2 de julho de 2026

A guerra das expectativas e a troca de equipes

Mesmo no período militar, em alguns momentos houve um modelo de implementação de política econômica muito próximo do parlamentarismo. Estimulavam-se dois pólos de discussão, a Fazenda e o Planejamento, um mais voltado para o mercado financeiro, outro para os programas estruturantes. Cada qual ficava sob a responsabilidade de um Ministro forte. De tal maneira que, se os planos econômicos se frustrassem, trocava-se o Ministro preservando o presidente do desgaste político.

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Esse modelo foi abandonado no governo Figueiredo, após a saída do Ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen. Concentrou-se tudo nas mãos do Ministro do Planejamento Delfim Netto, que indicou o MInistro da Fazenda, o presidente do Banco Central e das demais instituições econômicas.

Quando falhou o pacote econômico de 1980, o mundo desabou nas costas do Ministro, do governo e do regime.

***

Trocas de Ministros – e de equipes – são instrumentos relevantes para enfrentar a guerra de expectativas com o mercado e a mídia, quando estiver desfavorável para o governo.  Funcionam como amortecedores, como renovação de esperanças, como correções de rotas, reduzindo o desgaste do presidente e diluindo as pressões, que se avolumam na proporção direta da falta de respostas a elas.

Ontem, reportagem do “Estadão” mostrava uma profusão de recordes na equipe econômica: Guido Mantega, o mais longevo Ministro da Fazenda da história; Arno Agustin, o mais longevo Secretário do Tesouro; Luciano Coutinho, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social); Márcio Holland, da Secretaria de Política Econômica.

Segundo uma “fonte graduada do governo”, a longevidade é benéfica pois “segundo a teoria econômica, a permanência de “policy makers” confere consistência às medidas do governo e, também, dá previsibilidade aos empresários”.

***

Ora, em princípio, a única “previsibilidade” assegurada é a da permanência da equipe nos seus cargos, independentemente do sucesso e da previsibilidade da política econômica.

Na política econômica, a previsibilidade é dada por uma linha teórica clara, objetiva, que respalde as medidas a serem tomadas pela equipe no decorrer dos trabalhos. Ou seja, entendido o objetivo a ser perseguido, se as medidas guardarem uma lógica entre si – e com o objetivo proposto – constroi-se a previsibilidade.

***

O problema da atual equipe econômica é a imprevisibilidade. Em determinado momento, a prioridade é trazer taxas de juros e câmbio para níveis internacionais, permitindo a volta dos investimentos. No momento seguinte, a prioridade é combater a inflação, ainda que à custa de aumento da Selic.

Ora busca-se a modicidade tarifária nas concessões tabelando o spread dos competidores; depois, deixando que a modicidade seja alcançada através da competição.

Depois, tenta-se contornar a perda da competitividade com um conjunto de isenções, benvindas mas de pouca eficácia para melhorar o PIB.

Renovações são relevantes não apenas para melhorar as expectativas mas para trazer novas ideias, novos discursos, novas apostas no futuro.

***

Dilma Rousseff tem dois desafios pela frente: vencer as próximas eleições; e, sendo vitoriosa, administrar o país por mais quatro anos. É uma longa caminhada.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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35 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    9 de abril de 2014 10:13 am

    Mesmo com os “queridinhos do

    Mesmo com os “queridinhos do mercado”, Henrique Meireles no Banco Central e Palocci no Ministério da Fazenda, o governo do PT foi bombardeado.

  2. Assis Ribeiro

    9 de abril de 2014 10:31 am

    Pau diário na inflação e no PIB vejam os gráficos

    Em 2013 PIB cresce 2,3% e totaliza R$ 4,84 trilhões

     

    1. Assis Ribeiro

      9 de abril de 2014 11:24 am

      O primeiro gráfico é muito interessante

      Mostra o equilíbrio nos governos do PT e o desequilíbrio no governo FHC.

      Então, por que as incertezas?

      Por que a guerra de espectativas?

      1. aliancaliberal

        9 de abril de 2014 2:05 pm

        Coloca a tabela de inflação

        Coloca a tabela de inflação pré 1994 e compara com o periodo prós.

        Compara a evolução do PIB do Brasil e demais emergentes pré e prós 2002.

        E assim por diante.

        Comparar sem contextualizar é desonestidade.

        O potencial de desenvolvimento do Brasil é muito maior que o que o PT eo PSDB nos oferecem.

        Na verdade só oferecem desculpas.

        1. ruyacquaviva

          9 de abril de 2014 5:13 pm

          Vai triturando os dados,

          Vai triturando os dados, comparando com isso, aquilo e aquilo outro, mexendo, fuçando, revirando de ponta cabeça…

          E aí é possível que encontre algum gráfico que seja (ou pareça) desfavorável…

          Se não der, faça como a Globo e coloque o gráfico com a barra de valor menor desenhada com maior tamanho que a de valor menor.

          Em último caso apenas insinue que há um erro nos dados apresentados (não precisa provar, mas use de ironia como se estivesse falando uma obviedade).

          O fundamental é dar um jeito de mudar rapidinho de assunto e renegar os dados concretos.

          E não esqueça de colocar uma afirmação peremtória no final (nem pense em comprovar, até porque não vai ter como).

          [Extraído do manual de trollagem do “aliança”]

  3. alfredo machado

    9 de abril de 2014 10:33 am

    O País

    Nassif,

    As idas e vindas não oferecem confiança nem mesmo ao próprio governo, pois descer e subir a Selic e mudar a premissa utilizada para as concessões, em minha opinião somente perpassa para o sempre irresponsável setor privado a percepção de que a chantagem explícita  funciona.

    Como explicar que o custo de um km. de estrada asfaltada por 10 milhões de reais não foi considerado atraente pelos empreiteiros ?  E a gritaria contra o RDC ? E o trem-bala que só não serve pro patropi ?

    Quanto ao BC, a esperança Tombini tornou-se um rotundo fracasso, e quanto aos ministros, ter 39 deles é um completo absurdo.

    Entendo o patropi como um país muito complicado, desde sempre com riquezas muito mal divididas, com uma scciedade a praticar atos que tiveram início há séculos, país com uma burrocracia que faz jus ao Nobel do Atraso e ainda quer vingar.

    É por isto, por ter conseguido meste país sair de uma perspectiva sombria para outra de esperança concreta em apenas oito anos de presidência, que considero o grande Lula como um assombro, um quase milagreiro.      

     

  4. Assis Ribeiro

    9 de abril de 2014 10:47 am

    Nassif, a análise estaria

    Nassif, a análise estaria correta não fosse a constatação de que não querem o PT seja com que roupa ele se vestir

    Sobre idas e vindas

    Estes questionamentos foram levantados em um artigo há um ano:

    “O desenvolvimentismo atual chama-se Dilma Rousseff. No dia em que deixar a presidência, a bandeira se vai com ela.

    Tem-se uma mídia que abomina qualquer forma de crescimento, que cultura juros elevados,  um resquício forte de anti-empreendedorismo em toda máquina pública, um sentimento anti-produção que vai da direita à esquerda, partidos políticos que jamais colocaram o desenvolvimento como bandeira, grupos ambientalistas anti qualquer forma de crescimento?”

    https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-selic-e-o-pais-das-irrelevancias

    1. luisnassif

      9 de abril de 2014 3:49 pm

      Pois é. As críticas partem

      Pois é. As críticas partem também dos desenvolvimentistas, que não se veem mais representados.

      1. Assis Ribeiro

        9 de abril de 2014 4:25 pm

        E o que os desenvolvimentistas querem?

         

        Inclusão social via políticas sociais e salariais?

        Estão tendo.

        Investimento em infra-estrutura com participação ativa do Estado?

        Estão tendo.

        Redução da pobreza e a desigualdade?

        Estão tendo

        Crescimento do mercado interno como demanda de crescimento?

        Estão tendo

        Inflação dentro da margem?

        Estão tendo

        Crescimento do PIB de forma sustentável?

        Estão tendo

         

        1. Altran Gomes da Silva

          9 de abril de 2014 4:36 pm

          Assis,
          Realmente, foram

          Assis,

          Realmente, foram ganhos significativos o que vcoê aponta, e devem ser debitados na conta do governo e Lula e Dilma.

          Mas agora é hora de olhar pra frente: quais são os novos desafios que o país enfrenta? quais são as propostas de cada um a respeito ?

          O governo está completamente perdido. Não tem nenhuma noção do rumo para o qual estamos indo. Veja a questão fiscal, por exemplo. O governo não tem a menor ideia do que vai acontecer esse ano. A única variável que importa é a eleitoral,. Só isso

           

          1. ruyacquaviva

            9 de abril de 2014 5:17 pm

            O governo pode até não saber

            O governo pode até não saber para onde ir (o que eu pessoalmente discordo, mas deixo passar para abordar outro ponto), porém certamente a solução não é o retrocesso.

             

      2. Altran Gomes da Silva

        9 de abril de 2014 4:33 pm

        Exatamente,
         
        Vide o Bresser

        Exatamente,

         

        Vide o Bresser e Oreiro

      3. Francy Lisboa

        9 de abril de 2014 9:11 pm

        Nassif, agora por gentilea,

        Nassif, agora por gentilea, mate a curiosidade, quem são os “desenvolvimentistas”? Eu siceramente acho que o modelo de Estado-babá que o empresariado brasileira em  part significativa  se sustenta deveria ser extinto, mas isso nã depende só de Governo, seja qual partido for, o mais contraditório nisso tudo é que parece que ser empresário no Brasil é antes de tudo depender das benesses do Governo.

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

  5. Rui Daher

    9 de abril de 2014 12:03 pm

    Mudança

    Algumas vezes me manifestei aqui sobre a necessidade de mudanças na equipe econômica. Menos pela economia e mais pelos aspectos políticos. O momento é exatamente este, e não tenho dúvida que esse foi o recado de Lula para Dilma. Caso contrário, e como Elio Gaspari escreve hoje, na “Folha”, vem Lula!

  6. DanielQuireza

    9 de abril de 2014 12:25 pm

    Dilma vencendo deveria mesmo

    Dilma vencendo deveria mesmo trocar a equipe economica. Mantega fez bom trabalho, mas vem muito desgastado e está na hora de sair, a meu ver.

    Será que daria certo o Nelson Barbosa na fazenda, Nassif ?

    Outro dia li uma reportagem que ele e o Tombini estariam brigando pela vaga na fazenda em um futuro Governo Dilma.

    Prefiro ele. Tombini pode ficar no BC ou até mesmo sair também.

  7. Assis Ribeiro

    9 de abril de 2014 12:43 pm

    Insegurança e expectativa. O Brasil vai mal.

    No entanto, em 2011, 2012 e 2013  o Brasil teve os seus melhores rsultados histórico em exportações:

    De janeiro a dezembro de 2013, as exportações brasileiras chegaram a US$ 242,2 bilhões, o que representa o terceiro melhor resultado da série histórica da balança comercial brasileira, inferior apenas ao que foi registrado em 2012  (US$ 242,6 bilhões) e 2011 (US$ 256 bilhões). Os embarques brasileiros ao exterior no ano passado praticamente repetiram o resultado alcançado em 2012, com redução de 1%. A diferença corresponde a US$ 399 milhões. Menos do que é registrado, em média, em um dia útil de vendas a outros países.

    http://www.abdi.com.br/Paginas/noticia_detalhe.aspx?i=3718

     

  8. Assis Ribeiro

    9 de abril de 2014 12:58 pm

    A guerra das espectativas e a infrutífera troca de equipes

    Só para rememorar:

    Retrospectiva 2013 do terrorismo midiático

    O ano começou com o terrorismo midiático informando que o Brasil corria sérios riscos de apagão elétrico e que o racionamento de energia seria inevitável.

    Em janeiro a revista “Isto É” estampou em letras garrafais a manchete:

    “Possibilidade de racionamento afeta confiança de empresários, dizem economistas”

    Risco de apagão pode reduzir expansão do PIB em 2013 – Isto É 

    Ao contrário do apagão o que se viu foi a inauguração de várias hidrelétricas que já estavam em construção, tantas outras que serão entregues nos próximos anos e a expansão de outras matrizes aumentando a nossa capacidade de fornecimento energético, além do governo ter feito despencar o preço da energia.

    Em abril, a “crise do tomate” que levou uma conhecida apresentadora da rede Globo a usar um colar de tomates para pressionar o Banco Central a elevar os juros. Na próxima talvez a obriguem de colocar uma melancia no seu traseiro.

    Durante todo o ano o governo foi bombardeado com matérias pseudo – jornalísticas que exploraram de maneira sórdida:

    1) Ineficiência do modelo de concessões e falta de planejamento.

    O que se viu foram as concessões vitoriosas dos portos, aeroportos, rodovias e no pré-sal.

    2) Inflação descontrolada.

    Desde o primeiro semestre o comentarista do blog “foo” veio apresentando, mês à mês, quadros comparativos de inflação com anos anteriores demonstrando que a inflação estava completamente dentro das margens e equivalentes as meses correlatos de vários anos anteriores a 2013. Resultado, estamos fechando o ano com a inflação dentro das expectativas do governo e provavelmente ainda menor do que o ano anterior.

    3) Risco de alta no desemprego.

    Terminamos o ano com índices recordes de emprego.

    4) Movimentos de rua de junho.

    A grande mídia tentou colocar as manifestações como se fossem contra o governo Dilma e aproveitaram para tentar alavancar as candidaturas de Aécio (no desespero Serra) e Eduardo Campos (no desespero Marina). Resultado, todas as pesquisas posteriores demonstraram que Dilma ganha no primeiro turno.

    5) Mais médicos.

    A cobertura jornalística priorizou entrevistas com médicos e dirigentes dos CRMs que atacaram em defesa do corporativismo da classe, e omitiu o sucesso deste tipo de plano de atendimento em países que o implementaram levando saúde às populações esquecidas e abandonadas. Resultado, o plano tem alcançado um sucesso estrondoso.

    6) Que o país estava parado.

    Mesmo com os inúmeros canteiros de obras Brasil adentro, construção de imóveis residenciais,  estradas, portos, estaleiros,  plataformas de petróleo, o país voltando a fabricar navios, o comércio vendendo como nunca, criação de novos postos de trabalho, etc.

    7) As condenações na AP 470.

    Tentaram mais uma vez colocar a pecha de que “nunca se viu tanta corrupção no país”, como se fosse uma exclusividade do PT, chegando, a grande mídia, inclusive a lançar o nome de Barbosa como candidato à presidência da república.

    8) Que a copa será um fracasso.

    O sucesso recente da copa das confederações não foi suficiente para pautar análises mais equilibradas sobre a copa 2014.

    9) A desindustrialização.

    Esse foi mais um tópico recorrente. No entanto, a nossa mídia tradicional foi incapaz de falar nos vários incentivos do governo como as concessões vitoriosas em todos os setores da infraestrutura, a diminuição de impostos para a cadeia produtiva, a diminuição do preço da energia, disponibilização de dinheiro via BNDES, etc. Omitiu que o governo do PT reativou a nossa indústria naval para a fabricação de estaleiro e navios. A maré do contra é tão grande que até na recente aquisição dos jatos Gripen para a aeronáutica que priorizou a transferência de tecnologia e a fabricação deles em território nacional foi alvo de criticas.

    O que mais se viu nas matérias “jornalísticas” foram frases como; “o gigante acordou”, “o país está parado”, “a inflação voltou”, etc.

    Um jornalismo tendencioso e desinformativo que induz a população ao medo e a baixa qualidade de conhecimento.

    https://jornalggn.com.br/noticia/retrospectiva-2013-do-terrorismo-midiatico

    1. sergio firmino silva filho

      9 de abril de 2014 1:29 pm

      O Sr realmente acredita no

      O Sr realmente acredita no que disse? O que tem a dizer sobre as perspectivas internacionais sobre o Brasil nas últimas 2 semanas? Quais incentivos industriais você se refere? E sobre a refinaria de passadena? A copa será realmente um sucesso, mas somente para a FIFA , cadê a infraestrutura em transporte, e melhorias para o cidadão comum? Finalizando acho que realmente pessoas como você continuam a acreditar em papai noel, coelho da páscoa, saci pererê, entre outros entes do imaginário popular…

       

      1. Assis Ribeiro

        9 de abril de 2014 3:21 pm

        sr. Sergio

        Eu tenho as minhas próprias análises e perspectivas.

        As mesmas que no inicio do ano passado, contra as perspectivas, afirmei sobre o PIB/2013, aqui no blog:

        Para mim não passa de 2,5%, e com viés otimista…

        No link:

        https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/as-previsoes-de-nilson-teixeira-para-o-pib-de-2013#comment-1284177

    2. Altran Gomes da Silva

      9 de abril de 2014 4:29 pm

      Assis,
      O risco de

      Assis,

      O risco de racionamento de energia é real, e apontando por pessoal e consultorias especializadas, a partir de estimativas feitas com base nos próprios dados do governo (veja os Energy Reports da PSR). Uma coisa é o risco (que tem a haver com probabilidades), ou coisa é de fato o evento ocorrer. Em 2013 não houve racionamento, mas houve um risco acima do aceitável ( o próprio governo trabalha com um nível de risco aceitável de 5%). Já o atual é muito superior ao de 2013. A úlitma estimativa (de março) apontava um risco de qualquer déficit (superior a 1%) de 84%.  e de 34% para déficits superiores a 5%.

      Há uma crise clara e evidente no setor elétrico (de suprimento e financeira), basta acompanhar o noticiário especializado para ver isso. a conta é muito alta, e governo tenta a qualquer custo empurrar a crise para, pelo menos, depois de outubro. 

       

      Aguarde e verá o tamanho da lambaça que esse governo aprontou

       

      1. Assis Ribeiro

        9 de abril de 2014 5:15 pm

        Estão sendo construídas

        Estão sendo construídas hidrelétricas?

        Quantas foram entregues nos governos Lula/Dilma.

        E parques eólicos?

        O governo tem incentivado a diversificação de sua matriz energética?

        A construção da Usina Nuclear Angra 3 está dentro de seu prazo para entrar em operação comercial em maio de 2018?

        O que você quer que o governo faça?

        Obrigar a justiça a não interromper as obras?

        Calar o Ministério Público?

        Pedir a Deus para fazer chover mais um pouquinho?

         

         

        1. Abdias

          9 de abril de 2014 7:08 pm

          Risco de apagão no Brasil

          Estão sendo construídas hidrelétricas?

          resposta:Sim.

          Quantas foram entregues nos governos Lula/Dilma.

          resposta:Poucas. A maioria construída por baixo tem capacidade pra produzir em média 500 MW. As grandes como Jirau, Santo Antonio e Belo Monte foram anunciadas há tempos e não foram concluídas nos prazos ditos pelo governo. Houve expansão na construção de PCH’s no período, em sua grande parte empreendimentos privados.

          E parques eólicos?

          resposta:E serviriam pra quê? Pra sustentar uma cidade com quantos 10 habitantes? E o custo de manutenção? E o custo da energia gerada pro consumidor? Há que se lembrar aquele parque eólico, se não me falhe a memória no Nordeste que não possui a rede de transmissão de energia. Poderá piorar, pois o governo com a política atabalhaoda de concessões não indenizou nenhuma empresa que realizou investimentos na área de transmissão nos antes de 2000. Talvez pela insegurança jurídica causada pelo próprio governo, as empresas reduzam seus investimentos mesmo.

          O governo tem incentivado a diversificação de sua matriz energética?

          resposta:Tá de brincadeira, né? 

          A construção da Usina Nuclear Angra 3 está dentro de seu prazo para entrar em operação comercial em maio de 2018?

          resposta: Julgando o histórico foi projetada pra ficar pronta em 2015, depois junho de 2016, depois maio de 2018…..bom é o jeito de se fazer obra pública no Brasil. De atraso em atraso aumenta o risco de racionamento, enrica empreiteira com aditivos contratuais e corre-se o risco, nada desprezível, da obra ficar mal feita. É o jeito porco e  relaxado que o governo trata o dinheiro do contribuinte, fazendo projetos de engenharia e planejamento totalmente mal feitos.

          O que você quer que o governo faça?

          resposta: Respeito você, mas acho cinismo de sua parte perguntar isso. O PT ficou 12 anos no poder e não fez nada? Cadê a gerentona, mãe do PAC que iria colocar o Estado nos trilhos pra resolver todos os problemas do Brasil? Partindo do princípio que ela queria um Estado Forte, que ela era uma neokeynesianista e blá, blá,blá…..

          Obrigar a justiça a não interromper as obras?

          Resposta: Com todo o respeito, mas você foi cínico mais uma vez. O Brasil é cheio de portarias, leis e regulamentações que deveriam ser repensadas. Volto a perguntar: O PT está há 12 anos no poder, não deu tempo de fazer uma reflexão sobre como desburocratizar e atrair investimentos para uma área tão sensível? Coloco outra pergunta: Vendo que o Brasil passa por uma instabilidade econômica e a insegurança jurídica provocada pela renovação dos contratos das empresas de energia, como o governo vai atrair investimentos para a área agora?

          Calar o Ministério Público?

          Resposta: Jamais. Mas você está dramatizando a questão

          Pedir a Deus para fazer chover mais um pouquinho?

          resposta: Sem comentários

          1. Francy Lisboa

            10 de abril de 2014 8:03 am

            De fato, vc estah certissimo,

            De fato, vc estah certissimo, 12 anos sao suficientes para relaizar as zilhoes de obras necessarias para o Brasil.

  9. Flavio Martinho

    9 de abril de 2014 1:56 pm

    Uma longa caminhada e ainda

    Uma longa caminhada e ainda fará o sucessor com a derrocada de um tal de Dudu.

  10. aliancaliberal

    9 de abril de 2014 2:06 pm

    O potencial de

    O potencial de desenvolvimento do Brasil é muito maior que o que o PT eo PSDB nos oferecem.

    Na verdade só oferecem desculpas.

    1. ruyacquaviva

      9 de abril de 2014 4:39 pm

      Falar é fácil…

      Falar é fácil…

    2. AndreP

      9 de abril de 2014 5:05 pm

      Amigo, desculpe a pergunta

      Amigo, desculpe a pergunta intima, mas vai votar em quem para presidente na próxima eleição?

      1. aliancaliberal

        10 de abril de 2014 1:42 am

        Anda to decidindo se vou

        Anda to decidindo se vou votar, e se votar vai ser contra o governo sempre, si hay gobierno soy contra.

    3. Francy Lisboa

      9 de abril de 2014 7:55 pm

      E? Agora o Brasil tem

      E? Agora o Brasil tem potencial pra vc? Brincadeiras a parte eu acho que vc tem razão…em parte. Mas não se trata de PT ou PSDB, ^pois muitos de nós não se veem como Brasil. O pior de tudo é ver gente contribuindo para a visão de que o Estado não funciona, uma legião de funcionários públicos que tem a palavra “direitos” como primeiro verbete de seu modo de viver, e a outra, “dever”, perdida em algum canto do sub do sub do sub consciente. Isso mesmo, nós que simpatizamos com a esquerda devemos fazer de tudo para que o Estado seja eficiente e ser eficiente passa por punir e demitir as pessoas que ficam coçando, isso não me faz liberal, pelo contrário, isso me faz mais a favor do Estado como um dos vetores do desenvolvimento

      1. aliancaliberal

        10 de abril de 2014 1:35 am

        Francy, o problema é como é

        Francy, o problema é como é formado o Estado brasileiro, esta  centralização do poder talvez unica no mundo, faz o Estado brasileiro ser ineficiente.

        Nossa federação é só para inglês ver, na prática é um Estado unico, um império que troca de rei a cada eleição e pior um rei que se comporta como um prefeito federal cuidando de creche, de tarifa de ônibus, se metendo em assuntos de  estados e municipios.

         

         

        1. Francy Lisboa

          10 de abril de 2014 5:58 am

          Desapegue dessa idea de que o

          Desapegue dessa idea de que o Estado aolgo sobrehumano, ele nada mais é do que o conjunto de elação orientadas para um fim, quando as pessoas não estão nem aí para fazer o serviço direito, ou só querem saber da estabilidade, o Estado falaha. E isso não tem só a ver com a esfera federal. Nos entes da federação vemos como a ideia de que é possível usurpar o Estado não vem só de políticos. Minha opiião é ACABAR com a estabilidade de cargos públicos, cobrar mesmo, do contrário, será munição “bem calibrada” para os críticos do papel do Estado.

  11. Mar da Silva

    9 de abril de 2014 2:31 pm

    Vencer as eleições é um

    Vencer as eleições é um desafio para DIlma? k k k k k k k.

    Dilma só perderá para votos brancos e nulos, eu creio.

    Além do STF e do PIG não há outros adversários a vencer.

     

     

    1. Altran Gomes da Silva

      9 de abril de 2014 4:22 pm

       
       O grande desafio é, apesar

       

       O grande desafio é, apesar desse malucos e despreparados, não quebrar o país

      1. Francy Lisboa

        9 de abril de 2014 7:56 pm

        Despreparados? Quem estaria

        Despreparados? Quem estaria “apto”? Aé sim..Aé sim?

    2. Alexandre Weber - Santos -SP

      9 de abril de 2014 8:09 pm

      Se Pasadena for escândalo será uma bala de prata no alvo?

      Supondo que as investigações sobre o contrato nebuloso e não explicado até agora nem pela mídia, nem pelo governo e nem pela Petrobras seja realmente um escândalo DAQUELES que enredam pessoas insuspeitas ou do mais alto escalão do governo. 

      Será que a Dilma ainda venceria as eleições com galhardia?

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