4 de junho de 2026

Prefeitos e vereadores progressistas da Bahia assumem defendendo lutas sociais

Apesar de bancadas conservadoras, vereadores e vereadoras progressistas buscam fortalecer conquistas populares
Alexandre Xandó (PT), Eliete Paraguassu (PSOL) e Sílvio Humberto (PSB) são alguns dos vereadores que se destacam nas bancadas progressistas do estado - Foto: Montagem Brasil de Fato

Esquerda firma compromisso com lutas sociais durante posse de vereadores e prefeitos na Bahia

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Do Brasil de Fato Bahia

Prefeitos e vereadores dos 417 municípios baianos tomaram posse nesta quarta-feira (01) em toda a Bahia. De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Partido Social Democrático (PSD) foi a legenda que elegeu mais prefeitos no estado nas últimas eleições municipais, estando no comando do Executivo em 115 municípios. Em segundo e terceiro lugar estão, respectivamente, o Avante, com 60 prefeituras, e o Partido dos Trabalhadores (PT), que governa 50 prefeituras a partir de 2025.

Em Salvador, Bruno Reis (União Brasil) tomou posse no Plenário Cosme de Farias, na Câmara Municipal, após se reeleger em primeiro turno com 78,67% dos votos. No Legislativo, 43 vereadores assumiram suas cadeiras, sendo a maior bancada a do União Brasil, com 7 vereadores, seguido do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e do Progressistas (PP), ambos com 5 nomes cada. 


No seu quarto mandato, vereador Sílvio Humberto (PSB) é um dos representantes da luta histórica do movimento negro na capital / Reprodução

Apesar da capital baiana ser considerada a cidade mais negra fora da África, a representatividade na Câmara ainda não corresponde à verdadeira cara da sua população. Na nova composição do legislativo soteropolitano, apenas oito vereadores se autodeclaram pretos e 14 pardos, dentre eles Marta Rodrigues (PT), Hamilton Assis (Psol) e Sílvio Humberto (PSB), cujas trajetórias são reconhecidas pela luta contra o racismo e desigualdades sociais. Dando início ao seu quarto mandato, Sílvio resgatou seu histórico de resistência dentro e fora dos espaços institucionais.

“Tenho mais de três décadas de trajetória dedicada à militância negra e à construção de uma sociedade mais inclusiva, e esse momento é um lembrete poderoso de que cada conquista é fruto de trabalho incansável, resistência e compromisso com cada um e uma que sonha junto conosco”, declarou nas suas redes sociais após a posse. 


Eliete Paraguassu (PSOL) é a primeira vereadora quilombola de Salvador / Reprodução

Quem também fez história na cerimônia foi a vereadora Eliete Paraguassu (Psol). Com a bandeira do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais em mãos, a marisqueira e pescadora de Ilha de Maré marcou o plenário ao se tornar a primeira quilombola vereadora da capital. Através das redes sociais, Eliete destacou o compromisso coletivo do seu mandato.

“Sei o tamanho dessa responsabilidade e reafirmo que estou aqui para colocar a minha voz a serviço de uma sociedade mais justa, diversa, com igualdade social. Eu acredito em outra Salvador, na Salvador do Bem Viver e não medirei esforços pra essa luta!”, destacou a vereadora.

Interior do estado

Em Feira de Santana, a 110 km de Salvador, José Ronaldo (União Brasil) voltou a assumir o Executivo do município pela quinta vez após vencer em primeiro turno com 50,32% dos votos. O prefeito, que também encabeçou a gestão da segunda maior cidade da Bahia entre 2001-2008 e 2013-2018, é uma das principais representações do conservadorismo na política local.

No legislativo feirense, a falta de renovação também marca a atual composição do plenário. Dos 21 vereadores, somente um está no seu primeiro mandato na Câmara e apenas três mulheres tomaram posse. 

Já em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, a prefeita Sheila Lemos (União Brasil) tomou posse após semanas de imbróglio com a Justiça Eleitoral. Antes da votação, o PT, PCdoB, Psol, PV, PSB, Rede e PSD ingressaram com um pedido de impugnação da candidatura de Sheila no pleito de 2024 alegando que sua reeleição implicaria no terceiro mandato consecutivo de uma mesma família, o que viola a legislação eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) chegou a indeferir sua candidatura, mas a prefeita entrou com recurso no TSE, que no dia 19 de novembro publicou decisão que decidiu pela elegibilidade de Lemos.


Aos 35 anos, Xandó (PT) é o verador mais novo da Câmara de Vitória da Conquista / Reprodução

No Legislativo, 23 vereadores tomaram posse na tarde desta quarta. O União Brasil também lidera o número de cadeiras na Câmara, somando quatro vereadores, seguido do PSDB e PT, com três nomes cada. Dentre eles, se destaca Alexandre Xandó (PT), que se reelegeu como o vereador mais jovem da Câmara e um dos mais votados no pleito. 

Oposição firme à prefeitura na última gestão, Xandó foi processado pelo União Brasil ao menos oito vezes, tendo, até o momento, vencido sete processos. Com um mandato popular construído junto a movimentos sociais, como Levante Popular da Juventude e Movimento Brasil Popular, o vereador ratificou seu compromisso com a fiscalização da prefeitura e com o desenvolvimento da região.

“Eu só tenho a agradecer e firmar com vocês o compromisso de seguir fiscalizando o uso dos recursos públicos, apresentar legislações importantes para nossa cidade e buscar recursos, com o governo estadual e governo federal, para o desenvolvimento de Vitória da Conquista e de toda região sudoeste”, ressaltou.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Gonzalez

    3 de janeiro de 2025 12:33 am

    Não se deve confundir siglas partidárias com uma verdadeira política que gere algum tipo de progresso, em minha cidade o deputado estadual do PSOL utilizou o dinheiro de emenda parlamentar para usar na reforma do refeitório do batalhão da PM que pertence ao estado, não fez uso do dinheiro para reformar uma escola primária da cidade, ou melhorar equipamento de alguma cooperativa de recicláveis. Ficar vangloriando siglas partidárias não levará a nada, gostaria muito de ler matérias no futuro sobre os projetos desses “progressistas”, ao que percebo não passam de neoliberaís travestidos de progressistas …

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