5 de junho de 2026

Quaquá aponta os indícios que ligam o clã Bolsonaro ao assassinato de Marielle Franco

Prefeito de Maricá (RJ) lembra que 'Carluxo' tinha conflito com a vereadora e que apenas alguém desumano e imbecil poderia patrocinar tal crime
Marcelo Camargo - Agência Brasil

“Todos os indícios levam à família Bolsonaro”, afirma Washington Quaquá (PT), prefeito de Maricá, no Rio de Janeiro, e convidado do programa TVGGN 20H da última segunda-feira (13), sobre os mandantes da execução que pôs fim à vida da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista.

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Para o petista, os mandantes do crime não seriam os irmãos Brazão, porque “eles não são burros”. “Quem patrocinou o assassinato da Marielle, além de ser uma figura brutal e desumana, é um imbecil do ponto de vista político. Só poderia patrocinar o assassinato de uma vereadora negra de esquerda do PSOL um completo imbecil. Em ser desumano e imbecil. isso cabe à família Bolsonaro”, apontou o prefeito de Maricá.

Quaquá, no entanto, ressalta que, apesar de suas convicções, não tem provas sobre o envolvimento do clã chefiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na execução. Mas garantiu que os indícios apontam mais para eles do que qualquer outro acusado.

“Quem tinha, objetivamente, na Câmara dos Vereadores, brigas constantes com a Marielle era o Carluxo Bolsonaro (PL). Eles se estranhavam na câmara quase que diariamente”, emenda.

O prefeito ressalta que, ao longo do dia 14 de março de 2018, o ex-vereador do Rio de Janeiro Cristiano Girão, chefe da milícia, esteve na capital fluminense, em uma churrascaria.

Além de ser sócio de Ronnie Lessa, condenado pela execução de Marielle, Girão também teria motivos para ter ódio da vereadora do PSOL, tendo em vista a atuação dela na CPI das Milícias.

Inquéritos

Quaquá contesta ainda o desprezo pela investigação da Polícia Civil em torno do assassinato, cujos fatos não foram considerados pela Polícia Federal do Rio de Janeiro.

Nesta investigação, a qual o prefeito leu na íntegra, são poucos os indícios da participação dos Brazão no assassinato. “O inquérito que mostra que nunca os celulares dos Brazão chegaram perto do Ronnie Lessa. Ronnie Lessa tinha negócios com o Girão e íntimas ligações com os Bolsonaro”, afirma.

Mas a PF carioca seria, além de lavajatista, em grande parte bolsonarisa – motivo que teria afastado o clã do centro das investigações.

Assista a entrevista completa em:

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2 Comentários
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  1. Douglas da Mata

    15 de janeiro de 2025 6:02 am

    Convicções, convicções, e… convicções.

    Faltou só o Power Point.

    Quem, quando, como, quando, onde, e, principalmente, neste caso, por quê…

    Sem estabelecer essa cadeia de eventos, nada feito.

    Todo mundo tirando uma “casquinha”…

    Partidos, família, amigos e inimigos…

    1. José de Almeida Bispo

      15 de janeiro de 2025 8:22 am

      Concordo.
      Com bandido, até pra falar na língua dele, tem-se que ser salvaguardado na legislação. Do contrário, é desmoralização. Briga de comadres.
      Ao meu ver, e sendo do partido que é, falou besteira.

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