4 de junho de 2026

Funcionários de agências dos EUA são proibidos de falar com a imprensa sem autorização

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Do Diário de Notícias de Lisboa

Agências proibidas de falarem sem autorização

por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral Hoje

A administração norte-americana proibiu os funcionários de 17 agências de falarem com os jornalistas sobre qualquer assunto de informação interna, classificado ou não, sem autorização superior, noticiou hoje a Efe.

Assinada pelo chefe dos serviços de informações dos Estados Unidos, James Clapper, a 20 de março, a diretiva apenas foi conhecida na segunda-feira, ao ser divulgada por Steven Aftergood, perito em políticas de confidencialidade da Federação de Cientistas Americanos.

O documento exige ainda aos funcionários das agências que informem os seus superiores de qualquer contacto não planeado com os meios de comunicação ou jornalistas, os quais podem ser alvo de sanções ou mesmo despedidos se violarem as regras.

“Os funcionários das agências de informação (…) devem obter autorização para os contactos com os meios de comunicação” e também “devem informar de contactos não programados ou não intencionais com os ‘media'”, refere a diretiva, citada pela Efe.

Segundo Aftergood, o documento “procura garantir que os únicos contactos que ocorram entre funcionários dos serviços de informação e a imprensa são aqueles já programados com antecedência; o mesmo será dizer que as únicas notícias serão notícias autorizadas”.

A administração de Barack Obama tem vindo a distinguir-se pela sua perseguição às fugas de informação para a imprensa, tendo recorrido, pelo menos por seis vezes, à Lei da Espionagem para processar jornalistas e as suas fontes, uma proporção sem precedentes, de acordo com a Efe.

Jornalistas e ativistas criticaram o Governo norte-americano por ter espiado os telefones da agência AP e do jornalista James Rosen, correspondente da Fox News, bem como pelas acusações contra Edward Snowden, responsável pela fuga de informações sobre a Agência Nacional de Segurança (NSA).

Shawn Turner, porta-voz de Clapper, sublinhou, em declarações ao The New York Times, que a nova diretiva “não proíbe os membros dos serviços de informação de falarem com elementos da imprensa”, defendendo que esta basicamente contempla práticas que, em termos gerais, já estão em vigor.

Redação

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4 Comentários
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  1. carlos afonso quintela da silva

    22 de abril de 2014 6:08 pm

    Isto é que é demo9cracia. O

    Isto é que é demo9cracia. O resto do mundo todo é só ditadura. E os ingênuos acreditam em saci-pererê e fadas.

  2. Jorge Luis

    22 de abril de 2014 6:13 pm

    É o “país da liberdade” na

    É o “país da liberdade” na era pos-Snowden…

  3. Motta Araujo

    22 de abril de 2014 6:38 pm

    Mas essa é uma regra obvia em

    Mas essa é uma regra obvia em qualquer empresa ou orgão oficial, imagine se os funcionarios do Banco Central pudesse todos falar pelo Banco, que balburdia seria, acho inusitada essa aparencia de novidade em algo que é tão evidente.

  4. janes salete

    23 de abril de 2014 2:28 am

    Alguém já viu algum protesto

    Alguém já viu algum protesto diante da casa branca? Aqui, juizeco, promotorazinha acham que podem tudo, até grampear a presidenta da república. Segurança é  necessária, é ter respeito pelo próprio país. O problema no Brasil, é que temos muitos linguarudos em pontos estratégicos para detonar com a segurança que se faz necessária e com intençao de traição. Agora, que os direitosos sempre vão achar que se isso fosse feito aqui, a Dilma seria ditadora, não há dúvida. Pensar que temos no stf um monte de linguarudos trabalhando para a mídia e sendo pagos pelos nossos impostos, é de cansar. Aliás, o que não falta nesse país nos últimos anos, é linguarudo. Antes, ” – o que é bom a gente mostra, o ruim a gente esconde -” parece ter tomado caminho inverso.

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