4 de junho de 2026

A estagnação europeia e a falha dos estímulos keynesianos

Conforme Alemanha e França estão próximas do crescimento perto do zero, cresce a necessidade de se realizar reformas de longo alcance
Foto de Pixabay

As duas maiores economias da Europa lutam contra a estagnação ao mesmo tempo em que a região se prepara para uma eventual guerra comercial após a posse de Donald Trump como presidente eleito dos Estados Unidos.

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“A estagnação econômica da Europa é resultado de estímulo keynesiano insuficiente ou seus estados de bem-estar social inchados e escleróticos são os culpados?”, questiona Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do FMI e professor de economia de Harvard.

Em artigo publicado no Project Syndicate, Rogoff diz que quem acredita que medidas como maiores déficits orçamentários ou menores taxas de juros podem resolver os problemas da Europa “estão desligados da realidade”.

A Alemanha está próxima de registrar seu segundo ano consecutivo de crescimento zero, enquanto a França deve crescer menos de 1% em 2025 – e as políticas de estímulo adotadas pelo governo francês empurraram seu déficit orçamentário para 6% do PIB, enquanto sua relação dívida/PIB subiu para 112%, acima dos 95% em 2015.

“Com as taxas de juros reais sobre a dívida do governo de economias avançadas devendo permanecer elevadas — exceto em uma recessão — a França não pode simplesmente crescer para sair de seus problemas de dívida e pensão. Em vez disso, seu pesado fardo de dívida quase certamente pesará sobre suas perspectivas econômicas de longo prazo”, destaca Rogoff.

O articulista lembra que o fardo de uma dívida elevada compromete o PIB ao limitar a capacidade de resposta à desacelerações e recessões. Ao se analisar a economia alemã, a relação dívida/PIB é de 63%, o que deixa o país com espaço para melhorar a infraestrutura e seu sistema educacional.

No caso alemão, Rogoff acredita que o pais deve restabelecer elementos-chave das reformas introduzidas pelo ex-chanceler Gerhard Schröder no início dos anos 2000, que flexiblizaram o mercado de trabalho e foram fundamentais para aumentar o dinamismo do país.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    3 de dezembro de 2024 7:35 am

    Na sua descida ao hades, espero que a UE se lembrem quanto eles foram e ainda são crueis com os povos que eles dominaram.

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