4 de junho de 2026

Sensor infravermelho abre caminho para lentes de contato de visão noturna

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Jornal GGN – Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, desenvolveram um sensor de infravermelhos que eventualmente pode ser utilizado na produção de lentes de contato de visão noturna. A imagem infravermelha normalmente envolve várias tecnologias para ver todas as faixas do espectro, além de volumosos equipamentos de refrigeração. É comumente usado na medicina para monitorar a pressão arterial, identificando substâncias químicas ou simplesmente para ver no escuro.

A redução da escala de equipamentos grandes para uma pequena lente de contato só foi possível graças à nanotecnologia. Os pesquisadores usaram o grafeno, uma camada hermeticamente embalada de átomos de carbono, em que os pesquisadores foram capazes de criar um sensor mais acessível que só precisa estar em temperatura ambiente para funcionar corretamente. “Nós podemos fazer todo o projeto super fino”, diz Zhaohui Zhong, professor assistente na Universidade, referindo-se à nanoescala da tecnologia.

“Ele pode ser colocado em uma lente de contato ou integrado com um telefone celular”, prossrguiu o cientista. O grupo de pesquisadores conseguiram detectar a luz observando como as cargas elétricas impactavam uma corrente elétrica no grafeno. Eles colocaram uma barreira de isolamento entre duas folhas de grafeno e observaram como os elétrons fizeram seu caminho após libertados quando a luz incidiu a camada superior da folha. Quando os cientistas mediram a mudança na corrente da parte superior para a camada inferior, eles conseguiram determinar o brilho da luz que atingiu o grafeno.

“Nosso trabalho foi pioneiro de uma nova forma de detectar a luz”, disse Zhong. “Nós prevemos que as pessoas serão capazes de adotar esse mesmo mecanismo em outras plataformas materiais e dispositivos”. O novo sensor, que é menor do que uma unha do dedo mindinho, poderia ter muitos benefícios nas comunidades científicas e militares, além de aplicações em produtos de uso comercial.

Recentemente, por exemplo, o Google anunciou o desenvolvimento de uma lente de contato inteligente que poderia monitorar as taxas de glicose dos usuários. Em fevereiro do ano passado, a Nokia recebeu aporte de US$ 1,35 bilhões da União Europeia para aprimorar o grafeno – produto feito a partir de nanotecnologia e tido como o material mais forte do mundo, ao mesmo tempo e que é flexível. Os resultados da pesquisa foi publicada na revista acadêmica Nature Nanotechnology.

Com informações do Mashable.

Redação

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