4 de junho de 2026

Institutos e universidades federais poderão entrar em greve no final do mês

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Do O Globo

 
No final de março, eles vão decidir se entram em greve por tempo indeterminado
 
LEONARDO VIEIRA
 
RIO – Professores de universidades e institutos federais em todo o país vão cruzar os braços nesta quarta-feira. A paralisação de 24h faz parte do Plano Nacional de Lutas, definido em fevereiro durante o 33º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), em São Luis (MA). No final de março, o sindicato vai decidir se a categoria entra em greve permanente.

De acordo com a presidente do Andes, Marinalva Oliveira, a expectativa é que a paralisação desta quarta tenha uma boa adesão em todo o Brasil. No entanto, segundo ela, somente no final do dia é que se poderá ter maior clareza quanto à adesão do movimento:

– Mas a indicação é que ( a paralisação) seja em todas as universidades e institutos federais. E nossa expectativa é que atinja o maior número possível de professores – ressaltou.

A categoria representa cerca de 70 mil professores de universidades e instituitos federais, além de algumas faculdades estaduais. Segundo Marinalva, o Andes exige a reestruturação da carreira, valorização salarial de ativos e aposentados, condições de trabalho para os professores, e garantia da autonomia universitária.

A sindicalista ressalta que os aumentos salarias concedidos que a categoria vem recebendo não compensam a inflação do período, com exceção apenas dos professores titulares. A autonomia universitária também foi lembrada pelo movimento.

– O governo ataca autonomia universitária ao impor MPs mandando as universidades fazerem o que elas quiserem. O Reuni foi um exemplo, junto com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

Em 2012, o Andes esteve à frente da greve de 135 dias que paralisou a maioria das universidades federais. Naquele ano o motivo principal para a paralisação era a questão salarial, mas, desta vez, o sindicato quer exigir do governo medidas contra a “precarização do trabalho” dos professores, provocada em grande parte, segundo eles, pela “expansão desordenada” do ensino superior público a partir do Reuni. A categoria também exige melhoria nos planos de carreira.

Até o 28 de março, assembleias dos sindicatos em cada universidade vai deliberar sobre os próximos passos do movimento. Já entre os dias 29 e 30 deste mês, uma reunião nacional vai acolher o resultado de cada entidade sindical. Ao fim do processo, sindicalistas podem votar pela greve nacional.

Servidores universitários em greve

Já os servidores de universidades e institutos federais entraram em greve no início desta semana. A principal reinvidicação é o reajuste dos salários, que teriam sido desvalorizados pela inflação nos últimos anos. Sindicalistas argumentam que, desde a última greve do setor, junto com a última paralisação dos professores, finalizada em setembro de 2012, o governo federal concedeu aumento de 15%, dividos em três parcelas anuais de 5%, sendo o último pagamento marcado para de 2015. A elevação também não teria coberto a inflação do triênio.

 

Redação

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6 Comentários
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  1. Bruno Cabral

    21 de março de 2014 12:20 pm

    Ano de eleição

    Em 2012 eles ficaram quase seis meses em greve pelos mesmos motivos, e o único prejudicado foi o aluno.

    Agora inventam nova greve sendo que é ano de eleição. Será que não sabem que a Presidente não pode fazer nada do tipo aumento em ano de eleição?

    Gosto muito dos meus professores do IF mas estão sendo muito BURROS em fazer nova greve. Se não estão satisfeitos com o salário, prestem concurso para a justiça ou vão dar aula na iniciativa privada. E deixem quem quer dar aula e quem quer estudar em paz.

    1. Carlos Dias

      21 de março de 2014 4:24 pm

      sou professor e concordo com você

      esse pessoal tá doidinho pra que volte os tempos “aureos” do FHC onde eles ganhavam mal, quase não faziam greve e quando fizeram foram solenemente ignorados… devem estar com saudades dessa época de ouro…

      Não sabem esperar, a famosa pressa pequeno burguesa… que se traveste de discurso progressista.. eu os conheço bem.. a mim não enganam.

    2. Carlos Dias

      21 de março de 2014 4:24 pm

      sou professor e concordo com você

      esse pessoal tá doidinho pra que volte os tempos “aureos” do FHC onde eles ganhavam mal, quase não faziam greve e quando fizeram foram solenemente ignorados… devem estar com saudades dessa época de ouro…

      Não sabem esperar, a famosa pressa pequeno burguesa… que se traveste de discurso progressista.. eu os conheço bem.. a mim não enganam.

  2. Alexandre VI

    22 de março de 2014 12:34 am

    Galera que não está na boquinha da companheirada…

    …se preparem para apanhar que nem boi ladrão…

  3. Guilherme Viturino

    1 de abril de 2014 7:21 am

    Idiotas

    Vocês ai em cima falando besteira, sou aluno e apoio os professores, onde já se viu, tudo atumenta, salário aumenta e professor ganhando a mesma coisa, faz tempo, idiotas, greve é um direito do trabalhador, e se vocês estão incomodados que mudem para uma instituição privada.

  4. Adriele Neres

    30 de abril de 2014 8:08 pm

    Sou estudante, tento entender mas..

    Sei que é um direito do trabalhador e tudo mais, mas os professores devem pensar em nós alunos também.

    Com essas greves atrasou todos nossos projetos, ficamos repondo aulas em dezembro, janeiro e fevereiro correndo atras do prejuizo.  Penso que se ja fizeram greve uma vez e não resolveu, por que tentar novamente?

    Estamos perdendo tempo e conhecimento, infelizmente aqui é o Brasil e aqui não muda muita coisa não!

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