Servidores do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de sete estados mais o Distrito Federal anunciaram a paralisação das atividades, nesta quarta-feira (30). A ação tem como pano de fundo o desmonte do órgão, que sofre com a falta de orçamento e de pessoal nos últimos anos, além da necessidade de reestruturação de carreiras do órgão.
O Dia Nacional de Paralisação foi aprovado em reunião ampliada no dia 18 de outubro. Além do DF, fazem parte do protesto representantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) chegou a encaminhar documento ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), ao qual o Inmet é vinculado, e ao Palácio do Planalto alertando sobre a paralisação dos serviços.
No manifesto, intitulado “Quem responderá pelo apagão climático no Brasil?”, a confederação destaca que “no ano em que completará 115 anos, no dia 17 de novembro próximo, o INMET foi presenteado com o menor orçamento anual de sua história, cerca de 25% do valor necessário para o correto funcionamento da instituição. Fato que ocasionou a paralisação de diversos serviços, entre eles, o monitoramento meteorológico, o atendimento ao público e aos veículos de comunicação”.
“Para os mais diversos setores da sociedade, a demanda é crescente por informações meteorológicas e climatológicas de qualidade, bem como por previsões e alertas antecipados de tempo severo – estes se tornando mais e mais frequentes com as mudanças climáticas. Para suprir tal demanda há que se ter uma estrutura, corpo técnico, investimentos e celeridade compatíveis a um serviço meteorológico de soberania nacional”, prossegue o texto.
A Condsef pediu uma audiência com o MAPA para tratar o caso. O pedido foi enviado, também, ao presidente Lula (PT) ao ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Costa Macêdo.
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