
Jornal GGN – O ex-diretor Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró apresentou dados e informações oficiais da estatal sobre a compra da refinaria de Pasadena em audiência na Câmara dos Deputados. Em resumo, ele defendeu a compra como um bom negócio para a época, mas que deixou de ser após a descoberta do pré-sal e a crise financeira mundial em 2008. Segundo o ex-diretor, a compra da refinaria de Pasadena fazia parte das estratégias da estatal desde meados de 1997 e 1998. “Nós já vinhamos prospectando o mercado norte-americano“, disse Cerveró.
Segundo o ex-diretor, a refinaria tinha localização estratégica o que também justificava a viabilidade de compra. “Compramos uma posição o mercado de combustíveis. Não compramos só uma refinaria. A trade Astra já estava presente no mercado há muito tempo. Compramos a refinaria, uma parte dos investimentos e contratos com os principais oleodutos para escoamento da produção. Isso é o que compõe o valor total pago pela refinaria”.
Além da apresentação, Nestor Cerveró teve que responder a perguntas que tentavam colocá-lo contra a presidente Dilma Rousseff, principalmente no que diz respeito à declaração dela dizendo que não tinha conhecimento da cláusula ‘Put Option’, que estabelecia a compra da parte da refinaria pertencente à Astra em caso de fim da sociedade. O deputado Wanderley Macris (PSDB-SP) questionou se o ex-diretor havia enganado a presidente Dilma na ocasião.
“De forma alguma. Eu apresentei o trabalho desenvolvido por mais de um ano. Não há nenhuma intenção de enganar ninguém. A posição não é só minha, é da direção e do conselho. Essa é uma cláusula de saída, comum em sociedades e na avaliação que nós fizemos não tem essa representatividade nos negócios. A apresentação que foi ao conselho que a Dilma presidia busca destacar os principais aspectos. Não são importantes do ponto de vista do negócio a exposição dessas cláusulas”, comentou o ex-diretor.
Em fevereiro de 2006, a diretoria da Petrobrás submeteu a negociação da compra à aprovação final do Conselho de Administração, presidido pela então ministra Dilma Rousseff. Além da compra de 50% da unidade, seria anunciado um plano de negócios que prevê uso conjunto da refinaria, reformas e duplicação de capacidade. Cerveró atribui o “mau negócio” ao fato do projeto não ter sido concluído.
“A rentabilidade desse projeto só se daria no momento que se concluísse o projeto de ampliação, como ele foi concebido. O que tivemos foi um prejuízo contábil. Uma simples referência do que foi gasto com o que foi arrecadado. Foi um bom projeto para a época”, ressaltou Cerveró, que ainda acrescentou a descoberta do pré-sal como principal mudança na política de investimentos da Petrobras.

Cerveró lembrou os deputados que em 2008 estourou a grande crise do mercado americano, o que teria afetado a “economicidade” do projeto. O ex-diretor afirmou que houve uma “mudança radical no cenário de consumo”. O custo total da refinaria foi de 1,23 bilhões de dólares. Segundo ele, o valor é abaixo do valor de mercado para aquele tipo de unidade.
Ele fez questão de ressaltar a aprovação não só do Conselho Administrativo, mas principalmente de consultorias contratadas para analisar e avaliar o negócio. Entre as contratadas está o Citigroup. “Um banco como o Citigroup não coloca seu nome se não tiver certeza da viabilidade do negócio. O projeto estava adequado aos parâmetros de negociação internacional. Pasadena fica no Texas, a capital do petróleo mundial”, afirmou Nestor Cerveró.
Questionado se sentiu rebaixado por Graça Foster ao sair da direção Internacional da empresa para dirigir as finanças da BR, Cerveró foi enfático e se emocionou ao dizer que não é mais funcionário da estatal e sim parte da Petrobras. “Não fui rebaixado, fui substituído. Não existe emprego de diretor vitalício na empresa. Na minha saída foram registrados vários elogios à minha atuação na área internacional. Encerrei minhas atividades na BR, que é a segunda empresa em faturamento no Brasil, estamos crescendo em taxas enormes. Tive a satisfação de ver a BR dobrar. Lucro próximo a um bilhão de dólares. Porque eu me sentiria desprestigiado?”, disse o ex-diretor.
Por fim Nestor Cerveró fez questão de criticar as manchetes e a repetição dos termos ‘malfadado’ e ‘desastroso’ quando se referem à compra de Pasadena. “Me incomoda essa repetição do projeto malfadado. Eu admito que houve equívocos, não foi o melhor projeto do mundo, mas temos hoje um ativo. Não é justo classificar como causadora de grande prejuízo. Quando se diz não foi um bom negocio é que não foi um projeto concluído. É uma consequência das mudanças que ocorreram e concorrem no mercado. O mercado muda, a situação muda e não se faz o projeto antes aprovado”, concluiu o ex-diretor da Petrobras que fez questão de dizer que se orgulha de seu trabalho a frente da estatal.
“Tenho orgulho de ter dirigido a companhia na área internacional. A internacionalização fez a demanda da Petrobras crescer exorbitantemente. Estávamos em sete e hoje estamos em 26 países em todos os continentes”, finalizou Cerveró.
Diogo Costa
16 de abril de 2014 7:36 pmPara a oposição, Pasadena é que devia ter comprado a Petrobrás.
QUAIS SÃO OS VERDADEIROS OBJETIVOS DA OPOSIÇÃO NEOLIBERAL?
1- Pasadena representa um acréscimo no patrimônio da Petrobrás, no coração do mercado mundial de petróleo e refino. Adquirir patrimônio ao invés de vendê-lo na bacia das almas, este é o problema da oposição em relação à Petrobrás de Lula e Dilma.
2- Pasadena foi um bom negócio na época e em função das mudanças no setor petrolífero e de refino nos EUA, do Crash de 2008 e da posterior descoberta do pré-sal, tornou-se um negócio com baixa rentabilidade.
3- Pasadena está em plena operação, refinando 100.000 barris diários de petróleo. É um ativo da Petrobrás como qualquer outra refinaria de propriedade da empresa.
4- Desastre de fato e de direito foi a alienação de patrimônio público (CSN, VALE, etc) feita pelos neoliberais no Brasil. Adquirir patrimônio não é um desastre, muito antes pelo contrário.
5- A Petrobrás vale hoje 98 bilhões de dólares, valia em 2002 apenas 15 bilhões de dólares.
6- A Petrobrás fez a maior capitalização da história do capitalismo mundial em 2010 (70 bilhões de dólares) e lucrou aproximadamente 150 bilhões de reais nos últimos 06 anos.
7- A disputa de fundo em torno da Petrobrás é a questão do petróleo do pré-sal. A oposição fracassada não admite e jamais admitirá que a empresa tenha construído o regime de partilha para a exploração do pré-sal. Queriam manter a concessão tucana e entregar tudo de mão beijada para as multinacionais.
8- O regime de partilha do Lula, empreendido por Dilma, garante participação mínima da Petrobrás em TODOS os poços de petróleo do pré-sal, através da PPSA (empresa 100% estatal). A PPSA é a OPERADORA ÚNICA de todos os poços de petróleo do pré-sal, além de ter poder de veto e voto de minerva em TODAS as decisões relativas à exploração e à comercialização dos barris do pré-sal. A oposição quer destruir o regime de partilha.
9- Há uma enorme pressão por parte dos acionistas privados da Petrobrás, que lutam por mais lucros e dividendos. Para tanto, forçam o discurso falso e fictício do “endividamento” da empresa, bem como clamam todo o santo dia por um reajuste, de preferência brutal, no preço dos combustíveis.
10- A batalha crucial que estamos assistindo nada tem a ver com Pasadena, mas sim com o futuro da Petrobrás enquanto alavanca do desenvolvimento nacional. Ou será que o PSDB e a mídia venal, que apoiaram entusiásticamente a quebra do monopólio estatal da empresa, de uma hora para outra estão preocupados com a mesma? Mais fácil acreditar em duendes e fadas…
drigoeira
16 de abril de 2014 7:45 pmPre-Sal
Vejo o pre-sal mais arriscado do que comprar uma refinaria sucateada dentro do maior consumidor de derivados de petróleo do mundo.
Deixa só uma perfuração no pre-sal vazar que a Petrobrás vai pro limbo.
paulo renato
16 de abril de 2014 11:01 pmo dribobera, vc deve ser
o dribobera, vc deve ser parente da Miriam Agoreira Leitao, só pode. Quer dizer que nao importa quantos milhoes de barris de petroleo se encontrem no pre-sal? o importante e qdo houver vazamento. A inveja e só sua forma incompetente de admirar o sucesso da Petrobras.
drigoeira
16 de abril de 2014 11:56 pmzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
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Flics
16 de abril de 2014 11:08 pmBixo…
… cê tem razão… eu vejo sair â rua mais arriscado do que ficar trancado em casa… deixa só um carro bater em V.Sa. que logo, logo çê vai pro limbo.
drigoeira
16 de abril de 2014 11:54 pmZZZZZZZZZZZZZZZZ
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morallis
16 de abril de 2014 7:45 pmTenho impressão que o governo
Tenho impressão que o governo vai deixar a oposição se desgastar com isso
pensando que esta desgastando o governo. Quem viver vera!
hc.coelho
16 de abril de 2014 8:27 pmTai, melhor que a Graça
Se a graça se demitir, como deveria, o Cerveró já é um candidato. Melhor que ela. Nem precisa procurar muito.
O que animou a oposição e a globo que querem destruir a Petrobrás é a fraca atuação da graça; pensam assim: com esta estamos feitos! Fraca e arrogante, como ficou claro com o que mostrou o Cerveró.
Demita-se graça!
Assis Ribeiro
16 de abril de 2014 9:47 pmCom o riquíssimo pré-sal o
Com o riquíssimo pré-sal o foco da Petrobras muda, obvio.
Quem, em 2005, quando a Petrobras assinou um Memorando de Entendimento com a Astra, esperava a grande crise que fez diminuir o comércio de derivados e quedas nos preços?
Carlos o segundo
17 de abril de 2014 12:39 amBola de Cristal
Meu caro Assis, a Petrobras é culpada sim. Com tanto dinheiro que tem porque ainda não comprou uma bola de cristal? Pelo jeito eles ainda também não aprenderam a consultar uma cartomante.
Antonio Carlos Silva - RJ
16 de abril de 2014 9:48 pmCCom ou sem CPI, o futuro da oposição mafiosa será uma desGraçaa
Do Site da Carta Capital, 16/04 -18:17
Em cenário estável, Dilma segue favorita para vencer no 1º turno
Política
Pesquisa Vox Populi / CartaCapital
Em cenário estável, Dilma segue favorita para vencer no 1º turno
Em meio aos embates pela CPI da Petrobras e o mau humor da economia, a presidenta mantém vantagem; os opositores somam 14 pontos a menos que a petistapor Redação — publicado 16/04/2014 18:00, última modificação 16/04/2014 18:17 inShare
Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 6 e 8 de abril revela um cenário estável para a Dilma Rousseff (PT) a cerca de três meses do início da campanha eleitoral. A presidenta oscilou um ponto negativo em relação ao último levantamento, em fevereiro, e aparece como a candidata favorita de 40% dos eleitores. Juntos, os adversários somam 26% das intenções de voto. O cenário para a sucessão, portanto, praticamente não se alterou nos dois últimos meses, apesar do mau humor com a economia e da crise na Petrobras, alvo de embates por uma CPI no Congresso.
Em segundo lugar na pesquisa, o tucano Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo. Em fevereiro, era lembrado por 17% dos eleitores. Hoje aparece com 16%. Eduardo Campos (PSB), que durante a semana anunciou a ex-senadora Marina Silva como a pré-candidata a vice em sua chapa, soma 8% (tinha 6% há dois meses). O Pastor Everaldo Pereira, pré-candidato do PSC, tem 2%.
Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram. Votos brancos ou nulos somam 15%. O número de eleitores que não sabem em quem votar ou que não responderam a pesquisa é de 18%.
Nesta quinta-feira 17 serão divulgados todos os detalhes da pesquisa CartaCapital/Vox Populi.
Para a pesquisa, o instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais. Os detalhes da pesquisa podem ser conferidos na edição impressa de CartaCapital, nas bancas a partir da quinta-feir
Walter o primeiro
16 de abril de 2014 10:44 pmFoi muito bem
Eu achava que este cara ia falar muito bobagem e por lenha na foguerira
Pois bem, o cara foi muito bem
O melhor depoimento
Fulvia
16 de abril de 2014 11:53 pmA oposição ficou frustrada
A oposição ficou frustrada com o depoimento de Cerveró, segundo Tucanhêde achavam que viria uma bomba e veio uma bombinha. Os jornais de amanhã não terão manchetes com letras garrafais destacando nenhuma fala de Cerveró que desmereça o governo e muito menos a Petrobrás. Chora abutres!
Marcos Antônio
17 de abril de 2014 12:30 amE eles criticaram a marolinha…
Respondeu com LUCIDEZ e bom lembrar o que era o Lehman Brothers antes e depois da crise!
Só por aqui foi que bateu a MAROLINHA…
No resto do mundo foi um tsunami….
Nem pasadena escapou…
E o PIG fala como se no resto do mundo foi tudo azul…
Até eles agora acreditam que foi uma marolinha….