4 de junho de 2026

Bolsa fecha a semana com valorização acumulada de 5,04%

Jornal GGN – O mercado chegou a esperar algum movimento de realização de lucros após a forte alta de 3,50% registrada nesta quinta-feira (27), mas a recuperação das ações da Petrobras e o desempenho das bolsas no exterior ajudaram o mercado doméstico a seguir em níveis favoráveis, próximo dos 50 mil pontos.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou a sexta-feira em alta de 0,24%, aos 49.768 pontos e um volume negociado de R$ 7,093 bilhões. Com isso, o ganho acumulado na semana chegou a 5,04%, e o total mensal ficou em 5,68%, ao passo que a perda no ano chega a -3,38%.

“O Ibovespa abriu ascendente e, inicialmente, pareceu dar a impressão que manteria o firme avanço da véspera – que registrou o maior giro financeiro desde 18 de novembro de 2013 (excluindo dias de vencimentos de índice futuro e opções sobre o índice), de R$ 10,394 bilhões”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório assinado pelos analistas Nataniel Cezimbra e Hamilton Moreira Alves. “Todavia, o índice ficou oscilante com pequenas altas na parte da tarde, tocando algumas vezes ligeiramente em campo negativo, mas reagindo positivamente quase instantaneamente”.

O índice brasileiro subiu em nove dos últimos dez pregões, o que abriu espaço para a realização de lucros em alguns papéis que deram suporte a tal trajetória de alta. O final positivo ocorreu também pela virada para cima, mesmo que pequena, dos papéis da Petrobras, bem como favorecido pela permanência em alta de Wall Street.

Entre os indicadores divulgados no dia, destaca-se o coeficiente da dívida/PIB do Brasil, que ficou em 33,7% em fevereiro, acima dos 33,3% de janeiro. A balança orçamentária nominal registrou déficit de US$ 9,5 bilhões em fevereiro, contra – US$ 10,5 bilhões em janeiro. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) da Fundação Getúlio Vargas teve alta de 1,67% no mês de março, acima dos +0,38% de fevereiro. Na comparação anual, o indicador aumentou 7,3% em março, acima dos +5,76% de fevereiro.

No câmbio, a cotação do dólar à vista no balcão terminou em queda de 0,22%, a R$ 2,2620. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, a cotação da moeda norte-americana chegou a subir na parte da manhã, mas inverteu a rota por conta do superávit do setor público e por ajuste de posições por parte dos investidores.

A agenda macroeconômica no último dia do primeiro trimestre destaca a publicação da balança comercial semanal, do relatório Focus e dados de confiança do consumidor no Brasil. No setor externo, o foco está concentrado na China, com a publicação do índice antecedente e do PMI (índice dos gerentes de compras) do setor de manufatura, além do PMI Chicago e do índice de atividade do Federal Reserve de Dallas, nos Estados Unidos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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