A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (10). a quinta fase da operação Última Milha, que mira o esquema de espionagem ilegal contra autoridades públicas por meio Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), no caso que ficou conhecido como “Abin Paralela”.
Os agentes da PF cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, em Brasília, a partir da autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, a PF afirmou que “um dos suspeitos recebia conteúdos de desinformação produzidos pela organização criminosa e os disseminava valendo-se de seu acesso ao parlamento federal”. Além disso, segundo a investigação, esses conteúdos eram enviados a “agentes estrangeiros”, induzindo-os ao erro.
“Os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio”, explicou a corporação.
A PF não informou quantas pessoas foram alvos, ao todo, da nova fase da operação. Contudo, o mandado de prisão preventiva foi expedido contra o assessor parlamentar Daniel Ribeiro Lemos. Ele foi exonerado do gabinete do deputado federal Pedro Jr. (PL-TO) horas após ser preso.
Em julho, Daniel já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão durante a fase anterior da mesma operação.
Leia também:
Fábio de Oliveira Ribeiro
11 de outubro de 2024 4:57 pmA justiça não libera a lista das pessoas monitoradas em tempo real e assediadas pela ABIN paralela. E assim ninguém consegue processar o Estado. Esse abuso completa os abusos que foram cometidos.