4 de junho de 2026

Boulos e Marçal têm chances de aumentar votos em SP, Nunes não, mostra pesquisa

Conclusões são possíveis ao cruzar dados dos padrinhos nacionais e transferência de eleitorado na cidade de São Paulo
Foto: Reprodução/Band

A maioria considerável do eleitorado paulistano (57%) desaprova o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo, mas está dividido (44%) sobre a avaliação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ainda, 42% dos entrevistados aprovam o presidente Lula contra 50% que desaprovam.

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É o que mostra a pesquisa Atlas/Intel realizada na cidade de São Paulo. Os números podem guiar as campanhas pelo comando da capital que é o maior reduto eleitoral do país, na disputa acirrada entre Guilherme Boulos (Psol), Ricardo Nunes (MDB) e, mais distante, mas com avanços consideráveis, o empresário Pablo Marçal (PRTB).

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira (21) mostrou que Marçal cresceu, consideravelmente, junto ao eleitorado de Jair Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas. Assim, o apoio de 44% dos entrevistados na capital ao governo Tarcísio traz bons sinais ao mais novo candidato a avançar na disputa.

Ao mesmo tempo, também 44% desaprovam o atual governador: é nesse nicho que está o eleitorado de Guilherme Boulos. Mas exclusivamente para o candidato, os números do apoio do seu padrinho nacional, o presidente Lula, trazem mais significado: e 42% dos paulistanos dizem apoiar o presidente Lula. Outros 50%, não.

Além de Boulos, que hoje lidera as pesquisas de intenções de voto em São Paulo, o atual prefeito – que aparece em segundo lugar e é o candidato apoiado por Jair Bolsonaro – não tem números positivos na sua avaliação de governo. A pesquisa Atlas mostra que 57% desaprovam Nunes e somente 28% aprovam.

Na prática, ao cruzar estes dados com a pesquisa direta de intenções de voto, conclui-se que dos 38,6% dos eleitores que dizem que votarão em Nunes, somente 28% seria um voto mais confiável, porque avaliam bem o seu governo.

Ao mesmo tempo, ao fazer a transferência dos votos dos apoiadores de Lula na capital, Boulos garantiria os atuais 28,5% das intenções de voto e poderia conquistar ainda mais.

Ainda, especificamente entre os eleitores de Jair Bolsonaro em São Paulo, somente 45,8% aprovam a Prefeitura de Ricardo Nunes: outros 30,3% desaprovam e 23,9% não souberam responder. Na prática, o apoio de Bolsonaro em Nunes não está surtindo o efeito esperado, e bolsonaristas estão migrando para Pablo Marçal, conforme revelamos aqui.

Assim, os números das aprovações e desaprovações dos eleitores de São Paulo na macropolítica indicam que para Boulos e Marçal, há espaço de crescimento de votos. Mas para Ricardo Nunes, não.

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. ed.

    22 de agosto de 2024 6:07 pm

    Como se evidencia, Nunes e Marçal dividem os votos bolsonaristas ou anti-petistas (um fenômeno estranho, por mais que os 3 mandatos de Lula sejam comprovadamente os mais bem sucedidos pelo menos desde a redemocratização).
    Embora isto seja bom para Boulos num 1o.turno, é ruim para o segundo, pois se somarão contra Boulos.
    Não posso deixar de reforçar que uma parte do eleitorado está politicamente doente, drogada ou intoxicada pelas redes e, já há muito, pela míRdia, e é essa parcela que precisa ser DECIFRADA e não as pessoas (?) dos incríveis bolsonaros, marçais e outros políticos assemelhados. Quanto mais eles exibem suas insanidades, bizarrices, incompetências, delinquências e crimes, mais este pessoal segue, apoia e vota neles. Um mistério!
    Caso de psicoterapia coletiva!

    1. Rui Ribeiro

      23 de agosto de 2024 10:12 am

      Caso a subida do Marçal não seja como um balão furado que sobe enquanto o ar no seu interior escapa, acho que ele não aceitará os votos de um “banana comunista”. Se aceitar, ele se queima com o rebanho

    2. ed.

      23 de agosto de 2024 3:33 pm

      Pois é Rui, neste caso, ainda que os dois não se acertem, os eleitores “nunistas” e anti-petistas escolherão o “bo-çalismo”, independentemente de “aceitação” dele. Para Sampa, um 2o.turno “Bo-Ta” seria o melhor para a cidade, mas esta soma no máximo dá Boulos mais parte dos eleitores de Tábata (sempre há o anti-petismo” e outra parte menor do Datena. A moça do Novo se encaixa no bo-çalismo. 2o. turno até o momento é bem preocupante. Já imaginou uma dobradinha Tarcísio-Marçal?

  2. ed.

    22 de agosto de 2024 7:55 pm

    “Decifra-me ou te devoro”.
    É o que aconteceu em 2018, quando a Esfinge do bolsonarismo nos devorou a todos. Agora, temos em São Paulo o BOÇALISMO!
    Embora seja necessário entender tais personalidades, muito mais necessário e eficaz é entender seus idólatras, pois quanto mais vomitam fezes e nelas dançam e sapateiam, mais malucos fazem roda para bater palmas.
    Pelo benefício da dúvida, do contraditório e do não preconceito, se esta horda bolsonarista (agora boçalista) de eleitores, apoiadores e seguidores que assola o país não são desinformados, malucos, crentes fanáticos, idólatras ou bizarros, então EU sempre fui tudo isso e não sabia!

  3. Rui Ribeiro

    23 de agosto de 2024 10:01 am

    Marçal tá mais bolsonarista do que o próprio Bolsonaro. Bolsonaro estava mais Marçalista do que Nunista

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