O presidente francês Emmanuel Macron defendeu, neste sábado (5), a suspensão do fornecimento de armas a Israel para uso no conflito na Faixa de Gaza, como parte de uma solução política para o fim dos confrontos que tem dizimado o povo palestino.
“Acho que a prioridade hoje é voltar a uma solução política (e) que as armas usadas para lutar em Gaza sejam interrompidas. A França não está fornecendo armas. E agora a nossa prioridade é também evitar uma escalada [do conflito]”, disse Macron à rádio France Inter.
A França exporta armas para Israel, mas não está entre os maiores fornecedores. Em 2023, o envio dos franceses em equipamentos militares ao país no Oriente Médio somou o valor de US$ 33 milhões, de acordo com o relatório anual de exportações de armas do Ministério da Defesa. A título de comparação, a Alemanha, por exemplo, exportou US$ 359 milhões no mesmo período.
Macron citou o aumento da tensão no Oriente Médio, a partir dos confrontos entre Israel e o Hezbollah. Segundo ele, “o povo libanês não deve ser sacrificado, o Líbano não pode se tornar outra Gaza“, acrescentou.
As declarações de Macron ocorrem no momento em que seu ministro das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, cumpre agenda em Israel para retomada dos esforços diplomáticos.
Ainda, vale lembrar que, nos últimos meses, países como Espanha, Bélgica e Itália suspenderam exportações para Israel, enquanto o Canadá e o Reino Unido limitaram a venda de algumas armas.
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Alexandre Meloni
5 de outubro de 2024 5:34 pmO sr Macron vem errando feio tanto na questão Ucrânia quanto palestina.
Será que está abrindo os olhos para o genocídio em curso feito pelo sionismo israelense? A ver.