10 de junho de 2026

Governo cria crédito consignado para trabalhadores do setor privado

Crédito do Trabalhador também pode ser acessado por MEIs e trabalhadores domésticos; contratação terá garantia do FGTS
José Cruz - Agência Brasil

O governo federal oficializou o lançamento de uma linha de crédito consignado denominada Crédito do Trabalhador, onde trabalhadores do setor privado poderão usar a carteira de trabalho digital para acessar empréstimos mais baratos com garantia do FGTS.

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A medida provisória que cria a linha foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira. O foco é atender públicos como o dos empregados domésticos e trabalhadores rurais com carteira assinada, além de assalariados de MEIs.

Com a publicação da MP, o sistema entrará em operação pelos bancos oficiais e privados a partir de 21 de março. Quem já tem o consignado ativo pode fazer a migração para a nova linha a partir de 25 de abril, e a portabilidade entre os bancos poderá ser realizada a partir de 6 de junho.

Um dos objetivos da modalidade de crédito é reduzir o superendividamento, ao viabilizar a migração de dívidas com maior custo. Atualmente, o consignado do setor privado, segundo dados da Febraban, conta com cerca de 4,4 milhões de operações contratadas, somando mais de R$ 40,4 bilhões em recursos.

Como acessar o crédito

Por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), o trabalhador terá a opção de requerer proposta de crédito diretamente com instituições financeiras habilitadas pelo Governo Federal.

O profissional autoriza o acesso a dados como nome, CPF, margem do salário disponível para consignação e tempo de empresa, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A partir daí, o trabalhador recebe ofertas em até 24h, analisa a melhor opção e faz a contratação no canal do banco.

O desconto das parcelas será na folha de salários, mensalmente pelo eSocial, o que permite que as taxas de juros sejam inferiores às praticadas atualmente no consignado por convênio. Após a contratação, o trabalhador acompanha mês a mês as atualizações do pagamento das parcelas.

Atualmente, o país possui 47 milhões de trabalhadores formais, incluindo 2.2 milhões de domésticos, quatro milhões de trabalhadores rurais, além de empregados de MEls, que hoje estão excluídos da consignação privada.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a estimativa é que, em até quatro anos, cerca de 19 milhões de celetistas optem pela consignação dos salários, o que pode representar mais de R$ 120 bilhões em empréstimos contratados. Pelo sistema, o trabalhador pode usar como garantia até 10% do saldo no FGTS e 100% da multa rescisória em caso de demissão. 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Escuderie Le Coq

    13 de março de 2025 5:14 am

    A banca esfrega as mãos e lambe os beiços.

    80% de endividados que daban seus débitos, “reincidem” em dívidas no prazo de até um ano.

    A maioria das famílias, algo em torno de 70%, de renda média de até 2 SM estão penduradas em algum tipo de dívida.

    Saques do FGTS e outras verbas escorrem pelos ralos dos consignados, cartões de crédito, etc.

    Viva Lula, viva Haddad, viva Galípolo, viva Gued…ops, é para dizer que Guedes é diferente.

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