Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG/PNUD)
VÍDEOS DO SEMINÁRIO:
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Seminário Inclusão Produtiva Urbana
por Brasil Sem miséria21 vídeos487 visualizações40 minutos
Realizado nos dias 8 e 9 de maio de 2013, na Unicamp, em Campinas (SP).
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Mariana Hoffmann
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QUEM SOMOS
O Brasil realizou avanços expressivos na redução da pobreza e da desigualdade ao longo da última década, sendo que as transferências sociais (principalmente através do Programa Bolsa Família e das pensões sociais para os idosos) e o rápido crescimento da renda de trabalho na extremidade inferior da distribuição são os fatores que mais contribuíram.
Uma década de implementação do Programa Bolsa Família, bem como a experiência mais recente de reforçar as sinergias e a implementação de um amplo conjunto de programas de redução da pobreza sob, a égide do plano Brasil Sem Miséria, geraram um grande volume de conhecimento.
Parte deste conhecimento e desta experiência foi registrada, incluindo avaliações aprofundadas e pesquisas apoiadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Banco Mundial. O Brasil também tem recebido um fluxo cada vez maior de delegações estrangeiras interessadas em aprender com a experiência do Bolsa Família.
Ainda há muito espaço para acelerar e expandir a aprendizagem com a experiência política social do Brasil, incluindo não apenas lições sobre o que funcionou, mas também a forma como as reformas e soluções inovadoras foram implementadas.
Com vista a apoiar a aprendizagem sistemática e a inovação em relação ao desafios de implementação de tais programas, o Governo do Brasil, o IPC-IG e o Banco Mundial concordaram em estabelecer uma iniciativa conjunta centrada na aprendizagem, a partir da implementação de inovações em programas de redução da pobreza no Brasil e do compartilhamento, com o resto do mundo, de lições extraídas da experiência brasileira. Assim nasceu a WWP, Brazil Learning Initiative for a World without Poverty (Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza).
Foi assinado um Memorando de Entendimento entre o MDS, o Banco Mundial, o IPC-IG e o Ipea, durante a visita do presidente do Banco Mundial ao Brasil, em 5 de marco de 2013. Outras importantes partes interessadas incluem grandes municípios e estados e outros ministérios envolvidos na agenda de inclusão produtiva (Educação, Trabalho, Agricultura etc.).
Espera-se que outras organizações de pesquisa e think tanks também participem da iniciativa, com base em seu interesse e sua potencial contribuição. Os principais públicos da iniciativa são profissionais e decisores políticos no domínio da política social – os pesquisadores e o público geral compõem o público secundário.
Especificamente, de acordo com o Memorando de Entendimento que estabelece a WWP, os objetivos comuns da iniciativa são os seguintes:
(i) Aumentar o impacto das abordagens exitosas das políticas públicas implementadas no Brasil;
(ii) Apoiar discussões sobre abordagens inovadoras para lidar com questões essenciais relacionadas à redução da pobreza, através de uma rede de profissionais;
(iii) Ter uma abordagem rigorosa em relação ao desenvolvimento, implementação, monitoramento, avaliação e divulgação de políticas inovadoras;
(iv) Facilitar o escalonamento e a provisão de políticas inovadoras, bem como a ampla divulgação de seus resultados por todo o país;
(v) Facilitar o compartilhamento de conhecimentos e aprendizagem entre o Brasil e outros países, inclusive por meio de iniciativas internacionais de cooperação técnica;
(vi) Utilizar e alavancar os recursos e estruturas já existentes, para proveito e benefício mútuos.
http://www.onu.org.br/onu-e-governo-brasileiro-lancam-iniciativa-de-aprendizagem-em-programas-sociais/
ONU e governo brasileiro lançam iniciativa de aprendizagem em programas sociais
21 de março de 2014 · Comunicados Tamanho da fonte: Aumentar o tamanho da letraDiminuir o tamanho da letra
Ocorrem nesta sexta-feira (21) o lançamento da Iniciativa Brasileira de Aprendizagem para um Mundo Sem Pobreza (WWP) e o encerramento do Fórum de Aprendizagem Sul-Sul sobre Proteção Social e Trabalho.
Nesta sexta-feira, 21 de março, haverá o lançamento da Iniciativa Brasileira de Aprendizagem para um Mundo Sem Pobreza (WWP), que contará com a presença dos dirigentes máximos no Brasil das quatro instituições parceiras na iniciativa: Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); Marcelo Neri, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); Jorge Chediek, representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); e Deborah Wetzel, diretora do Banco Mundial para o Brasil.
As instituições parceiras se juntaram nesta Iniciativa para reunir as lições e conhecimentos sobre a assistência social e redução da pobreza. O objetivo é sistematizá-los e compartilhá-los entre formuladores de políticas, gestores e técnicos de programas sociais, além dos interessados e beneficiários dos programas sociais de todo o mundo.
O lançamento ocorrerá logo após encerramento do Fórum de Aprendizagem Sul-Sul sobre Proteção Social e Trabalho. O Fórum, organizado pelo Banco Mundial, trouxe ao Brasil mais de 200 gestores sênior e formuladores de políticas de proteção social de 70 países em desenvolvimento, para trocar experiências em como desenvolver sistemas de proteção social.
Após o lançamento haverá uma coletiva de imprensa.
Eventos: Encerramento do Fórum de Aprendizagem Sul-Sul sobre Proteção Social e Trabalho e Lançamento da Iniciativa Brasileira de Aprendizagem para um Mundo sem Pobreza (WWP)
Data e horário: 21/3 (sexta-feira) das 9h às 11h
Local: Hotel Windsor Atlântica
Avenida Atlântica 1020, 2 andar – Copacabana
Rio de Janeiro
Mais informações
Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG/PNUD)
Mariana Hoffmann
(61) 2105-5036
http://www.mds.gov.br/saladeimprensa/noticias/2014/marco/participantes-do-forum-sul-sul-conhecem-o-funcionamento-de-cras-no-rio-de-janeiro
Imagem
Participantes do Fórum Sul-Sul conhecem o funcionamento de Cras no Rio de Janeiro
20/03/2014 09:40
Representantes de 50 países visitaram centro de referência que atende, por mês, 800 famílias da Rocinha, Vidigal, São Conrado e Gávea
Rio de Janeiro, 19 – Representantes de 50 países da África, Ásia, Oriente Médio, América Latina e Europa Oriental, que participam do Fórum de Aprendizagem Sul-Sul 2014: Desenhando e Implementando Sistemas de Proteção Social e Trabalho, conheceram de perto, nesta quarta-feira (19), como o Brasil realiza as boas práticas nos programas sociais. Eles visitaram o Centro de Cidadania Rinaldo de Lamare, na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. O local abriga um Centro de Referência de Assistência Social (Cras), onde são oferecidos cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e outros serviços de saúde e de educação.
“Conhecer como o Brasil trabalha a proteção social é muito importante, principalmente agora que estamos iniciando um programa de inclusão social na Guiné Equatorial”, afirmou Dionisia Okenve, da Agência de Desenvolvimento Social 2020 do país africano. Ela acrescentou que o seu governo não tem dados recentes sobre a pobreza. O último censo sobre o tema realizado em 2006, segundo ela, mostra que 76% estão da população são de pessoas muito pobres. “Houve um crescimento econômico forte nesses últimos anos. Agora, queremos crescer também na área social”, acrescentou.
De acordo com Dionisia, o Brasil, além de ser um centro de referência para os outros países, é também um dos principais parceiros nos projetos guineenses, que estão em estágio inicial. “Já recebemos visitas de técnicos, que estão nos ensinando a tratar do tema”, disse.
Atendimento – O Cras Rinaldo de Lamare atende, por mês, 800 famílias da Rocinha, Vidigal, São Conrado e Gávea, região com aproximadamente 100 mil pessoas. A unidade conta com 23 profissionais, sendo que sete realizam a busca ativa, que é um conjunto de ações orientadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com o objetivo de incluir mais pessoas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
Segundo a diretora do centro, Silmara Souza Gonçalves, os serviços mais procurados são o de concessão ou resolução de problemas relacionados com o Bolsa Família, serviços de saúde, educação, trabalho e cursos do Pronatec. “Primeiro, coletamos os dados e, se for o caso, resolvemos na hora. Entretanto, há famílias que necessitam de acompanhamento e fazemos isso constantemente. Procuramos saber a vida de cada cidadão que entra no Rinaldo de Lamare. São informações importantes como trabalho, números de filhos e se eles estão em sala de aula, saúde e renda”, disse.
No local, também são realizados dez cursos do Pronatec, sendo que os mais procurados são os de serviços de hotelaria e de cabeleireiro. “Já fizemos cursos com profissionais renomados da Europa. No final, os participantes receberam equipamentos para iniciar a vida profissional”, comemorou.
Condicionante – Os representantes dos países também conheceram como o Brasil insere os dados no Cadastro Único e fiscaliza as condicionantes. Na Escola Municipal Almirante Tamandaré, na comunidade do Vidigal, estão matriculados 600 alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. Desses, 200 são beneficiários do Bolsa Família, segundo a diretora escolar, Fátima Pires. “O Programa Bolsa Família é importante porque obriga a criança a frequentar a escola e evita que os menores tenham que ir trabalhar na praia”, destacou. Fátima explicou que 95% dos alunos são da comunidade e todos se conhecem. “O trabalho de atualização da condicionante da educação é realizado bimestralmente, com inserção das frequências. Quando um aluno falta muito, ligamos para os responsáveis e vamos até a sua casa, caso não conseguimos contato. Isso vale também para as pessoas que não fazem parte do programa”, acrescentou.
No final da visita, no posto avançado do Cras Rinaldo de Lamare, localizado no Vidigal, os participantes do fórum assistiram a uma apresentação com a participação de crianças e jovens.
Intercâmbio – O Fórum de Aprendizagem Sul-Sul 2014 é patrocinado pelo Banco Mundial, com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimento sobre as formas de melhorar o desenho de sistemas de proteção social e trabalho nos níveis de políticas públicas, programas e prestação de serviços. A iniciativa reúne 250 pessoas de 50 países.
Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1021
http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2014/03/ipea-e-parceiros-lancam-a-iniciativa-mundo-sem-pobreza
ECONOMIA E EMPREGO
Ipea e parceiros lançam a Iniciativa Mundo sem Pobreza
Inclusão social
Objetivo é reunir as lições e conhecimentos sobre a assistência social e redução da pobreza
por Portal Brasil
Publicado: 21/03/2014 12:09
Nesta sexta-feira (21), o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e presidente do Ipea, Marcelo Neri, participa do lançamento da Iniciativa Brasileira de Aprendizagem para um Mundo sem Pobreza (WWP).
O evento, que começou às 9h, conta com a presença da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, do representante residente do Programa das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, e da diretora do Banco Mundial para o Brasil, Deborah Wetzel.
O Ipea juntou-se ao Banco Mundial, ao MDS e ao Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG/PNUD) nessa iniciativa para reunir as lições e conhecimentos sobre a assistência social e redução da pobreza. O objetivo é sistematizá-los e compartilhá-los entre formuladores de políticas, gestores e técnicos de programas sociais, além dos interessados e beneficiários dos programas sociais de todo o mundo.
A contribuição do Ipea para a iniciativa se dará por meio de pesquisas sobre os processos de redução da pobreza e da desigualdade no Brasil, além de outras temáticas sociais.
O lançamento será no Hotel Windsor Atlântica (Avenida Atlântica 1020, 2º andar), no Rio de Janeiro, logo após encerramento do Fórum de Aprendizagem Sul-Sul sobre Proteção Social e Trabalho, organizado pelo Banco Mundial. Depois do lançamento, haverá uma coletiva de imprensa.
Fonte:
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
http://www.ipc-undp.org/PagePortb.do?id=170&active=5
Sul-Sul. Por quê?
Acreditamos no potencial de aprendizagem entre os países do Sul para a concepção, implementação e avaliação de políticas eficazes para o crescimento inclusivo. Acreditamos que o diálogo informado melhora a capacidade das nações em moldar o desenvolvimento de acordo com sua própria visão e necessidades. Acreditamos que os países emergentes e novos atores na cena mundial têm muito a compartilhar em termos de políticas sociais inovadoras com outros países e que este diálogo político pode contribuir para a promoção do desenvolvimento a nível global.
O nosso trabalho cria oportunidades e espaços de compartilhamento de experiências bem-sucedidas de política públicas entre países em desenvolvimento, emergentes e em transição. Facilitamos o intercâmbio e oportunidades de aprendizagem nas diferentes áreas de trabalho e pesquisa do IPC-IG.
Banco de dados de especialistas
O IPC-IG disponibiliza uma diretório público de especialistas e gestores de políticas sociais em vários países em desenvolvimento. Através do link abaixo, você pode acessar o diretório e também fazer o seu registro.
Visite a lista de especialistas
Índia, Brasil e África do Sul: Um Diálogo de Políticas Públicas
Acompanhe aqui os resultados do Fórum Acadêmico do IBAS, organizado pelo IPC-IG em Brasília. Ouça também as apresentações dos pesquisadores e representantes dos governos dos três países presentes no evento.
Diálogo Sul-Sul sobre Estratégias de Longo-Prazo para Proteção Social
Confira aqui as apresentações do evento organizado pelo IPC-IG na África do Sul que reuniu representantes de países da América Latina, África e Ásia para uma agenda de diálogo para o crescimento inclusivo.
Missões de Estudos
O IPC-IG recebe Missões de Estudos compostas por representantes de países em desenvolvimento com o objetivo de oferecer treinamento sobre as políticas para o crescimento inclusivo e promover parcerias para combater a pobreza através da capacitação e compartilhamento de informações. Clique aqui para saber como participar.
Campanha Mundial “Humanizando o Desenvolvimento”
O IPC-IG organizou a Campanha Mundial de Fotografias “Humanizando o Desenvolvimento” em parceria com instituições colaboradoras em todos os continentes, incluindo a UNESCO, a Transparência Internacional, e a Rede Civicus. A Campanha buscou mostrar e promove exemplos de pessoas vencendo a luta contra a pobreza, a exclusão social e a marginalização nos países em desenvolvimento. Como resultado, milhares de fotos foram recebidas de mais de 100 países. Confira algumas fotos vencedoras aqui.
Portal de Aprendizado Sul-Sul
Visite a lista de especialistas
Acompanhe aqui notícias sobre crescimento inclusivo direto dos países em desenvolvimento. O portal também disponibiliza um biblioteca com vários recursos sobre inovações de políticas públicos no países do Sul.
http://brasil.elpais.com/brasil/2014/03/22/politica/1395520957_222994.html
POLÍTICA
Como reduzir a pobreza: uma nova lição do Brasil para o mundo?
O país transformou o futebol e as telenovelas em fenomenais globais, fazendo da marca ‘Brasil’ uma grife mundial
CARLOS MOLINA 22 MAR 2014 – 21:20 BRT
Arquivado em: Pobreza Brasil América do Sul América Latina Problemas sociais América Sociedade
Aula em escola pública de São Paulo. / RAFAEL LASCI (A2 FOTOGRAFIA)
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Se tem uma coisa em que o Brasil é bom é em globalizar. Fez do seu futebol e das suas novelas fenômenos globais, transformando a marca “Brasil” em uma grife mundial. Agora é a vez do seu modelo de redução da pobreza.
O Brasil está convencido de que a eliminação desse teimoso flagelo social, tanto em casa como no mundo, será mais eficaz se o esforço for realmente mancomunado.
Como parte dessa filosofia, o gigante sul-americano criou o primeiro centro mundial de redução da pobreza, chamado Mundo Sem Pobreza, que será efetivamente um mercado de ideias e experiências na aplicação de programas a favor dos que menos têm.
O ponto de partida e inspiração é o programa brasileiro mais bem-sucedido de todos os tempos: o Bolsa Família, que em uma década de operação conseguiu reduzir pela metade a pobreza extrema no Brasil (de 9,7% para 4,3% da população), graças a seu vasto alcance e cobertura – 50 milhões de brasileiros de baixa renda, ou uma quarta parte da população.
Diferentemente dos subsídios e de outros programas sociais genéricos, o Bolsa Família é parte das chamadas transferências condicionais de renda, pelas quais os pais de família recebem uma quantia fixa por mês (neste caso, 70 reais) em troca de enviarem seus filhos à escola e realizarem diversos acompanhamentos de saúde.
Embora na última década 1,7 milhão de beneficiários tenham se “graduado”, ou seja, deixaram o programa, os críticos advertem que muitos podem cair em uma relação de dependência com esse método. Admitem que o Bolsa Família é importante para combater a fome e fortalecer o empoderamento social, mas argumentam que seu grande desafio é prover oportunidades de trabalho e serviços básicos para essa população. O que é precisamente o foco do ambicioso plano antipobreza do Governo, o Brasil Sem Miséria, que promete eliminar essa situação de carência extrema para milhões de brasileiros.
Polêmicas à parte, o sucesso dessa iniciativa lançada em 2003 fez do Brasil um “exportador de como fazer política social”, segundo observadores. Em 2013, 120 delegações visitaram o Brasil para aprender sobre o Bolsa Família e o chamado Cadastro Único, que identificou e contabilizou os mais pobres do país.
A pobreza é, com efeito, um problema global. Quase 1 bilhão de pessoas, ou 15% da população mundial, sobrevivem com menos de 1,25 dólar por dia.
“Estamos muito interessados no cadastro único, acreditamos que seja um dos instrumentos mais importantes para construir sistemas efetivos de proteção social”, afirmou a ministra de Solidariedade Social do Djibuti, Zahra Youssouf Kayad, durante o lançamento de Mundo Sem Pobreza, nesta semana, no Rio do Janeiro, como parte de uma conferência de aprendizado sul-sul. O evento teve a participação de mais de 200 formuladores de políticas públicas e ministros de 70 países, além de especialistas de organismos internacionais.
Portal antipobreza
Os especialistas em redução da pobreza ficarão conectados globalmente por uma plataforma on-line, em três idiomas, que servirá para destacar as iniciativas mais importantes nesse campo. Também permitirá o intercâmbio de ideias e conhecimentos em tempo real entre os encarregados da formulação e aplicação de programas sociais no mundo todo.
A ferramenta virtual do Mundo Sem Pobreza será, por sua vez, um vasto repositório de informação e um ponto de encontro com o público, que poderá contribuir com essa grande “conversa” sobre um dos problemas mais tenazes do século XXI.
“Acredito que ofereça uma oportunidade para acelerar e expandir as lições da aplicação das políticas sociais no Brasil”, disse a economista Deborah Wetzel, diretora do Banco Mundial no Brasil.
As instituições que respaldam esse portal são o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Banco Mundial.
Com a contribuição de José Baig.
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