5 de junho de 2026

São Paulo sofre com 4º dia de apagão e Nunes culpa o governo Lula

Apagão em São Paulo chega a 4º dia, deixando ainda sem luz 250 mil imóveis e prejuízo de, ao menos, R$ 1,65 bilhão
Foto: Reprodução

O apagão na grande São Paulo chegou ao seu 4º dia sem soluções, nesta quarta-feira (15), mantendo sem luz 250 mil residências e imóveis, e levando a um prejuízo calculado de R$ 1,65 bilhão.

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Ainda na manhã de hoje, a Enel informou em boletim que 250 mil imóveis estavam ainda sem luz, e que o serviço tinha sido normalizado para outros 1,8 milhão de clientes.

Enquanto o atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi cobrado de tomar iniciativas mais rápidas e resolver o problema, com receio de a inação prejudicar sua campanha à reeleição, o próprio prefeito responsabilizou a empresa e entrou na Justiça, pedindo informações.

Além de ter afetado milhões de residências e estabelecimentos, e ainda continuar prejudicando milhares, a falta de luz prejudicou trânsito e a economia da cidade. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), na manhã de hoje, 48 semáforos ainda estavam sem funcionar.

E os setores de varejo e serviços geraram uma perda de aproximadamente R$ 1,65 bilhão, calculou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Os números são referentes às perdas brutas, ou seja, a falta de vendas ou de faturamento dos serviços que ficaram sem luz nestes dias. Mas as consequências indiretas e a continuidade do apagão devem ter gerado danos maiores à economia da cidade.

Foi o que apontou a Federação: “Esse valor deverá ser maior, porque a empresa responsável pela distribuição de energia, a Enel, ainda não forneceu respostas concretas sobre o retorno do serviço à totalidade dos imóveis que dependem da rede.”

Enquanto isso, na esfera política, o prefeito Ricardo Nunes chegou a responsabilizar a Enel e o governo federal de Lula sobre a empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica para a cidade da qual comanda, e que foi privatizada.

Sem conseguir solucionar o problema em São Paulo, Nunes replicou a responsabilidade à Enel, ao governo federal e à ANEEL:

“Olha a irresponsabilidade dessa empresa que tem a concessão do governo federal. Eu já tô pedindo desde o ano passado para cancelar esse contrato com a Enel. Isso depende do governo federal, do ministro irresponsável de Minas e Energia. Depende da Agência Nacional de Energia Elétrica, que é do governo federal.”

Além do próprio fornecimento, o planejamento da área de concessão da Enel-SP é de responsabilidade do município. “Município que não cuida da questão urbanística tem que deixar distribuidora cuidar. O prefeito precisa compreender que até dezembro tem muita árvore para cortar”, criticou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que relatou que a principal causa do apagão foi a queda de árvores que afetaram o sistema.

Ainda nesta segunda-feira (14), o ministro de Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, chegou a anunciar que o governo queria propor uma ação de dano moral coletivo contra a Enel SP por conta do apagão em São Paulo, judicializando o tema.

Ainda, na manhã desta terça (15), a pasta Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do governo Lula, expediu ofícios contra Nunes e a Enel cobrando explicações, em um prazo de 24 para o atual prefeito e 48 para a Enel.

Ao tomar conhecimento da atuação do governo federal, Nunes tentou se antecipar e entrou, ele próprio, com uma ação na Justiça paulista contra a Enel, pedindo a restauração da energia elétrica, sob pena de multa diária de R$ 200 mil.

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    15 de outubro de 2024 4:26 pm

    Centenas de milhares de computadores desligados à dias em São Paulo. Com ajuda de Tarcísio de Freitas e dos Faria Limers, a Eletropaulo privatizada conseguiu impor um Bug do Milênio com 24 anos de atrazo. Essa botocúncia neoliberal é uma braza, mora. Indigna da “paupercula domo” de Anchieta.

  2. Jotamusksalesmoreirasemtrabuco

    15 de outubro de 2024 8:17 pm

    ESSE É O FUTURO MEDIEVAL.Q.BILIONÁRIOS GANANCIOSOS IMPÕE AOS 99 POR CENTO OBS.:NO JN TARCISIO FRITOU FREITAS SABESP PARECIA DONO DO BRASIL,É SÓ PROMETER Q LASCARÁ O POVÃO Q A GLOBO DÁ CORDA,ME LEMBRO DO.GILMAR MENDES NA ÉPOCA LAVA JATO PARECIA UM DEUS NO JN,FEZ O SERVIÇO,GLOBO DESCARTOU BONI Q O DIGA SEM FALAR NO GUEDES,MORO,CAMPOS ARRASADOS NETO,BOLSO E ETC…OBS2.:É PRECISO CORTE DE GASTOS NOS JUROS BANCÁRIOS OU ENTÃO CRIE BANCOS COMUNITÁRIOS FEDERAIS,NÃO É POSSÍVEL ABRIR AS PERNAS AINDA MAIS PARA ESSA GENTE MIMADA ENDINHEIRADA !!!

  3. ed.

    16 de outubro de 2024 2:12 am

    A ANEEL, “independente” do governo, está bolsonarizada (como o BC, a ABIN, partes da PF, ministérios, agências, FFAA, Justiça, Congresso, TCU, e tantos outros ainda.
    A ENEL apareceu em 2018 no governo Temer/
    Aí vem o bozzo-golpista Augusto Nardes do TCU jogar a culpa no … governo Lula.
    As CAUSAS principais dos apagões são as árvores (ENEL e Prefeitura) e os EFEITOS vem do despreparo da ENEL em recuperar as redes (e a Prefeitura / Bombeiros em remover as árvores caídas).
    Mas, como no desastre do avião da TAM em Congonhas…
    A culpa é do Lula!

  4. Rui Ribeiro

    16 de outubro de 2024 11:05 am

    A “solução” do Nunes é culpar o Governo Lula. Ora, Sr. Nunes, não é hora de buscar bodes expiatórios mas de solucionar o problema. Tem alguma sugestão nesse sentido? Se tem, que fale agora ou que fique afônico para sempre.

  5. +almeida

    16 de outubro de 2024 9:03 pm

    São Paulo sangra e agoniza
    Quem diria? Aquela imensa e invejável potência
    Que chora e sofre, no silêncio que não avisa
    E espreme da glória passada, a pila do seu sustento

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