3 de junho de 2026

Em nota, PM paulista revela sua ideologia

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São Paulo tem uma das Zélites mais retrógradas do Brasil e, se dependesse deles, ainda teríamos escravos nas plantações de um Brasil essencialmente rural.

Da Carta Capital

A PM-SP revela sua ideologia em nota oficial

Para suprimir o debate sobre a desmilitarização, Polícia Militar adota discurso radical e insinua que críticos são comunistas

Em nota oficial enviada ao portal UOL e publicada nesta terça-feira 9, a Polícia Militar de São Paulo deixou claro que seu comando está alinhado ideologicamente com um dos discursos mais extremistas da política brasileira. É uma revelação espantosa, pelo conteúdo, que resvala com o autoritarismo, e pela forma como foi feita.

A nota oficial da PM-SP é uma resposta ao coronel reformado Adilson Paes de Souza, que em entrevista ao portal disse acreditar que a PM-SP trata parte da população brasileira como um potencial inimigo, assim como ocorria na ditadura. O comentário de Souza é uma referência aos altos índices de violência da Polícia Militar, em especial nas regiões periféricas das cidades brasileiras.

A PM-SP rebateu a afirmação de Souza com números de sua atuação (prisões, apreensões, atendimentos sociais e resgates) e afirmou ter uma organização de “polícia comunitária”. Disse possuir programas elogiados de tiro defensivo e combate às drogas e questionou a autoridade de Souza para debater o assunto. Para a PM-SP, o coronel reformado e outros especialistas que criticam a estrutura militar da corporação são comunistas. O termo não está presente no texto, mas fica claro nas entrelinhas. “Muito provavelmente a resposta esteja em outro século e em outro continente, nascida da cabeça de alguém que pregou a difusão de um modelo hegemônico, que se deve construir espalhando intelectuais em partidos, universidades, meios de comunicação. Em seguida, minando estruturas básicas e sólidas de formação moral, como família, escola e religião. Por fim, ruindo estruturas estatais, as instituições democráticas”, diz a PM-SP.

O raciocínio contido neste parágrafo é o mesmo presente nas declarações extremistas ouvidas durante as Marchas da Família do último mês de março, que defenderam um novo golpe militar no Brasil com base em um suposto “perigo comunista”. A mesma tese é defendida pelos parlamentares da família Bolsonaro, conhecidos radicais, e por seu ideólogo, Olavo de Carvalho, o messias da ideia de que o “marxismo cultural” constitui uma força hegemônica na sociedade e política brasileiras. A referência crítica, na nota da PM-SP, ao trabalho do pensador italiano Antonio Gramsci é a conexão óbvia com Carvalho.

Ao ironizar a condição de especialista de Souza e atribuir a ele e outros analistas a pecha de comunistas, o comando da PM-SP tem dois objetivos: deslegitimar seus críticos e suprimir o debate a respeito da desmilitarização da instituição, que entrou na pauta após a dura repressão ocorrida nas manifestações de junho.

O comando da Polícia Militar de São Paulo afirma que age contra policiais bandidos e tem exonerado centenas deles (349 em 2013). Está um tanto claro, entretanto, que este trabalho não é suficiente. Segundo o Núcleo de Estudos da Violência da USP, entre 1993 e 2011 ao menos 22,5 mil pessoas foram mortas em confronto com as polícias de São Paulo e Rio de Janeiro, uma média de três pessoas por dia. A população percebe essa situação. Em 2011, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que, em nenhum região do País, mais de 6% da população diz “confiar muito” no trabalho das polícias. Na região Sudeste, o índice fica em 3%.

Há um consenso entre os especialistas, estes que a PM ironiza, de que as causas desses números são a estrutura militar da corporação, a tradição de policiamento agressivo existente no Brasil e a política de tratar problemas sociais, como a questão das drogas, como problema de polícia. Neste contexto, os policiais também são vítimas. Muitas vezes despreparados, como ficou claro nas manifestações de junho, eles vão às ruas para lidar com “inimigos”, exatamente como afirma o coronel Souza na entrevista que gerou indignação do comando da PM-SP.

Quem defende a desmilitarização da polícia, ou ao menos uma profunda reforma na instituição, não deseja acabar com a instituição, demitir todos os policiais e deixar a população desprotegida. Ao contrário, a intenção é justamente tornar mais efetivo e menos letal o policiamento na sociedade brasileira, especialmente quando este divide cidadãos em classes diferentes, com tratamento diversos. Se o comando da PM conseguisse ouvir e dialogar com seus críticos, e não trata-los como inimigos comunistas (o que apenas reforça o argumento do coronel Souza), todos teriam a ganhar.

 

Confira a íntegra da nota da PM, divulgada pelo UOL:

A PM e o Zepelim?

Mais uma vez, somos questionados por um órgão de imprensa sobre o nosso modelo de polícia, o militar. O ponto de início da matéria a ser construída obedece a alguns entendimentos já pacíficos por parte da reportagem e subsidiados pela opinião de “especialistas”. Vejamos:

A Polícia Militar trata parte da população brasileira como potencial inimigo;

O sistema de segurança pública é o mesmo da ditadura, guiado pela Lei de Segurança Nacional;

A ditadura ainda está na cabeça dos governantes e principalmente das polícias;

A PM que está aí atira para matar. Ela está servindo a outros interesses.

Como diria o colunista Reinaldo Azevedo, este é mesmo “o ano de satanização dos militares”.

É triste ver como a desinformação parece habitar algumas mentes neste nosso Brasil de tantos Brasis. Pior: é mais triste ver como alguns sentimentos se tentam materializar, migrando da quimera à teoria; daí à crença; por fim, daí à “verdade”.

Ninguém deveria se ocupar do julgamento do pretérito, especialmente com os olhos do presente, mas não é o que ocorre neste país… Conseguimos anistiar pessoas, mas não conseguimos libertar o passado, que parece um espírito confuso, agarrando-se a um corpo jacente.

Falar em inimigos, em Lei de Segurança Nacional, que a PM atira para matar, se não fosse terrível, seria cômico, porque denota, sim, a construção de um pensamento que se pretende coletivo, a partir de pessoas que se sentem intelectuais.

Seria mais simples pensar o mundo a partir de fatos, mas alguns propagadores de opinião preferem as ideologias, o partidarismo e, até, o oportunismo.

Na maioria das vezes, as polícias militares se desviam do posicionamento político (na essência da palavra); nossos contumazes detratores, não. E essa desigualdade se reflete no açoite cotidiano à categoria que se imbui de receber sobre si todos os pecados do mundo.

Talvez seja oportuno então alertarmos a sociedade quanto ao Brasil que alguns sonham construir, numa versão romântica, e bastante suspeita.

Antes disso, porém, talvez devêssemos informar que, desde 1997, a Polícia Militar de São Paulo se estrutura a partir de conceitos de polícia comunitária.

Pode-se mencionar também que o Método Giraldi de Tiro Defensivo para a Preservação da Vida, criado por um oficial da PM paulista e nela desenvolvido, é recomendado pela Cruz Vermelha Internacional como efetivamente aplicável ao treinamento das polícias.

Nosso Programa Estadual de Resistência às Drogas (Proerd), em vinte anos de atividade, já formou mais de sete milhões de crianças, ensinando-lhes caminhos seguros para fugir ao contato com esse mal que assombra nossa sociedade. Isso significa dizer que já educamos um número de jovens que representa 16% dos 43 milhões de paulistas, segundo estimativa do IBGE para o ano de 2013.

E não seria demais também lembrar que, no ano passado, atendemos 2.450.098 ocorrências, prendemos 183.952 pessoas, apreendemos mais de 80 toneladas de drogas, 13.828 armas de fogo em poder de criminosos, prestamos 2.506.664 atendimentos sociais e resgatamos 619.231 pessoas.

Seria tudo isso fruto de nossa vocação para enxergar a população como inimiga? Seria a ditadura que ainda está em nossa cabeça? A influência da Lei de Segurança Nacional? Ou ainda nossa compulsão de atirar para matar?!

Em que mundo esses “especialistas” fundamentam suas teorias?

Muito provavelmente a resposta esteja em outro século e em outro continente, nascida da cabeça de alguém que pregou a difusão de um modelo hegemônico, que se deve construir espalhando intelectuais em partidos, universidades, meios de comunicação. Em seguida, minando estruturas básicas e sólidas de formação moral, como família, escola e religião. Por fim, ruindo estruturas estatais, as instituições democráticas. Assim é o discurso desses chamados “intelectuais orgânicos”, como costumam se denominar, em consonância com as ideias revolucionárias do italiano Antonio Gramsci, que ecoaram pelo mundo a partir da década de 1930.

Tão assombrosa quanto esse discurso anacrônico, ou mais, é a teorização formulada por quem, em vez de servir a uma instituição, prefere servir-se dela, desqualificando-a, conspurcando-a. Nesse caso, o problema talvez não esteja na ideologia, mas na conveniência da oportunidade de mercado.

No presente momento em que diversos grupos supostamente democráticos fazem coro para desmilitarizar a nossa polícia, vemos pessoas que aqui passaram a maior parte de sua vida se colocando como arautos das mudanças que urgem. Esse tipo de voz ecoa muito mais pelo inusitado do que pela qualidade de seus argumentos pseudocientíficos. É a chamada crítica à moda Brás Cubas. Saca-se alguém de um determinado meio e essa pessoa recebe chancela de legitimidade por falar de algo que, em tese, conhece por vivência.

É inadmissível que um profissional, que deveria ter compromisso com a verdade, pois assim assumiu em juramento, falar em premiações, medalhas a policiais que matam, como se isso fosse uma prática corrente, cultural. Somos a instituição que mais depura seu público interno, sujeita a regulamentos, códigos rígidos de conduta e com uma corregedoria implacável contra agressores de policiais e contra policiais bandidos. Exoneramos centenas. Só em 2013, foram 349. Como dizer que toleramos o erro? Onde está a responsabilidade no que é dito.

Enfim, parece ser oportuno criticar um modelo de polícia que suporta o tempo e as circunstâncias adversas. Temos história, uma cultura, valores morais, coisa rara nos dias de hoje.

Critica-se, mas, no momento da agrura, sabemos qual é a última instância salvadora, quem pode nos socorrer: “o policial ditador, que nos vê como inimigos, que age conforme a L.S.N., que atira para matar…”. É como soava no refrão de Chico Buarque: “… Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir…”. Vem o sufoco, a salvação; passa o sufoco, torna-se ao linchamento. Será que a sociedade prescinde um dia de nós? Uma manhã? Uma hora?

Ainda somos uma democracia, é bom que nos lembremos sempre disso. Se um dia tivermos de mudar nosso modelo, que seja pelo desejo do povo, não de “especialistas”.

Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de São Paulo

 

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12 Comentários
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  1. BHZ

    11 de abril de 2014 2:22 pm

    Razões para defender a aprovação da PEC 51/13 em 2014

    [35]: Coibição de mortes ditas por resistência
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/03/529988.shtml

    [34]: Coibição de desrespeito à dignidade humana
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/03/529781.shtml

    [33]: Coibição de violência interinstitucional
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/02/529520.shtml

    [32]: Coibição de violência contra a infância e a adolescência
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/02/529473.shtml

    [31]: Coibição de tragédias familiares
    http://brazil.indymedia.org/pt/blue/2014/02/529225.shtml

    [30]: Coibição de violência contra repórteres
    http://brazil.indymedia.org/pt/blue/2014/02/529085.shtml

    [29]: Coibição de execução de presos
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/02/528829.shtml

    [28]: Coibição de descaracterização de local de investigação
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/02/528744.shtml

    [27]: Coibição de corrupção
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/02/528732.shtml

    [26]: Redução de morte por policiais
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/02/528721.shtml

    [25]: Coibição de atuação ilegal
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528704.shtml

    [24]: Coibição de massacres
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528683.shtml

    [23]: Coibição de chacinas
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528634.shtml

    [22]: Coibição de desvio de conduta
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528617.shtml

    [21]: Coibição de morte de inocentes
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528561.shtml

    [20]: Reivindicação de diferentes setores da sociedade
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528475.shtml

    [19]: Coibição de restrição ao direito de manifestação
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528460.shtml

    [18]: Coibição de abuso de autoridade
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528414.shtml

    [17]: Exigência de atuação igualitária
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528389.shtml

    [16]: Coibição da violência policial
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528366.shtml

    [15]: Coibição da letalidade policial
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528343.shtml

    [14]: Coibição de grupos de extermínio
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528326.shtml

    [13]: Isonomia judicial
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528306.shtml

    [12]: Coibição de tortura
    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528297.shtml

    [11]: Coibição de violência contra o judiciário
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528282.shtml

    [10]: Coibição de “desaparecimentos” forçados
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528231.shtml

    [9]: Coibição de atitude discriminatória
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528191.shtml

    [8]: Coibição de violência contra a juventude
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528171.shtml

    [7]: Conquista de credibilidade
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528143.shtml

    [6]: Atendimento às recomendações da ONU
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528126.shtml

    [5]: Coibição de uso político contra movimentos sociais
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528112.shtml

    [4]: Coibição de produção incorreta de documentação
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528064.shtml

    [3]: Coibição de forjamento de provas incriminando vítimas
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528032.shtml

    [2]: Coibição de execuções
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/528015.shtml

    [1]: Coibição de relações inapropriadas entre polícia e comerciantes
    http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2014/01/527962.shtml

  2. Assis Ribeiro

    11 de abril de 2014 2:36 pm

    “Muito provavelmente a

    “Muito provavelmente a resposta esteja em outro século e em outro continente, nascida da cabeça de alguém que pregou a difusão de um modelo hegemônico, que se deve construir espalhando intelectuais em partidos, universidades, meios de comunicação. Em seguida, minando estruturas básicas e sólidas de formação moral, como família, escola e religião. Por fim, ruindo estruturas estatais, as instituições democráticas”, diz a PM-SP.”

    rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

    tudo como dantes no quartel de abrantes.

  3. MarcioGM

    11 de abril de 2014 2:37 pm

    Cara de pau

    Acho sempre muito engraçado quando um defensor da ditadura enche a boca para se proclamar defensor da democracia.

  4. Ettore

    11 de abril de 2014 2:49 pm

    Boas mesmo são as zelites do

    Boas mesmo são as zelites do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de Santa Catarina, de Pernambuco, do Amazonas, da Paraíba, do Mato Grosso, do Paraná…. todas muito além de nosso tempo e desse pensamento conservador que se pratica só em São Paulo.

  5. Vixe

    11 de abril de 2014 3:31 pm

    O espanto por que?
    Éssa é a

    O espanto por que?

    Éssa é a PM paulista, assim como as de muitos outros estados.

    Uma instituição aliceçada em idéias que remontam a Idade Média e líderes totalmente alienados cujas cabeças sofreram lavagem cerebrla desde o primeiro dia em que pisaram na Academia do Barro Branco.

    Esperar que estes brucutus tenham argumentos sólidos e consistentes para discutir, aí já é pedir demais.

  6. Orlando Soares Varêda

    11 de abril de 2014 3:33 pm

    …”A PM-SP rebateu a

    …”A PM-SP rebateu a afirmação de Souza com números de sua atuação (prisões, apreensões, atendimentos sociais e resgates) e afirmou ter uma organização de “polícia comunitária”. Disse possuir programas elogiados de tiro defensivo e combate às drogas e questionou a autoridade de Souza para debater o assunto.”…

     

    Com a explicação dessa (Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de São Paulo) entidade que assina a nota da pm, comprendemos o quanto tem resultado eficaz o trabalho da PM. Não apenas na capital paulista.

    Os números que revelam a competência e eficácia da pm se estendem a todo País e são formidáveis para justificar o imediato fechamente destas unidades criminosas, digo, no mais das vezes, criminosos centros de formação de matadores, torturadores e repressores de Pobres, Pretos e Putas, apenas as pobres. 

     

    Orlando

  7. Djalma Santos

    11 de abril de 2014 5:58 pm

     O Batalhão de Choque da

     O Batalhão de Choque da Polícia Militar está concluindo o violento processo de desocupação do prédio da OI, no Engenho Novo, na zona norte do Rio de Janeiro. O edifício da empresa Telemar – controladora do grupo Oi, estava ocupado por cerca de 5 mil moradores há 11 dias. 

    Após uma das lideranças dos manifestantes ser presa, o confronto se acirrou e os policiais usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para controlar a situação. Um repórter do jornal O Globo foi detido e demais repórteres e fotógrafos que fazem a cobertura foram agredidos fisicamente e verbalmente por policiais.

    Precisa dizer mais alguma coisa sobre a polícia militar em qualquer estado da federação?

  8. tiao

    11 de abril de 2014 6:25 pm

    ” A menor jaula do mundo é a

    ” A menor jaula do mundo é a farda,pois só cabe um animal”.Esta frase resume exatamente o que eu penso da nossa polícia militar,que é uma instituição arcaica formada baseada no modelo dos capitães-do-mato,da época da escravidão.

  9. aliancaliberal

    11 de abril de 2014 8:04 pm

    Em um país que mata 50 mil

    Em um país que mata 50 mil cidadãos por assassinato ao ano falar em desmilitarizar a PM como solução para a criminalidade é desviar do foco do problema por questões ideológicas.

    A ideologia acima das necessidades do país.

     

  10. Muzius

    11 de abril de 2014 11:38 pm

    Perguntas que eu gostaria de fazer

    Uma das coisas mais importantes da democracia é justamente a possibilidade de podermos debater as questões importantes para a sociedade. A organização e o trabalho da polícia no Brasil é um tema que desperta um enorme interesse por conta das implicações e do impacto na vida de todos nós.

    Seria muito bom se as coisas fossem colocadas de modo claro. Eu, particularmente, não tenho um juízo formado sobre esse tema. Não sei se é melhor a polícia ser militar ou não ser militar.  Acho que muita gente está na mesma situação que eu.

    Dizer que a violência, o número de homicídios, o tamanho do tráfico de drogas justifica a manutenção da organização militar das polícias estaduais é um argumento frágil. Me parece que é assumir uma posição de que há uma guerra e que só uma intervenção militar pode resolver o problema. Porém, as PMs são militares desde sempre e a situação de violência não foi levada para um patamar aceitável (em alguns casos até piorou).

    De outro lado, dizer que tudo que é militar é truculento, antidemocrático ou incompatível com a função de polícia também não se sustenta por si só. É necessário uma prova disso. Além das PMs, cada estado tem a sua Polícia Civil. É certo que essas duas polícias realizam trabalhos diferentes, contudo, ambas são polícia. Ora, é sabido que a Polícia Civil não goza de boa reputação também.

    Por isso eu gostaria de fazer perguntas para a PM (que seja o tal Centro de Comunicação Social). Quem sabe o dono blog não consegue uma entrevista com o comando da PM.  Algumas perguntas seriam diretas, como por exemplo:

    Por que há um apego tão grande, enquanto valor, da PM em relação ser uma instituição militar?

    O que a PM tem, efetivamente, de militar?

    O que ser militar torna a instituição melhor do que não ser?

    Quais seriam as implicações de uma eventual “desmilitarização” da PM?

    Quais as atividades que a PM executa que não poderiam ser realizadas se ela não tivesse a forma militar?

    Outras perguntas poderiam ser feitas, como por exemplo:

    Os oficiais formados na academia da PM recebem a mesma formação que os oficiais das Forças Armadas? – Já adianto, eu acho que não. Mas, então, o que é diferente e o que é igual? Que tipo de instrução militar eles recebes? Quanto isso representa em termos de tempo na formação do ofical?

    E os soldados, que tipo de instrução eles recebem? – O aspecto militar é importante? Em que sentido? Que tipo de instrução militar eles recebem? Quanto isso representa em termos de tempo na formação do soldado?

    Em termos de carreira profissional, há similaridade entre as carreiras da PM e das Forças Armadas? O que é similar e o que não é?

     

  11. Valquíria

    12 de abril de 2014 2:10 am

    Esse texto da PM soa à lá Bial , testa do BBB , óbvio .

    Esse texto da PM soa à lá Bial , testa do BBB , quando capricha na embalagem para disfarçar a absoluta falta de conteúdo . Sim , dona PM , você , de norte a sul , de leste a oeste , precisa se modernizar, e para ontem , tornando-se apenas U-MA . Sua atuação em autodefesa só faz reforçar com maior clareza, PM : a sua imediata extinção é não menos que um favor  que a sociedade ansiosamente aguarda , um equívoco que teima em perpetuar-se e em insiste teimosamente em legitimar-se, uma verdade que só não é decantada em verso-e-prosa pelo medo das represálias , TA-TU-A-DAS no DNA de um povo, já com o lombo grosso de tantas surras, real e virtual .

  12. Lucinei

    12 de abril de 2014 8:46 pm

    “Muito provavelmente a

    “Muito provavelmente a resposta esteja em outro século e em outro continente, nascida da cabeça de alguém que pregou a difusão de um modelo hegemônico, que se deve construir espalhando intelectuais em partidos, universidades, meios de comunicação. Em seguida, minando estruturas básicas e sólidas de formação moral, como família, escola e religião. Por fim, ruindo estruturas estatais, as instituições democráticas”

    Cada vez mais fica evidente que esse pastiche de macartismo é mais indecente que o original. A “bruxa” comunista não passa de um espanrtalho para dissimular defesa de privilégios e imoralidades.

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