4 de junho de 2026

Trabalhadores portuários bloqueiam embarque para Israel na Grécia

Funcionários do Porto do Pireu, em Atenas, entoaram slogans pró-Palestina e escreveram “assassinos, saiam do porto” em contêiner de munição
Porto de Pireu, localizado em Atenas. Foto: Wikipedia

Trabalhadores portuários em Atenas se recusaram a transferir a um contêiner de munição com destino a Israel para um navio no Porto de Pireu.

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Segundo o site libanês Al Mayadeen, a carga chegou à Grécia via Macedônia do Norte e deveria ser enviada para o porto de Haifa, mas em resposta às demandas trabalhistas locais, os trabalhadores se uniram e bloquearam o progresso da carga.

Informações da televisão estatal grega indicam que os trabalhadores escreveram “Assassinos, saiam do porto” no contêiner e entoaram slogans como “Liberdade para a Palestina”.

O chefe do sindicato do Porto de Pireu, Markos Bekris, emitiu um comunicado oficial se opondo ao envio de munições para a guerra em Gaza, e que os trabalhadores não iriam dar continuidade ao embarque “que continuaria o genocídio do povo palestino”, ressaltando que os profissionais não iriam manchar suas mãos “com o sangue do povo palestino”.

Crianças palestinas na Grécia

No final de junho, o Ministro das Relações Exteriores da Grécia, George Gerapetritis, chegou a sugerir que a Europa hospedasse crianças palestinas afetadas pela guerra de Israel contra o grupo palestino Hamas.

Gerapetritis estava buscando ativamente parcerias para um projeto que transportaria temporariamente crianças de Gaza para países dentro da União Europeia.

A ideia foi proposta e discutida com o Ministro das Relações Exteriores da Palestina, Mohammad Mustafa, ao longo da semana, enfatizando que a “tragédia” deve ser enfrentada mais cedo ou mais tarde.

O ministro grego também destacou o “tremendo” trauma psicológico que as crianças em Gaza sofrem por causa da guerra.

Embora não tenham sido fornecidas estimativas sobre quantos refugiados a Grécia ou a UE poderiam abrigar, a Grécia acredita que seus vínculos com o mundo árabe podem facilitar seu papel como mediadora da paz na região, ainda mais depois de ter sido eleita membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas para 2025-2026 no início de junho.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. MARTHA MASSAKO TANIZAKI

    18 de outubro de 2024 10:47 pm

    Parabéns aos trabalhadores gregos!!! Seria justíssimo se trabalhadores de países cúmplices do genocidio fizessem o mesmo!!!

  2. João Ferreira Bastos

    19 de outubro de 2024 12:36 pm

    E o Brasil continua sendo cumplice do genocídio em gaza ao vender petróleo para Israel

  3. Jossimar

    19 de outubro de 2024 1:25 pm

    Pena que tem poucos como esses trabalhadores. Fora Israel, que vá para o quinto dos infernos e leve os sionistas junto.

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