Manifestação de repúdio a estupros e trotes violentos
Culpados devem ser identificados e punidos na forma mais rigorosa da Lei
[30/04/2014]
Em relação a denúncias sobre supostos casos de estupro e de trotes violentos envolvendo alunos da Unesp, como vice-reitora no exercício da Reitoria e como mulher, não poderia deixar passar em branco tais denúncias.
Como reitora em exercício, cabe-me a obrigação regimental de exigir que os fatos sejam apurados com rigor e as penalidades impostas ainda que não tenham acontecido dentro dos Câmpus da Universidade. A lei deve ser aplicada pelas autoridades competentes na sua forma mais severa e, para isso, as vítimas devem ser encorajadas a denunciar.
O estupro é considerado um dos crimes mais violentos, estando na categoria de crime hediondo. É preciso levar em conta que, além do abuso físico, existe também um abuso psicológico e moral. Apesar das leis, muitas vezes os estupradores saem impunes no Brasil, e a vítima sofre tanto na hora do crime quanto durante o processo criminal. Reagir e denunciar são formas para que estuprador não fique impune.
Os culpados devem ser identificados e punidos na forma mais rigorosa da Lei. Concordo com a feminista norte-americana Susan Brownmiller, que, em 1975, lançou um livro onde dizia que o estupro é uma forma de violência, poder e opressão masculina e não de desejo sexual. Segundo ela, o estupro seria uma forma consciente de manter as mulheres em estado de medo e intimidação. Parece que é o que se busca nesses trotes violentos.
Lamento e me solidarizo com todas as alunas e alunos que possam ter sido submetidos a esse e qualquer outro constrangimento que fira sua dignidade como pessoa; coloco a Ouvidoria da Unesp ([email protected]) à disposição para receber eventuais relatos, depoimentos e denúncias; e solicito aos Diretores das Unidades Universitárias a abrir sindicâncias, a tomar depoimentos para apuração dos fatos, a encaminhar punições na forma prevista em nosso Estatuto e Regimento, e a estimular a comunicação de eventuais denúncias às autoridades policiais.
Lembro ainda que, como medidas preventivas, tanto a comissão central de recepção dos calouros, como as comissões das Unidades da Unesp, já orientam os veteranos e os novos alunos sobre a proibição do trote.
Entre as orientações, está ampla divulgação, via material impresso, pela internet e pelas redes sociais, dos canais de denúncia da Universidade disponíveis para aqueles que julgam ter sofrido ou presenciado abusos de qualquer natureza.
Enfatizo que quaisquer denúncias de supostos casos de trote violento e de estupro recebidas pela Unesp serão objeto de processos administrativos na modalidade sindicância para que sejam feitas as devidas apurações.
No entanto, para que possam ser tomadas as medidas rigorosas cabíveis pela legislação interna, é preciso que as vítimas denunciem oficialmente os abusos de qualquer natureza. A punição para os infratores, regulamentada pela Resolução Unesp nº 86, de 4 de novembro de 1999, que dispõe sobre a proibição do trote na Unesp, varia conforme a gravidade do caso, podendo chegar à expulsão.
Finalmente, conclamo as autoridades policiais e acadêmicas para a apuração clara e transparente das denúncias de trotes violentos e estupros que chegam à Universidade e finalizo com a frase de Ban Ki-Moon, Secretário Geral da ONU sobre o estupro: “Essa é uma das poucas verdades universais aplicáveis a todos os países, culturas e comunidades, ou seja, a violência contra a mulher NUNCA é perdoável, NUNCA é aceitável e NUNCA é tolerável”.
30 de abril de 2014
Marilza Vieira Cunha Rudge, Vice-reitora no Exercício da Reitoria
anarquista sério
1 de maio de 2014 7:14 pmEu não entendi nada
Todo
Eu não entendi nada
Todo mundo tem bina
e SE NÃO TIVER( vixe ,que aracaico) a PF tem instrumentos pra detectar em qual torre foi feito o telefonema( inclusive de celular pré pago e descartável ) Se quiser Mesmo saber, NINGUÉM ESCAPA.
A grande pergunta é?
Vc quer mesmo saber ou prefere fazer jogo de cena pra mídia?
alfredo machado
1 de maio de 2014 7:47 pmTrotes ??
José Matelli,
Já aprendi que a sociedade paulitana tem um elevado número de pessoas à direita, haja vista a sequência de à frente dos governos, o que deixa à vista a existência de grupos vioentos a cometer diversos ataques.
Agora, imaginar que possa acontecer, sob a desculpa de trote, estupro (s) no campus de uma universidade localizada na maior cidade da América Latina é demais, é sinal da completa perda de limites. E se a polícia tivesse flagrado a covardia e dado uns tapas nos tarados? Esqueci, não se pode mais bater em tarados ou pedófilos, deve ser crime grave, e deixar os estupradores na mão da justicia é a melhor segurança para os camaradas, o país tem péssimo histórico neste tipo repugnante de transgressão.
Espero que o pai das violentadas faça o que deve ser feito.
Anarquista Lúcida
1 de maio de 2014 9:27 pmO pai, Alfredo? Se estao na universi//, sao maiores…
Ato falho de machismo, hem? Elas mesmas devem denunciar, até porque ninguém pode fazer isso por elas, sao maiores de idade.
alfredo machado
1 de maio de 2014 9:45 pmMachismo ?
Analu,
Discordo completamente.
A vítima até pode denunciar, mas deste mato não sai coelho. Se você acredita nisto, eu não.
Só espero que o pai (mãe é mais difícil), numa situação extrema como esta, faça a coisa certa.
Anarquista Lúcida
1 de maio de 2014 9:48 pmMachismo sim. Minoriza a mulher. E o pai nem tem como fazer isso
Um pai nao pode falar em nome de uma pessoa maior, para começar. Pode dar força, animar a filha a denunciar, até ir com ela à delegacia, tendo em conta o machismo dos delegados. Mas quem tem que tomar a iniciativa de denunciar é a própria vítima.
alfredo machado
1 de maio de 2014 10:16 pmDenúncia na delegacia, e….
Analu,
Vou repetir
…” A vítima até pode denunciar…”, nisto você “viaja”.
Fico por aqui
Anarquista Lúcida
1 de maio de 2014 10:43 pmÉ mesmo? Decretado por você?
Nao respondeu ao que eu falei sobre o fato do pai NAO TER COMPETÊNCIA LEGAL PARA FALAR EM NOME DE FILHA MAIOR, e saiu pela tangente “decretando” que o que dizia era viagem… Assim é fácil.
A vítima pode e deve denunciar. Se vai precisar de apoio para isso é outra questao. O apoio pode ser de amig@s (2 gêneros), de advogados, de parentes, de psicólogis, assistentes sociais, seja lá de quem for; mas, se a própria vítima nao denunciar, ninguém mais pode fazer nada (a nao ser talvez o ministério público, nao tenho certeza sobre isso).
DEIXA DE MINORIZAR AS MULHERES. Machismo pouco é bobagem mesmo…
alfredo machado
1 de maio de 2014 10:49 pmCega
Analu,
N]ao saio por tangente, e vosmecê sonha, e sonha e sonha.
Anarquista Lúcida
1 de maio de 2014 11:00 pmOutra vez: Isso é o que VOCÊ diz, nao o que é…
Assim é fácil 2…
Antonio C.
2 de maio de 2014 1:38 amCaro Alfredo…
… não discuta com esta “anarquista”. Ela cometeu um ato falho legalista e nem percebeu. É um anarquismo dos mais estranhos, de cunho moralista. Uma incoerência no limite do fascismo. Pra fazer valer esse fascismo, até desvia do problema principal (post). Já conheci vários destes “anarquistas” e chego a uma mesma resposta: moralistas e incoerentes. Podem montar uma igreja.
Anarquista Lúcida
2 de maio de 2014 5:56 pmCaro Antonio nao cadastrado, nao delire por favor
Fascismo no meu comentário? Já tomou o seu remedinho hoje? Moralismo pior ainda. Protestei apenas contra o machismo e o paternalismo na minorizaçao das mulheres. Desde quando isso é moralista? Pelo contrário, é anti-patriarcalismo.
Alessandre de Argolo
2 de maio de 2014 12:21 amFalando besteira, como sempre
Qualquer pessoa pode denunciar um crime, máxime se for de ação pública, como é o crime de estupro, ainda que condicionada à representação, o que não significa que o caso não possa ser notificado à autoridade policial. Não precisa ser só a vítima e não tem essa que “tem que ser a vítima”. Não, não tem que ser a vítima. O pai pode denunciar e deve fazer isso, sempre que for preciso. Basta a qualquer um do povo, INCLUSIVE O PAI DE UMA MULHER ESTUPRADA, tomar conhecimento do crime e notificar à autoridade policial. A propositura da ação penal, por parte do MP, é OUTRA HISTÓRIA. Mas a essa altura, o primeiro passo foi dado e a mulher se sentirá incentivada a formalizar a representação, da qual depende a instauração do inquérito e a posterior propositura da ação penal.
TODO MUNDO SABE que as mulheres vítimas de estupro muitas e incontáveis vezes se sentem tão humilhadas pela violência sexual e pela situação a que foram submetidas que têm até mesmo VERGONHA de denunciar o caso à autoridade policial.
Por isso, é bastante SALUTAR o incentivo dado a OUTRAS PESSOAS, INCLUSIVE AOS PAIS DAS VÍTIMAS, para que elas tenham a JUSTA INICIATIVA de denunciar os crimes de estupro sofridos por suas filhas!! A autoridade policial poderá notificar a vítima e, neste momento, colher a representação, abrindo o inquérito policial! Não vejo qualquer problema nisso.
NÃO HÁ NISSO QUALQUER ATO DE MACHISMO, MAS SIM DE CUIDADO, PREOCUPAÇÃO, ATENÇÃO PARA COM O SOFRIMENTO DA FILHA E, PRINCIPALMENTE, DE JUSTIÇA! FORMALISMO DEMAIS, NESTES CASOS, SÓ BENEFICIA O CRIMINOSO!
Anarquista Lúcida
2 de maio de 2014 2:36 amDo ponto de vista legal, vc deve ter razao, se é mesmo advogado
Mas nao é só isso que importa. Ninguém supera um problema nao o enfrentando. Quanto a dar suporte e incentivo à vítima, eu mesma deixei claro que isso é desejável. E de qualquer forma, você confirmou que ela tem que assumir a representaçao. Passe bem, viu?
antonio francisco
1 de maio de 2014 8:09 pmParabéns à Vice-reitora e ao Matelli
Importante divulgar tais medidas, José Matelli. É um absurdo que tais seres continuem a praticar essas porcarias. Deviam ser liminarmente expulsos.
Ed Döer
2 de maio de 2014 3:18 amNão basta para a universidade
Não basta para a universidade apenas dizer que está lá para o caso de algo dar errado, com ouvidorias e coisas do tipo. A única forma de acabar com o trote é substituindo o mesmo por uma tradição que seja realmente saudável e que promova a integração dos calouros no ambiente acadêmico. E isso só vai acontecer no momento que a universidade participar ativamente e não apenas de forma burocrática e distante no processo de integração de quem chega no ensino dito superior. Com a inércia que impera, cada ano ou semestre que passa vamos ler as mesmas notícias de sempre, torcendo para que não ocorra nenhuma tragédia. Enquanto isso uma minoria (pelas minhas observações) prossegue com a “tradição” que lhe foi passada no ano ou semestre anterior.
José A. Matelli
2 de maio de 2014 10:33 amEUA investigam universidades
EUA investigam universidades por omissão em casos de estupro
http://m.terra.com.br/noticia?n=ff05ee243d9b5410VgnCLD200000b0bf46d0RCRD
DanielQuireza
2 de maio de 2014 11:30 amConversa mole.
A grande
Conversa mole.
A grande maioria dos reitores, diretores, funcionários são coniventes com o trote, mesmo em locais aonde ele é proibido.
Ora, reitores tem muita força politica, ainda mais um reitor de unesp. Soltar nota apóes os acontecimentos é muito fácil, dificil seria ter agido antes dos fatos.