22 de junho de 2026

Posição americana contra empresas chinesas é “irracional”, dizem especialistas

Para especialistas, colocar empresas em lista negra e sua posterior retirada só vai desencadear contramedidas de contrapartes chinesas
Capitólio, sede do poder legislativo dos EUA em Washington. Foto: Wikipedia

Os movimentos de autoridades norte-americanas em colocar empresas chinesas em uma ‘lista negra’ (para retirá-las mais tarde) mostram sua ‘crescente falta de legitimidade’ e só vão desencadear contramedidas de contrapartes chinesas.

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A afirmação foi feita por especialistas ao site China Daily enquanto o Departamento de Defesa norte-americano adicionou a empresa de tecnologia Tencent Holdings e a fabricante de baterias para veículos elétricos Contemporary Amperex Technology Co Ltd a uma lista de empresas chinesas que considerou “empresas militares”.

Ao mesmo tempo, o Pentágono removeu seis empresas que disse não atenderem aos requisitos para a designação, dentre elas a empresa de inteligência artificial Beijing Megvii Technology, a China Railway Construction Corporation, a China State Construction Group e a China Telecommunications.

A lista mais recente de empresas chinesas, obrigatória pela lei dos EUA como a “lista da Seção 1260H”, designou 134 empresas, incluindo a fabricante de chips ChangXin Memory Technologies, a Quectel Wireless Solutions e a fabricante de drones Autel Robotics.

“Seus objetivos (dos EUA) foram desmascarados, ou seja, suprimir empresas e indústrias chinesas emergentes e conter a ascensão tecnológica da China a um custo mínimo”, disse Tu Xinquan, reitor do Instituto Chinês de Estudos da OMC da Universidade de Negócios e Economia Internacionais

“No entanto, quanto mais Washington intensifica suas medidas contra a China, menos eficazes essas medidas se mostram, e mais revelam seus medos subjacentes”, disse ele, ressaltando que a China pode tomar contramedidas que considerar necessárias para sua segurança – como impor controles de exportação de recursos como minerais de terras raras, essenciais para aplicações militares e tecnológicas.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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