Trabalhadores portuários em Atenas se recusaram a transferir a um contêiner de munição com destino a Israel para um navio no Porto de Pireu.
Segundo o site libanês Al Mayadeen, a carga chegou à Grécia via Macedônia do Norte e deveria ser enviada para o porto de Haifa, mas em resposta às demandas trabalhistas locais, os trabalhadores se uniram e bloquearam o progresso da carga.
Informações da televisão estatal grega indicam que os trabalhadores escreveram “Assassinos, saiam do porto” no contêiner e entoaram slogans como “Liberdade para a Palestina”.
O chefe do sindicato do Porto de Pireu, Markos Bekris, emitiu um comunicado oficial se opondo ao envio de munições para a guerra em Gaza, e que os trabalhadores não iriam dar continuidade ao embarque “que continuaria o genocídio do povo palestino”, ressaltando que os profissionais não iriam manchar suas mãos “com o sangue do povo palestino”.
Crianças palestinas na Grécia
No final de junho, o Ministro das Relações Exteriores da Grécia, George Gerapetritis, chegou a sugerir que a Europa hospedasse crianças palestinas afetadas pela guerra de Israel contra o grupo palestino Hamas.
Gerapetritis estava buscando ativamente parcerias para um projeto que transportaria temporariamente crianças de Gaza para países dentro da União Europeia.
A ideia foi proposta e discutida com o Ministro das Relações Exteriores da Palestina, Mohammad Mustafa, ao longo da semana, enfatizando que a “tragédia” deve ser enfrentada mais cedo ou mais tarde.
O ministro grego também destacou o “tremendo” trauma psicológico que as crianças em Gaza sofrem por causa da guerra.
Embora não tenham sido fornecidas estimativas sobre quantos refugiados a Grécia ou a UE poderiam abrigar, a Grécia acredita que seus vínculos com o mundo árabe podem facilitar seu papel como mediadora da paz na região, ainda mais depois de ter sido eleita membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas para 2025-2026 no início de junho.
MARTHA MASSAKO TANIZAKI
18 de outubro de 2024 10:47 pmParabéns aos trabalhadores gregos!!! Seria justíssimo se trabalhadores de países cúmplices do genocidio fizessem o mesmo!!!
João Ferreira Bastos
19 de outubro de 2024 12:36 pmE o Brasil continua sendo cumplice do genocídio em gaza ao vender petróleo para Israel
Jossimar
19 de outubro de 2024 1:25 pmPena que tem poucos como esses trabalhadores. Fora Israel, que vá para o quinto dos infernos e leve os sionistas junto.