10 de junho de 2026

O que se sabe sobre a nova fase da operação da PF que mira envolvidos na Abin paralela

Assessor de deputado do PL foi preso, suspeito de disseminar desinformação, valendo do seu acesso ao parlamento federal
Fachada da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). | Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (10). a quinta fase da operação Última Milha, que mira o esquema de espionagem ilegal contra autoridades públicas por meio Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), no caso que ficou conhecido como “Abin Paralela”. 

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Os agentes da PF cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, em Brasília, a partir da autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a PF afirmou que “um dos suspeitos recebia conteúdos de desinformação produzidos pela organização criminosa e os disseminava valendo-se de seu acesso ao parlamento federal”. Além disso, segundo a investigação, esses conteúdos eram enviados a “agentes estrangeiros”, induzindo-os ao erro. 

Os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio”, explicou a corporação. 

A PF não informou quantas pessoas foram alvos, ao todo, da nova fase da operação. Contudo, o mandado de prisão preventiva foi expedido contra o assessor parlamentar Daniel Ribeiro Lemos. Ele foi exonerado do gabinete do deputado federal Pedro Jr. (PL-TO) horas após ser preso.

Em julho, Daniel já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão durante a fase anterior da mesma operação.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    11 de outubro de 2024 4:57 pm

    A justiça não libera a lista das pessoas monitoradas em tempo real e assediadas pela ABIN paralela. E assim ninguém consegue processar o Estado. Esse abuso completa os abusos que foram cometidos.

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