4 de junho de 2026

A aula magna de Mantega na Escola de Economia da FGV-SP

Mantega: sempre há expansão que desemboca em crise

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na manhã desta sexta-feira, 28, que o movimento da economia é cíclico e que “sempre que há um ciclo de expansão, ele vai desembocar em uma crise” no modelo capitalista. “Até agora os economistas não conseguiram cancelar essa lei inexorável”, afirmou.

Mantega fez os comentários para introduzir uma análise sobre a crise de 2008. “Quando o ciclo expansivo é de euforia como o de 2000 a 2007, os analistas esquecem da crise”, afirmou o Ministro. Ele lembrou que, em 2008, projeção do FMI apontava crescimento de 4,1% para a economia mundial, o que não se concretizou. “A maioria dos analistas achava que cresceríamos indefinidamente”, disse.

O ministro destacou que as crises são inesperadas, pegam os países de surpresa e que “tudo desmancha durante a crise”. Ele destacou que as piores crises são as financeiras e que “é preciso se precaver”. Ele disse que a crise de 2008 foi tão forte quanto a de 1929, mas que foi menos duradoura e “menos virulenta” em termo de consequências.

No cenário do momento de crise, segundo Mantega, os emergentes ganharam espaço e já representam hoje mais de 50% do PIB mundial, puxados por Índia e China. “Tendência é que emergentes continuem ganhando terreno em relação aos avançados”, afirmou.

Recordar é viver

O ministro rememorou a atuação do G-20 desde a crise de 2008 para ressaltar a importância do grupo no enfrentamento da crise financeira. De acordo com Mantega, a atuação do G-20 em 2009 foi importante para possibilitar uma “recuperação rápida dos países”, vista em 2010. “Em 2010 achávamos que a crise estava superada, não sabíamos que trajetória da crise é em W e não em V”, disse Mantega. Ele afirmou que “agora está faltando a perna do W para dar a recuperação”.

O ministro afirmou que, ao assumir a coordenação do G-20, pretendeu torná-lo mais ativo, mas “esbarrou” no Reino Unido. “O Reino Unido preferiu não encampar minhas proposta. O G-7 que coordenava a economia internacional”, afirmou o ministro, dizendo ainda que o G-7 não queria a “sombra” de outro organismo internacional.

Quando estourou a crise de 2008, segundo Mantega, foi possível marcar uma reunião extraordinária do grupo, que contou a presença do então presidente norte-americano George W. Bush. “Bush participou da reunião e demonstrou interesse em estabelecer coordenação internacional”, disse Mantega, destacando que “aquela era uma crise que não poderia ser enfrentada isoladamente”.

Ele destacou que o ex-presidente americano convidou os países do G-20 para uma reunião de cúpula em Washington, o que projetou o grupo. Ele fez os comentários ao proferir aula magna na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV).

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Roberto São Paulo-SP 2014

    29 de março de 2014 12:48 pm

    Objetivo da política econômica é melhorar padrão de vida

    —a criação de empregos formais (20,2 milhões entre 2003 e 2014) e a aumento da renda dos trabalhadores, juntamente com a política social, contribuíram para reduzir a desigualdade social.—

    Objetivo da política econômica é melhorar padrão de vida dos brasileiros, diz Mantega
    28/03/2014—Ministério da Fazenda
    Criação de empregos formais e aumento da renda ajudaram a criar um estado do bem-estar social. Novo ciclo brasileiro será impulsionado pelos investimentos em infraestrutura
    Apresentação do ministro Guido Mantega na Aula Magna da Escola de Economia de SP da FGV (pdf-42 páginas)
    O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (28/03) que o principal o objetivo da política econômica do governo é melhorar o padrão de vida da população brasileira. Durante aula magna na Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV), Mantega disse que “as políticas econômicas e sociais adotadas nos últimos anos ajudaram a construir um estado do bem-estar social, com redução da pobreza e inclusão de parcela da sociedade na classe média”.

    Para o ministro, que foi homenageado pela FGV por se tornar o mais longevo ocupante do cargo no período democrático, a criação de empregos formais (20,2 milhões entre 2003 e 2014) e a aumento da renda dos trabalhadores, juntamente com a política social, contribuíram para reduzir a desigualdade social. Em 2012, o Coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de renda, recuou para 0,50 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade).

    De acordo com Guido Mantega, os investimentos em infraestrutura irão sustentar o novo ciclo da economia brasileira. Pelas projeções do governo, entre 2014 e 2022, os investimentos vão crescer em média de 7% ao ano (nos últimos 11 anos ano, o crescimento médio foi de 6,1% a.a).

    “Para o novo ciclo, o País precisa enfrentar os desafios para crescer de forma sustentável”, disse o ministro, ressaltando que o governo tem como estratégia o esforço para eliminar o déficit em infraestrutura e reduzir os custos de produção. “Assim, nos próximos oito anos o Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer a uma média de 4,0% a.a.”.

    Crise
    Em sua apresentação sobre as perspectivas da economia brasileira, Guido Mantega explicou que a economia mundial está saindo da crise e que os próximos anos serão de recuperação.

    Em sua análise sobre a crise financeira de 2008, ele a considerou tão forte quanto à crise de 1929, porém com consequências menos duradouras e virulentas, devido à coordenação dos países do G20 para o enfrentamento dela. “Os EUA combateu a crise de 1929 com uma abordagem mais conservadora, com elevação de taxa de juros e de impostos. Já a de 2008 foi combatida com expansão monetária, o que salvou muitos bancos da falência”, pontuou.

    Com relação ao Brasil, o ministro ressaltou que o País se saiu melhor nesta crise de 2008, “que esta em seu final”, do que nas anteriores, pelo fato de ter construído alicerces que permitiram ao governo manejar a política econômica de forma diferente de outras crises. Mantega destacou o crescimento das reservas internacionais e a política fiscal responsável entre os alicerces que dão solidez a economia brasileira.

    Mantega lembrou ainda que o governo adotou medidas anticíclicas e realizou uma política “moderadamente expansionista”. Isso fez com que o PIB crescesse 3,1% na média anual, entre 2008 e 2013. “Esse crescimento, para um período de crise, é bastante razoável. Mas claro que, daqui para frente, precisamos expandir esse crescimento”, comentou. Ele salientou ainda que, independentemente da corrente de pensamento econômico, os fundamentos da economia (responsabilidade fiscal e inflação sob controle e nas metas) precisam se manter sólidos.

    Peso dos emergentes
    De acordo com o Guido Mantega, com a crise de 2008 os emergentes ganharam espaço, sustentaram a economia mundial e hoje já representam mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB). “A tendência é que esses países continuem ganhando terreno em relação aos avançados”, ressaltou.

    Segundo Guido Mantega, os emergentes atualmente estão absorvendo os impactos gerados pela retirada dos estímulos dados durante a crise pelos países desenvolvidos, principalmente pelos EUA. “Os emergentes estão se adaptando a essa período pós-crise. É uma nova realidade para os juros e o câmbio”. O ministro considerou que o ritmo de crescimento da China no patamar entre 7% e 7,5%, que desacelerou em relação a alguns anos, é um pouso suave, que não deve trazer problemas.

    url:

    http://www.fazenda.gov.br/divulgacao/noticias/2014-1/marco/objetivo-da-politica-economica-e-melhorar-padrao-de-vida-dos-brasileiros-diz-mantega

  2. Roberto São Paulo-SP 2014

    29 de março de 2014 12:55 pm

    A criação de empregos formais (20,2 milhões entre 2003 e 2014)

    Objetivo da política econômica é melhorar padrão de vida dos brasileiros, diz Mantega
    28/03/2014—Ministério da Fazenda
    Criação de empregos formais e aumento da renda ajudaram a criar um estado do bem-estar social. Novo ciclo brasileiro será impulsionado pelos investimentos em infraestrutura
    Apresentação do ministro Guido Mantega na Aula Magna da Escola de Economia de SP da FGV (pdf-42 páginas)

    url:

    http://www.fazenda.gov.br/divulgacao/noticias/2014-1/marco/objetivo-da-politica-economica-e-melhorar-padrao-de-vida-dos-brasileiros-diz-mantega
     

     

     

    1. Marly

      29 de março de 2014 5:09 pm

      Bravíssimo Roberto !!!

      Bravíssimo pelos seus posts!  Não á toa, Franklin Martins, se não me engano no programa Brasilianas.Org, elogiou a qualidade de alguns comentaristas que colocam todas essas estatísticas como você o faz hoje..Parabéns!!!!!!!!  

  3. Roberto São Paulo-SP 2014

    29 de março de 2014 4:51 pm

    Em fevereiro, desocupação foi de 5,1%

    IBGE—Comunicação Social—27 de março de 2014

    A taxa de desocupação foi estimada em 5,1% em fevereiro de 2014 para o conjunto das seis regiões metropolitanas, a menor taxa para um mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 2002. Na comparação com o resultado de janeiro (4,8%), a taxa apresentou alta de 0,3 ponto percentual. Em relação a fevereiro do ano passado (5,6%), esse indicador declinou meio ponto percentual. A população desocupada (1,2 milhão de pessoas) apresentou elevação de 6,9% frente a janeiro. Em relação a fevereiro de 2013, esse contingente ficou 8,3% menor. A população ocupada (23 milhões) indica estabilidade em relação a janeiro de 2014. Na comparação com fevereiro do ano passado esse contingente também não assinalou variação significativa. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,7 milhões) não variou frente a janeiro último e também quando comparado com fevereiro de 2013.

    O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 2.015,60) foi 0,8% maior do que o verificado no mês anterior (R$2.000,53) e 3,1% acima do registrado em fevereiro de 2013 (R$ 1.954,99). A massa de rendimento real habitual (R$ 47,1 bilhões) aumentou 1,0 % em relação a janeiro e 4,1 % em relação a fevereiro de 2013. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 47,7 bilhões), estimada em janeiro de 2014, caiu 16,7% no mês e subiu 5,8 % no ano.

    A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/.

     

     

    Desocupação passa de 8,0% para 9,0% na região metropolitana de Salvador

    Regionalmente, a taxa de desocupação registrou movimentação significativa de janeiro (8,0%) para fevereiro (9,0%) na região metropolitana de Salvador. Em relação a fevereiro de 2013, a taxa aumentou 2,8 pontos percentuais em Salvador. Apresentou retração de um 1,0 ponto percentual em São Paulo e de 0,7 ponto percentual no Rio de Janeiro, ficando estável nas demais regiões.

    O contingente de desocupados em fevereiro de 2014 foi estimado em 1,2 milhão de pessoas nas seis regiões investigadas, apresentando elevação de 6,9% frente a janeiro. Em relação a fevereiro de 2013, esse contingente ficou 8,3% menor. Na análise regional, o contingente de desocupados, em comparação com janeiro último, manteve-se estável em todas as regiões. No confronto com fevereiro de 2013, subiu 52,0% na região metropolitana de Salvador e registrou declínio no Rio de Janeiro (16,2%) e em São Paulo (16,1%).

    Nível da ocupação fica em 53,3%

    O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em fevereiro de 2014 em 53,3% para o total das seis regiões investigadas, uma redução de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior. No confronto com fevereiro de 2013 (54,0%), esse indicador reduziu 0,7 ponto percentual. Regionalmente, na comparação mensal, ocorreu queda em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro (1,0 e 0,8 ponto percentual, respectivamente). No confronto com fevereiro do ano passado, essas duas regiões também apresentaram queda (1,5 e 1,1 ponto percentual, respectivamente).

    Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade, para o conjunto das seis regiões, de janeiro para fevereiro de 2014, a variação foi significativa no grupamento do comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (queda de 2,5%). Em relação a fevereiro de 2013, houve estabilidade em todos os grupamentos.

    Na comparação anual, rendimento médio aumenta em quatro das seis regiões

    Regionalmente, em relação a janeiro de 2014, o rendimento dos trabalhadores subiu nas regiões metropolitanas de Salvador (10,4%), Belo Horizonte (0,5%), Rio de Janeiro (0,5%) e São Paulo, 0,4%. Ficou estável em Recife e caiu em Porto Alegre, 1,3%. No confronto com fevereiro de 2013, apresentou elevação em todas as regiões.

    A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em 47,1 bilhões em fevereiro de 2014, superior 1,0% em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro do ano passado esta estimativa aumentou 4,1%.

    Na classificação por grupamentos de atividade, para o total das seis regiões, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em relação a janeiro de 2014 foi na construção (5,1%), e a maior queda no grupamento educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-0,6%). Na comparação anual, observou-se aumento de 6,1% no comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis.

     

     

    Já na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido se deu entre empregados sem carteira no setor privado (1,5%) na comparação mensal, e entre pessoas que trabalharam por conta própria (6,3%) na comparação anual.

     

    Comunicação Social
    27 de março de 2014

     

  4. Roberto São Paulo-SP 2014

    29 de março de 2014 5:01 pm

    Em fevereiro de 2014 foram gerados 260 mil empregos formais

    —-O bom desempenho do emprego na Indústria de Transformação (+51.951 postos ou +0,62%) originou-se da expansão em onze dos doze segmentos que a integram, com um ramo registrando recorde, um o segundo maior saldo e dois o terceiro melhor resultado para o período.——–

    Nível de Emprego com Carteira Assinada——–(CAGED – Lei N.o 4.923/65)——pdf

     Ministério do Trabalho e Emprego—Sumário Executivo Fevereiro de 2014

    1. De acordo com CAGED, o emprego formal celetista cresceu 0,64%,em relação ao estoque do mês anterior, indicando que foram gerados 260.283 empregos formais, o segundo melhor saldo para o mês na série histórica. Este resultado só foi inferior ao registrado em fevereiro de 2011 (+280.799 postos), ano em que ocorreu a segunda melhor geração de empregos formais brasileiro (2.026.571 postos).

    Tal comportamento mostra uma reação do mercado de trabalho, considerando que esta criação expressiva de empregos só foi observada pela última vez em abril de 2011 (+272.225 postos). Com essa expansão, este é o sétimo mês consecutivo de desempenho superior, quando comparado ao mesmo período do ano. O saldo de fevereiro foi oriundo de 1.989.181 admissões e de 1.728.358 desligamentos, ambos os maiores resultados para o período. No acumulado do ano foram gerados 302.190 postos de trabalho, equivalente ao crescimento de 0,74%
    e nos últimos 12 meses, verificou-se a criação de 1.157.709 postos de trabalho, correspondendo a expansão de 2,91% no contingente de empregados celetistas do País.

    2. Em termos setoriais, verificou-se aumento generalizado, com todos os setores apresentando um melhor comportamento frente a fevereiro de 2012. Em números absolutos, os destaques foram para os
    Serviços (+143.345 postos, saldo recorde para o período),
    Indústria de Transformação (+51.951 postos, o terceiro maior resultado para o mês)
    e Construção Civil (+25.055 postos, saldosuperior ao registrado em fevereiro de 2013 e acima da média de 14.088 postos).

    3. O saldo recorde do emprego no setor Serviços (+143.345 postos ou +0,85%) decorreu da expansão do emprego em todos os ramos que o compõem, com quatro apresentando recordes e um deles evidenciando o segundo melhor resultado da série do CAGED para o mês. Os segmentos com resultados recordes foram:
    Ensino: +48.813 postos ou + 3,18%, Serviços de Alojamento e
    Alimentação: +36.337 postos ou +0,64%,
    Serviços de Transportes e Comunicações: + 13.333 postos ou +0,60%,
    Serviços Médicos eOdontológicos: +8.704 postos ou +0,48%.
    Os Serviços de Comércio e Administração de Imóveis: +36.045 postos ou +0,74%, registraram o segundo melhor desempenho para o mês.
    As instituições Financeiras apresentaram uma relativa estabilidade (+113 postos ou +0,02%), porém mostraram uma reação em relação ao comportamento de janeiro último (- 567 postos ou – 0,08%).

    4. O bom desempenho do emprego na Indústria de Transformação (+51.951 postos ou +0,62%) originou-se da expansão em onze dos doze segmentos que a integram, com um ramo registrando recorde, um o segundo maior saldo e dois o terceiro melhor resultado para o período. Os ramos industriais que se sobressaíram, em termos absolutos, foram:
    Indústria de Produtos Alimentícios: +12.587 postos ou +0.65%, terceiro maior saldo para o mês,
    Indústria de Calçados: +7.271 postos ou +2,13%, terceiro maior saldo para o período,
    Indústria Química: +7.172 postos ou +0,74%, saldo recorde para o mês,
    Indústria da Borracha: + 6.636 postos ou +1,88 %, melhor resultado para o mês, nos últimos quatro anos,
    Indústria Têxtil: + 6.214 postos ou +0,60%, segundo maior saldo para o mês,
    Indústria Mecânica: +4.209 postos ou +0,63%.

    A indústria de Material de Transporte foi o único ramo industrial que não elevou o nível de emprego ao apontar uma redução de 44 postos de trabalho (-0,01%), que pode ser considerada como relativa estabilidade, como também uma reação em relação ao desempenho de janeiro último: – 1.092 postos ou – 0,18%.
     

    5. Nos demais setores verificou-se o seguinte comportamento:
    Comércio: + 19.330 postos ou +0,21%, o segundo melhor resultado para o mês e o maior saldo para fevereiro desde 2005,
    Administração Pública: +12.804 postos ou +1,41 %, saldo maior que o ocorrido em fevereiro de 2013 (+12.364 postos) e que a média para o mês (+12.466 postos),
    Agricultura: +6.098 postos ou + 0,39 %, apresentou uma reação comparativamente a fevereiro de 2013 (- 9.775 postos),
    Serviços Industriais de Utilidade Pública: +1.617 postos ou +0,40%, melhor resultado para fevereiro desde 2011 e a Extrativa Mineral: + 623 postos ou +0,27 %, saldo superior ao registrado em fevereiro de 2013 (+165 postos)

    6. No recorte geográfico, os dados demonstraram expansão do nível de emprego nas cinco grandes regiões, com duas delas registrando saldos recordes, uma o segundo melhor resultado, e uma, o terceiro maior saldo. As duas Regiões com desempenhos recordes foram:
    Sul: +79.990 postos ou +1,08%, saldo proveniente da expansão recorde do emprego nas três UFs: Santa Catarina (+27.891 postos ou +1,40%), Rio Grande do Sul : (+26.487 postos ou +1,00%) e Paraná (+25.612 postos ou +0,94%).
    Nordeste: +17.565 postos ou +0,27%, resultado oriundo do aumento do emprego em sete UFs da Região, com cinco delas registrando recordes e duas o melhor resultado. Foram recordes: Bahia (+7.420 postos), Ceará ( + 7.231 postos), Paraíba ( + 1.385 postos), Piauí ( + 966 postos) e Rio Grande do Norte ( + 931 postos).
    Nas demais Regiões os resultados foram: Sudeste:+130.628 postos ou +0,60%, terceiro maior saldo, resultante do aumento generalizado do emprego em todas as UFs, com recorde no Rio de Janeiro (+ 25.820 postos) e segundo melhor desempenho para o Espírito Santo (+4.166 postos). O estado de São Paulo ( + 77.928 postos) liderou a geração de emprego no País.
    Centro-Oeste: +29.515 postos ou + 0,93%, segundo maior resultado, decorrente da elevação do emprego em todas as UFs, com o Distrito Federal ( + 5.181 postos) apresentando recorde e Goiás( +12.554 postos) o segundo melhor desempenho juntamente com Mato Grosso do Sul (+4.362 postos). Norte: + 3.125 postos ou +0,17%, com expansão em cinco UFs, destacando-se o Pará (+1985 postos) e Tocantins ( + 1.184 postos).

    7. Entre as Unidades da Federação, vinte e três delas elevaram o nível de emprego, com dez apresentado recordes e cinco o segundo melhor desempenho. Os destaques positivos foram: São Paulo: + 77.928 postos ou + 0,61% (melhor resultado para o mês, nos últimos três anos), Santa Catarina: +27.891 postos ou +1,40 %, resultado recorde e a maior taxa de crescimento dentre as UFs, Rio Grande do Sul: + 26.487 postos ou +1,00 %, resultado recorde, Rio de Janeiro (+ 25.820 postos ou + 0,67 %) e Paraná: + 25.612 postos ou +0,94%. Os demais estados que obtiveram recordes foram Bahia (+7.420 postos), Ceará (+7.231 postos), Distrito Federal ( + 5.181 postos), Paraíba ( + 1.385 postos), Piauí ( + 966 postos) e Rio Grande do Norte (+931 postos ). Os estados de Pernambuco (- 883 postos) e Maranhão (- 866 postos) foram os que apresentaram as maiores reduções do emprego em fevereiro.

    8. O emprego no conjunto das nove Áreas Metropolitanas registrou aumento de 0,57% em fevereiro de 2014, representando uma geração de 94.524 postos de trabalho. Este resultado foi oriundo da expansão generalizada das nove regiões metropolitanas. Áreas Metropolitanas que apresentaram os maiores aumentos foram: São Paulo: + 34.914 postos ou + 0,51%, Rio de Janeiro : + 21.331 postos ou +0,73%, Curitiba: + 9.507 postos ou + 0,87%, Belo Horizonte: + 8.159 postos ou + 0, 51% e Porto Alegre : + 8.020 postos ou + 0,68%.

    9. No Interior desses aglomerados urbanos, o emprego cresceu 0,68 % (+99.790 postos de trabalho), resultado mais favorável que o registrado para o conjunto das Áreas Metropolitanas. Os Interiores dos estados desses aglomerados urbanos que mais geraram emprego foram: São Paulo: +43.014 postos ou +0,72%, Rio Grande do Sul: +18.467 postos ou +1,25%, Paraná: +16.105 postos ou +0,99%% e Minas Gerais: + 14.555 postos ou + 0,55%.

    URL:
    http://portal.mte.gov.br/caged_mensal/principal.htm#2

    http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C816A43DF98FC0144D00D6D38506D/CAG

    Síntese do Emprego FormalSumário ExecutivoApresentaçãoTabelasDeclarações Fora do PrazoSaldo Município Ajustado

  5. Miguel A. E. Corgosinho

    30 de março de 2014 4:00 am

    “O ministro da Fazenda, Guido

    “O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na manhã desta sexta-feira, 28, que o movimento da economia é cíclico e que “sempre que há um ciclo de expansão, ele vai desembocar em uma crise”

    O movimento da economia é alegoria da crise porque o dinheiro do crescimento tem duas alianças: A aliança livre e a escrava.

    As duas alianças conduzem o futuro, mas voltam outra vez ao tempo de onde partem para o desligamento na história.

    A aliança livre é como os bancos recebem a herança do sistema da natureza, predeterminados no tempo que gera a aliança da escravidão, na medida que esta última se submete ao dinheiro do liberalismo que não permite resolução.

    De modo que a economia circula livre, sem a aliança da natureza – de realizar o tempo de expansão da realidade – ainda por se fazer no sistema dos bancos; enquanto isso, o Estado é obrigado a desembocar na crise ciclica de crescer como desfeito do valor do trabalho escravo.

    Então se cogitará algum tempo depois, onde existirá o testemundo de retorno do ciclo da expansão? No sistema da natureza de medir o tempo que foi ultrapassado, porque os movimentos presentes no dinheiro físico encontrar-se-a no princípio inicial, pela aliança liberal que cresce com os títulos públicos – Eis a base temporal da crise ciclica. que se implica à ação. 

Recomendados para você

Recomendados