
Jornal GGN – Cientistas da Universidade de Drexel, na Filadélfia, conseguiram criar uma versão em laboratório mais realista de tumores de câncer que as tradicionais. Eles utilizaram a tecnologia de impressão 3D para gerar um nódulo tumoral de células cancerosas, sendo a versão sintética muito mais similar ao câncer natural que as versões de laboratório, que são cultivadas de forma bidimensional. A representação mais realista de um tumor poderia ajudar em novos estudos sobre o câncer e tratamentos com medicamentos.
Para construir a estrutura do tumor em três dimensões, os pesquisadores misturaram gelatina, proteínas fibrosas e células de câncer de colo do útero. O composto foi usado então em uma impressora 3D de células que tinha sido desenvolvida na própria universidade. Camada por camada, a impressora produziu uma estrutura tumoral, com dez milímetros de largura e comprimento e dois mm de altura. Essa estrutura assemelha-se às proteínas fibrosas que compõem a matriz extracelular de um tumor, segundo os pesquisadores.
Os cientistas deixaram as células “impressas” crescerem durante cinco dias. O resultado foi uma estrutura uma forma esférica, que continuou se desenvolvendo durante mais três dias. As células cancerosas usadas na mistura foram extraídas de um grupo celular chamado HeLa, uma linha de células “imortais”, originalmente retiradas de um paciente com câncer – Henrietta Lacks, em 1951. Esse tipo de célula pode se multiplicar indefinidamente e são o tipo mais comum de células estudadas na pesquisa do câncer.
Em geral, os estudos de câncer envolvem células cancerosas cultivadas em laboratório, que ajudam os cientistas a entender melhor o comportamento dessas células anormais. Novas drogas contra o câncer são geralmente testadas em tais células, em laboratório, antes de serem avaliadas em estudos humanos. Os modelos de tumores em 2D consistem de uma única camada de células cultivadas numa placa.
No entanto, em comparação com culturas de células em 2D, a dimensão adicional de uma cultura 3D revela melhor as características das células tumorais, incluindo sua forma, proliferação e expressão gênica e proteica. “Com uma maior compreensão destes modelos em 3D, podemos usá-los para estudar o desenvolvimento, invasão, metástase e tratamento do câncer utilizando células cancerosas específicas de pacientes”, afirma o pesquisador Wei Sun, professor do departamento de engenharia mecânica Drexel.
“Também podemos usar esses modelos para testar a eficácia e a segurança de novas terapias de tratamento de câncer e novas drogas contra a doença”, explica Sun, que também é o editor-chefe da revista Biofabrication, em que a nova pesquisa foi publicada, no último dia 10 de abril. Os pesquisadores também descobriram que o uso de certos parâmetros durante a impressão possibilitou que cerca de 90% das células sobrevivam ao processo de impressão. Em geral, a força mecânica da impressão pode danificar as células.
Com informações do Mashable.
Ivan de Union
14 de abril de 2014 8:37 pm“Hela” foram as primeiras
“Hela” foram as primeiras celulas clonadas do mundo. Ela morreu aos 31 anos, teria mais de 90 hoje… mas as celulas dela ainda estao distribuidas pro mundo inteiro, todo oncologista ja ouviu falar ou conhece pessoalmente.
A tragedia de Lacks eh certamente triste, mas a historia depois da morte eh que eh interessantissima:
http://en.wikipedia.org/wiki/Henrietta_Lacks (em ingles)