13 de junho de 2026

Pílulas Musicais de Sivuca

Responsável por levar a cultura nordestina para o mundo, a obra de Sivuca transcende os limites de um único instrumento ou gênero musical
Sivuca. | Foto: Reprodução

Sivuca, cujo nome de batismo era Severino Dias de Oliveira, foi um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos. Nascido em Itabaiana, na Paraíba, em 1930, ele era um verdadeiro multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor. Sua obra é riquíssima e abrange diversos ritmos, como choros, frevos, forrós, jazz, baião, música clássica e blues.

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Considerado um dos maiores sanfoneiros brasileiros, Sivuca iniciou sua jornada musical ainda criança, quando ganhou uma sanfona de presente do seu avô Pablo Juacir, em um dia de São João quando tinha 9 anos. 

Através de sua música, Sivuca contribuiu na disseminação da cultura nordestina para o resto do Brasil e do mundo. Seus arranjos para canções como “Pata Pata”, de Miriam Makeba, são exemplos de como ele soube mesclando elementos da música popular brasileira com influências internacionais.

Confira sua parceria com Chico Buarque:

@edijuninho96 #chicobuarque #sivuca ♬ som original – FÉ, HUMOR E SERTÃO

Carreira musicial

Em 1951, gravou o primeiro disco em 78 rotações, pela Continental, com “Carioquinha do Flamengo” e “Tico-Tico no Fubá”. Nesse mesmo ano, lançou o primeiro sucesso nacional, em parceria com Humberto Teixeira, “Adeus, Maria Fulô”, que foi regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60.

A partir de 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como acordeonista de um grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris. Foi considerado o melhor instrumentista de 1962 pela imprensa parisiense.

O músico morou também em Nova Iorque de 1964 a 1976, época da parceria com Miriam Makeba, com quem então viajou pelo mundo. Em 1971, Harry Belafonte o convidou para arranjar e tocar no especial dele e de Julie Andrews, na TV NBC, na cidade de Los Angeles. Ele inclusive, arranjou canção escrita para Andrews homenagear Vincent van Gogh.

Compôs trilhas para os filmes Os Trapalhões na Serra Pelada (1982) e Os Vagabundos Trapalhões (1982). Um dos discos mais emblemáticos da carreira do artista é o “Sivuca Sinfônico (Biscoito Fino, 2006)”, em que toca ao lado da Orquestra Sinfônica do Recife sete arranjos orquestrais de sua autoria, um registro inédito de sua obra erudita.

Em 2006 o músico lançou o DVD Sivuca – O Poeta do Som, que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas, além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Em homenagem à sua trajetória, Sivuca é o patrono do Dia do Sanfoneiro, comemorado anualmente na Paraíba.

Portador de albinismo, uma condição genética que afeta a pigmentação da pele, Sivuca morreu em 14 de dezembro de 2006, depois de ser internado para tratamento de um câncer, que já o acometia desde 2004. 

Ouça sua obra:

Com informações do Gemini IA

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