Jornal GGN – O comércio varejista ampliado, que inclui em seu cálculo o setor de varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou variação negativa de -1,2% para o volume de vendas e de -0,1% para a receita nominal de vendas, ambas com ajuste sazonal (comparadas com fevereiro de 2014). Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de -5,7% para o volume de vendas e de -0,4% na receita nominal de vendas. No que tange às taxas acumuladas, os aumentos foram de 2,1% no ano e de 3,2% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de 7,2% e 8,7% para a receita nominal, respectivamente.
De acordo com a pesquisa, a queda de -5,7% na comparação interanual reflete, sobretudo, a taxa negativa da atividade de Veículos, motos, partes e peças, cujo resultado em relação a março de 2013 foi de -16,0%. Esta atividade apresentou ainda as seguintes variações: -0,6% sobre o mês anterior ajustado sazonalmente, -3,8% no trimestre e -0,4% no acumulado dos últimos 12 meses. O resultado negativo na relação interanual vem sendo influenciado pela redução do ritmo de crescimento do crédito, conforme apontado pelo Banco Central.
O segmento de Material de construção obteve variações no volume de vendas de -3,1% na comparação com o mês anterior com ajuste sazonal. As demais variações foram de 1,4% sobre março de 2013, 7,2% no trimestre e 7,4% no acumulado dos últimos 12 meses. Apesar da desaceleração da taxa interanual, a atividade ainda apresenta resultados acumulados acima da média global do varejo. A redução do IPI para uma cesta de produtos do setor e as condições favoráveis do crédito habitacional (inclusive com o aumento do limite do uso do FGTS para financiamentos imobiliários) são fatores que vêm contribuindo para este comportamento.
A análise regional mostra que quatro estados tiveram variações positivas no período: Alagoas (2,4%); Santa Catarina (0,8%); Maranhão (0,6%) e Ceará (0,2%). Em termos de impacto negativo no resultado global do setor, os destaques foram os estados de São Paulo (-8,0%); Minas Gerais (-9,5%); Rio de Janeiro (-5,1%); Paraná (-6,8%) e Espírito Santo (-13,2%).
Ainda por unidades da federação, os resultados com ajuste sazonal, para o volume de vendas, apontam quatorze estados com resultados positivos na comparação mês/mês anterior. As maiores variações positivas foram na Paraíba (3,3%); Amapá (2,3%); Rondônia (1,8%); Piauí (1,5%) e Maranhão (1,1%), enquanto as maiores quedas foram registradas no Acre (-6,8%); Roraima (-6,2%); Santa Catarina (-2,7%) e Pará (-2,6%).
Pachecão
15 de maio de 2014 10:51 pmNo varejo, e principalmente
No varejo, e principalmente no pequeno varejo, tá ficando feia a coisa.
E pode procurar aí que o setor supermercadista e loja de departamentos ( incluindo suas vendas virtuais ) deve ter aumentado o volume de vendas.
O gargalo tá no pequeno varejo, onde o abuso da tal substituição tributária tirou muito da competitivade do setor, já que agora optante do simples acaba pagando a mesma carga de ICMS dos não optantes, e ainda por cima não tem o crédito.
E o nosso Ministro Vice-Governador, depois de um ano, ainda não disse a que veio.
Notívago
16 de maio de 2014 5:08 amSe estou muito exigente, me desculpe
Nassif, o blog ultimamente está meio lento ou estou enganado? Quando falo meio lento eu me refiro à postagem de matérias novas, mais antenadas no que está acontecendo no dia-a-dia no Brasil.
Bom, eu sei que você é um jornalista de múltiplas atividades e talvez um dia de 24 horas seja insuficiente para elas. Mas seu blog é tão importante que qualquer variação de ritmo é logo percebida e nos deixa preocupados.