4 de junho de 2026

Apesar da queda de 0,57%, bolsa mantém nível de 51 mil pontos

Jornal GGN – A bolsa brasileira não escapou do movimento de realização de lucros e encerrou suas operações em queda, embora ainda tenha mantido sua pontuação na faixa de 51 mil pontos.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou a quinta-feira em queda de 0,57%, aos 51.408 pontos e com um volume negociado de R$ 6,959 bilhões. Agora, o índice oficial de negociações acumula um ganho de 1,97% no mês de abril, ao passo que a desvalorização apurada em 2014 é de 0,19%

“O Ibovespa abriu indeciso, mas chegou a encostar em sua primeira resistência, próxima dos 52 mil pts, na primeira meia hora de pregão. Todavia, a partir daí, tiveram início realizações, com o índice entrando definitivamente em campo negativo em seguida”, dizem os agentes do BB Investimentos, em relatório assinado pelos analistas Nataniel Cezimbra e Hamilton Moreira Alves. Como o índice Dow Jones também passou a cair na parte final da manhã, assim como os demais índices no mercado norte-americano, os analistas dizem que a bolsa brasileira acabou sem o mesmo poder de reação visto na quarta-feira. “Em verdade, realizações são normais após um longo período de ascensão, com os agentes aguardando o principal indicador da semana nos Estados Unidos, o payroll (criação de vagas na economia)”, pontuam os analistas.

Sobre a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) em aumentar a taxa básica de juros para 11% ao ano, os agentes da corretora dizem que a decisão ficou dentro do consenso de mercado, ao mesmo tempo em que deixou um espaço para interpretações ao sinalizar no comunicado que pretende “monitorar” o cenário econômico até a próxima reunião.

“Ou seja, os agentes deverão acompanhar atentamente os indicadores de inflação que serão divulgados para firmarem com maior precisão seus posicionamentos em relação à subsequente decisão do Copom, que está agendada para o próximo dia 28 de maio”, ressaltam.

No câmbio, a cotação do dólar à vista no balcão subiu 0,48%, chegando a R$ 2,2830. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, as negociações foram afetadas pela movimentação no mercado internacional de moeda, principalmente após a divulgação dos juros pelo Banco Central Europeu e a expectativa em torno do anúncio do relatório oficial de emprego nos Estados Unidos – caso os números do payroll indiquem que a economia norte-americana está em recuperação, cresce a percepção de que a retirada de estímulos econômicos vai continuar, o que fortalece a cotação do dólar.

Na agenda macroeconômica de sexta-feira, consta a divulgação dos números da indústria automotiva divulgados pela ANFAVEA, e o índice de preços de commodities elaborado pelo Banco Central. No exterior, aguarda-se o payroll nos Estados Unidos e os pedidos de fábrica na Alemanha.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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