Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
mcn
12 de maio de 2014 4:06 amA Sabesp e a privatização do saneamento básico em SP
Do blog Vi o Mundo
http://www.viomundo.com.br/denuncias/as-aguas-e-os-tucanos-sabesp-segue-sanepar-e-privilegia-acionistas-em-detrimento-dos-consumidores.html
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As águas e os tucanos: Sabesp segue Sanepar, privilegia os acionistas em detrimento dos consumidores
publicado em 11 de maio de 2014 às 22:17
Governo tucano privilegia acionistas da Sabesp e população paulista fica sem água
Segundo especialista, a principal causa do racionamento é a falta de investimentos em novos mananciais porque o dinheiro foi repartido entre acionistas da empresa
Por Lúcia Rodrigues, especial para o Viomundo
A falta de água em São Paulo não pode ser atribuída à ausência de chuvas no último período. A principal causa para o esvaziamento do sistema Cantareira, maior reservatório da região metropolitana, se deve à falta de investimentos do governo do Estado na ampliação de novos mananciais. Essa é a conclusão do professor aposentado da Escola Politécnica da USP e engenheiro de hidráulica e saneamento Julio Cerqueira Cesar, um dos maiores especialistas na área.
Ele explica que estiagens são comuns em outros países e nem por isso a população fica sem água potável nas torneiras. “O que está acontecendo em São Paulo, acontece em qualquer lugar do mundo. Faz parte do ciclo hidrológico. A chuva não é a culpada. O problema é que o sistema de abastecimento de água tem de ter a capacidade de suprir essa variação na precipitação, e isso não ocorreu aqui”, enfatiza.
“O governo não investiu na ampliação de mananciais, são os mesmos de 30 anos atrás. Nesse período, a população cresceu em 10 milhões de pessoas (saltou de 12 milhões para 22 milhões). Os mananciais existentes não são capazes de atender a essa demanda. Essa é a grande causa da falta de água em São Paulo”, ressalta.
A falta de investimento na ampliação de novos mananciais tem explicação. Segundo o professor Julio, até o início da década de 1990, o objetivo da companhia era atender a população com saneamento básico, para manter a saúde pública em níveis adequados. “Até 90, a companhia era comandada por engenheiros sanitaristas, depois disso a Sabesp aderiu ao lucro de corpo e alma. Deixou de se preocupar com seus usuários e passou a se preocupar com seus acionistas. Hoje quem comanda a Sabesp são economistas e advogados. O objetivo da empresa mudou. É para dar lucro para os acionistas.”
Para o geólogo e deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), líder da minoria (PT – PSOL – PCdoB) na Assembleia Legislativa de São Paulo, a lógica do lucro na Sabesp é anterior à década de 90, e remonta à época da ditadura militar. “Vem desde o Maluf, mas os tucanos intensificaram a mercantilização da água ao abrir o capital da Sabesp em Bolsa. Isso agudizou o problema, porque os acionistas não querem abrir mão do lucro para se fazer os investimentos necessários, por exemplo, na ampliação dos mananciais.”
Apesar de não ter sido privatizada nos moldes tradicionais, na prática a Sabesp deixou de ser pública. Em 2000, a companhia teve inclusive seu capital acionário aberto na Bolsa de Nova York. “Com a abertura do capital, a companhia deixou de ser uma empresa de saúde pública e virou um balcão de negócios. Só se preocupa com o lucro dos acionistas, que estão muito satisfeitos”, afirma o professor Julio.
Com faturamento anual na casa dos R$ 10 bilhões e lucro líquido em torno de R$ 2 bilhões, a Sabesp tem repassado anualmente a seus acionistas aproximadamente R$ 500 milhões. “Os acionistas estão dando risada, enquanto os usuários choram”, ironiza o professor, ao se referir à falta de água que atinge os moradores da região metropolitana de São Paulo.
O professor conta que dez anos após o capital da companhia ter sido aberto na Bolsa de Nova York, a Sabesp foi premiada nos Estados Unidos por ser a empresa que mais se valorizou no período. “Sucesso financeiro e fracasso completo em saúde pública…”, sentencia.
Lucro X Investimento
Para ele, a abertura das ações na Bolsa de Nova York é um dos principais motivos da falta de investimento na ampliação dos mananciais para o abastecimento de água da população de São Paulo. “Não investe porque só quer ter lucro para repassar aos acionistas. Estar na Bolsa de Nova York é sintomático. A Sabesp entrou na lógica do lucro, deixou de se preocupar com água e saneamento básico, para se preocupar com seus acionistas.”
O deputado petista destaca que o comportamento da Sabesp é diametralmente oposto ao da Petrobras, que também tem ações em Bolsa, mas não abriu mão de investir. “A Petrobras não deixou de fazer os investimentos necessários, tanto é que descobriu o pré-sal”, alfineta. Adriano Diogo também é critico em relação ao valor da tarifa cobrada dos usuários pela Sabesp. “É uma das contas de água mais caras do mundo. Isso é para dar lucro para os acionistas.”
Para o ex-governador do Paraná, senador Roberto Requião (PMDB-PR), “o aumento da tarifa e a fantástica distribuição dos lucros nas bolsas” são consequências da privatização do interesse público. “O objetivo não é mais o saneamento básico e a purificação da água, mas dar lucro aos acionistas. Transformaram a água numa commodity [mercadoria]”, critica.
Requião afirma que o resultado de uma empresa de água deve ser medido pelo serviço que presta à população e não pelo lucro que gera a seus acionistas. Ele teme que seus adversários também abram o capital acionário da Sanepar, a companhia de água e saneamento do Paraná, em Bolsa. Parte dela já havia sido vendida por seu antecessor.
“Empresa de água tem de ser pública. Quando saí do governo, deixei em caixa na Sanepar R$ 1 bilhão. O Beto Richa (atual governador do Estado) chegou e aumentou a participação (dos acionistas) de 25% para 50% e passou a não fazer mais investimentos. O Estado não tem de tirar dinheiro da empresa, tem de reinvestir.”
O governador Beto Richa, do Paraná, é do mesmo partido de Geraldo Alckmin, seu colega paulista: PSDB.
Medo da eleição
Mas a falta de investimentos em novos mananciais devido à preponderância na valorização dos interesses dos acionistas em detrimento do bem-estar da população está se tornando o grande pesadelo do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).
A falta de água representa um risco real à sua reeleição. “O governador não assume o racionamento porque quer ser reeleito e acha que se fizer, não será. Está empurrando a crise da água em São Paulo, com a barriga, politicamente… É impressionante a desproporção entre o tamanho do problema e a pequenez das soluções adotadas pelo governo”, critica o professor.
Além da crise que atinge os moradores da região metropolitana neste momento, três milhões de pessoas já sofriam com a falta de água antes desse problema. “A Sabesp faz ligação de rede pra todo mundo, porque assim cobra a tarifa, só que depois não leva a água até a casa das pessoas. Diz que o cano furou… Infelizmente são os pobres que pagam…”
Ele revela que há um déficit de 13 milhões de metros cúbicos de água por segundo entre o que é oferecido pela Sabesp e o que é demandado pela população. Os reservatórios fornecem em torno de 72 milhões de metros cúbicos por segundo, quando deveriam liberar 85.
A situação é gravíssima. Um técnico da companhia que não quer se identificar com medo de represálias, porque a Sabesp persegue quem aponta seus erros, reforça a preocupação do professor. “Este ano há o risco de um colapso.”
“A Cantareira seca no próximo mês”, frisa Julio. “E o Alto Tietê deve secar até no máximo novembro, se as coisas continuarem do jeito que estão”, completa o funcionário.
Desperdício
Um dos problemas levantados pelo técnico para o agravamento da crise é o desperdício de água pela própria Sabesp, que hoje ultrapassa os 30% do volume produzido, segundo dados da Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp). Esse percentual de desperdício é suficiente para abastecer uma cidade como Campinas.
Os vazamentos em grande medida são fruto da política adotada pela companhia, que optou por terceirizar parte de seus serviços. “Isso tem reflexo na qualidade do serviço prestado. Não dá pra comparar o trabalho de um funcionário da Sabesp com o de uma (empresa) terceirizada. Quem é terceirizado não recebe a mesma formação que nós, a rotatividade dessas empresas é muito grande. Por isso, não é raro que logo depois de se instalar uma rede, ela esteja vazando”, explica.
Ele revela como essa política também pode aumentar drasticamente o valor da conta de água. “Quando falta água, entra ar nos canos e o hidrômetro começa a girar que nem louco. Isso faz com que a conta de água aumente muito, sem a pessoa saber o porquê. Se são técnicos da Sabesp, fazem ventosas no sistema para retirar esse ar, mas os terceirizados não fazem isso…”, lamenta.
Racionamento vai perdurar
Para o professor Julio, a população vai pagar pelo erro do governo do Estado de São Paulo. Ele considera inevitável o racionamento no curto e médio prazo. O próximo ano deve ser ainda mais difícil. Ele prevê que o racionamento dure em torno de dois anos.
“Se (Alckmin) quisesse resolver tecnicamente o problema, já deveria ter começado o racionamento em dezembro do ano passado e tomado uma série de providências, mas não fez isso. O governador quer empurrar o problema para depois das eleições.”
“A boa notícia é que temos água em condição de ser trazida para as cidades, o problema é que essas obras demoram muito para serem concluídas.”
O professor se refere à bacia hidrográfica localizada no Vale do Ribeira. “Lá há pouca gente e uma quantidade enorme de água. Não vai afetar em nada a vida dos moradores.”
Marcelo Brito
12 de maio de 2014 4:13 amA lenta convergência eleitoral de São Paulo com as demais capita
Nas primeiras eleições presidenciais ocorridas logo após à redemocratização, era possível classificar a cidade de São Paulo como um bastião de conservadorismo quando comparada com as demais capitais do Centro Sul do Brasil. Na maioria das demais capitais, Lula tinha votação acima da média nacional. Em São Paulo, sempre teve abaixo.
Aí, ocorreu o realinhamento geográfico entre 2002 e 2006. Por causa, por um lado, dos programas sociais e do aumento do valor real do salário mínimo, e, por outro, dos escândalos de corrupção envolvendo políticos do PT, as capitais estaduais do Centro Sul deixaram de ser a maior força e passam a ser a maior fraqueza de Lula, enquanto que o oposto ocorreu no interior do Norte e do Nordeste. Lula (e depois Dilma) sofreram forte queda em quase todas as capitais do Centro Sul. Mas não em São Paulo.A tabela a seguir mostra o percentual de votos válidos de Lula no segundo turno de 1989 e de Dilma no segundo turno de 2010 nas onze capitais do Centro Sul. Verifica-se que apenas em São Paulo e em Cuiabá, a votação de Dilma em 2010 superou a de Lula em 1989.
Lula 1989Dilma 2010diferençaBrasília62.7%52.8%-9.9%Vitória48.4%44.3%-4.1%Goiânia47.8%42.4%-5.3%Belo Horizonte68.8%49.6%-19.2%Cuiabá35.7%50.8%15.1%Campo Grande49.2%39.8%-9.4%Curitiba44.1%36.4%-7.7%Rio de Janeiro73.0%61.0%-12.0%Porto Alegre76.7%44.2%-32.5%Florianópolis69.3%38.5%-30.9%São Paulo43.3%46.4%3.0%
O impressionante é que ocorreu o oposto do que o senso comum sugeriria. Isto porque em 1989, o candidato do PT era de São Paulo e seu opositor não era. Em 2010, a candidata do PT não era de São Paulo e seu opositor era.Verificando a evolução da votação na esquerda em todas as eleições presidenciais da Nova República disputadas até agora em São Paulo e nas outras dez capitais do Centro Sul do Brasil, fica bastante evidente a convergência. Em São Paulo, o conservadorismo eleitoral era muito maior do que na média ponderada das demais capitais, e esse abismo foi diminuindo até atingir patamar bem pequeno em 2010.
Por votação na esquerda, entende-se votação no Lula nos segundos turnos de 1989, 2002 e 2006, em Dilma no segundo turno de 2010, em Lula e Brizola no primeiro turno de 1994 e em Lula no primeiro turno de 1998. (1994: (Lula+Brizola)/(Lula+Brizola+FHC+Amin), 1998: Lula/(Lula+FHC)) É possível observar que a diferença entre a votação no PT nas demais capitais do Centro Sul e em São Paulo caiu bastante em 2006 em comparação com 1989 e 2002, e em 2010 em comparação com 2006. Em 1994 e 1998, como Fernando Henrique foi muito bem até nas capitais, a diferença entre São Paulo e as demais não foi muito grande, ainda que tenha sido maior do que foi em 2010.Uma explicação alternativa à da convergência, é a de que a elasticidade eleitoral de São Paulo seria mais baixa em comparação com outras capitais. Tanto a esquerda, e mais ainda a direita teriam percentuais de votos fixos mais altos em São Paulo do que em outras capitais. Por isso que em 1994 e 2010, quando a votação da esquerda nas capitais do Centro Sul foi ruim, o diferencial foi baixo, e em 1989 e 2002, quando a votação da esquerda nas capitais do Centro Sul foi muito boa, o diferencial foi alto. Mas isto não explica o fato do diferencial de 2002 e 2006 terem sido menores que o de 1989 e o de 2010 ter sido menor do que o de 1994. Parece que está mesmo ocorrendo uma convergência.É possível que em 2014, a votação de Dilma seja igual em São Paulo e nas demais capitais do Centro Sul. Alguns comentaristas dirão que isto teria ocorrido pelo fato do candidato anti-PT desta vez não ser de São Paulo. Como foi demonstrado pela comparação entre 1989 e 2010, a explicação não deve residir aí. O motivo poderá ser a continuação da convergência.Nas eleições presidenciais, São Paulo está lentamente deixando de ser um rincão conservador.Nas eleições municipais, é difícil dizer que já foi, pois elegeu prefeito do PT três vezes. A novidade de 2012 foi ter eleito pela primeira vez um prefeito do PT sem a necessidade do voto útil anti-Maluf, até mesmo porque o Maluf estava com ele.Parece que enquanto Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre se direitizam, São Paulo se esquerdiza.
André Paulo Reis
12 de maio de 2014 7:05 amPor que o grande empresariado prefere Aécio Neves
Os empresários amam Aécio Neves
Por Altamiro Borges
Ricaços do Brasil, uni-vos – e de quebra atraiam os otários da classe “mérdia” para apoiar Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano. E isto que se conclui da pesquisa realizada na semana passada pelo Valor – um consórcio midiático das famiglias Marinho e Frias. Durante a entrega do prêmio “Executivo de Valor”, o jornal ouviu 103 executivos das principais corporações empresariais do país. A pesquisa confirmou que os patrões já escolheram o seu candidato para as eleições de 2014. Aécio Neves teve 72 votos, contra 17 de Eduardo Campos e apenas três de Dilma Rousseff. A adesão ao tucano foi de 70%. “A presidente colhe os frutos do seu pouco diálogo com a classe empresarial”, concluiu o jornal Valor.
É uma baita injustiça dos ambiciosos e avarentos ricaços. Não dá para dizer que os governos Lula e Dilma prejudicaram as grandes empresas nos últimos 12 anos. Pelo contrário. Com o crescimento da economia, apesar da crise do capitalismo mundial, os empresários elevaram seus lucros e patrimônio. Os bancos nunca ganharam tanto dinheiro na história do país. O número de bilionários brasileiros da revista Forbes cresceu. O consumo de jatinhos e iates bate recorde. A elite gasta fortunas nos passeios a Miami e a outros paraísos do consumo. Mesmo assim, os ricaços querem mais, muito mais. Eles criticam o “intervencionismo” da presidenta Dilma e exige total liberdade para o “deus mercado”.
O tucano Aécio Neves é quem mais corresponde a tais expectativas dos empresários. Ele já prometeu adotar “medidas impopulares” para saciar o apetite dos ricaços. Apesar das juras de amor eleitoreiras ao programa Bolsa Família e à política de valorização do salário mínimo, o PSDB nunca negou que rejeita estas iniciativas “populistas”. Armínio Fraga, herói dos rentistas contado para ser o homem forte de um futuro governo tucano, já disse que o salário mínimo e o emprego em alta prejudicam a economia, atrofiam os negócios empresariais. Aécio Neves volta a endeusar FHC, rejeitado pelos três últimos presidenciais do PSDB, e defende suas ideias de privatização e de maior desregulamentação da economia.
O próprio jornal Valor, em editorial publicado na quarta-feira (7), argumentou que “os empresários têm agenda pragmática para o governo”. Eles têm como prioridades “aumentar a competitividade do país, o que passa por ampliar a produtividade”. Eles criticam o aumento do salário acima da inflação e defendem as reformas trabalhista – que retire direitos históricos dos trabalhadores – e tributária – que reduza impostos das elites. Eles também pregam ajustes na política monetária, fiscal e cambial, todas visando ampliar os lucros dos ricaços. E ainda falam em educação de qualidade e outras baboseiras, para tornar o discurso patronal um pouco mais palatável. Isto explica os 70% de preferência por Aécio Neves!
Adir Tavares
12 de maio de 2014 10:26 amSituação dos veículos de comunicação nos EUA
QUER QUE EU DESENHE?
por Coleguinhas, uni-vos!
Alan D.Mutter, o”newsosaur”, sempre faz análises detalhadas sobre a situação dos veículos de comunicação nos EUA – que cedo ou tarde acaba se repetindo nas nossas terras. Ele faz o mesmo aqui, só que nem precisava: o gráfico que está logo abaixo do primeiro parágrafo é autoexplicativo no que se refere ao tamanho da encrenca em que estão metidos jornais e revistas impressos (e mostra que nem a TV está a salvo).
The plight of newspapers in a single chart
The following chart is all you need to know about the breathtaking contraction of the newspaper industry that coincided with the explosive growth of digital advertising in recent years. Take a look and I will tell you what it means.
The reason the above chart starts in 2005 is because that is the year that advertising at the nation’s newspapers hit an all-time high of $49.4 billion, according to the Newspaper Association of America, an industry-funded trade group.
That’s right. Fully a decade after us mere mortals became aware of the Internet, ad sales continued to surge at newspapers, leading publishers to believe this upstart medium was no challenge to the power, prestige and enviable profitability of their brands.
At the same time newspaper revenues peaked in 2005, digital advertising hit a record of its own, surging to $12.5 billion after literally coming from nowhere in a decade, according to the Internet Advertising Bureau, a trade group.
In the intervening years, as we all know, audiences and advertisers increasingly shifted their attention and patronage to the digital media, abetted by improving connectivity, generally falling costs and, most recently, a host of addictive mobile devices.
So, it probably comes as no surprise that digital advertising surged 17% to a record $42.8 billion in 2013, surpassing for the first time the $40.1 billion spent on broadcast television advertising.
At the same time digital ad sales advanced to a new record, print and digital ad sales at newspapers fell 7.1% in 2013 to a bit under $21 billion, according to figures released on Good Friday by the NAA.
As detailed here, print advertising at newspapers last year fell 8.6% to $17.3 billion, representing the lowest level since 1982. Thus, the volume of print advertising, the primary revenue stream for the nation’s newspapers, is barely a third today of the record $47.4 billion in print ads sold in 2005.
Almost as alarming to behold as the ongoing decline in print advertising is how little digital advertising grew at newspapers in the last 12 months in spite of the professed commitment of most publishers to pivot vigorously to the new medium. Digital advertising rose a mere 1.5% to $3.4 billion in 2013 at the same time that digital sales surged 17% across all digital categories in the United States.
The weakness in digital ad sales last year is consistent with the industry’s performance in the last decade.
Between 2003 and 2013, digital ad revenue at newspapers grew from $1.2 billion to $3.4 billion, making for a compound annual growth rate (CAGR) of a seemingly respectable 28%. In the same period, however, industry-wide digital advertising spurted from $7.3 billion in 2003 to $42.8 billion in 2013, representing a CAGR of 59%.
In other words, the over-all digital ad market has expanded twice as fast as the category has grown at newspapers. And here’s why that matters:
Back in 2003, newspapers had a 14% share of the national digital advertising market. In 2013, they had barely 8% of the market.
At a time that growth and scale mean everything to the success of a digital publishing enterprise, the ongoing inability of newspapers to compete effectively in this emerging marketplace may be an even bigger problem than the traumatic collapse in print advertising that they have suffered over the last eight years.
FOOTNOTE: Some sharp-eyed readers inquired as to why I say that newspaper print and digital advertising totaled $21 billion in 2013 vs. the $23.6 billion figure used by the NAA in its annualrevenue report. The reason I used $21 billion is that the number maps exactly to the way newspaper ad revenues have been reported by the industry for the last decade. The additional revenue cited in the NAA report includes the sale of marketing services and revenues from niche publications. While publishers are benefitting from the addition of these new revenue streams, the apples-to-apples comparison of current and historical performance discussed in this post required the new revenue streams to be left out of the mix.
http://newsosaur.blogspot.com.br/2014/04/the-plight-of-newspapers-in-single-chart.html
MiriamL
12 de maio de 2014 11:23 amAlbum de figurinha é rede
Album de figurinha é rede social
Tem aplicativo de celular sendo usado por marmanjo para controlar até as repetidas. Mas também tem criança se desconectando para jogar bafo
por Futepoca publicado 11/05/2014 17:49, última modificação 11/05/2014 23:51
Álbum move adultos e crianças; analógicos e digitais; fãs de futebol (Foto: Cesar Cardoso/Flickr-CC-BY)
No saguão do elevador de um prédio, em uma superquadra residencial de Brasília, está o singelo cartaz.
Temos troca de figurinha sábados e domingos, das 8h da manhã até 8h da noite, embaixo do prédio, apartamento nº tal. Contatos 8250-XXXX
Troca somente do álbum da Copa do Mundo
A tipologia do cartazete inequivocadamente remete à caligrafia de menino, que faria o professor De Franco se arrepiar.
A molecada já não fala de outra coisa. Donos de banca também. Uma, que tem um estabelecimento do tipo no bairro de Pinheiros, em São Paulo, celebrava o fato de vender 2 mil pacotinhos por dia. “Por mim, tinha Copa todo ano”. Ali, o #naovaitercopa passou longe.
Mas… a criançada não estava muito presa aos consoles de videogames, nas múltiplas dos dispositivos móveis? Bem, há até aplicativo para gerenciar os cromos repetidos (para Android e iOS). Há também a versão digital do álbum, oficial da Fifa, para os que não querem sujar as mãos de cola.
Curioso também que, no início da febre das redes sociais na internet, havia muito detrator que reclamava, traçando cenários mais ou menos apocalípticos. Entre as críticas mais divertidas aplicadas à febre de então, o Orkut, está uma que vem a calhar. “É só um álbum de figurinhas, com gente que conheci um dia, mas que nunca mais vou encontrar de fato”.
Aqui entre nós, o nome da mídia social mais usada no Brasil e no mundo, o Facebook, remente a um termo usado coloquialmente para definir os anuários nas universidades estadunidenses, nos quais era incluída foto de cada estudante matriculado.
Sim, redes sociais na internet são álbum de figurinhas.
Só que, como denota o cartaz citado, álbum de figurinha também pode ser ponto de partida de uma rede social. Do bairro, da rua. Que faz piás, guris e marmanjos largarem o celular, o tablet e o computador para interagir com vizinhos que mal conheciam.
Contanto que se ressuscite também o bafo…
(Foto: Cesar Cardoso/Flickr-CC-By)
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/copa-na-rede/2014/05/album-de-figurinha-e-rede-social-7905.html
ruyacquaviva
12 de maio de 2014 4:18 pmEssa questão do álbum de
Essa questão do álbum de figurinhas da Copa é de fato desconcertante.
Quando eu era criança ops álbuns eram importantes não penas por questão de colecionismo, mas também porque era muitas vezes a única referência visual que se tinha de um filme, um desenho e naturalmente também da Copa do Mundo.
Mas hoje em dia, onde abundam imagens e informações, eu esperaria que os álbuns de figurinhas estivessem obsoletos. E de fato já há alguns anos que eu não escutava falar desse tipo de publicação.
Pois não é que o álbum da Copa passou a fazer um sucesso que eu pessoalmente consideraria impossível antes de presenciar esse fenômeno?
Este sábado eu ví nada menos de três grupos nas rua, trocando figurinhas desse álbum. Um deles ao redor de uma mesa colocada na calçada ao lado de uma banca de revistas perto de minha casa.
Não sou colecionador e nunca gostei de montar esses álbuns. Fiz na minha infância pelos motivos acima expostos, mas colecionar essa ou qualquer outra coisa nunca foi minha preferência. Porém acho muito saudável uma atividade como essa para as crianças que hoje em dia tem cada vez atividades online e menos atividades com objetos reais.
Mauro Segundo 2
12 de maio de 2014 11:23 amDireito de resposta na Câmara
Depois de retirado de pauta, o projeto de lei disciplinando o direito de resposta na mídia deve voltar a votação essa semana.
A mídia ganhou uma semana para fazer lobbie, pressões…nada aparece na mídia, mas imagino como andam os bastidores!!
Aqui vc pode acompanhar o trâmite, e se cadastrar para receber atualizações.
Entre em contato com seu deputado , e pressione!!!
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=593856
Motta Araujo
12 de maio de 2014 12:17 pmA ATUAL SITUAÇÃO DO PETROLEO
A ATUAL SITUAÇÃO DO PETROLEO DA VENEZUELA – Em 2013, pela primeira vez, as exportações de petroleo da Venezuela se dirigiram mais à Asia que os EUA. A média de embarques foi de 1.030.000 barris dia para a Asia contra 879.000 oara os EUA, que no passado era o destino de 1.500.000 barris dia. Para a Venezuela essa é uma das causas da atual situação economica péssima do Pais. Os embarques para a Asia são basicamente para a China e NÃo significam qualquer entrada de divisas porque a China já pagou pelo seu petroleo pelos proximos dez anos, pagou para entrega futura US$48 bilhões que já foram gastos, agora a Venezuela deve em petroleo. As divisas que entram no caixa da PDVSA vem exclusivamente das remessas aos EUA.
As reservas de petroleo da Venezuela, especialmente das novas zonas do Orinoco, são as segundas maiores do mundo, reservas comprovadas de 297 bilhões de barris mas a produção vem caindo e não subindo. Em 2011 foi de
2.999.000 barris dia, em 2012 foi de 2.910.000 e en 2913 foi de 2.890.000, esses são numeros informados pelo Ministerio do Petroleo da Venezuela, os analistas internacionais dizem que os numeros reais são menores.
A causa é o atraso no plano decenal da PDVSA, que prevê investimentos de US$257 bilhões para aumentar a produção para 5.800.000 barris dia. A causa é a retração das companhias petroliferas estrangeiras, que estão investindo muito menos que os US$10 bilhões ano esperados pela PDVSA, em 2013 o investimento não passou de US$1 bilhão.
O pano de fundo é a insegurança juridica na Venezuela. Chavez rescindiu todos os contratos anteriores e determinou que qualquer disputa legal nos contratos de exploração devm ser decididas por tribunais venezuelanos, que são totalmente controlados pelo chavismo. Tradicionalmente, em todo o mundo, contratos entre empresas internacionais e paises no setor de petroleo tem como justiça escolhida tribunais de Nova York ou Londres. Com esse dispositivo cessaram os investimentos no Orinoco e a produção não cresce, ao contrario, cai ano a ano. Por causa dessa alteração unilateral nos contratos a Exxon, a Conoco/Philips e a BP deixaram a Venezuela.
Tampouco a PDVSA está consegundo parceiros para a melçhoria das 3 grandes refinarias que estão sucateadas, especialmente Puerto La Cruz. Cada refinaria necessita US$5 bilhõs de investimentos para atingir eficiencia, sem esses investimentos a Venezuela perdeu muito de sua capacidade de refino e hoje a maior parte da gasolina é importada dos EUA a preços de mercado e revendida na Venezuela por um infima fração do preço de custo, causando enorme perda à PDVSA.
O Ministerio do Petroleo tentou atrair companhias não tradicionais para investir nas refinarias, como a Lukoil russa e a Petronas da Malasia mas mesmo essas empresas precisam de segurança juridica nos investimentos e não veem essa condição na Venezuela de hoje, como se manifestou Andrei Kuzayayev, executio da Lukoil.
No atual governo Maduro parece que não se conseguirá mudar o clima politico para atrair investimentosmesmo de companhias não ligadas à União Europeia e Canada-EUA. A industria de petroleo exige enormes investimentos a longo prazo e para isso o ambiente de negocios precisa ser estavel e positivo, o que não se vê na Venezuela de hoje.
Sorano
12 de maio de 2014 12:28 pmOs novos paradigmas
Nassif,
A maioria da população ainda disputa os velhos paradigmas. Para muitos, o novo é assustador, pois nos retira do controle que, aparentemente, temos.
Assim, não é de se estranhar que os candidatos ao Palácio do Planalto disputam a velha política. Isso pode ser até por uma questão de sobrevivência política no curto prazo.
Até aqui nesse espaço, a grande maioria dos comentadores não estão (ainda?) aberta para os novos paradigmas , visto que é sabido que o novo retira nossas certezas, nos faz sair de nossas zonas de conforto. É preciso coragem para sair de nossas zonas de conforto. É preciso coragem para compreender os novos paradigmas.
Sorano
12 de maio de 2014 12:49 pm“As Crianças Índigo”
“As Crianças Índigo”
A partir da década de 80, elas começaram a chegar, mais e mais. São crianças espetaculares. Elas estão chegando para ajudar na transformação social, educacional, familiar e espiritual de todo o planeta, independente das fronteiras e de classes sociais. São como catalisadores para desencadear as reações necessárias para as transformações. Elas possuem uma estrutura cerebral diferente no tocante ao uso de potencialidades dos hemisférios esquerdo (menos) e direito (mais). Isso quer dizer que elas vão além do plano intelectual, sendo que no plano comportamental está o foco do seu brilho. Elas exigem do ambiente em volta delas certas características que não são comuns ou autênticas nas sociedades atuais. Elas nos ajudarão a destituir dois paradigmas da humanidade:
1. Elas nos ajudarão a diminuir o distanciamento entre o PENSAR e o AGIR. Hoje na nossa sociedade todos sabem o que é certo ou errado. No entanto, nós frequentemente agimos diferentemente do que pensamos. Dessa maneira, estas crianças vão nos induzir a diminuir este distanciamento gerando assim uma sociedade mais autêntica, transparente, verdadeira, com maior confiança nos inter-relacionamentos.
2. Elas também nos ajudarão a mudar o foco do EU para o PRÓXIMO, inicialmente a partir do restabelecimento da autenticidade e confiança da humanidade, que são pré-requisitos para que possamos respeitar e considerar mais o PRÓXIMO do que a nós mesmos. Como consequência, teremos a diminuição do Egoísmo, da Inveja, das Exclusões, resultando em maior solidariedade e partilha.Você pode estar se perguntando: Como estas crianças vão fazer tal transformação? Através do questionamento e transformação de todas as entidades rígidas que as circundam. Começando pela Família, que hoje baseia-se na imposição de regras, sem tempo de dedicação, sem autenticidade, sem explicações, sem informação, sem escolha e sem negociação. Estas crianças simplesmente não respondem a estas estruturas rígidas porque para elas é imprescindível haver opções, relações verdadeiras e muita negociação. Elas não aceitam serem enganadas porque elas têm uma “intuição” para perceber as verdadeiras intenções e não têm medo. Portanto, intimidá-las não traz resultado, porque elas sempre encontrarão uma maneira de obter a verdade. Elas percebem as verdadeiras intenções e as fraquezas dos adultos.
A segunda entidade vulnerável à ação dos Índigos é a Escola. Hoje o modelo de ensino é sempre imposto sem muita interação, sem escutar e sem a participação dos estudantes. Simplesmente este modelo é incompatível com os Índigos, sendo portanto o pior conflito, muitas vezes superior ao existente com a Família, principalmente pela falta de vínculos afetivos ou amor. Como elas possuem um estrutura mental diferente, elas resolvem problemas conhecidos de uma maneira diferente, além de encontrar formas diferentes de raciocínio que abalam o modelo atual de ensino.
Assim, através do questionamento, elas influenciarão todas as demais entidades, tais como:, Mercado de Trabalho, Cidadania, Relações Interpessoais, Relações Amorosas e Instituições Espirituais, pois elas são essencialmente dirigidas pelo hemisfério direito.
Infelizmente, a missão dos Índigos é muito difícil, pois sofrerá rejeição de algumas entidades da nossa sociedade. Antes dos anos 80, os Índigos morriam muito cedo porque a frequência de energia do planeta não era favorável a eles. Depois da nova frequência e com um montante maior de crianças, eles começaram a causar transformações maravilhosas no nosso planeta e em breve, após uma geração, nós perceberemos claramente as modificações.
O assunto sobre Crianças Índigo é fascinante e relativamente novo no campo da pesquisa.
http://ariellisanovaterra.blogspot.com.br/p/o.html
Gilson AS
12 de maio de 2014 1:07 pmE o PIG continua insistindo com o “volta Lula”
Os PIG está desorientado, sem rumo, por isso falam besteiras.
RICARDO NOBLAT: DILMA AINDA PODE CEDER
ruyacquaviva
12 de maio de 2014 3:54 pmSó existe uma coisa que
Só existe uma coisa que explica essa atitude.
Desespero.
Paulo F.
12 de maio de 2014 1:31 pmSul-africanos brancos votam com os pés
Do Diário de Notícias de Lisboa
Sul-africanos brancos votam com os pés
por LEONÍDIO PAULO FERREIRA Hoje
Milhares de sul-africanos brancos estão a regressar ao seu país. Na última década terão sido 340 mil, revelou uma reportagem da BBC. É a inversão total da lógica conhecida como “votar com os pés”, o exilar-se quando se discorda do sistema.
Da extinta RDA ao Haiti dos anos 1990, a fuga sempre foi o sinal óbvio da descrença num país, nem precisava de ser teorizada por um tal Tiebout, o americano que somou “voto” com “pés”. Também a África do Sul viveu esse fenómeno em 1994, com Austrália, Canadá e Grã-Bretanha a acolher famílias inteiras assustadas com o pós-apartheid.
Este voltar a casa de centenas de milhares de pessoas é uma boa notícia para uma nação que duas décadas depois da vitória de Mandela ainda luta para ser arco-íris. E vem juntar-se a outras que resultaram da recente ida às urnas, as quintas em que todos puderam votar: o ANC, mesmo com as polémicas em torno do Presidente Zuma, confirmou o favoritismo, mas tornou-se um pouco menos esmagador; a Aliança Democrática reforçou-se como oposição e apesar de uma líder branca (ativista anti-apartheid) começa a captar votos negros; e o discurso radical de Malema, um dissidente do ANC, só valeu 6%.
Prova da vitalidade da democracia sul-africana, dos 29 partidos a votos, uma dúzia conseguiu deputados. No novo Parlamento sentar-se-ão desde os africanistas do PAC Azania à FF Plus, força africânder que tem um vice-ministro no governo cessante de Zuma.
Quanto aos 62% de votos no ANC, são explicados pela valorização da sua luta contra o regime racista branco. Aliás, é a necessidade de honrar o legado de Mandela, além das vantagens de controlar o aparelho de Estado, que junta gente como Cyril Ramaphosa, número dois do ANC e administrador de uma companhia mineira, a outros que se mantêm fiéis aos ideais comunistas.
Porém, a acreditar noutros exemplos de partidos saídos de revoluções ou independências, como o PRI no México ou o Congresso na Índia, será uma questão de tempo até o ANC perder franjas, tornar-se mais coerente e, um dia, arriscar mesmo passar à oposição.
Quanto às más notícias, convém relativizá-las. Por exemplo, se a Nigéria ultrapassou a África do Sul como primeira economia do continente, a verdade é que tem três vezes mais população; se a taxa de homicídios continua entre as dez mais elevadas do planeta, note-se que é menos de metade de 1995, o primeiro ano integral de Mandela como Presidente; e se persiste um fosso de riqueza entre os 10% de brancos e o resto dos 52 milhões, também é evidente que se formou uma classe média negra.
Voltemos à reportagem da BBC. Angel Jones conta como decidiu regressar depois de ouvir Mandela em Londres dirigir-se a uma audiência de sul-africanos brancos: “Ele disse-nos: “Amo-vos tanto. Gostava de pôr-vos no meu bolso e levar-vos de volta a casa””, relembra esta mulher que acredita que o seu país continua um mar de oportunidades.
A Zuma caberá assegurar que quem vota com os pés o faz na direção certa.
jns
12 de maio de 2014 1:34 pm‘O XINGÚ É NOSSO’
‘JUSTICE NOW!’
[video:http://youtu.be/CDXhpzFp2k%5D
‘NOSSOS PARCEIROS INDÍGENAS’
“Enquanto os tribunais adiam a decisão, a construção da hidrelétrica de Belo Monte continua.
Junte-se ao coro mundial pedindo justiça, exortando a Suprema Corte do Brasil para se pronunciar sobre os processos contra a barragem!”
‘NOSSO TRABALHO’
Na região amazônica do Brasil, Colômbia, Equador e Peru, a Amazon Watch está trabalhando diretamente com as comunidades indígenas para construir capacidade local e promover a proteção a longo prazo de suas terras. Em parceria com as comunidades, organizações não-governamentais, acionistas preocupados e cidadãos, nós utilizamos as seguintes estratégias:
Campanha para convencer os tomadores de decisão em empresas, instituições financeiras internacionais e governos para honrar os direitos dos povos indígenas sobre as decisões de “desenvolvimento” em seus territórios e corrigir os danos do passado, por exemplo, em áreas devastadas pela exploração de petróleo. Através de exposição na mídia, a ação legal e campanhas de acionistas exigimos responsabilidade social e ambiental. Reforçar a capacidade das comunidades indígenas e organizações parceiras na Amazônia para melhor defender seus próprios direitos em fóruns locais, nacionais e internacionais. Através da formação em conhecimentos jurídicos, advocacia, comunicação social e tecnologia, bem como a doação de equipamentos, ajudamos nossos parceiros indígenas afirmar a sua voz coletiva e promover a sua própria visão para seus territórios. Procure proteção permanente para áreas ameaçadas e populações indígenas vulneráveis da floresta amazônica. Em parceria com organizações aliadas na América do Sul, que defendem alternativas ecologicamente corretas e soluções para economia industrial intensiva e de “desenvolvimento” de combustíveis fósseis. Educar executivos de empresas, acionistas, funcionários públicos e da cobertura geral de mídia pública usando, sites, publicações e documentários. Através da construção de conscientização e promoção de alternativas econômicas verdes para o modelo de desenvolvimento orientado para a exportação atual, estamos ajudando a trazer uma mudança dentro das instituições-chave e a sociedade.
Campanhas Ativas
Parar a barragem de Belo MonteChevron: Clean Up EquadorEquador: Pare a Rodada XI OilDefenda a Vida e o Território U’wa
Nossas Prioridades
Direitos Indígenas antecipadosPare Projetos de Energia sujosDemanda Corporativa ResponsávelReforma de Instituições FinanceirasClima da Amazônia
Nossos parceiros Indígenas
O Achuar do PeruO Povo do Rio XinguA nuvem de florestas U’wa da ColômbiaO Achuar e Shuar do EquadorKichwa de Sarayaku
Campanhas por País
BrasilColômbiaEquadorPeru
CONFIRAM: http://amazonwatch.org/work/belo-monte-dam
CONSULTE TAMBÉM
Barragem de Belo MonteO Xingu e o seu povoBanking Amazon Destruction: BNDESBreve Questão Carregável
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BrasilXinguBelo Monte DamBNDESDireitos da TerraEnergia sujaHidrelétricas
RELACIONADOS À BARRAGEM DE BELO MONTE
Movimento Indígena Brasileiro Denuncia Barragens na Amazonia ao GDF Suez – Press Release“Rios ensinam-nos a ignorar fronteiras e continuar a luta” – Xingu VivoO que o filme de David Beckham para a BBC dizer sobre a Amazônia brasileira? – The GuardianNa Amazônia, os povos indígenas lutam para preservaro Way of Life em meio de construção Intrusiva – Agencia PublicaAtivistas Rio Visitam Vilarejos da Amazônia -Two Rivers TribuneBelo Monte Sob Renovado Ataque Legal – Xingu Vivo
POR FAVOR:
RECOMENDE AOS SEUS AMIGUINHOS
RECOMENDE AOS SEUS AMIGOS
RECOMENDE AOS AMIGOS
RECOMENDE…
Luciano Prado
12 de maio de 2014 5:15 pmAs Organizações Globo vão tomar conta da TV JUSTIÇA ?
JB QUER PAGAR MAIS R$ 10 MI POR “BAGAGEM INTELECTUAL”
Presidente do STF tromba com atual equipe da TV Justiça; licitação que a corte tornou pública, mas que foi suspensa após despertar a curiosidade da mídia, estabelecia aumento de gastos anuais de atuais R$ 15 milhões para R$ 25 milhões com o canal; a seis meses do final do seu mandato na presidência do tribunal, Joaquim Barbosa pilotou com o secretário de Comunicação, Wellington Silva, tentativa de mudança radical na estrutura; para justificar aumento de R$ 10 milhões nas despesas, licitação definiu profissionais do canal, administrado pela Fundação Renato Azeredo, como não tendo as devidas “qualificação e bagagem intelectual”; falta de respeito azedou de vez o relacionamento nos bastidores do STF 14
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/139490/JB-quer-pagar-mais-R$-10-mi-por-%E2%80%9Cbagagem-intelectual%E2%80%9D.htm
Rodolfo Machado
12 de maio de 2014 5:41 pmDegradação da Amazônia afeta chuvas
Desmate, queimadas e poluição na Amazônia afetam chuvas no centro-sul do Brasil
Do “Último Segundo”
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-05-12/desmate-queimadas-e-poluicao-na-amazonia-afetam-chuvas-no-centro-sul-do-brasil.html
Vento úmido que sai da floresta amazônica deveria provocar chuvas no centro-sul, mas ao dar carona à fuligem impede a formação das gotas para a precipitação das nuvens
A seca registrada este ano no centro-sul do Brasil pode estar intimamente relacionada com a degradação ambiental na floresta amazônica. Estudos indicam que a poluição em Manaus e as queimadas e desmatamentos na mata não afetam apenas as chuvas na região, cujo ciclo já foi comprometido.
O primeiro alerta foi publicado na revista Nature em 2012 pela Universidade de Leeds, na Inglaterra. De acordo com o estudo, mais de 600 mil quilômetros quadrados de floresta foram perdidos desde a década de 1970, e a tendência atual prevê perda de até 40% da floresta até 2050, quando as chuvas poderiam acabar reduzidas em 21% no período de seca.
Além de fornecer água para a produção de energia hidrelétrica no Brasil, a floresta amazônica também funciona como um sumidouro de carbono, função que poderia acabar comprometida pela diminuição das chuvas e aumento das temperaturas. Mas não é só isso. “Nosso estudo sugere que o desmatamento poderia ter consequências catastróficas para as pessoas que vivem a milhares de quilômetros de distância”, escreveu Dominick Spracklen, um dos autores da pesquisa. “A floresta mantém chuvas sobre as regiões agrícolas importantes do sul do Brasil, que podem acabar comprometidas.”
Manaus
No inicio deste ano, uma campanha científica formada por pesquisadores brasileiros e norte-americanos, batizada de Green Ocean Amazon (GOAmazon), começou a testar a hipótese publicada na revista Science de que a poluição produzida na cidade de Manaus, capital do Amazonas, está afetando o processo de formação de chuva na floresta.
Membro do GOAmazon e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Luiz Augusto Toledo Machado explica que o aumento de material particulado (como fuligem) na atmosfera reduziria o tamanho das gotas nas nuvens, retardando ou abortando o processo de precipitação. “Em março, nossa aeronave sobrevoou essa região poluída e pudemos detectar a quantidade de material particulado que havia. De uma forma geral, essa poluição tem o potencial para reduzir a quantidade de chuva.”
Rodeada por 2 mil quilômetros de mata, Manaus já concentra dois milhões de habitantes, que fazem uso de 750 mil veículos, de acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Em 2001, esse número não passava de 147 mil. “Os sete Estados da região possuem 260 termoelétricas em funcionamento, emitindo seis milhões de toneladas de CO2 na atmosfera”, contabiliza a bióloga Silvia Regina Gobbo. “Esse número se soma a outros 770 milhões de toneladas de CO2 emitidos pelos desmatamentos e queimadas.”
Com a redução das precipitações, parte dos incêndios não seria contida, alimentando esse ciclo, uma vez que mais fuligem chegaria às nuvens. O problema se intensifica pelo fato de essas partículas acabarem dispersas para o centro-sul do País, o que também pode comprometer o ciclo de chuvas nessas regiões.
Machado explica a existência de um fenômeno chamado Jato de Baixos Níveis, um duto de vento que transporta a umidade da Amazônia para o centro-sul do Brasil, provocando chuvas. De acordo com ele, esses ventos viajariam cada vez mais carregados com as partículas de poluição – especialmente das queimadas – comprometendo as precipitações na região.
A análise dessa possibilidade faz parte de uma pesquisa que vai integrar a tese de doutorado de Gláuber Camponogar no Instituto de Astronomia da USP. Os resultados dos três métodos estatísticos utilizados por ele demonstram que grandes concentrações de aerossól (partículas poluentes) transportadas por esse jato de vento tendem a diminuir as precipitações no centro-sul. “Em geral é assim, mas essa não é a única razão”, afirma o estudioso. “É preciso levar em conta as condições atmosféricas de umidade, temperatura e vento, o que pode aumentar ou não a influência do aerossol sobre as chuvas.”
Para a bióloga, as secas consecutivas nas passagens dos anos 2012 para 2013 e 2013 para 2014 – cujas consequências afetam os reservatórios de água – são um sinal dessa mudança no regime hídrico. “Se for, teremos secas cada vez mais frequentes, só amenizadas quando for ano de El Niño.” Camponogara não descarta que os aerossóis de queima da floresta possam afetar as chuvas em São Paulo. “É uma possibilidade que só pode ser comprovada por meio de mais estudos.”
A.Tambelli
12 de maio de 2014 6:53 pmPrezados
Realmente,
Prezados
Realmente, trata-se de algo surreal.
Vamos à anamnese: Quando do pretenso “apagão aéreo” de alguns anos atrás, Marilena Chaui – que já estava demonizada pela mídia nativa – em uma entrevista utilizou a deliciosa expressão ” comovente” para qualificar as preocupações da imprensa com o desfiar diuturno da quantidade e extensão dos atrasos dos vôos. Equipes em todos os aeroportos nos mantinham com precisão religiosa, informados de como o Brasil e os brasileiros sofriam as consequências de terem um govêrno incompetente. Atrasos corriqueiros, atrasos com razões consideráveis e atrasos que mereciam repto, todos eram colocados no mesmo saco de maldades de uma imprensa claramente facciosa e tendenciosa.
Ótimo! Por que será que ainda surpreende quando esta mesma imprensa massacra geralmente sem contraditório e com imprecisões dignas de nota, seus outros alvos? (já, já vai ser o ENEM – prepare-mo-nos)
Agora o surreal, só para ilustrar: Na ESPN, o quase slogan é – a melhor cobertura da Copa! Só pode ser gozação. Há meses (anos) este canal do cabo só faz criticar e espinafrar com e sem razão, a Copa no Brasil. Chegam a ser muito chatos! E bota muito nisso! Já foi dito com todas as letras por praticamente todos seus comentaristas que será a pior Copa de toda a história. Bom, neste caso o quase slogan deveria ser – a melhor cobertura da pior Copa de todas!
Corta para o Redação SportTv: André Rizek, Artur Xexéo e Rui Castro – lá pelas tantas Rizek diz: “nós aqui quando temos que ser críticos, criticamos” – Xexéo: ” ultimamente se você disser no buteco que vai assistir a Copa será vaiado, esta todo mundo muito azedo”. Bom, se considerarmos que realmente o canal menos crítico com relação à Copa foi o SporTv, por razões mercaológicas do sistema Globo (uma parte bate, outra assopra), os próprios participantes do Redação considerarem que o clima é contrário à Copa da uma dimensão do estrago que foi feito.
Só para finalizar: aquela coisa totalmente tosca do Gazeta Esportiva cheio de lugar comum, com aquele Oscar Godói – que já era muito sofrível como árbitro – é o comentarista mais tosco dessa tosqueira e se arroga em guardião do “nosso” dinheiro; é tétrica a participação do indigitado na quantidade de chavões, principalmente sobre a “roubalheira da Copa”.
Bom, qual a surpresa sobre a má vontade de uma parcela da população depois de meses e meses de bombardeio diário sobre a Copa?
No rádio a coisa não é nunhum pouco melhor. Boa parte da imprensa esportiva no rádio é reconhecidamnte conservadora, homofóbica, e também repleta de senso comum. O número de vezes que insinuaram ou disseram cabalmente que houve “roubalheira” e outras acusações foi infinita. Parecia competição para ver quem era mais ácido. Ocorre que, neste caso e na maioria dos outros, não foi apresentado um valor, nome, ou sequer uma prova sobre qualquer dos indícios desta pretensa roubalheira. Assumiu-se que estão roubando e pronto!
Em mais de uma discussão dava para se ver claramente que não fazem a mínima idéia do que estão falando. Não distinguem quem são as fontes de financiamento, como se dá o financiamento e em que condições, como é fiscalizado, quais as garantias, prazos de pagamento, etc. Desinformam!
Mesmo o que precisa de crítica esta perdido. Não dá para saber o que é verdade ou não.
O portal UOL é impressionante como fonte dessa desinformação. Agora que os estádios estão prontos e que o entorno também esta pronto, e que dará para chegar aos jogos, e que os aeroportos estão funcionando (foram arrumar problema com Viracopos, hahaha), e que haverá Copa de qualquer maneira com Festas Juninas, Micaretas, praia, Bares e mais Bares apinhados, Bolões, corrida para completar os álbuns, Churras em milhares de casas, a discussão é se haverá ganhos econômicos e quantas greves e manifestações haverão durante a Copa e a nossa incapacidade de gerir o evento.
Vai haver congestionamento? – Opa! aos montes! Alguns panguás nacionais ou estrangeiros ou dinamarqueses vão se perder e chegar atrasados de ônibus, taxi, avião, metro e culpar alguém? Opa! Vai faltar água? – é provável! Os oportunistas de sempre vão tentar faturar em cima de todo mundo com preços exorbitantes, manifestações ou greves? É bem provável.
Para não esquecer: nas Olimpíadas de Londres tiveram que chamar inclusive as tropas do Afeganistão que haviam acabado de voltar para dar conta da segurança depois que a empresa contratada deu para trás praticamente no dia da abertura. Nos primeiros dias não se conseguiu entrar em nenhum evento à tempo. è só conferir os teipes e ver que os ginásios começam os eventos vazios. Os soldados estavam acostumados com outra coisa! Levou tempo até os substituírem e não houve praticamente comentários sobre essa confusão na imprensa tupiniquim; afinal são ingleses.
É de lascar
Ótimo, a julgar pelo andar da caravana, ela como sempre vai passar e a imprensa como sempre vai ladrar seu complexo de vira-latas.
Notívago
12 de maio de 2014 8:16 pmDeclaração de voto nos PTistas
ELEIÇÃO 2014: VOTAREI NOS PTISTAS E EXPLICO PORQUÊ
Depois que eu li a matéria da Conceição Lemes, no Vi o Mundo (http://www.viomundo.com.br/denuncias/labogen.html), sobre as trambicagens dos TUCANOS em São Paulo, eu tomei a decisão de votar nos PTistas na eleição de 2014, e eu explico porquê:
Com a prestimosa colaboração de vários ministros da suprema corte do nosso país, os TUCANOS adquiriram o direito de roubar no Brasil inteiro, impunemente, solenemente.
Como eu sei que os PTistas são investigados e monitorados 24 horas por dia pelo PIG, por Joaquim Barbosa e pelo Gilmar Mendes, eu prefiro votar neles (nos PTistas).
Porque nos próximos quatro anos, os PTistas não ousarão roubar sequer a moeda da sorte do Tio Patinhas. E, a depender do ministro Joaquim Barbosa, o Zé Dirceu, “um assaltante ptista perigosissímo”, ficará na Papuda para o resto da vida. Quer dizer, o PT nunca mais vai poder meter a “mão na botija” , ou, numa frase muito mais feliz ainda, “a quadrilha do Ali Babá e seus 40 ladrões estará cercada por todos os lados e para sempre”.
Porque, meu neguinho, se os TUCANOS voltarem ao poder com o apoio que eles têm da maioria do poder judiciário e da mídia tupiniquins, eles vão roubar, roubar, roubar, roubar e roubar! E nada vai ser denunciado no Jornal Nacional (dos irmãos Marinhos), nem no telejornal da Band (com o Boechart), nem na Rolha de São Paulo (do Octavinho) e em nenhum jornal/telejornal desse país. E a justiça brasileira vai ficar na moita, caladinha, quietinha.
Um dia você vai acordar no sereno e constatar que durante a noite os TUCANOS roubaram o telhado da sua casa. Mas aí já será tarde demais.
Ah! Como eu gostaria que alguns ministros da suprema corte fossem meus amigos!
Francisco de Assis
13 de maio de 2014 12:20 amJANOT NA ENCRUZILHADA: O PASSO A PASSO PARA A DESMORALIZAÇÃO
JANOT NA ENCRUZILHADA: O PASSO A PASSO PARA A DESMORALIZAÇÃO
Que o senhor Joaquim Barbosa já desmoralizou o Poder Judiciário Brasileiro não há dúvida alguma.
Verifica-se agora que também está a um passo de desmoralizar o PGR Rodrigo Janot e, por extensão, o Ministério Público.
A promotora Milhomens achou que deveria espionar a Presidência da República. Como não tem atribuição legal para isso, deveria expor suas razões à chefia imediata no MP, que então encaminharia o pedido na cadeia de comando da Instituição, até chegar a quem tem o poder para tanto, o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot. Que daria então seu parecer, interno ao MP, assumindo, ele próprio, a solicitação perante o Supremo, ou rejeitando-a.
Qual o quê? Em vez disso, Milhomens levou o pedido, ela própria, através do juiz-fantoche da VEP, diretamente ao Presidente do STF. Que então pediu parecer de Janot a respeito, numa anarquização e quebra de hierarquia totais das duas instituições, sacramentando o crime, a insubordinação e o bypass da promotora sobre o seu chefe em última instância, o Procurador-Geral da República.
Rodrigo Janot deveria responder apenas isto a Barbosa: “Meritissimo, a promotora, minha subordinada, tentou usurpar minhas funções, e portanto praticou um crime funcional, motivo pelos qual já determinei que seja investigada. Assim, como Chefe do MP, considero nulo, por ilegal, o pedido da promotora Milhomens, e V. Excia. deve imediatamente desconsiderá-lo. Informo ao Meritíssimo que, se e quando achar que deva investigar a Presidência da República, eu mesmo tomarei a iniciativa perante o STF, como reza a Constituição Brasileira. É o que tenho para o momento. Respeitosamente.”
Em vez disso, Janot se submete a Joaquim Barbosa e, por extensão, à promotora Milhomens, num primeiro passo para a desmoralização do cargo que ocupa, traindo desta forma a Sociedade, que lhe paga o salário e lhe delega as funções.
E, não bastasse, faz ainda um vergonhoso parecer corporativo, em defesa de promotores do DF, inclusive Milhomens, em que acolhe, ele próprio, denúncias anônimas, depomentos informais, e notícas de colunas político-sociais de jornais, que atuam confessadamente (v. dona Judith) como partidos políticos. E conclui, absurdamente, que elas são ‘robustecidas’ por depoimentos de um confesso usuário de cocaína, doente mental portanto, e seu assumido companheiro de ‘trabalho’ no presídio, encrencados pela acusação de consumo/tráfico de drogas no presídio e naturalmente querendo se safar desta denúncia. E este parecer, levando combustível ao moinho do ódio do abjeto e repugnante Joaquim Barbosa, é por este aceito, como era de se esperar.
Janot faz também vários pareceres aprovando o trabalho externo de Dirceu, que Barbosa simplesmente joga no lixo, ao manter o seu refém em prisão fechada, em desacordo com a decisão do Pleno do STF e desmoralizando uma vez mais o Ministério Públco.
Encontra-se Janot, por tanto, numa encruzilhada. São três os seus caminhos:
1. Recupera a dignidade e a independência do seu cargo e do Ministério Público, avacalhado por Joaquim Barbosa, agindo perante o Pleno do Supremo Trbunal Federal e, caso necessário, perante o Senado da República, no sentido de fazer valer os seus pareceres, as Leis e a Constituição. E, ao mesmo tempo, ajuda a Justiça Brasileira a se levantar do poço fundo e fétido da vingança, onde Barbosa a colocou;
2. Assume-se como um incompetente e, desmoralizado, faz novo parecer, voltando atrás e concordando com a estupidez jurídica de Barbosa, sendo então obrigado a editar Norma para que todo o Ministério Público, em todo o Brasil, recorra para recolocar em regime fechado os mais de cem mil detentos do regime semi-aberto que trabalham externamente, e que se enquadram na nova “jurisprudência” de um homem só, única no mundo. Com isto dispara Janot, a mando de Barbosa, uma revolta nacional nos presídios brasileiros, destampando o caldeirão de ódio e a violência campal na sociedade brasileira, que são os objetivos penúltimos de Barbosa e da extrema direita que lhe apoia, os herdeiros da ditadura na mídia e nas sombras, que desejam, à falta de votos, tomar à força o poder dos trabalhadores, conquistado sucessivamente em eleições livres, limpas e democráticas;
3. Assume-se como um incompetente e, ainda mais desmoralizado, agindo de modo infame, concorda com a estupidez, aplicando-a apenas aos prisioneiros de exceção sequestrados e torturados continuamente por Joaquim Barbosa. E, assim fazendo, comete crime contra o Estado Brasileiro.
Vada a bordo, Rodrigo Janot.
Leo V
13 de maio de 2014 1:37 amMais um brilhante e
Mais um brilhante e indispensável artigo de Eliane Brum
http://brasil.elpais.com/brasil/2014/05/12/opinion/1399902051_903721.html
Denunciados pela linguagem
Fabiane era inocente. Nós, ao exaltarmos a sua inocência como principal razão para que ela não fosse assassinada, somos culpados
Eliane Brum 12 MAI 2014 – 10:40 BRT
O linchamento de Fabiane Maria de Jesus nos denuncia pela palavra. Há um horror, o linchamento. E há o horror por trás do horror, que é a exacerbação da inocência da vítima. É preciso que este também nos espante, porque ainda mais entranhado, suas unhas cravadas fundo numa forma de pensar como indivíduos e de funcionar como sociedade. Nem todos são capazes de pegar um pedaço de pau para bater na cabeça de uma mulher até a morte por considerá-la culpada de um crime, mas é grande o número daqueles que, ao contarem o caso na última semana, enfatizaram: “Ela era inocente”. Não como uma informação a mais no horror, mas como a mais importante. Essa também foi a frase escolhida para ilustrar as camisetas dos que protestavam contra a sua morte: “A dor da inocência”. Mas talvez seja na exaltação da inocência que nossa violência se revele em sua face mais odiosa. O que pensamos ser luz, prova de nossa boa índole, é feito da matéria de nossas trevas mais íntimas. É a exacerbação da inocência que mostra o quanto nós – mesmo os que não lincham pessoas na rua – somos perigosos.
E se ela fosse culpada?, como provoca o título da matéria de Marina Rossi, aqui no El País Brasil. E se ela fosse uma mulher que praticasse magia negra com crianças? Seu assassinato por um bando de pessoas na rua estaria justificado? Então alguém poderia agarrá-la, outro arrastá-la e um terceiro passar com a roda da bicicleta sobre a sua cabeça? É isso o que estamos dizendo quando nos espantamos mais com a inocência de Fabiane do que com o seu assassinato?
O linchamento de Fabiane produziu uma narrativa fragmentada, que revela mais sobre os autores do discurso do que sobre a vítima. O suspeito V. B., eletricista, 48 anos, justificou-se, ao ser preso: teria golpeado Fabiane com um pedaço de madeira porque achou que o boato era “verdade”. O suspeito L.L., ajudante de pedreiro, 19 anos, que teria passado com a bicicleta sobre a cabeça de Fabiane, explicou: “Diante da gritaria das pessoas que tinham reconhecido a mulher, não tive dúvidas de participar do tumulto”. O suspeito C.J., pintor de paredes, 22 anos, teria puxado Fabiane pelos cabelos para se certificar de que era ela mesma, antes de ajudar a matá-la.
Em nenhum momento apareceu o choque por ter espancado uma pessoa com um pedaço de pau, passado sobre a cabeça de alguém com a bicicleta, agarrado uma mulher pelos cabelos. Passada a explosão da hora, a questão que motivou até um pedido de desculpas à família, por parte de um dos suspeitos, era o erro. Mas o erro não seria assassinar – e sim assassinar a pessoa errada. Se havia razões para o arrependimento era a inocência de Fabiane – não o ato de matar. “Não é ela, não é ela”, teria avisado alguém em um dos vídeos de sua morte. Não arrebente porque não é ela. E se fosse?
Se a exaltação da inocência estivesse restrita aos assassinos – e a quem assistiu ao assassinato sem nada fazer para impedi-lo – seria mais fácil. Mas foi a inocência de Fabiane que motivou, nos mais variados espaços, perguntas retóricas como: “onde estamos?” ou “que país é este?”. Entre os tantos comentários sobre o caso, lamentando a morte de Fabiane, talvez o do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seja o mais revelador.
Fabiane foi linchada no sábado (3/5), no bairro de Morrinhos, na periferia do Guarujá, no litoral paulista, e morreu, no hospital, na segunda-feira (5/5). Tinha 33 anos. Na quarta-feira (7/5), o governador, que pretende tentar a reeleição, foi ao Guarujá para, entre outros compromissos, reinaugurar a maternidade do Hospital Santo Amaro – o mesmo onde, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Fabiane teve de esperar um dia para conseguir vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante a cerimônia, Alckmin manifestou-se sobre a morte de Fabiane, nos seguintes termos: “É inadmissível um ato de barbaridade como esse, tirando a vida de uma pessoa que não tinha nada a ver com a desconfiança da população, até porque tudo não passou de um boato”.
Uma boa questão de interpretação para a prova de língua portuguesa do próximo vestibular. O que, exatamente, o governador está dizendo ao povo do estado que governa? Qual é, para ele, a questão central no linchamento? O que é inadmissível, segundo Alckmin? Linchar uma pessoa, qualquer pessoa, ou linchar uma pessoa inocente?
A exaltação da inocência de Fabiane revela a não inocência da sociedade brasileira na série de linchamentos que vem atravessando o país. As palavras revelam o que também alimenta o espancamento e a morte de pessoas por cidadãos nas ruas. É no discurso, às vezes subliminar, às vezes explícito, que é reeditado cotidianamente o pacto histórico de que há uma categoria de brasileiros que podem ser mortos – ou que ao menos seu assassinato seria justificável. É esta mesma lógica que tolera – quando não deseja – a tortura e a morte de presos nas delegacias e nos presídios do Brasil. Encarar os linchamentos como algo que só pertence ao bárbaro, que é sempre o outro, é ocultar a nossa responsabilidade, a de cada um, com uma máscara de inocência. Fabiane era inocente. Nós, ao exaltarmos a sua inocência como principal razão para que ela não fosse assassinada, somos culpados.
A barbárie não deveria nos surpreender, como se fosse nova entre nós. A sociedade brasileira historicamente a tolera, quando não a estimula. Como já foi dito mais de uma vez, também aqui, ela está nas raízes da formação do Brasil. A barbárie chegou junto com os que se anunciavam como civilizados diante dos povos indígenas que aqui estavam – os bárbaros. E foram também os chamados civilizados que promoveram uma força de trabalho escravo, alimentada por negros trazidos da África (e também por índios). Nem a escravidão nem o extermínio indígena foram superados no Brasil – e as marcas de uma e a reedição do outro fazem parte do cotidiano do país, hoje.
Fingir que a barbárie é surpreendente não vai nos ajudar a combatê-la. No Brasil atual, indígenas, ribeirinhos e quilombolas têm sido expulsos de suas terras por atos do próprio governo federal – e muitos deles têm sido mortos por pistoleiros, a mando de fazendeiros. É assustador o número de moradores de rua assassinados no Brasil nos últimos tempos, assim como o de crimes por homofobia. A retirada de pessoas de suas casas para a construção de estádios da Copa do Mundo é conhecida – ou deveria ser – por todos. A violência nos presídios e as execuções nas favelas e periferias tornaram-se uma banalidade só interrompida por espasmos. Mesmo os linchamentos estão longe de nos ser estranhos, o que em nada diminui o seu horror e a necessidade de combatê-los.
Se há algo de novo é talvez a forma como as palavras encarnaram para tornar Fabiane uma pessoa para o linchamento. A internet não criou – nem piorou – o humano. Ela apenas o revelou como nunca antes. Ela deu-nos a conhecer. Antes não sabíamos o que pensava o vizinho ou o caixa do banco ou o sujeito que nos cumprimentava na padaria. Agora, ele grita na internet – e, mais do que grita, exibe todo o seu inferno. Passeia o time completo, com titulares e reservas, de seus ódios e preconceitos. Na internet, o humano perdeu o pudor de suas vísceras. Ao contrário, em vez de ocultá-las, passou a exibi-las como um troféu de autenticidade.
É nesse contexto que o dono do perfil no Facebook “Guarujá Alerta” postou, em 25 de abril, a seguinte “notícia” – que jamais poderia ser chamada de notícia porque sequer foi apurada antes de ser publicada: “Boatos rolam na região da praia do Pernambuco, Maré Mansa, Vila Rã e Areião, que uma mulher está raptando crianças para realizar magia negra… Se é boato ou não devemos ficar alertas”. Nenhum pudor de postar um boato. Zero pudor. Ao contrário, a internet nos mostra que há um orgulho no despudor, no “assumir” a falta de princípios, confundindo-a com o que é apresentado como “coragem de denunciar”.
Alguns dos comentários de homens e mulheres, postados na sequência, mostra a disseminação do ódio, travestida como defesa do bem: “Mata essa filha da puta. Quem achar, sem dó”/ “Se vir pro Morrinhos vai tomar só rajada essa cachorra”/ “Vamos fazer uma magia de revolta com ela, ‘botando fogo nela’”. Logo surgiu um retrato falado, que seria descrito pela imprensa como o de uma mulher “negra e gorda”, em seguida a foto de uma loira.
Dias depois da publicação do boato, Fabiane, com pouca ou nenhuma semelhança com qualquer uma das imagens, foi linchada. Inclusive crianças participaram do seu espancamento. O retrato falado tinha sido feito em 2012 pela polícia carioca e referia-se a uma suspeita de ter sequestrado uma criança na zona norte do Rio. Nenhum menino ou menina desaparecera na região do Guarujá nos últimos tempos, o crime não existia. Mas as “bruxas” começaram a ser vistas em toda parte – e também em outras regiões do país, na qual o boato foi reproduzido. Fabiane foi a única morta, mas várias mulheres podem ter corrido o risco de ser assassinadas. De novo, as mulheres e a bruxaria, como nas fogueiras da Inquisição.
(Só um parêntese. Vale pensar sobre o peso da palavra escrita nessa tragédia. Sobre o quanto a palavra escrita, agora na internet, é decodificada ainda por muitos, em especial por aqueles que ao longo da história tão pouco tiveram acesso a ela, como “verdade”. A frase “está no jornal” ou “li no jornal”, usada para assegurar a veracidade de algo diante de outros, é agora também “está (ou li) na internet”. É o que mostra a quantidade de spams com boatos os mais estapafúrdios que atravancam todos os dias as caixas de e-mail e também as redes sociais, porque muitos os replicam, sem apurar a fonte ou sequer duvidar, para alertar seu circuito de conhecidos, familiares e amigos sobre ameaças terríveis. Falta muito para que a leitura crítica, tanto da imprensa tradicional quanto da mídia alternativa, como de qualquer outra produção narrativa, se estabeleça para a maioria, tão carente de educação no país.)
Quando Fabiane foi agarrada naquele sábado, carregava um livro de capa preta. Quem passava por ela, viu nele uma obra de magia negra. Quando ela ofereceu uma fruta a uma criança na rua, o gesto foi interpretado como uma tentativa de sedução. Foi só alguém gritar “é ela, é ela”, para o linchamento começar. É importante compreender como Fabiane tornou-se bruxa. Mas também é fundamental entender como ela deixou de ser bruxa.
O feitiço ao contrário é revelador. O livro de magia negra era uma Bíblia. A fruta oferecida era um gesto de generosidade. Fabiane era branca, era religiosa, era mãe de duas filhas, era dona de casa e gostava de crianças. Sua única “mácula”, para o senso comum, seria um diagnóstico de “transtorno bipolar”, relacionado nos relatos “ao parto da primeira filha”. Mas, mesmo neste caso, ela foi poupada do preconceito costumeiro, associado às doenças mentais, por depoimentos como este, de uma amiga: “(Nas crises) ela saía abraçando as pessoas, falando que amava todo mundo, nunca fez mal a ninguém”.
Fabiane, portanto, não só era inocente, como era a imagem da inocência. Era o retrato idealizado do feminino ligado à maternidade. Não tenho como aferir o quanto essa imagem, desfeito o feitiço, colaborou para a comoção do país. Mas suspeito que bastante. E isso também revela o quanto nós não somos inocentes.
E se Fabiane fosse “negra e gorda”, como descrita no retrato falado? E se Fabiane exibisse piercings e tatuagens pelo corpo? E se Fabiane fosse lésbica? E se Fabiane fosse agressiva? E se Fabiane fosse do candomblé ou do batuque ou de outra religião afro-brasileira, as quais os pastores evangélicos neopentecostais tanto relacionam nos templos e nos programas da TV com satanismo, uma atitude criminosa pouco ou nada combatida? E se Fabiane fosse bruxa? E se Fabiane fosse o oposto da idealização feminina? Será que tantos hoje chorariam por ela?
E Fabiane seria, por isso, menos inocente?
Talvez, se sua imagem não correspondesse ao estereótipo da mãe de família, ouviríamos coisas como: “Também, com aquela aparência, era fácil confundi-la”. Ou: “Essa história está mal contada, boa coisa ela não era”. Talvez então o feitiço jamais fosse desfeito e Fabiane continuasse na lista não escrita das pessoas “lincháveis”. É possível? Ou estou exagerando? Gostaria de estar exagerando, mas me arrisco a suspeitar que não.
Vale a pena prestar atenção ao comentário de L., ao ser preso e pedir desculpas à família de Fabiane. “Peço desculpas à família, estou muito arrependido. Desculpa mesmo. A gente vê a nossa mãe em casa, nossa tia, e imagina que poderia ter sido com elas”. De repente, o algoz percebe que sua vítima não é mais uma “bruxa”, uma diferente, uma outra, mas sim semelhante às mulheres da sua família que ocupam um lugar materno. E, como filho, sobrinho, dessas mulheres, semelhante a ele mesmo. Pela lógica imediata, se a conversão em bruxa pela turba enlouquecida, da qual ele fez parte, aconteceu com Fabiane, por que não aconteceria com sua mãe, com sua tia? Com ele, com cada um de nós? Será também um medo novo que faz aumentar a comoção por Fabiane? E agora, que a barreira dos “lincháveis” foi rompida e uma mãe de família, uma devota, morreu a pauladas?
Um dos suspeitos disse à polícia que dois outros autores do linchamento de Fabiane foram executados pelo tráfico. A informação foi publicada na imprensa. Se queremos de fato enfrentar a barbárie, precisamos saber se essa afirmação é verídica. E, se for verídica, precisamos exigir que os assassinos dos assassinos sejam investigados, julgados e punidos, no rito da lei. Do contrário, somos só bárbaros que acreditam que linchadores devem ser mortos, no olho por olho, dente por dente. Como aqueles bárbaros que salivam em suas casas quando assistem à notícia de que estupradores foram violados na cadeia, onde estão sob proteção do Estado.
Chorar pelos inocentes é fácil. O que nos define como indivíduos e como sociedade é a nossa capacidade de exigir dignidade e legalidade no tratamento dos culpados. O compromisso com o processo civilizatório é árduo e exige o melhor de nós: respeitar a vida dos assassinos. Fora isso, é só demagogia.
Há vários apelos circulando na internet sobre as palavras “justiceiro” e “justiçamento”. Quero trazer a reflexão para cá, porque já descobrimos há muito – e também agora – que as palavras são poderosas. E andam. E encarnam. E revelam. E autorizam. Linchamento não é “justiçamento”. É crime. Linchador não é “justiceiro”. É criminoso. Seja uma pessoa ou uma turba, quem mata é assassino. Quem lincha e mata não quer justiça, quer vingança – às vezes sem nem mesmo saber do quê. Se queremos superar a barbárie, talvez seja necessário jamais confundir “justiça” e “vingança” – também nas palavras.
Eliane Brum é escritora, repórter e documentarista. Autora dos livros de não ficção Coluna Prestes – o Avesso da Lenda, A Vida Que Ninguém vê, O Olho da Rua, A Menina Quebrada, Meus Desacontecimentos e do romance Uma Duas. Email:[email protected]. Twitter: @brumelianebrum
Alessandro
13 de maio de 2014 8:40 pmO suicidio da imagem
Eu fico imaginando o tempo que uma empresa leva para consolidar a sua marca.
Depois de consolidada, a marca se torna um de seus maiores ativos, contribuindo para mais valorização da empresa e pelo aumento de sua confiança, credibilidade e inovação no mercado.
Tem empresas que evoluem muito com o tempo, ganham respeito por seus produtos e serviços e reforçam dia após dia a sua marca para levar credibilidade aos consumidores e/ou cidadãos. Muitas, inclusive, tem na marca um ativo tão importante que estas se mantém firmes, com pouquíssimas alterações mesmo após décadas e décadas.
No Brasil, tivemos um período de grande criatividade e consolidação de marcas principalmente das empresas públicas. Exemplos disso são o Banco do Brasil, Petrobras, Light (quando era pública), BNDES, Sabesp, Metro-SP, INPS-INSS, CNPq, TELESP, Banco Central, Furnas, Telebrás, Eletrobras, Vale do Rio Doce, etc.
Contribuiu para este legado decisivo o trabalho de Aloisio Magalhães, autor de muitas destas marcas e reconhecido como grande criador de logotipos do Brasil. O cara era tão bom que até notas de dinheiro ele projetou (séries do Cruzeiro dos anos 70 e 80). Quem se lembra do ‘1 barão’? A cédula simétrica, intelígivel em qualquer posição: ideia dele.
Muitas marcas passaram por mudanças ou até mesmo extinção, caso das companhias telefônicas docilmente privatizadas. A própria marca da Petrobras, originalmente projetada por Magalhães, foi reestilizada nos anos 80 para a marca que temos hoje. Sorte não ter se tornado Petrobrax e sua lastimável iconoclastia. Ao mesmo tempo tivemos mudanças mais sensíveis como a da Caixa Econômica Federal que, ao entrar forte no varejo, mudou sua marca para CAIXA.
Bom, o caso é que os Correios resolveram mudar a sua marca.
A marca que estava vigente era de autoria de Eduardo Rodrigues, então estudante de arquitetura que teve sua ideia escolhida em concurso. Esta marca vigia desde o início dos anos 70:
A marca era poderosa nos níveis simbólicos, icônicos, indiciais e tudo o mais que a semiótica permitisse. O símbolo, bastante feliz, era garantia de alívio para os transeuntes que o avistavam: ufa, uma agência dos Correios! Credibilidade, pontualidade, tradição e, claro, design inovador. Reparem no “S” de CORREIOS. É um “S” incompleto, indicial, bonito, estiloso, nada óbvio.
E aí os Correios mudam a marca e lançam esta agora:
Ela foi elaborada pela ‘CDA Branding e Design for People’.
Segundo eles, a nova marca “simboliza confiança, solidez, proximidade, inovação e flexibilidade.” Inovação? Fazer um logotipo modernoso não significa inovação. Quantas novas marcas novas que vêm surgindo destes ‘brandings’ e ‘cases’ trazem setinhas indo e vindo, ou espirais que vêm e vão, ou formas que se circundam e que, ainda, lançam mão dos degradês? Muitas, muitas e muitas.
O logotipo do estudante Eduardo Rodrigues era instigante, altamente assimilado, nada óbvio, criativo: um logotipo brasileiro.
A nova marca é um tanto óbvia, de simetria já batida, pouco chamativa, ou seja, ela é o que realmente é: fruto de um ‘branding’, mais um ‘case’ qualquer. Vai se perder na multidão de logotipos sem graça que hoje infestam as ruas e as publicidades digitais e impressas.
O que quero dizer é que a marca dos Correios era tão boa que algumas perguntas deveriam ter sido feitas: “devemos mesmo mudá-la?” “É a mudança da marca que vai indicar um novo caminho para a empresa?” “Conseguiremos ter uma marca melhor?” “O que os cidadãos pensam disso? Eu sei o que pensa meu público alvo?”
Os Correios são uma empresa gigantesca. Não merecíamos este constrangimento com cara e sabor de Petrobra’x’.
Minha pergunta: por que temos sempre essa sensação de que as coisas boas e de qualidade precisam ser abandonadas? Nosso futuro já passou?