
Jornal GGN – O questionamento da União Europeia sobre o funcionamento da Zona Franca de Manaus e a possibilidade da concretização de negócios entre a Bélgica e o Amazonas nas áreas de logística, aeroportuária e biotecnologia foram os principais assuntos da visita do embaixador belga no Brasil, Jozef Smets à capital amazonense.
Com dados oficiais e estudos econômicos, o superintendente Thomaz Nogueira demonstrou que, mesmo com o objetivo de agregar valor local e adensar a cadeia produtiva, a ZFM não pode ser considerada um regime fechado e protecionista. “Somos uma economia aberta e plenamente integrada à economia internacional. A maioria das empresas aqui instaladas é multinacional. Compramos 60% dos insumos (matéria-prima) de fora do Estado – e boa parte vem do exterior”, detalhou.
Nogueira também ressaltou que o modelo cria e partilha riquezas. “De 2003 a 2013 nós arrecadamos R$ 70 bilhões de impostos federais, recebemos de volta, no mesmo período, R$ 18 bilhões. Ou seja, além de não ser um paraíso fiscal, a ZFM ainda ajuda a desenvolver o Brasil como um todo”, frisou.
Um dos estudos científicos que comprovou a relação direta entre o Polo Industrial de Manaus com a preservação de 98% da floresta nativa do Amazonas foi feita por cientistas belgas, como Norberto Fenzl. “A presidente Dilma defendeu a ZFM em Bruxelas porque detém essas informações”, salientou o superintendente da SUFRAMA.
Com informações da Suframa
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