4 de junho de 2026

Após quatro pregões, bolsa perde força e realiza lucros

Jornal GGN – Depois de quatro sessões em alta, o movimento de realização de lucros acabou ganhando força e levou a bolsa de valores a encerrar suas operações em queda, com destaque negativo para as ações da Petrobras.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou a quinta-feira em queda de 1,17%, aos 53.422 pontos e um volume negociado de R$ 6,617 bilhões. No ano, a bolsa acumula alta de 3,72% e, no mês, ganho de 3,48%.

De acordo com o BB Investimentos, as operações começaram sem definição, ficando perto da estabilidade nos primeiros momentos do dia. “A partir daí, após quatro pregões consecutivos de avanços, iniciaram-se realizações que mantiveram o índice em tendência declinante ao longo de todo o dia, com destaque negativo para os papéis da Petrobras, descolando-o negativamente da trajetória do Dow Jones”, dizem, em relatório assinado pelos analistas Nataniel Cezimbra e Hamilton Moreira Alves. “Nem mesmo os números considerados mais favoráveis da balança comercial da China evitaram a baixa e, muito provavelmente, ocorreu alguma saída de capital externo”. De acordo com os dados divulgados, a China apresentou um superávit comercial de US$ 18,46 bilhões em abril, acima do saldo de US$ 18,16 bilhões registrado no mesmo período do ano passado.

No caso das ações da Petrobras, os papéis foram diretamente afetados pela decisão da empresa em adiar em 30 dias a conclusão de sua comissão interna que apura irregularidades na aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O prazo inicial estava marcado para a próxima sexta-feira, dia 9. Comunicado divulgado pela empresa afirma que o adiamento foi solicitado pelo coordenador da comissão, mas as razões para o adiamento não são detalhadas.

Nos Estados Unidos, foi divulgado um dado favorável com recuo de seguro-desemprego, que se contrapôs aos balanços divulgados, que continuaram a fomentar realizações no setor de tecnologia, levando as bolsas locais a encerrar com sinais divergentes. Segundo o Departamento do Trabalho local, os pedidos de auxílio-desemprego caíram 26 mil na semana encerrada em 3 de maio, para 319 mil, após ajustes sazonais – este foi o menor resultado apresentado desde o início de março.

Na Europa, tanto o BCE (Banco Central Europeu) como o BoE (Banco da Inglaterra) mantiveram suas taxas de juros básicas inalteradas em 0,75% e 0,50%, respectivamente.

Já o câmbio à vista no balcão terminou a sessão a R$ 2,2110, uma queda de 0,41%. De acordo com informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, o desempenho da moeda norte-americana no mercado doméstico foi influenciado principalmente pelo declínio observado ante outras divisas emergentes no exterior.

Os leilões de swaps cambiais realizados pelo Banco Central também contribuíram para a baixa do dólar. A instituição vendeu 4 mil contratos de swap para vencimento em 2 de março de 2015, no leilão tradicional realizado de manhã, totalizando US$ 198,5 milhões. Em outra operação, de rolagem, vendeu 5 mil contratos de swap, no valor total de US$ 247,6 milhões.

Para sexta-feira, os agentes acompanham a divulgação da primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechado de abril e os dados de vendas e produção de veículos da ANFAVEA. No exterior, destaque para os números de estoques de atacado e vendas de negócios nos Estados Unidos, a balança comercial da Alemanha, além da balança comercial e da produção industrial da Inglaterra.

Na agenda de balanços, destaque para os resultados da Petrobras, que serão publicados após o fechamento das operações. Também serão publicados os números de empresas como Energias do Brasil, Light, Gafisa e Rodobens, entre outras.

 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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