Sugerido por Támara Baranov
Da Folha
PSDB e PT buscam apoio evangélico em SP
Por Gustavo Uribe e Marina Dias
No salão apertado de um hotel em Guarulhos (SP), o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, discursava entre gritos de “aleluia” e “glória” vindos da plateia. O petista fez questão de ressaltar a presença do pai, que é metodista, e apresentou-se como um homem que crê em Deus, sob o olhar desconfiado de alguns evangélicos.
Quatro dias depois, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), subia ao altar da Igreja Batista do Povo, na capital paulista, durante culto em comemoração aos 100 anos do pastor Enéas Tognini. Orou, fechou os olhos, levantou as mãos, mas errou diversas vezes a letra das canções de louvor.
“Feliz a cidade, feliz o Estado, feliz a nação cujo Deus é o Senhor”, decretou.
A menos de sete meses das eleições, os principais nomes que disputarão a sucessão ao governo estadual iniciaram uma romaria em busca do apoio de líderes evangélicos, que dialogam com quase um quarto dos paulistas.
Em troca, os pastores reivindicam a inclusão de cinco pontos nos programas de governo dos pré-candidatos, entre eles, o ensino religioso na grade regular de escolas públicas e a neutralidade diante de temas como a legalização do aborto e a descriminalização das drogas.
Até o momento, os pré-candidatos, que abriram espaço em suas agendas para visitas a templos e encontros com pastores, têm evitado se comprometer com os pedidos, mas fazem discursos em reverência aos evangélicos.
“Vocês sabem que o presidente Lula começou no país uma era de crescimento, de ascensão, de redução da pobreza. E todos nós sabemos o quanto tem o dedo de Deus no crescimento individual no nosso país”, disse Padilha há duas semanas, durante encontro com pastores.
No evento, pediu que orassem por ele, que trouxessem propostas para a elaboração do seu programa e se mostrou favorável à oferta de apoio espiritual durante tratamento para dependentes químicos.
“Com certeza nossas reivindicações vão entrar no plano de governo. São pedidos pertinentes e ele [Padilha] me disse isso pessoalmente”, afirmou Luciano Luna, coordenador do setorial de assuntos religiosos do PT.
Além de ter visitado o templo batista na semana passada, Alckmin se encontrou no início do mês com lideranças evangélicas, na sede do governo paulista. Uma agenda com pastoras também deve ser estruturada para a primeira-dama, Lu Alckmin.
“O governador já foi a todas as igrejas evangélicas que você pode imaginar. Ele vai ao interior e é convidado a participar de cultos, assim como a missas”, disse o presbítero Geraldo Malta, do PSDB.
O pré-candidato do PMDB, Paulo Skaf, é outro que mantém encontros com lideranças e participa de cultos. A meta dos peemedebistas é obter o apoio de um milhão de evangélicos em São Paulo.
“Pretendemos consolidar o apoio de mil lideranças [evangélicas]. Cada uma buscará mais cem pessoas, que buscarão mais dez, o que dá um milhão de eleitores”, disse o coordenador do núcleo evangélico do PMDB, pastor Renato Galdino.
alext4e
25 de março de 2014 7:19 pmComo estamos vivendo num
Como estamos vivendo num mundo aonde tudo custa dinheiro, os políticos não vão atrás de apoio nenhum, como tudo em política, tudo é comprado. E o apoio dos evangélicos ou quaisquer outras religiões é assim, COMPRADO. Nesse caso, quem der mais dinheiro, leva o apoio. De qualquer um. Político em busca de apoio religioso é tão verdeiro quanto banqueiro quando faz caridade!
almeid
25 de março de 2014 7:54 pmEste pessoal paga imposto?
Este pessoal paga imposto?
Ivan de Union
25 de março de 2014 7:56 pm“pastores reivindicam a
“pastores reivindicam a inclusão de cinco pontos nos programas de governo dos pré-candidatos, entre eles, o ensino religioso na grade regular de escolas públicas e a neutralidade diante de temas como a legalização do aborto e a descriminalização das drogas”:
O que eles querem eh SO o constitucionalmente-ilegal e “neutralidade” em temas de saude publica por parte do governo.
Va tirando o cavalinho da chuva a respeito do governo brasileiro.
O que mais tem na lista?
JB Costa
25 de março de 2014 8:11 pmIsso não pode dar certo.
Isso não pode dar certo. Política é política, religião é religião.
Se numa hipótese improvável, absurda, qualquer candidato do PT que leve à sério essas propostas nunca terá meu voto.
Brincadeira, isso. Em vez de propugnarem por idéias, sugestões, que possam atingir a toda a população, se restringem a olharem para seus umbigos “sagrados”.
Gunter Zibell - SP
25 de março de 2014 11:42 pmEu acho sim que é possível
que Padilha leve a sério. Os últimos anos mostram mais essa predisposição nele que em Alckmin.
E parece que Natalini (PV) quer ganhar popularidade nesse vácuo. A ver.
Gilberto .
26 de março de 2014 12:04 amPode colocar o Natalini nesta corrida
Evento da CEIA conta com representação do Vereador Natalini
Sem categoria | 11/4/2011 – 16p6m
Realizado pela CEIA – Convenção Evangélica das Igrejas Aliançadas, na Câmara Municipal de Diadema, no dia 25 de Março passado, o 1º Encontro Evangélico de Diadema contou com a presença de aproximadamente 80 pessoas e o Vereador de São Paulo Gilberto Natalini foi representado no evento pelo Assessor Parlamentar Édson Bueno. O evento foi presidido pelo Pr. Selmo Pedro da cidade de Suzano, Presidente da CEIA, mediado pelo Pr. Nivaldo Passim da cidade de Diadema, 2º Vice-Presidente da CEIA, e co-presidida pelo Pr. Luis Carlos Veloso do bairro de Guaianases na Capital Paulista, 1º Vice Presidente da CEIA. No final do evento foram entregues aos pastores, pastoras e apóstolos presentes, de Igrejas Evangélicas de Diadema e outros municípios, as respectivas credenciais da CEIA.
peregrino
25 de março de 2014 9:28 pme quando eleito…
prometo deixar para Deus resolver
já ganhou, já ganhou, já ganhou, gritam os cambistas da fé
Tamára Baranov
26 de março de 2014 1:57 amGeraldo Alckmin orou, fechou os olhos, levantou as mãos
Mais falso impossível…