O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irão se reunir na tarde desta segunda-feira (7), em Washington. A reunião estava marcada às 14h, no horário de Brasília, segundo informações divulgadas pelas autoridades israelenses.
Este será o segundo encontro entre os líderes desde que Trump assumiu a Casa Branca, em janeiro. E após a implementação de novas tarifas sobre as importações de Israel, decretado em 17%.
Antes de deixar Budapeste, onde esteve em visita oficial, Netanyahu afirmou que a viagem foi feita a convite do próprio presidente dos EUA.
“Os reféns, completando a vitória em Gaza e, claro, o regime tarifário que também foi imposto a Israel. Espero poder ajudar com essa questão. Essa é a intenção”, disse Netanyahu ao comentar os temas da reunião.
De acordo com o gabinete do primeiro-ministro israelense, o encontro também abordará as relações entre Israel e Turquia, a questão do Irã e a batalha do país contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), que recentemente emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu, acusando-o de ser responsável por crimes de guerra, na Faixa de Gaza.
A reunião acontece logo após a visita de Netanyahu à Hungria, que recentemente se retirou do TPI, a viagem durou quatro dias.
Segundo o premiê israelense, a Hungria é “uma amiga muito próxima de Israel: nos defende na União Europeia, nos defende nas Nações Unidas, e não menos, no corrupto Tribunal Penal Internacional em Haia”.
Trump e Netanyahu estiveram juntos em fevereiro deste ano na Casa Branca. Após uma reunião a portas fechadas, ambos deram declarações à imprensa que repercutiram globalmente.
Na ocasião, Trump afirmou que “os Estados Unidos assumirão o controle e serão donos da Faixa de Gaza”, acrescentando que “as mesmas pessoas” não deveriam estar encarregadas de reconstruir e ocupar a terra.
Ele completou: “Nós (Estados Unidos) vamos desenvolver Gaza”. E defendeu novamente o reassentamento permanente dos palestinos em outras regiões: “Os EUA assumirão a Faixa de Gaza, e faremos um trabalho com ela também”, disse Trump.
Netanyahu, que acompanhava Trump na coletiva, respondeu que a proposta do presidente dos EUA “valia a pena prestar atenção”.
*Com informações do portal da CNN Brasil.
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