5 de junho de 2026

Gabinete de segurança de Israel aprova cessar-fogo

Medidas devem entrar em vigor neste final de semana; reféns mantidos pelo Hamas serão libertados a partir de domingo
Gaza destruída por bombardeios de Israel numa guerra contra o Hamas. Foto: RS/Fotos Públicas

O gabinete de segurança de Israel aprovou acordo de cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns, segundo informações do gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

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O acordo foi aprovado em maioria simples pelos 11 membros votantes, mas o texto ainda precisa ser sancionado pelo gabinete completo, de 33 integrantes, que deve se reunir nas próximas horas.

Em sinalização positiva, o acordo interromperia os ataques e bombardeios na ação mais mortal já realizada em Gaza, além de viabilizar a libertação dos reféns mantidos pelo grupo palestino desde 07 de outubro de 2023.

Válido por seis semanas, o acordo vai entrar em vigor no próximo domingo (19/01), e os detalhes apresentados refletem a proposta apresentada pelo presidente norte-americano Joe Biden no ano passado.

Libertação de prisioneiros palestinos

O cessar-fogo mediado pelo Catar, Estados Unidos e Egito também deve registrar a libertação de centenas de prisioneiros palestinos.

Fontes palestinas consultadas pelo site Al Mayadeen explicam que, para cada mulher ou criança cativa libertada pelo grupo Hamas, 30 prisioneiros palestinos (incluindo mulheres e crianças) seriam libertados).

Da mesma forma, para cada idoso cativo com 50 anos ou mais, ou para os convalescentes, 30 idosos ou doentes detidos palestinos serão libertados.

Para cada soldado israelense libertado, 30 prisioneiros palestinos cumprindo penas perpétuas e outros 20 com sentenças longas — que têm 15 anos ou menos restantes — serão libertados. Cálculos da imprensa israelense mostram que 600 palestinos devem ser libertos como parte do acordo.

A fase inicial do acordo se concentra em prisioneiros palestinos que anteriormente faziam parte do acordo de troca de 2011, mas foram presos novamente pelas autoridades israelenses, totalizando 47 indivíduos.

O acordo também garante que os prisioneiros palestinos libertados dentro dos termos atuais não seriam presos novamente pelas mesmas acusações que os levaram à prisão anteriormente. Eles não serão obrigados a cumprir o resto das penas iniciais ou assinar quaisquer documentos como condição para sua libertação.

Com informações do site Al Arabiya

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Carlos

    18 de janeiro de 2025 2:24 am

    Será mesmo que a sede de sangue dos vampiros sionistas está aplicada?
    Os supostos reféns estão vivos? Bem alimentados num cenario de fome? Aliás, dezenas de milhares de civis foram assassinados, como teriam os reféns sobrevividos apesar de, acredito, movidos de um lado para outro para evitar resgate pelos sionistas.
    Como preconizado por Sun Tzu; táticas são visíveis, estratégias não. Vamos esperar o que a história irá revelar sobre este genocídio.

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