens das periferias
Caraca maluco !
O bagulho é doido !
Gilson AS
21 de maio de 2014 3:26 pmFoi o Carlos Imperial que
Foi o Carlos Imperial que espalhou este boato.
Antes de morrer ele disse foi uma sacanagem dele.
Ari Silveira
21 de maio de 2014 5:31 pmA matéria errou por sete anos: boato da cenoura é de 1977
A história surgiu em 1977, logo após o envolvimento entre Mário e Betty Faria, com quem contracenava em Duas Vidas. O ator teria sido pivô da separação da atriz, que era casada com Daniel Filho. Imperial, amigo de Daniel, teria tido a ideia de espalhar o boato como vingança pela traição sofrida pelo diretor.
mpetropolis
24 de maio de 2015 8:01 pmDe fato, erraram na data. Foi
De fato, erraram na data. Foi na decada de 70 o ocorrido.
Nilva de Souza
21 de maio de 2014 5:37 pm“(…)
Entenda o caso:
Em
“(…)
Entenda o caso:
Em 1976, Mario Gomes contracenou com Beth Faria, então esposa de Daniel Filho, na novela “Duas Vidas”, cujo diretor era o próprio Daniel Filho. Segundo rumores, o ator, galã no auge do sucesso, e a atriz tiveram um affair fora das telinhas, para a ira absoluta do diretor.
Já em 1984, 8 anos depois, um boato que ficou famoso na época (e ainda é hoje em dia) narrava uma história, sem citar nomes, que um grande galã da teledramaturgia da TV Globo fora visto dando entrada em um hospital com uma cenoura penetrada no ânus. Apesar do nome mantido em sigilo e a veracidade jamais comprovada, tudo levava a crer que o sujeito da história, verdadeira ou fantasiosa, era mesmo Mário Gomes, que hoje indica que o motivo de Filho ter espalhado o boato seria vingança. (…)”
http://www.oreporter.com/Mario-Gomes-quer-processar-Daniel-Filho-por-%E2%80%9Cboato-que-nao-o-atingiu%E2%80%9D,1632498970.htm
DanielQuireza
21 de maio de 2014 5:41 pmNâo me lembro desta estória,
Nâo me lembro desta estória, até porque foi no ano que eu nasci..rsrs
Sempre me pareceu um ator gente boa, mas bem fraquinho, com estilo bem canastrão.
Nilva de Souza
21 de maio de 2014 6:01 pmMário Gomes: “A cenoura não
Mário Gomes: “A cenoura não me matou”
Em entrevista exclusiva ao iG, ator fala sobre a paixão que teve por Betty Faria e o boato que quase acaba com sua carreira.
Luisa Girão iG Rio de Janeiro |
02/07/2012 07:00:00
Na década de 70, um jovem de olhos azuis surgiu na novela “Gabriela” e chamou a atenção da crítica e do público – principalmente das mulheres. O sucesso de seu personagem fez com que, em pouco tempo, o ator Mário Gomes fosse alçado ao posto de novo galã da TV Globo. Viveu a partir daí dias de glória. “Eles podiam fazer qualquer coisa comigo. Podia entrar até mudo que quem estivesse envolvido ia encher a burra de dinheiro. Pô, eu era um ídolo absoluto, um sucesso inacreditável”, afirma ele.
Selmy YassudaMário Gomes
Prêmios, papéis centrais em novela no horário nobre e muitas mulheres aos seus pés. Tudo corria conforme o planejado. Até que um furacão – como o próprio ator descreve – entrou em sua vida. Em 1976, ele se envolveu com Betty Faria, sua companheira de elenco na novela “Duas Vidas”. Na época, a atriz era casada com um dos diretores da novela, Daniel Filho, a quem Mário Gomes só se refere como o “Salieri”, fazendo referência ao compositor italiano Antonio Salieri, suposto inimigo do gênio austríaco Mozart que teria dito a frase: “Eu Matei Mozart”. Foi a partir desse affair, segundo Mário Gomes, que sua vida teria mudado. “Até hoje me pergunto se fiz algo errado, mas não vejo como abrir mão de uma relação pura. Estava com a mulher porque estava a fim dela e ela de mim. Não tenho culpa”.
Um ano depois o ator foi alvo de um boato que o persegue até hoje: a notícia de que teria dado entrada em um hospital com uma cenoura no ânus. “A história da cenoura, bem ou mal, foi uma tentativa de assassinato. Mas ela não me matou. É como Nietzsche diz: ‘o que não mata, nos fortalece’”, afirmou o ator ao iG. Para Mário Gomes, desde seu envolvimento com Betty Faria, a TV Globo teria deixado que “Salieri” acabasse com a sua carreira. Sua demissão da emissora em 1984 teria ocorrido devido a alegações de mau comportamento, que ele nega: “Nunca faltei a uma gravação”. Desempregado, montou uma fábrica de jeans – a qual considera o maior erro da vida e pela qual até hoje responde a processos.
Acervo pessoalDetalhe de matérias, críticas e prêmios da vida de Mário Gomes
Mário Gomes acabaria por retornar à TV Globo em 1988 e a partir deste ano, participou de várias novelas e minisséries durante 20 anos, até 2008, quando fez a novela “A Favorita”. Mesmo com todos estes anos trabalhados para a emissora, o ator ainda alega que foi perseguido e demonstra mágoa: “Eles me mantiveram da maneira mais indigna. Eu não podia fazer sucesso”. Hoje o ator faz parte do elenco da TV Record.
Essa e outras histórias serão contadas em uma biografia escrita pelo próprio, em parceria com o autor Romero da Costa Machado. Mário recebeu a reportagem do iG Gente, em sua casa na Joatinga, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde mora com sua mulher, a arquiteta Raquel Palma e seus filhos, João e Catarina, de cinco e dois anos. Leia abaixo os principais trechos da conversa:
A PRIMEIRA NOVELA (1975): “O Walter Avancini me viu na peça ‘Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá’ e me chamou para fazer Gabriela. Era para fazer um personagem que iria aparecer em 18 capítulos. Um retirante que viria do Nordeste com a Sônia Braga. Mas como eu tinha olhos azuis, ia ficar esquisito. Aí, o próprio Salieri sugeriu que eu fizesse o filho do Coronel Amâncio, o Berto Leal, e foi um sucesso absurdo. Até fazia um sotaque baiano e, como sou muito perfeccionista, fazia com muita precisão. O personagem se destacou. O Artur da Távola escreveu em uma crítica que eu era o melhor de toda “Gabriela”. A Globo percebeu e falou: ‘Opa, vamos levantar esse moleque, que ele será o galã da casa’”.SUCESSO: “A Globo cresceu na década de 70 e 80 também por minha causa. É o Neymar que faz o futebol. Não é o dono do time. Quem faz a diferença é o Neymar, o Pelé, o Alain Delon, a Julia Roberts, o Mário Gomes. É o carisma do ator. O autor vai escrever em cima das suas características. E é essa química que vai dar os 98 pontos de audiência”.
RELACIONAMENTO COM BETTY FARIA (1976): “Muita gente acha que me envolvi com a Betty para me promover ou qualquer coisa que seja. Pô, eu tinha prêmio no teatro, tinha uma carreira. Nada disso. Me envolvi porque era uma pessoa muito despreparada, tanto afetivamente como sexualmente. Eu via na Betty aquele furacão. Jamais tomaria a iniciativa porque era extremamente apático. As mulheres sempre me comiam e me cantavam. Porque eu era muito bonito e tímido. Eu achava que ela ia me ensinar sexualmente. Tinha essa ilusão. ‘Com ela vou aprender, ia me desabrochar’. “A Betty usou o texto da novela,escrita pela Janete Clair, para me cantar. Eu levei um susto. Imagina? Tinha 23 anos. Era um bobão com aquele mulherão. Ela era amiga do Chico Buarque, da Marieta Severo, parceira da Leila Diniz… Fiquei deslumbrado. E a gente se envolveu. Aí começa uma pressão absurda da parte do senhor Salieri. Ele ligava para a autora e falava que eu não estava segurando a onda. A Betty me contava tudo. Aquilo me dava uma angústia porque eu não sabia o que fazer. O cara não podia fazer isso comigo! Como a pessoa mexe no trabalho dos outros? Eu sempre fui uma pessoa extremamente ética. Aquilo era inadmissível para mim. Porque ele falava com ela e eles mudavam o personagem. Descaracterizando o personagem. Aquilo me violentava porque não foi que combinamos fazer inicialmente”.
“
Salieri chegou, botou a mão no meu cangote, me olhou forte, e me jurou de morte.”
PAIXÃO POR BETTY: “Até hoje me pergunto se fiz errado, mas não vejo como abrir mão de uma relação pura. Estava com a mulher porque estava a fim dela e ela de mim. Não tenho culpa. O que posso fazer? Ela me chamou para sair e eu não saberia dizer não. Principalmente para ela. Imagina recusar um convite da Betty Faria? A filha do general. Ela tinha um glamour de gata, de vedete. Tinha todo um jeitão. Eu sinceramente não teria tomado a iniciativa, mas, como ela tomou, me apaixonei completamente. Na primeira vez que saímos, fiquei esperando ela do lado de fora da Herbert Richers (estúdio de gravação no Rio de Janeiro). Ela vinha saindo, mas o Salieri a colocou no carro dele e ficou meia hora descendo o sarrafo nela. Depois pegamos o meu carro e fomos para Ipanema. Ela me convidou para ir na casa dela no dia seguinte, que era Natal. Já na varanda o senhor Salieri chegou, botou a mão no meu cangote, me olhou forte, e me jurou de morte. Como eu digo no meu livro: ali, eu não tinha noção do que poderia acontecer. Para mim era a coisa mais normal do mundo a mulher estar a fim de mim e eu dela. Tinha 23 anos, era inocente. De repente se meu pai estivesse vivo ele teria falado para eu cair fora, mas me sentiria extremamente covarde se não ficasse com ela. O Salieri não era meu amigo. Na minha cabeça, eu não tinha razão nenhuma para não me envolver com ela”.
CENOURA (1977): “A história da cenoura, bem ou mal, foi uma tentativa de assassinato. Mas não me matou. É como Nietzsche diz: ‘o que não mata, nos fortalece’. As pessoas podem dizer: ‘Ah, esse cara está maluco’. Se elas entenderem a maneira que foi feita, vão se sentir indignadas. O Salieri queria apagar o chifre. E o Imperial (o diretor e jornalista Carlos Imperial) queria relançar um filme, que era um absurdo. Então, eles inventaram uma matéria na Revista Amiga, que desonrava meu pai. E, ao mesmo tempo, inventam e soltam a história da cenoura no jornal Luta Democrática. As duas estarão transcritas no meu livro. Eles achavam que iam me atrair para uma emboscada, pra honrar meu pai. Queriam que eu reagisse porque fui criado com a família Gracie. Tínhamos uma história de que amigo nosso não levava nem trote. Mas eu não tinha condições de reagir, fiquei completamente abatido com a história do meu pai. Da cenoura só fiquei sabendo três dias depois. E eles se enganaram, sempre fui avesso à irracionalidade da violência física. Que maricas, me jogando contra o público, em vez de falar na minha cara”.
RELAÇÃO COM “SALIERI”: “Eu fui torturado por este sujeito a minha vida toda. Até hoje, sonho com ele. Acordo falando com ele. Discuto com ele no carro. Falo com ele em tudo quanto é lugar. Ele me tirou meus colegas de trabalho, amigos, minha vida, meu trabalho. Esse cara nunca fez um quinto do sucesso que fiz. Ele veio na minha cola e aproveitaram o meu sucesso para darem a ele uma chance. Paradoxal, né? Olha que coisa dolorosa. O meu sucesso deu a ele a chance de se tornar quem ele é. Eu era o Neymar da Globo. Quem tinha de ter saído era o Salieri, que prejudicou a Globo, com a cultura do pessoal e não do mérito. O Jorge Fernando e o Guel Arraes foram extremamente injustos, aliciados do senhor Salieri. Me passaram pra traz, combinamos coisas, como disse o Guel: ‘você veio com a gente, mas nós não fomos com você.’ Bom, eles sumiram e mudaram a minha vida (no livro será melhor explicado) e se aproveitaram da minha onda para ascender e depois virarem os melhores amigos do Salieri. O Salieri falava para todo mundo que eu era veado, principalmente pra Betty, que eu era babaca, falou pra Maria Zilda. Preconceito. Eu sempre me senti muito mal. Imagina um cara com aquele poder falando para todo mundo que eu era um babaca? Eu me afastei dos meus colegas para não prejudicá-los. Ele fez uma festa no Copacabana Palace e fez com que o Chico Buarque e o Roberto Carlos cantassem para ele, tratou mal o Nuno Leal Maia que era meu amigo e, desavisado, foi parar na tal festança. Todo mundo que colou nele e puxou o saco dele se deu bem. Inclusive, ele, né? Ele manda na Globo até hoje. Faz o papel que quer”.
“
Em busca do tempo perdido perdi a mão na tênue relação com o público. Ele conseguiu o que queria: me destruir por dentro”
DEMISSÃO DA GLOBO: “Quando termina ‘Vereda Tropical’, em 1984, no auge dos meus 98 pontos de audiência, só tinha a Globo, o Boni se sentiu encorajado a passar a bola. Dando a bandeja para o senhor Salieri colocar minha cabeça. Dá ao amigo a chance da vingança. E acha que não vai mexer com a estrutura global. A audiência estava lá no alto enquanto as outras emissoras estavam fechando. Mas se deu mal. Eles queriam que eu fosse uma peça qualquer, mas não sou. Eles achavam que a Globo era uma fábrica de sabonete. Aquilo ali é uma fábrica de sensibilidade. Mas não adianta. Ele ascende o nosso Salieri para o posto máximo de comandante da arte no Brasil. E nosso vilão, em detrimento do mérito, prioriza o pessoal. Por isso que ele e a Globo caem para 35 pontos em sete anos no JN. E é quando eu sou chamado de volta, mas, aí, eu havia me envolvido com uma fábrica que jamais imaginei, uma mulher que eu não amava, e ela ficou grávida. E em busca do tempo perdido perdi a mão na tênue relação com o público. Ele conseguiu o que queria: me destruir por dentro”.
DESCULPA DE MAU COMPORTAMENTO: “Eles disseram que me demitiram pelo meu mau comportamento. Isso é conversa fiada. Nunca faltei a uma gravação. Quem se comportou de mal a pior, indignamente, naturalmente foi o Sr: Salieri. Que àquela época, prejudicou, e de forma definitiva, a própria Globo. Eles dizem que eu mesmo assumi que tinha mau comportamento. Isso é conversa fiada, é malandragem. Porque a coisa mais fácil do mundo é conversar comigo”.
IDA PARA A RECORD: “A partir da ‘Favorita’, eu entendi que não dava para mim. Estava batendo em ponta de faca. Eu tentava trabalhar na Globo, mas existia um pacto pra me controlar. Ele pode fazer novelas espaçadas e não pode crescer o personagem. Liguei para a Record e falei que queria trabalhar lá. A Globo é essa turminha de meia dúzia, dos amigos do Salieri. Hoje estou muito feliz na Record”.
PROCESSO CONTRA GLOBO: “Hoje estou na justiça com um processo de assédio moral e trabalhista contra a emissora. O moral é devido a toda a perseguição. A Globo foi me achatando de tal maneira. Deixou que o Salieri acabasse com a minha carreira e vida. Já o trabalhista é porque trabalhei quarenta anos lá e não recebi nada. Nem um tchau. Nada de fundo de garantia. Me obrigavam a ser firma. A Globo é obrigada a reconhecer o meu vínculo com ela. Quanto aos tais 40 milhões de reais seria pouco pelo que passei e deixei de ganhar”.
LIVRO: “O livro é a minha alma. Preciso disso. Demorei 30 anos para entender o porquê fui tão sacaneado. O que fiz a essa gente? Sucesso? Muito Sucesso? Talvez isso tenha incomodado. Só pode ser isso. Acho que o cara não deve abrir mão dos seus sentimentos ou do que pensa para puxar o saco de ninguém. Essa é minha política. Posso até estar errado, mas não sei ser diferente. Não sei me calar, não é a minha. Nunca me calarei. Sofri, foi muito bullying. O senhor Salieri queria ser ator, virou carrasco, mas mesmo assim não desejo a ele o que fez comigo, afinal eu tive, tenho, e sempre terei alma de artista”.
Leia a íntegra da entrevista do ator Mário Gomes ao iG Gente
http://gente.ig.com.br/2012-07-02/mario-gomes-a-cenoura-nao-me-matou.html
Nilva de Souza
21 de maio de 2014 6:02 pmFoi o Daniel Filho que estava
Foi o Daniel Filho que estava com a Betty Faria na época.
Nilva de Souza
21 de maio de 2014 6:06 pmEu li a resenha e uma
Eu li a resenha e uma entrevista que ele deu ao iG em 2012 falando sobre o livro, onde relata que foi o Daniel Filho, que ele chama de Salieri, com a ajuda do Carlos Imperial, num primeiro momento difamando o pai dele e após o boato da cenoura.
http://gente.ig.com.br/2012-07-02/mario-gomes-a-cenoura-nao-me-matou.html
Nilva de Souza
21 de maio de 2014 7:06 pmMuito triste isto. Alguns
Muito triste isto. Alguns sites do movimento negro estão se especializando em publicar artigos(sobre os quais não se responsabilizam pois seria opinião do articulista) que detona a esquerda e não se preocupa em macular a memória ou assassinar a reputação de pessoas, desde que seja para “defender as causas” a que se propõem.
Que artigo mais absurdo ! Adorava o Simonal quando era criança/adolescente e fiquei sabendo do ocorrido na época, tendo me postado ao lado dos que o criticavam. Jair Rodrigues sempre foi gênio, discreto mas atuante, jamais deixou de fazer shows em sindicatos onde era aclamado por todos. Era um querido. Até aí, concordamos que ambos poderiam ter sido mais reconhecidos pela qualidade da obra musical, mas não posso concordar que para elogiar ou desmistificar fatos, tenha que assassinar a memória ou a reputação de outros que muito contribuíram lutando pela redemocratização do país. Inclusive fui admiradora da obra do Carlito Maia, sou amiga da Dulce Maia, acho que todos os brasileiros devem reverenciá-la por sua luta e dignidade e não espicaçá-la como o texto faz. Dulce Maia é símbolo de luta e dignidade, devemos nossa liberdade a pessoas como ela e à esquerda que você critica no texto.
Jair Rodrigues e Wilson Simonal: O Racismo na MPB
Publicado a 10 minutos atrás, em 21 de maio de 2014 » Atualizado às 15:22 Categoria » Artigos e Reflexões
Plagiando o Jornal da Besta Fubana, “deu no jornal”:
por Abílio Neto
“Mario Balotelli virou o alvo preferido dos ladrões na Itália. Na noite de sexta-feira, o jogador teve sua casa assaltada enquanto estava fora com seu irmão Enoch, de acordo com a imprensa local. Há um ano, o atacante do Milan já havia sofrido este tipo de crime. Segundo os relatos dos jornais, os bandidos levaram joias, relógios e objetos dourados, assim como um carro esportivo, que foi encontrado em sequência num bairro vizinho. Os bandidos teriam entrado na casa de Balotelli forçando uma janela.”
Uma pergunta: por que não assaltam a casa do branco Kaká, jogador brasileiro que ganha também milhões na Itália? Simples, Kaká é branco e o racismo de direita na Itália não quer que negro tenha nada. Imagine então se for um negro que gosta de ostentação?!
Qual a semelhança com algum artista brasileiro, considerando-se que jogador de futebol dá espetáculos e não deixa de ser um artista também com (seu instrumento) a bola?
Para mim, a lembrança mais incômoda e sofrida é com o ostracismo forçado do cantor Wilson Simonal, um ícone negro do Brasil, maltratado até seus últimos dias de vida por uma esquerda leviana e cruel, gente de mente criativa e formadora de opinião. Aquela ostentação de Simonal se gabando da pilantragem, cheio de dinheiro e conduzido em carros de luxo, incomodou e muito a esquerda no tempo da ditadura no Brasil. Seus perseguidores foram nomes famosos da imprensa e do meio artístico. Negro que fizer muito sucesso neste país que se cuide. O calvário de Simonal com a condenação à prisão vai fazer 40 anos em novembro deste ano. São poucas as vozes que se levantaram a favor de Simonal nesse tempo todo. Eu me lembro de um artigo de José Nêumanne Pinto condenando outro de Mário Magalhães para a Folha de São Paulo. Recordo outro de Ipojuca Pontes. O Magalhães foi parcial demais. Simonal já estava enterrado desde 2000 e esse jornalista ainda não satisfeito veio jogar mais terra sobre o caixão do artista.
Recentemente, após a morte do maior sambista desta terra, Jair Rodrigues, li com certo desconforto, o que um crítico de renome escreveu a seu respeito:
“Nunca entendi em que momento Jair Rodrigues deixou de ser uma grande estrela da MPB para se acomodar numa posição secundária, às vezes inexpressiva. Salvo uma ou outra canção que só podemos imaginar na sua voz, pouco restou depois dessa época (Disparada) e anos seguintes. Jair Rodrigues foi uma espécie de Wilson Simonal de si mesmo. Um gênio que se perdeu por razões misteriosas, jamais entendidas. Um desperdício absoluto. Talvez não tenha percebido seu papel como protagonista de um País que ainda podia dar certo. O Brasil estava sob uma ditadura, e o rapaz dono de uma energia pura e contagiante não teve consciência política à altura do que aquele momento exigia e esperava de seus artistas.” (Marco Antonio Araújo).
A minha perplexidade diante desta afirmação é tamanha que repito o que dizia aquele comediante famoso: “é mole, ou quer mais?”. Vou ser bem simples na apreciação e respondo a esta leviandade com duas perguntas. 1) Existe coisa mais absurda do que se exigir de um artista que a sua arte seja engajada politicamente? 2) O que é que este senhor conhece do repertório de Jair Rodrigues para proferir tamanha barbaridade?
Jair, ao longo da carreira, gravou sucessos dos maiores nomes da música nacional. No que concerne ao Nordeste, orgulho-me imensamente de ouvir na sua voz, clássicos de Luiz Gonzaga como “Chá Cutuba” (Humberto Teixeira) e “No Meu Pé de Serra” (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira). E não ficou somente em Gonzagão. Músicas gravadas por Jackson do Pandeiro, Nando Cordel, Dominguinhos e Gonzaguinha figuram no seu brilhante repertório. É o que me vem na lembrança no momento porque ele fez mais do que isso.
Também faz poucos dias que ouvi um áudio dos dois produtores de “O Fino da Bossa”, programa de TV que durou de 1965/1967, em que eles cobrem de elogios a grande Elis Regina e não disseram nem um adjetivozinho a favor do nosso “rei da alegria”.
Ora, se Jair Rodrigues era criticado por não ter se engajado politicamente, imagine-se o carnaval que fizeram com o cantor Wilson Simonal, alçado à condição de supremo delator da classe artística. Jair Rodrigues foi amigo de Simonal até as últimas… um dos poucos do meio artístico que não se fechou para ele. Dizem que até o ajudou financeiramente quando a coisa ficou preta, juntamente com o empresário Marcos Lázaro. Em 1971, quando surgiu a encrenca, Jair sugeriu a Simonal que fosse passar um tempo morando no México, país que o endeusava desde a realização da Copa do Mundo de 1970, quando o Brasil sagrou-se tri-campeão em suas terras.
Na época da crucificação de Simonal, eu tinha pouco mais de 20 anos e me juntei ao feroz bando da imprensa que queria ver a sua caveira. E me tornei pesquisador musical depois de aposentado a fim de “investigar” certas questões que por dezenas de anos andaram me engasgando. O caso Simonal é um deles. Já escrevi sobre as “duas mortes de Elis Regina” e considerei Vandré “o morto-vivo da ditadura do Brasil”. Ainda o ano passado, escrevi um artigo no qual condenava Simonal. É muito complicado julgar. É por esse motivo que sou contra a pena de morte.
O caso de Simonal é uma vergonha nacional (a rima é proposital), principalmente para a Justiça. Esse artista, no auge da perseguição da imprensa de esquerda, tão logo o caso foi noticiado, havia se mudado para São Paulo e nunca foi intimado para responder àquela acusação penal de que trata o processo 3540/72. Com o requisito da ampla defesa que a Constituição cidadã de 1988 trouxe no seu teor, seu processo, porque correu à revelia, desde a vigência daquele ato, estaria totalmente nulo!
Simonal foi roubado? Claro, em milhões de dólares e nunca se investigou isso. Nem no tempo da ditadura e muito menos depois dela. A partir do momento em que ele lotou o Maracanãzinho abafando até o conjunto “Sérgio Mendes e Brasil 66”, no fim da década de 60, tudo o que ele tocava virava ouro. E foi assim que assinou aquele contrato milionário com a Shell em 1970, que foi tido pela imprensa como o mais relevante já assinado por um artista brasileiro da época. E foi justamente desde o início desse contrato que planejaram minuciosamente sua derrota. Uma vingança racista contra um negro considerado esnobe.
Simonal tornou-se sócio de João Carlos Magaldi, que trouxe o administrador Rui Brizola para sua empresa, a “Simonal Comunicações”. Este, por sua vez, chegou carregando a tiracolo o contador Raphael Viviani. Quem era João Carlos Magaldi? Um sócio do publicitário Carlito Maia em outra empresa, que vivia do faturamento do sistema capitalista, porém era um esquerdista roxo. Sua irmã, Dulce Maia, canhota que pegou em armas e foi banida do Brasil em 1970, do exterior ainda fomentava a luta armada em terras brasileiras. Ela precisava de financiamento, mas não tinha uma fonte de recursos. A fonte apareceu. Foram os milhões de dólares que Wilson Simonal ganhou com shows, contratos de publicidade, direitos sobre fonogramas, tudo, tudo, tudo. Magaldi era amigo íntimo de Carlito Maia e sócio na agência “Magaldi, Maia & Prosperi” desde o início da década de 60. Essa vertente de investigação sobre o sumiço da grana de Simonal nunca foi testada pelas autoridades competentes, mas é a que mais se aproxima da lógica. Sim, porque lamentavelmente a esquerda tem um histórico de roubo para sustentar a luta armada na mesma época!
Trinta anos depois de mandar dar uma surra no contador Viviani, coisa feita por gente ligada ao DOPS, em agosto de 1971, após este ter sido sequestrado de sua casa e levado até as dependências daquele órgão, Simonal chegou a triste conclusão após o relato de gente amiga mais ajuizada, de que o contador era o menos culpado do grande roubo de que foi vítima. Que os grandes responsáveis pela bandalheira foram João Carlos Magaldi e Rui Brizola. Já era tarde demais para se fazer qualquer coisa. As provas desapareceram. Contador só contabiliza o material que lhe chega às mãos para exercer seu mister. Se tivesse roubado Simonal, não estaria tão pobre como demonstrou quando foi localizado para depor naquele filme organizado por um ex-integrande do Casseta & Planeta. Simonal com seus amigos do DOPS saíram como loucos à procura de Rui Brizola. Como não o encontraram em vários locais, se dirigiram até a casa de Carlito Maia e a invadiram. Não acharam Brizola nem seu dinheiro, porém uma farta quantidade de material considerado subversivo pelos agentes. Carlito Maia foi preso e a casa caiu para Simonal. Se houve “dedodurismo”, este se deu por mero acaso. Cinco pessoas foram indiciadas no processo 3540/72, duas absolvidas e três condenadas pelo juiz. A sentença foi de novembro de 1974.
Rui Brizola era vice-presidente da Traffic no começo deste século, empresa que atua no meio esportivo. Quanto a Magaldi, tornou-se o poderoso diretor-geral de Comunicações da TV Globo. Enquanto Simonal estava no mais repudiante ostracismo, ele proibiu seu nome de constar em qualquer programação da famosa Vênus de platina. Interessante que um dos depoimentos que mais chamam a atenção no documentário de Cláudio Manoel, por ser o mais hipócrita, é o de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, da Globo. Ele disse que Simonal foi um grande injustiçado, porém no seu reinado global, manteve a proibição imposta ao cantor por Magaldi que foi seu padrinho de casamento. Já Carlito Maia prosperou muito em seu ofício. Gaiato, produziu frases famosas, uma delas é esta: “a esquerda, quando começa a contar dinheiro, vira direita”. Tornou-se um criador famoso para o PT. O “oPTei” é obra dele, assim como o reverenciado “Lula-lá”, de 1989. Conforme se percebe, todos ficaram bem de vida, menos Simonal e seu contador.
Carlito está morto, Magaldi idem, de Rui Brizola não sei nem quero saber, embora ache que bateu as botas porque Milton Neves o chama de saudoso. Simonal foi se consumindo aos poucos na bebida, até que em junho de 2000 se encantou. Como a sua família faz para recuperar um pouco o valor dos bens que lhe foram tomados? Indo bater à porta do governo pedindo uma justa indenização como fizeram os esquerdistas que se disseram perseguidos. É incontestável que Simonal foi duplamente perseguido pela esquerda, primeiramente pela etílica que editava jornais como o Pasquim, e por aquela que escrevia nos jornalões; depois pelo seu sócio de esquerda, que estranhamente vivia do que ganhava no mercado publicitário. Simonal foi o único artista exilado em seu próprio país. Ele perdeu tudo o que ganhou com sua grande arte: dinheiro, mansão, carros de luxo, fama, prestígio e poder.
Poder porque quando começou a receber telefonemas ameaçadores dizendo que não se desse dinheiro para a causa da esquerda seria sequestrado, foi a partir daí que começou a frequentar o DOPS para pedir ajuda. Um dos agentes passou a receber do bolso dele para tomar conta da sua segurança pessoal. Foi esse mesmo camarada (Mário Borges) que o denunciou como informante do órgão no processo que o condenou. E acabou absolvido.
O Brasil tem uma imensa dívida de honra com Wilson Simonal. E não vai pagar de uma hora para outra. Uma vítima da esquerda que a direita nunca defendeu. Certa vez deram o processo dele para o jurista Saulo Ramos ler (aquele que foi Consultor Geral da República e Ministro da Justiça), ele olhou, olhou e depois perguntou ao seu interlocutor: – Quantas pessoas foram indiciadas neste processo? – Cinco. – Quantas foram condenadas? – Três. – Quantas foram para a cadeia? – Somente Wilson Simonal. – Então ele nunca foi informante do DOPS, porque se fosse, jamais ficaria preso.
Para não esquecermos Jair Rodrigues e Elis Regina, aqui está um pout-pourri que eu até hoje não ouvi outro igual. É composto das seguintes músicas: “O Morro Não Tem Vez” (Tom e Vinícius), “Feio Não É Bonito” (Carlos Lyra e Gianfrancesco Guarnieri), “Samba do Carioca” (Vinícius e Carlos Lyra), “Esse Mundo É Meu” (Ruy Guerra e Sérgio Ricardo), “A Felicidade” (Tom Jobim e Vinícius), “Samba de Negro” (Roberto Corrêa e Sylvio Son), “Vou Andar Por Aí” (Newton Chaves), “O Sol Nascerá” (Cartola e Elton Medeiros), “Diz Que Fui Por Aí” (Hortêncio Rocha e Zé Ketti), “Acender as Velas” (Zé Ketti) e “A Voz do Morro” (Zé Ketti), gravação ao vivo em 1965 com o auxílio luxuoso do Jongo Trio.
Para que Simonal permaneça sempre em nossa lembrança, é ótimo ouvi-lo cantando “Franqueza”, de Oswaldo Guilherme e Denis Brean, gravada em 1966.
http://www.geledes.org.br/jair-rodrigues-e-wilson-simonal-o-racismo-na-mpb/
Há quase um mês foi o Afropress que desancou o Lula dizendo-o não merecedor dos títulos honoris causa porque ele não lê, não estuda e seria um péssimo exemplo para a juventude. Lá foi um ex-petista. Está ficando complicado.
jagao
21 de maio de 2014 7:58 pmTenho 39 anos e cresci
Tenho 39 anos e cresci ouvindo relatos das pessoas mais insuspeitas sobre a história da cenoura.
Ouvi o relato até de professores em sala de aula, que juravam que conheciam “o primo do vizinho” do médico que havia realizado a cirurgia para extração do legume do reto do ator…
Aline C Pavia
21 de maio de 2014 8:25 pmContinua um pão, um pedaço de
Continua um pão, um pedaço de mau caminho, um banquete para mil talheres.
Duque
2 de outubro de 2014 3:08 amLinchamento
Torço para que o Mário Gomes consiga ganhar o processo movido contra a Rede Globo. Devia ter agido há mais tempo. A história é muito clara e é de uma covardia absurda. Uma mentira dessas plantada na imprensa hoje em dia traria para o ”plantador” processos ganhos com certeza pelo caluniado, mas certamente não arruinaria a carreira de ninguém…
Anselmo Santana
15 de março de 2015 5:33 pmVolta por cima
O que se comentava aqui no Rio naquela época é que o Mário Gomes inteligentemente deu a volta por cima, orientado por dois experientes advogadxos. Além de ganhar um processo milionário movido contra Daniel Filho, processou um restaurante da Barra que servia um petisco chamado “Cenoura à Mário Gomes” De quebra, ainda fez um comercial de TV onde fazia sopa de cenoura num liquidificador Walita. A vingança é um prato que se come frio.
João Antonio martins Neto
28 de maio de 2015 6:31 pmVolta por cima
Essa história da cenoura foi comentada por muito tempo aqui aqui no RJ, isso numa época em que não existia internet nem redes sociais. Mas a história que se contava era essa mesma, a Betty Faria traiu o Daniel Filho com o Mário Gomes. Daniel, o corno, em vez de encher a piranha de porrada, preferiu se vingar do ricardão, no caso o Mário, que apenas cumpriu o seu papel de homem e comeu o que a Betty vivia esfregando na cara dele. Junto com o jornalista Carlos Imperial (já falecido), e através de revistinhas de fofoca e pasquins de quinta, espalharam o boato de que Mário Gomes deu entrada em um pronto-socorro com uma enorme cenoura atochada no buzico. Tudo mentira, mas teve o efeito de uma bomba, prejudicando a vida pessoal e a carreira do ator. Só que ele deu a volta por cima, orientado por um grande escritório carioca de advocacia, movendo e ganhando um processo milionário contra Daniel e Imperial, o que lhe rendeu uma cobertura de luxo na Lagoa e uma Mercedes-Benz zerada. E ainda ganhou uma indenização de um restaurante que usava seu nome para batizar um prato à base de cenoura. Logo em seguida, Mário aceitou um convite da Walita para rodar um comercial de TV onde fazia uma sopa de cenoura num liquidificador da marca. Mais dinheiro na conta dele. Daniel Filho deve ter dado chifradas na parede, babando de ódio. O feitiço virou contra o feiticeiro…
Paula Vima
9 de março de 2017 7:00 pmAbismada com tamanha canalhice e machismo.
É um dos comentários mais machistas e nojentos que já li nesta página. Espero que você seja apenas um frustrado mal amado que usa o anonimato para defecar pelo teclado do computador, e não reproduza esta visão de mundo grotesca em tua vida cotidiana. Caso contrário, sinto muito pelas pessoas, especialmente as mulheres, que têm o desprazer de esbarrar com você.
Gilson Viana
25 de dezembro de 2016 5:06 pmCenoura
Incrível como se comenta esse assunto até hoje. Mas o Daniel Filho pagou caro por espalhar esse boato, além do par de chifres ainda teve que enfrentar um processo por calúnia e difamação ainda teve que pagar uma vultosa indenização para o Mário.
Marcelo de lima
12 de março de 2017 2:46 pmHoje dia 12/03/17- domingo-
Hoje dia 12/03/17- domingo- Mário Gomes deu uma entrevista ao JORNAL EXTRA SOBRE esse assunto. Teve que vender até hamburguer.
Arnaldo F
21 de janeiro de 2018 7:24 pmMario Gomes sempre foi uma
Mario Gomes sempre foi uma versão do contemporâneo Nuno Leal Maia: caricato, meio canastrão, mas simpático. A diferença é que Gomes era mais bonitão que Nuno.
Mas havia outros jovens galãs atléticos nesse final de anos 1970, como Kadu Moliterno, Paulo Castelli, André de Biasi, Miguel Falabella. Gomes não era um superstar isolado nem pela beleza. Era mais um.
Mas que o caso da cenoura espanta, espanta. Espalhou-se pelo país em poucos dias.
Possivelmente porque essa coisa de alguma coisa fálica entalada no reto é uma das populares lendas urbanas (assim como do casal morto durante o sexo oral, quando o carro onde estavam foi abalroado por outro, decepando o membro do homem que entalou na garganta da mulher, sufocando-a).
Mas é uma prova de que “viralizar” é algo bem anterior à internet.
Hélio Moreira
19 de março de 2022 12:18 amIncrível como essa história rende até hoje. Mário Gomes foi vítima de uma vingança sórdida perpetrada pelo corno Daniel Filho, casado com Betty Faria, que era amante do Mário Gomes. Daniel, junto com o jornalista Carlos Imperial, que era dono de um jornalzinho de fofocas, inventaram essa história de que o ator foi internado com uma enorme cenoura entalada no cu, uma mentira que prejudicou a carreira do Mário, o galã da época. Só que ele processou os dois e recebeu uma indenização milionário, que lhe permitiu comprar um apartamento e um carro de luxo. Quem ri por último…