Um levantamento realizado pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), realizada entre 17 e 24 de outubro, constatou que caixas, tesoureiros e avaliadores de penhor da Caixa Econômica Federal acumulam função, têm de desempenhar tarefas que não estão no escopo de trabalho e ainda enfrentam a falta de perspectiva de carreira.
A pesquisa ouviu 3.980 trabalhadores para aprofundar as condições de trabalho, quais são as expectativas de carreira, o impacto das novas tecnologias e as funções desempenhadas por eles.
Desvio de função foi a reclamação de 60% dos entrevistados, que exercem atividades não previstas em suas atribuições.
Uma parcela expressiva dos caixas (38%) afirmou ainda que tem de responder pela função de tesoureiro, pontual ou habitualmente, o que a Fenae interpreta como a necessidade de nomeações efetivas para a tesouraria.
“As manifestações nas respostas à pesquisa demonstraram uma profunda insatisfação dos empregados com o tratamento dado pela Caixa. Os problemas relacionados às condições de trabalho e falta de perspectivas em relação à carreira e ao futuro da função passam a impressão de abandono e de descaso por parte da direção”, afirma Sergio Takemoto, presidente da Fenae.
Nos próximos dias, a Fenae vai divulgar o relatório completo com as conclusões da pesquisa de clima de ambiente, que indicam a necessidade de valorização dos funcionários e melhorias nas condições de trabalho.
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