20 de maio de 2026

Cristianismo em queda livre nos Estados Unidos

Percentual de cristãos caiu 12% na última década, segundo pesquisa; ateus, agnósticos ou sem religião chegam a 26%
Foto de JF Martin na Unsplash

Embora os cristãos respondam por boa parte dos senadores e deputados eleitos nos Estados Unidos para o próximo mandato de Donald Trump na presidência, o cristianismo tem perdido devotos na sociedade ao longo dos últimos anos.

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Pesquisa realizada pela Pew Research Center entre 2018 e 2019 exemplifica a queda da presença do cristianismo na sociedade norte-americana: na ocasião, 65% dos adultos americanos se descrevem como cristãos quando questionados sobre sua religião, uma queda de 12 pontos percentuais na última década.

O protestantismo e o catolicismo veem perdas de participação na população: 43% dos adultos dos EUA se identificam com o protestantismo, ante 51% em 2009. E um em cada cinco adultos (20%) é católico, ante 23% em 2009.

Enquanto isso, a parcela da população não afiliada religiosamente, composta por pessoas que descrevem sua identidade religiosa como ateísta, agnóstica ou “nada em particular”, chegou a 26%, ante 17% em 2009.

Por outro lado, os autodescritos ateus agora representam 4% dos adultos dos EUA, um aumento significativo, em relação aos 2% em 2009; os agnósticos representam 5% dos adultos dos EUA, um aumento de 3% em relação a uma década atrás; e 17% dos americanos agora descrevem sua religião como “nada em particular”, um aumento de 12% em 2009.

Da mesma forma, a parcela de americanos que dizem frequentar serviços religiosos pelo menos uma ou duas vezes por mês caiu 7 pontos percentuais na última década, enquanto a parcela que diz frequentar serviços religiosos com menos frequência (se é que frequenta) aumentou no mesmo grau.

Em 2009, frequentadores regulares de cultos (aqueles que frequentam serviços religiosos pelo menos uma ou duas vezes por mês) superaram aqueles que frequentam serviços apenas ocasionalmente ou nunca por uma margem de 52% a 47%.

Os últimos dados mostram que os dados apresentaram inversão: mais americanos agora dizem que frequentam serviços religiosos algumas vezes por ano ou menos (54%) do que dizem que frequentam pelo menos mensalmente (45%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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