4 de junho de 2026

Safra agrícola deve avançar 0,7% em 2014, segundo IBGE

Jornal GGN – A terceira estimativa da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas totaliza 189,4 milhões de toneladas, um resultado 0,7% maior em relação ao apurado em 2013 (188,2 milhões de toneladas) e 0,5% menor do que a estimativa de fevereiro (190,3 milhões de toneladas), de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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A área a ser colhida em 2014 chega a 55,6 milhões de hectares, alta de 5,3% frente à área colhida em 2013 (52,8 milhões de hectares) e aumento de 1,0% comparada à previsão no mês anterior (55,1 milhões de hectares).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que somados representaram 91,4% da estimativa da produção e responderam por 85,3% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior houve acréscimos na área de 1,8% para o arroz, 7,5% para a soja e decréscimo de 0,9% para o milho. No que se refere à produção, os acréscimos foram de 7,7% para o arroz e de 6,2% para a soja. Para o milho houve diminuição de 8,5% quando comparado a 2013.

Entre as Grandes Regiões, o Centro-Oeste continuou a concentrar boa parte da produção, com 77,4 milhões de toneladas, seguido pelo Sul, com 72,2 milhões de toneladas; Sudeste, com 16,9 milhões de toneladas; Nordeste, com 18 milhões de toneladas e Norte, com 5 milhões de toneladas.

Comparativamente à safra passada, foi constatado incremento de 50,2% no Nordeste. As regiões Centro-Oeste, Sul, Sudeste apresentaram, respectivamente, diminuição de 1,3%, 1,1% e 14,7% em relação à produção do ano anterior. O Norte manteve-se estável (0,0%). Na avaliação para 2014, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,9%, seguido pelo Paraná (18,6%) e Rio Grande do Sul (16,1%).

Segundo a pesquisa, 16 dos 26 principais produtos apresentaram variação percentual positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (23,5%), arroz em casca (7,7%), batata-inglesa primeira safra (7,7%), batata-inglesa segunda safra (0,5%), batata-inglesa terceira safra (0,8%), café em grão – canephora (13%), cana-de-açúcar (0,0%), cebola (12,9%), feijão em grão primeira safra (56,6%), feijão em grão segunda safra (1,8%), laranja (0,2%), mamona em baga (372,3%), mandioca (6,9%), soja em grão (6,2%), sorgo em grão (2,0%) e trigo em grão (17,3%).

Os 10 produtos com variação negativa foram amendoim em casca primeira safra (17,6%), amendoim em casca segunda safra (10,7%), aveia em grão (1,3%), cacau em amêndoa (2,1%), café em grão – arábica (8,1%), cevada em grão (8,4%), feijão em grão terceira safra (2,8%), milho em grão primeira safra (7,8%), milho em grão segunda safra (9,1%) e triticale em grão (14,2%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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