4 de junho de 2026

Pasadena: Cerveró atribui ‘mau negócio’ à descoberta do pré-sal e crise de 2008

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Jornal GGN – O ex-diretor Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró apresentou dados e informações oficiais da estatal sobre a compra da refinaria de Pasadena em audiência na Câmara dos Deputados. Em resumo, ele defendeu a compra como um bom negócio para a época, mas que deixou de ser após a descoberta do pré-sal e a crise financeira mundial em 2008. Segundo o ex-diretor, a compra da refinaria de Pasadena fazia parte das estratégias da estatal desde meados de 1997 e 1998. “Nós já vinhamos prospectando o mercado norte-americano“, disse Cerveró.

Segundo o ex-diretor, a refinaria tinha localização estratégica o que também justificava a viabilidade de compra. “Compramos uma posição o mercado de combustíveis. Não compramos só uma refinaria. A trade Astra já estava presente no mercado há muito tempo. Compramos a refinaria, uma parte dos investimentos e contratos com os principais oleodutos para escoamento da produção. Isso é o que compõe o valor total pago pela refinaria”.

Além da apresentação, Nestor Cerveró teve que responder a perguntas que tentavam colocá-lo contra a presidente Dilma Rousseff, principalmente no que diz respeito à declaração dela dizendo que não tinha conhecimento da cláusula ‘Put Option’, que estabelecia a compra da parte da refinaria pertencente à Astra em caso de fim da sociedade. O deputado Wanderley Macris (PSDB-SP) questionou se o ex-diretor havia enganado a presidente Dilma na ocasião.

 “De forma alguma. Eu apresentei o trabalho desenvolvido por mais de um ano. Não há nenhuma intenção de enganar ninguém. A posição não é só minha, é da direção e do conselho. Essa é uma cláusula de saída, comum em sociedades e na avaliação que nós fizemos não tem essa representatividade nos negócios. A apresentação que foi ao conselho que a Dilma presidia busca destacar os principais aspectos. Não são importantes do ponto de vista do negócio a exposição dessas cláusulas”, comentou o ex-diretor.

Em fevereiro de 2006, a diretoria da Petrobrás submeteu a negociação da compra à aprovação final do Conselho de Administração, presidido pela então ministra Dilma Rousseff. Além da compra de 50% da unidade, seria anunciado um plano de negócios que prevê uso conjunto da refinaria, reformas e duplicação de capacidade. Cerveró atribui o “mau negócio” ao fato do projeto não ter sido concluído.

A rentabilidade desse projeto só se daria no momento que se concluísse o projeto de ampliação, como ele foi concebido. O que tivemos foi um prejuízo contábil. Uma simples referência do que foi gasto com o que foi arrecadado. Foi um bom projeto para a época”, ressaltou Cerveró, que ainda acrescentou a descoberta do pré-sal como principal mudança na política de investimentos da Petrobras.

Cerveró lembrou os deputados que em 2008 estourou a grande crise do mercado americano, o que teria afetado a “economicidade” do projeto. O ex-diretor afirmou que houve uma “mudança radical no cenário de consumo”. O custo total da refinaria foi de 1,23 bilhões de dólares. Segundo ele, o valor é abaixo do valor de mercado para aquele tipo de unidade.

Ele fez questão de ressaltar a aprovação não só do Conselho Administrativo, mas principalmente de consultorias contratadas para analisar e avaliar o negócio. Entre as contratadas está o Citigroup. “Um banco como o Citigroup não coloca seu nome se não tiver certeza da viabilidade do negócio. O projeto estava adequado aos parâmetros de negociação internacional. Pasadena fica no Texas, a capital do petróleo mundial”, afirmou Nestor Cerveró.

Questionado se sentiu rebaixado por Graça Foster ao sair da direção Internacional da empresa para dirigir as finanças da BR, Cerveró foi enfático e se emocionou ao dizer que não é mais funcionário da estatal e sim parte da Petrobras. “Não fui rebaixado, fui substituído. Não existe emprego de diretor vitalício na empresa. Na minha saída foram registrados vários elogios à minha atuação na área internacional. Encerrei minhas atividades na BR, que é a segunda empresa em faturamento no Brasil, estamos crescendo em taxas enormes. Tive a satisfação de ver a BR dobrar. Lucro próximo a um bilhão de dólares. Porque eu me sentiria desprestigiado?”, disse o ex-diretor.

Por fim Nestor Cerveró fez questão de criticar as manchetes e a repetição dos termos ‘malfadado’ e ‘desastroso’ quando se referem à compra de Pasadena. “Me incomoda essa repetição do projeto malfadado. Eu admito que houve equívocos, não foi o melhor projeto do mundo, mas temos hoje um ativo. Não é justo classificar como causadora de grande prejuízo. Quando se diz não foi um bom negocio é que não foi um projeto concluído. É uma consequência das mudanças que ocorreram e concorrem no mercado. O mercado muda, a situação muda e não se faz o projeto antes aprovado”, concluiu o ex-diretor da Petrobras que fez questão de dizer que se orgulha de seu trabalho a frente da estatal.

Tenho orgulho de ter dirigido a companhia na área internacional. A internacionalização fez a demanda da Petrobras crescer exorbitantemente. Estávamos em sete e hoje estamos em 26 países em todos os continentes”, finalizou Cerveró.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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14 Comentários
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  1. Diogo Costa

    16 de abril de 2014 7:36 pm

    Para a oposição, Pasadena é que devia ter comprado a Petrobrás.

    QUAIS SÃO OS VERDADEIROS OBJETIVOS DA OPOSIÇÃO NEOLIBERAL?

     

    1- Pasadena representa um acréscimo no patrimônio da Petrobrás, no coração do mercado mundial de petróleo e refino. Adquirir patrimônio ao invés de vendê-lo na bacia das almas, este é o problema da oposição em relação à Petrobrás de Lula e Dilma.

    2- Pasadena foi um bom negócio na época e em função das mudanças no setor petrolífero e de refino nos EUA, do Crash de 2008 e da posterior descoberta do pré-sal, tornou-se um negócio com baixa rentabilidade.

    3- Pasadena está em plena operação, refinando 100.000 barris diários de petróleo. É um ativo da Petrobrás como qualquer outra refinaria de propriedade da empresa.

    4- Desastre de fato e de direito foi a alienação de patrimônio público (CSN, VALE, etc) feita pelos neoliberais no Brasil. Adquirir patrimônio não é um desastre, muito antes pelo contrário.

    5- A Petrobrás vale hoje 98 bilhões de dólares, valia em 2002 apenas 15 bilhões de dólares.

    6- A Petrobrás fez a maior capitalização da história do capitalismo mundial em 2010 (70 bilhões de dólares) e lucrou aproximadamente 150 bilhões de reais nos últimos 06 anos.

    7- A disputa de fundo em torno da Petrobrás é a questão do petróleo do pré-sal. A oposição fracassada não admite e jamais admitirá que a empresa tenha construído o regime de partilha para a exploração do pré-sal. Queriam manter a concessão tucana e entregar tudo de mão beijada para as multinacionais.

    8- O regime de partilha do Lula, empreendido por Dilma, garante participação mínima da Petrobrás em TODOS os poços de petróleo do pré-sal, através da PPSA (empresa 100% estatal). A PPSA é a OPERADORA ÚNICA de todos os poços de petróleo do pré-sal, além de ter poder de veto e voto de minerva em TODAS as decisões relativas à exploração e à comercialização dos barris do pré-sal. A oposição quer destruir o regime de partilha.

    9- Há uma enorme pressão por parte dos acionistas privados da Petrobrás, que lutam por mais lucros e dividendos. Para tanto, forçam o discurso falso e fictício do “endividamento” da empresa, bem como clamam todo o santo dia por um reajuste, de preferência brutal, no preço dos combustíveis.

    10- A batalha crucial que estamos assistindo nada tem a ver com Pasadena, mas sim com o futuro da Petrobrás enquanto alavanca do desenvolvimento nacional. Ou será que o PSDB e a mídia venal, que apoiaram entusiásticamente a quebra do monopólio estatal da empresa, de uma hora para outra estão preocupados com a mesma? Mais fácil acreditar em duendes e fadas…

  2. drigoeira

    16 de abril de 2014 7:45 pm

    Pre-Sal

    Vejo o pre-sal mais arriscado do que comprar uma refinaria sucateada dentro do maior consumidor de derivados de petróleo do mundo.

    Deixa só uma perfuração no pre-sal vazar que a Petrobrás vai pro limbo.

    1. paulo renato

      16 de abril de 2014 11:01 pm

      o dribobera, vc deve ser

      o dribobera, vc deve ser parente da  Miriam Agoreira Leitao, só pode. Quer dizer que nao importa quantos milhoes de barris de petroleo se encontrem no pre-sal? o importante e qdo houver vazamento. A inveja e só sua forma incompetente de admirar o sucesso da Petrobras.

      1. drigoeira

        16 de abril de 2014 11:56 pm

        zzzzzzzzzzzzzzzzzzz

        zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

    2. Flics

      16 de abril de 2014 11:08 pm

      Bixo…

      … cê tem razão… eu vejo sair â rua mais arriscado do que ficar trancado em casa… deixa só um carro bater em V.Sa. que logo, logo çê vai pro limbo.

      1. drigoeira

        16 de abril de 2014 11:54 pm

        ZZZZZZZZZZZZZZZZ

        zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

  3. morallis

    16 de abril de 2014 7:45 pm

    Tenho impressão que o governo

    Tenho impressão que o governo vai deixar a oposição se desgastar com isso

    pensando que esta desgastando o governo. Quem viver vera!

  4. hc.coelho

    16 de abril de 2014 8:27 pm

    Tai, melhor que a Graça

    Se a graça se demitir, como deveria, o Cerveró já é um candidato. Melhor que ela. Nem precisa procurar muito.

    O que animou a oposição e a globo que querem destruir a Petrobrás é a fraca atuação da graça; pensam assim: com esta estamos feitos! Fraca e arrogante, como ficou claro com o que mostrou o Cerveró.

    Demita-se graça!

  5. Assis Ribeiro

    16 de abril de 2014 9:47 pm

    Com o riquíssimo pré-sal o

    Com o riquíssimo pré-sal o foco da Petrobras muda, obvio.

    Quem, em 2005, quando  a Petrobras assinou um Memorando de Entendimento com a Astra, esperava a grande crise que fez diminuir o comércio de derivados e quedas nos preços?

    1. Carlos o segundo

      17 de abril de 2014 12:39 am

      Bola de Cristal

      Meu caro Assis, a Petrobras é culpada sim.  Com tanto dinheiro que tem porque ainda não comprou uma bola de cristal? Pelo jeito eles ainda também não aprenderam a consultar uma cartomante.

  6. Antonio Carlos Silva - RJ

    16 de abril de 2014 9:48 pm

    CCom ou sem CPI, o futuro da oposição mafiosa será uma desGraçaa

    Do Site da Carta Capital, 16/04 -18:17

     

    Em cenário estável, Dilma segue favorita para vencer no 1º turno

    Política

    Pesquisa Vox Populi / CartaCapital

    Em cenário estável, Dilma segue favorita para vencer no 1º turno

    Em meio aos embates pela CPI da Petrobras e o mau humor da economia, a presidenta mantém vantagem; os opositores somam 14 pontos a menos que a petistapor Redação — publicado 16/04/2014 18:00, última modificação 16/04/2014 18:17   inShare  Grafico 1.jpg 

    Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 6 e 8 de abril revela um cenário estável para a Dilma Rousseff (PT) a cerca de três meses do início da campanha eleitoral. A presidenta oscilou um ponto negativo em relação ao último levantamento, em fevereiro, e aparece como a candidata favorita de 40% dos eleitores. Juntos, os adversários somam 26% das intenções de voto. O cenário para a sucessão, portanto, praticamente não se alterou nos dois últimos meses, apesar do mau humor com a economia e da crise na Petrobras, alvo de embates por uma CPI no Congresso.

    Em segundo lugar na pesquisa, o tucano Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo. Em fevereiro, era lembrado por 17% dos eleitores. Hoje aparece com 16%. Eduardo Campos (PSB), que durante a semana anunciou a ex-senadora Marina Silva como a pré-candidata a vice em sua chapa, soma 8% (tinha 6% há dois meses). O Pastor Everaldo Pereira, pré-candidato do PSC, tem 2%.

    Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram. Votos brancos ou nulos somam 15%. O número de eleitores que não sabem em quem votar ou que não responderam a pesquisa é de 18%.

    Nesta quinta-feira 17 serão divulgados todos os detalhes da pesquisa CartaCapital/Vox Populi.

    Para a pesquisa, o instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais. Os detalhes da pesquisa podem ser conferidos na edição impressa de CartaCapital, nas bancas a partir da quinta-feir

     

  7. Walter o primeiro

    16 de abril de 2014 10:44 pm

    Foi muito bem

    Eu achava que este cara ia falar muito bobagem e por lenha na foguerira

    Pois bem, o cara foi muito bem

    O melhor depoimento

  8. Fulvia

    16 de abril de 2014 11:53 pm

    A oposição ficou frustrada

    A oposição ficou frustrada com o depoimento de Cerveró, segundo Tucanhêde achavam que viria uma bomba e veio uma bombinha.  Os jornais de amanhã não terão manchetes com letras garrafais destacando nenhuma fala de Cerveró que desmereça o governo e muito menos a Petrobrás.  Chora abutres!  

  9. Marcos Antônio

    17 de abril de 2014 12:30 am

    E eles criticaram a marolinha…

    Respondeu com LUCIDEZ e bom lembrar o que era o Lehman Brothers antes e depois da crise!

    Só por aqui foi que bateu a MAROLINHA…

    No resto do mundo foi um tsunami….

    Nem pasadena escapou…

    E o PIG fala como se no resto do mundo foi tudo azul…

    Até eles agora acreditam que foi uma marolinha….

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