Sugerido por Demarchi
Iniciativa semelhante à Limpar Portugal quer agregar movimentos semelhantes no dia 10 de Maio.
Depois do Limpar Portugal, agora “vamos limpar a Europa”. O mote é da Comissão Europeia, que quer reunir o maior número possível de iniciativas voluntárias de europeus para limpar a zona onde vivem.
Será no dia 10 Maio, num evento coordenado pela Associação de Cidades e Regiões para a Reciclagem e Gestão Sustentável dos Recursos, organizadora da Semana Europeia da Redução de Resíduos. Há pontos de contacto em 15 Estados-membros, mais cinco países de fora da UE – Andorra, Bósnia-Herzegovina, Noruega, Sérvia e Turquia. Em Portugal os contactos são as empresas Valorsul e Lipor, que gerem os resíduos sólidos urbanos das regiões de Lisboa, Oeste e Porto.
Em 2010, o projecto Limpar Portugal levou mais de 100 mil pessoas a sair de casa e literalmente varrer o país dos depósitos de entulhos, pneus, plásticos e pequenas lixeiras. Foi uma das maiores, senão a maior, mobilização cívica em torno de uma causa ambiental em Portugal.
Os movimentos de voluntários a limpar o país de uma ponta à outra tiveram um grande impulso a partir da mediatização de uma experiência na Estónia, em 2008. O mesmo grupo que organizou esta iniciativa tem procurado agregar, agora, o maior número de acções, no maior número de países, sob o chapéu do projecto Let’s Do It. Neste momento, há já 111 países envolvidos, com 198 acções de limpeza realizadas por nove milhões de voluntários.
Bispo da Dama
6 de maio de 2014 2:30 pmVarrer o “lixo” pra debaixo dos tapetes
Ou pra baixo das marquizes, dentro dos túneis…
Athos
6 de maio de 2014 3:18 pmÉ bom não dar publicidade a
É bom não dar publicidade a isso.
Aqui no Brasil limpar as ruas quer dizer outra coisa.
Demarchi
6 de maio de 2014 3:25 pmPenso que nós, brasileiros, deveríamos seguir o exemplo
Deveríamos criar um movimento semelhante, porque há muito lixo e poluentes espalhados que causam muito mal à saúde, principalmente das crianças.
Mas a Europa e os países desenvolvidos precisam fazer muito mais que isso : parar de enviar lixo tóxico para os países pobres.
Países pobres são destino ‘de 80% do lixo eletrônico de nações ricas’ :
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130118_lixo_eletronico_bg.shtml
ALGUNS DOS LUGARES MAIS POLUÍDOS DO PLANETA :
Os moradores de São Paulo sabem uma coisa ou duas sobre poluição, é verdade, mas – ainda bem! – estão longe das situações extremas encontradas em locais em que a poluição é resultante de problemas que vão desde a crescente quantidade de lixo eletrônico produzido até a produção de armas químicas. Em parceria com a Cruz Verde Internacional, o Instituto Blacksmith estudou a situação de mais de 2 mil focos de poluição em 49 países na última década – e o que descobriram não é nada legal: a poluição tóxica ameaça a saúde de mais de 200 milhões de pessoas no planeta e poluentes industriais já afetam mais pessoas do que a malária.
Os dados levantados pela instituição também apontam para outro fato importante: apesar dos dez lugares mais poluídos não se encontrarem em nações ricas, elas não estão livre da culpa. Isso porque grande parte da poluição encontrada em países pobres está ligada ao estilo de vida dos mais ricos – uma fábrica em Bangladesh, por exemplo, fornece couro para calçados feitos na Itália e vendidos em Nova York ou Zurique; em Agbogbloshie, Gana, os moradores sofrem com o impacto do lixo eletrônico dos aparelhos eletrônicos usados em países do ocidente. A população local nessas áreas “está muitas vezes poluindo o ambiente não por que acham divertido, mas por uma questão de sobrevivência”, apontou Stephan Robinson, da Cruz Verde Suíça, durante a conferência de apresentação dos dados levantados pelo Instituto Blacksmith:
1. Agbogbloshie (Gana)
2. Chernobyl (Ucrânia)
A cidade de Chernobyl, na Ucrânia, ainda está longe de se recuperar da tragédia ocorrida em 25 de abril de 1986 – na ocasião, um dos piores acidentes nucleares da história, a explosão de reatores liberou 100 vezes mais radioatividade que as bombas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, afetando uma área de 150 mil quilômetros quadrados. O acidente é considerado responsável por mais de 4 mil casos de câncer de tireóide, e a estimativa é de que a radioatividade ainda presente na área coloque em risco entre 5 e 10 milhões de pessoas na Ucrânia, Rússia, Moldávia e Belarus.
3. Rio Citarum (Indonésia)
Cobrindo uma área de cerca de 13 milhões de quilômetros, o Rio Citarum fornece 80% da água consumida pela população local, irriga fazendas que produzem cerca de 5% do arroz cultivado no país e atende 2 mil fábricas da região. Estaria tudo certo não fosse por um “detalhe”: o Citarum está contaminado por dejetos industriais e domésticos e, em testes realizados pelo Instituto Blacksmith, foram encontrados níveis de chumbo mil vezes maiores que o aceito internacionalmente, e níveis de magnésio quatro vezes superiores ao recomendado. Ao longo dos próximos 15 anos, o governo indonésio pretende investir cerca de 3,5 bilhões de dólares na revitalização do rio com o qual 9 milhões de pessoas têm contato.
4. Dzerzhinsk (Rússia)
Em 2007, o Livro Guinness de Recordes citou Dzerzhinsk como a cidade mais poluída do mundo. A menção estava longe de ser gratuita: amostragens de água coletadas na cidade apresentaram níveis de dioxinas e de fenol mil vezes acima do recomendado. A alta concentração de toxinas causou o aumento de doenças como câncer dos olhos, pulmões e rins e fez a expectativa de vida na região cair drasticamente – em 2006, a esperança média de vida em Dzerzhinsk era 47 anos para as mulheres e apenas de 42 para os homens. A contaminação tem origem antiga: durante todo o período soviético, Dzerzhinsk foi responsável pela maior parte da fabricação de produtos químicos, incluindo armas. Entre 1930 e 1998, cerca de 300 mil toneladas de resíduos foram despejados incorretamente na cidade, contaminando os lençóis freáticos com mais de 190 substâncias. Atualmente, a região ainda é um centro significativo da indústria química russa, mas, ao longo dos últimos anos, esforços têm sido feitos para fechar instalações obsoletas e recuperar o solo contaminado.
5. Hazaribagh (Bangladesh)
Do total de 270 curtumes registrados em Bangladesh, quase 90% estão localizados em Hazaribagh e empregam mais de 10 mil trabalhadores, que são expostos a condições de trabalho extremamente perigosas: todos os dias, as fábricas descartam 22 mil litros cúbicos de resíduos tóxicos cancerígenos. O resultado você já pode imaginar: além de câncer, a população enfrenta uma série de problemas de saúde, como doenças respiratórias, queimaduras ácidas, erupções cutâneas, dores, tonturas e náuseas. Para piorar, as casas dos trabalhadores estão localizadas ao lado de córregos, lagoas e canais contaminados. A indústria do couro ainda provoca outros impactos na região: recicladores informais queimam restos de couro para produzir uma série de produtos de consumo, contribuindo também para poluição do ar.
http://www.mundointeressante.com.br/2014/04/10-lugares-mais-poluidos-do-mundo.html
Álvaro Noites
6 de maio de 2014 3:25 pmSempre que europeu diz algo
Sempre que europeu diz algo sobre limpeza, me vem a cabeca latino-americanos, africanos, turcos, ciganos e afins, essas pessoas que eles adoram.
Se bem que o presidente português inovou, ao classificar como “limpa” a série de medidas de arrocho preconizadas pelo FMI.