19 de junho de 2026

Wlamir Marques, o diabo loiro, por Luís Nassif

Na Seleção Brasileira, participou de 4 Campeonatos Mundiais, conquistando duas medalhas de ouro (1959 e 1963) e duas de prata (1954 e 1970)

Lendo as notícias da morte de Wlamir Marques, o diabo loiro, minha memória puxa, lá do fundo, os Jogos Abertos de Poços de Caldas.

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Foi um feito da Associação Atlética Caldense que teve a participação decisiva de meu pai, Oscar Nassif, e meu tio, Leonardo Mesquita.

Tio Léo chegou a compor um hino para os Primeiro Jogos Abertos:

”Poços de Caldas, princesa mineira
Para sempre vai recordar
Os Primeiros Jogos Abertos,
Que em maio vão começar.

O coração do mineiro
com alegria e satisfação
receberá os esportistas
que orgulham nossa nação”

Durante anos convivemos com os melhores atletas de vôlei e basquete do país.

Por lá passaram Amauri Passos, Rosa Branca, Bira, Sucar, Menon. Mas nenhum com o brilho de Wlamir, o diabo loiro. Era um arremessador primoroso, apenas igualado, anos depois, por Fausto e o grande Oscar. Era pivô e pertencia ao time do Corinthians.

Na Seleção Brasileira, participou de quatro Campeonatos Mundiais, conquistando duas medalhas de ouro (1959 no Chile e 1963 no Brasil) e duas de prata (1954 no Brasil e 1970 na Iugoslávia). Além disso, garantiu duas medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma em 1960 e Tóquio em 1964. Marques também foi campeão sul-americano em 1958, 1960, 1961 e 1963.  

Curioso! Em 1969 participei dos Jogos Abertos do Interior, em Franca, no time de tênis de mesa da Caldense. Ficamos em segundo lugar, perdendo para Mogi Guaçu.

Assisti o time de basquete do Clube dos Bagres, da cidade. O grande nome era Hélio Rubens. Mas já começavam a aparecer os novos craques. O que mais se destacou foi Fausto Gianechini. Hélio tinha dois irmãos craques. O mais novo, Fransérgio, era o rei dos contra-ataques. Rapidíssimo. Mas o jogador que mais me impressionou foi Lazaro “Totó” Garcia. Para mim, era a estrela do time, um ala-pivô com excepcional visão de jogo. Mas não fez carreira.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. MARTHA MASSAKO TANIZAKI

    22 de março de 2025 8:38 pm

    Falando em wlamir Marques o diabo loiro penso em wlamir Marques Jr, filho do diabo loiro. Foi professor de natação da escola mundo azul além de um excelente fotógrafo. Não sei se sempre foi de direita mas era um bolsominion fanático. Pena…

  2. Gilson Branco Garcia

    23 de março de 2025 8:21 pm

    Creio que o Wlamir era armador e não pivô. Comecei treinar basquete na escolinha de basquete do Clube Atlético Ypiranga – São Paulo-SP em 1968, e disputei os jogos colegiais em 1969, no alto de meus 12 anos e 1,50m de altura. Queria vestir a camisa 5, imortalizada pelo Wlamir.

  3. Luiz Fernando Juncal Gomes

    23 de março de 2025 9:37 pm

    As conquistas do basquete masculino no final dos 50 e virada dos 60 influenciaram as aulas de Educação Física pelo interior de SP. Tive um professor em 1966, no 1º ginasial e por todos os 4 anos, Estevão Paley, de origem russa, fanático pelo basquete. Não admitia outro tipo de esporte nas aulas, promoveu acirrados campeonatos internos. Nenhum aluno queria perder as aulas, que começavam às 7 da manhã.
    Quando fomos morar em Bauru, em 1970, a ALBB- Associação Luso Brasileira de Bauru, da qual éramos sócios, tinha um grande time, reverenciado e orgulho da cidade.
    Um dia de 1970, houve um amistoso num sábado, simplesmente o Luso contra o lendário Corínthians, com todo seu elenco consagrado, que junto do Palmeiras formavam a Seleção Brasileira de basquete.
    O ginásio de esportes do Luso lotou, era um acontecimento em uma cidade ligada ao basquete. Desde o início, os jogadores do Corínthians trataram o amistoso como exibição, mas os bauruenses não estavam dispostos a permitir que a cidade fosse humilhada pelas feras corintianas.
    O que era um simples amistoso, virou uma batalha. Aí começaram os acontecimentos. O lendário Rosa Branca, com sua altura e mais de 100 Kg, ao enterrar uma bola pendurou-se no aro e estourou a tabela de fibra de vidro.
    Pausa para botar escadas e tirar a tabela destruída e botar outra de reserva. Rosa Branca foi enterrar outra bola e novamente pendurou-se no aro e lá se foi a segunda tabela de fibra de vidro.
    Não havia mais tabelas de fibra, e o Luso recusava-se a encerrar o jogo. O jeito foi retirar uma tabela de madeira da quadra externa do clube, onde fiz muitas cestas, e instalar no ginásio.
    Isso tudo atrasou o jogo, que foi retomado já perto da meia noite, mas ninguém arredou pé, era uma questão de honra. As quebras da tabela pelo Rosa Branca complicaram ainda ais o jogo já tenso, com a torcida ameaçando invadir a quadra.
    A batalha enfim terminou e a derrota do Luso não foi assim tão vergonhosa, o time era bom e os veteranos corintianos não estavam dispostos a sair de lá escoltados.
    O árbitro do jogo foi o também lendário Alberto Lapoian, que fez história no basquete. Outras idades também se destacaram por sediar times de basquete, como Piracicaba (Hortência), Ribeirão Preto e até Araçatuba, com a Paula jogando pelo time da Unimed local.
    O único esporte que pratiquei foi o basquete, por pouco tempo, só no ginásio.

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