4 de junho de 2026

Avaliação da PROTESTE elimina quatro aquecedores de água que deixam vazar gás

A PROTESTE Associação de Consumidores voltou a testar aquecedores a gás e os problemas de segurança que haviam melhorado nos testes publicados em 2009 e 2011 voltaram. Desta vez, 40% dos dez aparelhos testados foram eliminados por levarem riscos para as casas. Os aparelhos tinham selos de certificação de qualidade do Inmetro.

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É preciso ficar atento ao comprar o produto, para não levar perigo para dentro de casa. Três deles a gás natural e um a GLP foram eliminados por falhas na segurança. Dois aquecedores a gás natural foram eliminados por liberarem concentrações de monóxido de carbono acima do aceitável colocando em risco a segurança.

O modelo da Rinnai liberou uma concentração de monóxido de carbono 52% acima do permitido dentro do local onde o aquecedor estava sendo usado. O problema é que o gás não se mantém no tubo para a chaminé: ele é liberado no ambiente, podendo levar, em casos mais extremos, à morte por asfixia.

O aquecedor Orbis (GN) extrapolou em mais de 60% o limite estabelecido como seguro para a concentração de monóxido de carbono que é liberada no ambiente pela chaminé do aparelho. Há risco de o gás entrar no ambiente onde o aquecedor estiver sendo usado, se houver alguma falha na instalação.

Outros dois aparelhos, o Rinnai GLP e o Lorenzetti a gás natural foram eliminados por apresentar alta temperatura externa, podendo provocar queimaduras nos usuários.

A parte externa do aparelho da Rinnai GLP atingiu quase 53ºC após 15 minutos de uso na potência máxima, podendo queimar quem encoste no aparelho. O Lorenzetti a gás natural apresentou diversos problemas com as chamas piloto e do queimador, que chegaram, inclusive, a apagar quando foram simuladas rajadas fortes de vento.

Apesar de todos os produtos apresentarem um dispositivo que bloqueia a saída de gás quando não há chama, evitando o vazamento, não há garantia que esse dispositivo seja infalível.

A PROTESTE não quer que aparelhos perigosos continuem à venda. Com o intuito de evitar novas tragédias, encaminhou os resultados do teste ao Inmetro e ao Ipem, para que cobrem providências urgentes dos fabricantes. Também denunciou os responsáveis ao Ministério Público, para que os aparelhos com problemas sejam retirados do mercado.

No teste foram avaliados o rendimento, a segurança, a facilidade de uso e as instruções de dez aquecedores, sendo cinco alimentados por GLP e outros cinco por gás natural.

Para avaliar a segurança foram verificados se havia vazamento de gás, a concentração de monóxido de carbono, a temperatura do corpo do produto, a estabilidade da chama e a temperatura de saída da água.

Apesar dos problemas encontrados, há produtos seguros no mercado tanto para gás natural como GLP. O Komeco KO151BFGN1 a gás natural e o Komeco KO15F1BFLP1, e o Orbis 315HFBE alimentados por GLP foram os que apresentaram os melhores resultados.
 

Redação

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