4 de junho de 2026

Vítima de abuso sexual integra comissão do Vaticano para proteção de crianças

Marie Collins, irlandesa vítima de abuso sexual por um padre, vai integrar a Comissão de Proteção às Crianças, órgão instituído pelo papa Francisco para combater a pedofilia, anunciou hoje (22) o Vaticano. Em comunicado, o papa revelou os primeiros oito nomes dos integrantes da comissão, anunciada em 5 de dezembro de 2013.

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Além de Marie, que tem sido porta-voz na defesa dos direitos das vítimas, o grupo é formado por quatro homens e quatro mulheres, incluindo o cardeal norte-americano Sean O’Malley, que tem defendido as vítimas norte-americanas; a francesa Catherine Bonnet, especialista em psicologia e psiquiatria; a inglesa Sheila Hollins, professora de psiquiatria; o jurista italiano Claudio Papale; a ex-primeira-ministra da Polônia Hanna Suchocka; o jesuíta argentino Humberto Miguel Yáñez; e o jesuíta alemão Hans Zollner, decano da faculdade de psicologia da Universidade Gregoriana.

“O dever principal dessas pessoas será preparar o estatuto da comissão, onde estarão definidas suas funções e competências. Esse grupo ainda será integrado por outros membros, de várias partes do mundo”, diz o comunicado da Santa Sé.

A comissão terá o dever de informar a situação das crianças que sofreram abuso, sugerir medidas para serem adotadas e propor nomes de pessoas adequadas para a implantação sistemática destas novas iniciativas, incluindo laicos e religiosos que tenham experiência no contato com as vítimas e na aplicação de leis que protejam os menores de idade.

O grupo também deve instituir protocolos de segurança, códigos de conduta, o controle de antecedentes criminais e avaliações psiquiátricas para o ministério sacerdotal, além de colaborar com as autoridades civis para a identificação de possíveis crimes.

Em fevereiro, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório em que acusa a Santa Sé de permitir o abuso sexual de milhares de crianças e de ser conivente com os responsáveis. Milhares de crianças foram abusadas sexualmente por padres em vários países, particularmente na Irlanda e nos Estados Unidos, principalmente, entre 1960 e 1990.

* Com informações da Agência Lusa e da Ansa

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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