COMUNICADO
Jorge Gerdau Johannpeter, membro do Conselho de Administração da Petrobras, gostaria de esclarecer que, ao aprovar em 2006 a operação de compra de 50% de participação na refinaria Pasadena, não tinha conhecimento, como os demais Conselheiros, das cláusulas contratuais Marlim e Put Option. O Conselho de Administração da Petrobrás baseou-se em avaliações técnicas de consultorias com reconhecida experiência internacional, cujos pareceres apontavam para a validade e a oportunidade do negócio, considerando as boas perspectivas de mercado para os anos seguintes. Entretanto, a crise global de 2008 alterou drasticamente o potencial de crescimento do mercado nos anos subsquentes.
Jorge Gerdau, assim que teve conhecimento das cláusulas contratuais, posicionou-se a favor da desistência do negócio, assim como os demais membros do Conselho.
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Do Estadão
Gerdau, que se manteve no Conselho de Administração, ainda destaca pareceres técnicos favoráveis; para economista, decisão era bem fundamentada
Lu Aiko Otta – O Estado de S. Paulo
O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, do grupo Gerdau, que ainda mantém cadeira no Conselho de Administração da Petrobrás, afirmou nesta quinta-feira, 20, por meio de nota que “ao aprovar em 2006 a operação de compra e 50% de participação na refinaria Pasadena não tinha conhecimento, como os demais conselheiros, das cláusulas Put Option e Marlim do contrato”.
A primeira dessas cláusulas obrigou a Petrobrás, posteriormente, a comprar 100% da refinaria, dando prejuízos para a estatal. Essa é a mesma versão apresentada pela presidente Dilma Rousseff, à época presidente do conselho, para justificar seu apoio ao negócio que custou mais de US$ 1 bilhão.
Gerdau afirmou ainda na nota que o negócio foi decidido com base em “avaliações técnicas de consultorias com reconhecida experiência internacional, cujos pareceres apontavam para a validade e a oportunidade do negócio.” Essas avaliações levavam em consideração as “boas” perspectivas econômicas daquele momento. “Entretanto, a crise global de 2008 alterou drasticamente o potencial de crescimento do mercado nos anos subsequentes.”
O ex-conselheiro Claudio Luiz Haddad, economista e empresário, defendeu ontem que o Conselho de Administração da estatal dispunha de informações “fundamentadas” para a aprovação da compra da refinaria. Segundo ele, o ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, fez uma apresentação “consistente” do negócio e recomendou sua aprovação.
Haddad lembrou que as negociações foram assessoradas por uma instituição financeira, que também deu aval às condições de compra da refinaria. “Ele (o banco) atestou que o preço se enquadrava à prática do mercado, e as condições eram normais. Sendo uma apresentação consistente, não havia nada que oferecesse qualquer tipo de duvida”, disse o ex-conselheiro.
A aprovação da compra de Pasadena foi a última participação de Haddad no colegiado da estatal, que no mês seguinte, em abril de 2006, ganhou nova formatação. “Se houve omissão, não saberia dizer”, completou.
Segundo o economista, a prática nas reuniões de Conselho era que um dos diretores das áreas pertinentes ao assunto debatido fizesse uma apresentação “substanciada” aos integrantes do colegiado. “No caso, eram as diretorias de Internacional e de Refino e Abastecimento”, completa. Os cargos eram ocupados por Nestor Cerveró, que viajou para Europa na quarta-feira, e Paulo Roberto Costa, preso nesta quinta pela Polícia Federal.
Haddad afirma ainda que na reunião a compra da refinaria de Pasadena foi defendida por Cerveró. “Recomendou-se a aprovação. Jamais o conselho aprovaria uma operação se não estivesse bem fundamentada. O conselho é última instância. Quando chega ali, a administração já explorou exaustivamente vários pareceres.” Em nenhum momento, segundo ele, se questionou os altos valores do negócio, estimado em US$ 360 milhões.
Valores. Também não foi feita comparação com o valor pelo qual a refinaria foi adquirida um ano antes, pela empresa belga Astra Oil – US$ 42,5 milhões. “Naqueles anos antecedentes a decisão, o preço do petróleo subiu bastante. Isso pode perfeitamente acontecer. As condições de mercado levam a uma mudança de patamar”, defendeu.
Haddad diz que não acompanhou o caso após deixar o conselho. E prefere não avaliar se houve equívoco. “Negócio é feito com base nas condições de mercado, ambiente e contexto da época. Se as condições mudam anos depois, para mal ou para bem, são coisas que acontecem. Tem sempre de ser julgado com base no contexto de quando a decisão é tomada.”
Ivan de Union
20 de março de 2014 10:58 pm“O Conselho de Administração
“O Conselho de Administração da Petrobrás baseou-se em avaliações técnicas de consultorias com reconhecida experiência internacional, cujos pareceres apontavam para a validade e a oportunidade do negócio, considerando as boas perspectivas de mercado”:
Pra quem nao sabe ainda, “consultoria” eh outra denominacao pra empresa de sabotagem industrial.
Marcirio
20 de março de 2014 11:16 pmComentário
Como é que alguém com um mínimo de conhecimento técnico, não necessariamente na área de petróleo, pode avalizar um negócio desses? Será que o Sr Jorge Gerdau daria aval em suas empresas para uma maracutaia dessas? Que diabo de conselho de notáveis é esse que empurra o país ladeira abaixo com decisões irresponsáveis. Não adianta agora dizer que não conhecia os termos do contrato, era mais um motivo para não avalizar o negócio. Me pergunto como esse senhor fez suas empresas crescerem.
Ivan de Union
21 de março de 2014 12:00 am“Me pergunto como esse senhor
“Me pergunto como esse senhor fez suas empresas crescerem”:
O Maluf ta mais bem informado. gilmar dantas tambem.
J.Roberto Militão
21 de março de 2014 12:36 amEstão querendo justificar essa maracutaia??
Nem acredito.
Tal como tentaram justificar o ´mensalão´, alguns nobres comentaristas estão dispostos a justificar uma das maiores maracutaiais de todos os tempos. Estamos falando de bilhões de Reais. Num país que tem 40 milhões abaixo da linha de pobreza.
Todo mundo sabe como funcionam esses ´Conselhos´. E todos que lá estavam, desde a diretoria da Petrobrás, até os conselheiros foram escolhidos a dedo pela então Ministra de Minas e Energia, atual presidenta Dilma. Alguém iria se opor ao que ela tenha aprovado? Oras? Se investigarem mesmo esse governo acaba… nem Lula salva!
Já temos hoje, diretor da Petrobrás, da época, preso com milhões em casa. E ainda tentam justificar??
Ivan de Union
21 de março de 2014 12:49 am“Num país que tem 40 milhões
“Num país que tem 40 milhões abaixo da linha de pobreza”:
Nao sabia que voce vive na India. Porque voce nao muda pro Brasil?
Renato Teixeira PR
21 de março de 2014 1:56 pmOnde você vive, Ivan?
Sugiro que procure os dados oficiais do bolsa família. Lá você encontrará os que vivem na linha da miséria real, não dos dados oficiais do governo. Ou você crê, realmente, que uma familia de 3 pessoas (marido, esposa e filho) com renda de R$900,00 é uma feliz família inserida na classe média, como alardeia o seu governo?
É cada uma!!
PauloBR
21 de março de 2014 1:24 amLembrou bem.
A decisão foi de todo o Conselho. E Fábio Barbosa integrava o Conselho. Hoje ele está onde, mesmo? Na Abril, que enxovalha e demoniza o governo do PT, e quer porque quer nosso petróleo em competentes mãos estrangeiras… Desculpe, continue seu raciocínio.
Franklin Caetano de Freitas
21 de março de 2014 1:28 amCalma.
O Mensalão não tem nada haver com isso. A vários artigos comentando a respeito do tema é só ler é verá que ninguém aqui justificou nada, o que todos querem é justiça, não justiceiros. Com relação a Petrobrás é evidente a tentativa de desconstruir a empresa, o objetivo com certeza não é o interesse público. As explicações técnicas me pareceram razuáveis. No caso do diretor é preciso ver se tem relação direta com a Petrobrás. Se houver relação com a estatal é preciso descobrir se é um caso individual ou sistemico. Corrupto tem em todo lugar. Em relação ao PT, esse é o partido que elevou 40 milhões a classe c, fez o Bolsa Familia, Prouni, Minha Casa Minha Vida, Luz pra todos, eu pessoalmente conheço beneficiados desses programas. Mesmo assim não justifico nada se alguém fez maracutaia, se houver provas que vá pra cadeia. Agora até que alguém me mostre provas não tenho porque duvidar da honestidade do presidente Lula e da presidenta Dilma e o PT apesar de seus erros, tem sido muito exitoso no comando da nação.
Fernando G. Trindade
21 de março de 2014 1:39 amÔ Militão desce do palanque
Ô Militão desce do palanque rapaz, o comício acabou.
Dulce (Madame X)
21 de março de 2014 12:47 pmMilitão amigo…
Sempre fui
Militão amigo…
Sempre fui fã dos seus artigos…e sempre adirei a sua HONESTIDADE DE OPINIÕES…
Mas está perdoado…ninguém está livre de uma dor de cabeça, topada no dedão, ou mesmo dor de barriga…NEM MESMO VOCÊ!
Contudo…podia ter-nos poupado da RESSACA. 🙂
Abraço carinhoso. 🙂
Diogo Costa
21 de março de 2014 1:11 pmPois é…
Vamos aproveitar e investigar também o Coronel Esmeralda, e colocá-lo na cadeia. Ou será que já esquecemos do episódio dos precatórios?
O PSB virou um antro de farsantes e de reacionários que se dizem “socialistas”. Justamente por isso é que estes farsantes levarão uma ‘tunda de laço’ do povo brasileiro em outubro próximo.
O povo não gosta de infelizes traíras, de reles traidores.
JB Costa
21 de março de 2014 1:20 pmNem acredito que esse
Nem acredito que esse J,Roberto Militão, comentarista que bem pouco tempo atrás nos brindava com verdadeiras “aulas” de ponderação, bom senso e conhecimento de causa seja o mesmo que ora descamba para o reles proselitismo político. De analista balisado para militante partidário inconsequente. Pelo facilidade em, de chofre, chegar a essas conclusões tão peremptórias é de se supor que, além de militante contra o racismo, seje especialista em negócios na área do petróleo.
Meu caro, o que está em jogo é muito mais que picuínhas próprias de campanhas eleitorais. Querem transformar uma transação empresarial, justificável ou não isso não vem ao caso, num motivo para desmoralizar, depreciar a maior empresa do Brasil e da América Latina. Até mesmo as eleições de outubro ficam em segundo plano.
Sobre o negócio em si: por que somente após dez anos se descobre, vem à lume, se coloca no foco esse mal sucedido negócio? Até então ele era aceitável? Eis meu primeiro questionamento. O que houve de novo desde o ano passado quando o ex-presidente Gabrielli prestou esclarecimentos no Senado? Será, coincidência!, por ser ano de eleições?
Por que as ponderações desse mega empresário, pessoa reconhecidamente séria, podem ser olvidadas? Quem conhece o mínimo do mínimo do mundo dos negócios sabe que por mais que façam projeções de cenários nunca se pode antecipar, até por razões óbvias, todas as variáveis ou circunstâncias que possam frustar um empreendimento ou alavancá-lo além do previsto. Em especial nesse segmento fluido como o do hidrocarbonetos.
Em absoluto isso significa que não sejam realizadas acuradas auditorias para constatação ou não de eventuais dolos no processo negocial nas diversas áreas co-responsáveis,inclusive no Conselho de Administração. Sobre esse último, é bom que os apressadinhos saibam quais são examente sua funções e responsabilidades no organograma de uma corporação. A terminologia Conselho já antecipa essa dissociação desse orgão da gestão propriamente das empresas.
Isso posto, é perfeitamente compreensível, e até mesmo ser ponderado como inevitável, a aprovação por ele da operação de que se trata, estruturada por técnicos de nomeada, defendida por diretores supostamente capazes e por fim deferida no final por um Conselho Diretor certamente seguro e ciente que se fazia um bom negócio para a Petrobrás. Todo o processo calcado, além disso, em pareceres de empresas consultoras internacionais experts no ramo.
Restaria o quê para o Conselho de Administração? Olvidar de todo essa cadeia de análises e apelar para fontes sobrenaturais no que tange à possibilidade de insucessos, coisa bastante comum no mundo dos negócios?
Abomino, no tocante a esse episódio como a outros similares, tanto quanto a comodidade do “deixar para lá” como a mesquinheza dos que em anos eleitorais apelam como desesperados para “escândalos” visando, mesmo à custa do bom senso e do equilíbrio, ganhos políticos.
E para concluir sua “imparcial” “análise”, o Dr. Militão na fantasia de militante, nos brinda com uma “bela” falácia da modalidade non sequitur, qual seja, se o ex-diretor da Petrobrás foi indiciado pela PF em função de negócios que não tem nada a ver com o que se trata, então se conclui que o houve dolo na compra da refinaria.
Fico dispensado ora em diante de ler os antes priorosos textos do Dr. J, Militão. Quem sabe depois das eleições………………
alfredo machado
21 de março de 2014 5:30 pmPetrobras
Militão,
Aterrisa.
Se você souber quem enfiou os tais dois penduricalhos na negociação, parabéns, traga pro blog.
A Pertobras, de acordo com a sua opinião, era uma vestal até chegar este Conselho presidido por DRousseff, parece que Shigiaki Ueki foi uma copnversa de noite de verão. Deveriam procurar saber a opinião de Ildo Sauer, daquele Conselho e crítico ácido da petroleira, concorfa?
Quanto aos 40 milhões abaixo da linha de pobreza, nunca vi nenhum comentário seu em relação à turma da Selic, que chupa mais de cinquenta escândalos como este anualmente.
E qual foi a razão prá DRousseff trazer este assunto agora? Não custa pensar sobre o maquiavelismo.
Um abraço
vanil francisco
21 de março de 2014 12:37 amJORGE GEERDAU DEFENDE CONSELHO DE ADMNISTRAÇÃO DA PETROBRAS
Manda ele defender um conselheiro das empresas dele, caso fizesse uma merda como essa. Me da nojo ler uma coisa dessas, todo mundo levando dinheiro ate hoje.
LACosta
21 de março de 2014 1:07 pmÔ Vinil Chico
ôce deve te tá sabendo de algo que não sabemos, ainda. Coloque a denúncia de quem tá levando a grana nos moldes que possamos entender. Para que voce tenha um “roteiro” abaixo te dou um exemplo e esperamos tuas informações:
quinta-feira, 8 de março de 2007
Mercado futuro eleitoral? Aécio compra a Light transferindo US$ 269 milhões para fundos credores da Globo
Por Jorge Serrão
Esta notícia Homer Simpson dificilmente verá no seu querido “Jornal Nacional”. A Receita Federal e a Comissão de Valores Mobiliários foram acionadas para investigar possíveis irregularidades na aquisição do controle acionário da Light por uma empresa criada pelo governo de Minas Gerais: a RME – Rio Minas Energia Participações SA. A denúncia é do Novo Jornal, de Minas Gerais.
Sem qualquer autorização legislativa, o governador Aécio Neves negociou o controle da Light utilizando US$ 269 milhões de um crédito em ações da Cemig. Mas o prejuízo do patrimônio público mineiro não para por ai. A Cemig, que tem 25% das ações da RME, assumiu na compra da Light uma dívida de US$ 1,5 bilhão.
O que chama atenção na operação, na Nova Bovespa, é que os recursos foram transferidos para três fundos credores que pediam a falência da Globopar (holding das Organizações Globo), em Nova York. Os beneficiados foram o GMAM Investment Founds Trust Inc, Foundations For Research, WRH Global Securities Pooled Trust. Auditores da Receita e a CVM investigam a suspeita de que há ocorrido um “pagamento feito a maior”. Tal esquema é muito usado pelas empresas que atuam em bolsas de valores para esconder ou desviar lucros. A compra e venda de notas frias dão ares de “legalidade” aos negócios.
As suspeitas de irregularidades foram observadas a partir da análise da folha 4 – II do parecer nº 06326/2006/RJ da Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, que analisou e aprovou a transação. Do documento consta que a RME – Rio Minas Energia Participações S/A adquiriu 75,40% da Light, embora tenha comprado e pago 79,57%. Pelo menos esta a quantidade de ações constantes nas atas da Cemig que autorizaram a compra.
O mesmo número foi informado no próprio site da Light.A diferença entre os percentuais aparece apenas como uma operação (escrituração no pregão da Nova Bovespa). Só foi possível devido a diferença entre avaliação patrimonial da empresa (valor real com deságio) e o valor pago. Outra coincidência que chamou a atenção do mercado foi o fato de o governador Aécio Neves ter indicado para a direção financeira da Light o nome do ex-presidente da Globopar, Ronnie Vaz Moreira.
O caso, que tem tudo para ser abafado no Brasil, teve repercussão no exterior. A Justiça norte-americana está pedindo explicações da origem do dinheiro utilizado pela Globopar para pagamento do pedido de falência ajuizado em Nova York. O pagamento da dívida ocorreu “por dentro da contabilidade da Globopar”, o que acabou deixando rastro. Agora, os norte-americanos suspeitam que o esquema de compra da Light tenha ajudado a pagar as dívidas da holding das Organizações Globo.
O Conselho de Administração da Cemig autorizou que a RME comprasse 88,84% das ações da EDF International, que na Light correspondiam a 79,57% de suas ações. Ao contrário, apenas 75,40% vieram para a RME – Rio Minas Energia Participações S/A. A diferença de 4,17% representa as ações que ficaram em poder de EDFI para serem negociadas em Bolsa. Fica difícil para a empresa RME-Rio Minas Energia Participações S/A explicar como comprou 79, 57% e só recebeu 75, 40%. Tudo isso em uma operação de Bolsa no valor de US$ 2 bilhões.
Diretores com problemas
O governador Aécio Neves escolheu vários diretores com problemas para integrar a alta direção da Light.
No conselho de administração da empresa aparece Ricardo Coutinho de Sena.
Ele foi diretor da concessionária Ponte S/A, denunciado pelo Ministério Público e processado na Justiça Federal de Niterói, estado do Rio de Janeiro, por simulação de empréstimo de US$ 9.500,000 milhões em paraíso fiscal das Bahamas, avalizado pela Construtora Camargo Correia, para remessa irregular de lucros para o exterior.
O caso foi apurado pela Comissão de Fiscalização financeira da Câmara Federal.
Outros com problemas
Aldo Floris, conhecido no meio financeiro pela capacidade de fraudar preço de ações como no golpe que deu um prejuízo ao Bank of América no valor de R$ 185.000.000,00 milhões enviados irregularmente para fundos off-shore no exterior, conforme relatório da Receita Federal, por solicitação da Justiça Federal de Nova York.
Este mesmo expert do mercado financeiro simulou uma carta de crédito de R$ 1 bilhão, na privatização da Telemar, conforme apurado no processo da Polícia Federal, que indiciou os dirigentes da Previ por crime na privatização do setor de telecomunicação em 1998, auge do governo tucano.
Aécio também indicou Gilberto Sayão da Silva, dirigente do Banco Pactual, que foi indiciado pela CVM por práticas irregulares no mercado financeiro, conforme Processo Administrativo nº CVM RJ2005/3304.
Velho amigo da família
Aécio também indicou para o conselho o ex-presidente do Banco do Estado da Guanabara e ex-ministro de Sarney, Raphael de Almeida Magalhães.
Ele é um eterno elo de ligação entre a família Neves e os Diários Associados, pois seu pai Dario de Almeida Magalhães dirigiu a sede carioca dos jornais de Assis Chateubriand quando Tancredo era presidente do Banco do Brasil, além de ter dirigido também o jornal Estado de Minas.
Aécio é sobrinho do falecido presidente Tancredo Neves.
Negócios com a Mídia
No final de dezembro, o governo de Minas Gerais autorizou transferência de R$ 800 milhões em ações da Copasa a para a empresa Capital Group International Inc.
Apenas por coincidência, a empresa pertence ao mesmo grupo econômico da Editora Abril e Folha de S. Paulo.
Em MG, corre o boato no mercado de mídia que empresários muito ligados a Aécio estariam formando uma parceria com a construtora Andrade Gutierrez, via Telemar, que adquiriu recentemente a Way, e uma série de empresas concessionárias de serviço a cabo do interior mineiro.
A intenção é montar um novo grupo de Comunicação, tendo como geradora local de programação a TV Alterosa.
O que diz a Cemig
A nota divulgada pela assessoria de imprensa da estatal mineira em resposta à consulta feita pela reportagem do Novo Jornal, que denunciou o caso, foi a seguinte:
“Para a Cemig participar de leilões, consórcios ou compra de ativos (como é o caso da compra da Light), a empresa não precisa de nenhuma lei para isso, mas sim a autorização do Conselho de Administração da empresa. A proposta é enviada pela Diretoria ao Conselho de Administração, que é presidido pelo Brumer, que autoriza ou não a compra”.
Para comprar ativos a diretoria da empresa necessitaria apenas de autorização do Conselho de Administração, do qual fazem parte o pai do governador e o sogro de sua irmã.
O que a CVM e Receita vão investigar
A reunião do Conselho de Administração da Cemig, de 24/03/2006, autorizou apenas a compra das ações da Light pela RME – Rio Minas Energia Participações S/A, CNPJ 07.925.628/0001-47.
Mas não houve autorização legislativa, exigência constitucional para criação da empresa RME, que tem como sócio a JLA Participações S/A, constituída exclusivamente para participar da nova empresa, conforme relatório da secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.
A JLA pertence ao Liberal International Limited, sociedade constituída em Bahamas e a Pactual Energia, que é uma sociedade controlada por um fundo de investimento estrangeiro denominado Pactual Latin América Power Fund Limited, gerido pelo Pactual Banking Limited, instituição financeira com sede em Cayman.
Apenas por coincidência, as Bahamas e as Ilhas Cayman são paraísos fiscais e sedes do maior centro de lavagem de dinheiro do mundo.
Suspeitas lá fora
No mercado financeiro norte-americano, circula a fofoca de que a empresa Liberal International Limited, que possui diversos imóveis e empreendimentos em seu nome, em inúmeros locais do país, seria administrada pelo secretário de Governo de Minas Gerais, Danilo de Castro.
Nem a Cemig e nem os demais sócios da RME-Rio Minas Energia Participações S/A informaram quem era o verdadeiro proprietário do Liberal International Limited.
Para esclarecer esta dúvida, bastaria que a Cemig ou a Light trouxesse a público estas informações, que independente da vontade das empresas, em breve, serão divulgados pelo relatório da Comissão Especial do Senado Federal americano, criado para apurar a lavagem de dinheiro internacional.
Auditoria à vista?
A Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais da Assembléia Legislativa de Minas Gerais aprovou no dia 20 de dezembro de 2006 requerimento de autoria do deputado estadual Laudelino Augusto (PT) pedindo que seja encaminhado ofício ao Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCMG) para a realização de auditoria nas contas da Cemig.
O deputado solicitou o exame da arrecadação de receitas públicas e execução de despesas, de outros atos de gestão de repercussão contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, praticados pelos seus administradores nos últimos cinco anos, considerando a legalidade, economicidade, eficiência e demais princípios constitucionais.
Links para entender o complicado caso
O Novo Jornal, de Minas Gerais, que denunciou tal caso, disponibilizou uma série de links sobre o assunto:
Anúncio da Globo no exterior, informando pagamento e reestruturação de sua dívida.
O Negócio da Notícia – Tânia Caliari.
Manipulação de preço de ações que gerou fraude no Bank Of America, realizado pelo conselheiro da Light, Aldo Floris.
Aldo Floris Polícia Federal
Decisão do Colegiado de CVM 24.01.06 Relativo ao conselheiro Gilberto Sayão da Silva
Requerimento da Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara Federal, convocando, Ricardo Coutinho de Sena, por fraude em empréstimo internacional.
Assembléia Geral da Light para escolha da direção
Folder Novo MercadoRegulamento Novo Mercado BOVESPA – Lista das participantes do Novo Mercado
FATO RELEVANTE (RME ainda em constituição)
Extrato da Ata da 365ª Reunião do Concelho de Administração da Cemig
Resumo a Ata da 365ª Reunião do Concelho de Administração da Cemig
Extrato da Ata da 377ª Reunião do Concelho de Administração da Cemig
Resumo a Ata da 377ª Reunião do Concelho de Administração da Cemig
Ata reunião Conselho de Administração Cemig 24 03 06
Sumário Reunião do Conselho dia 24 03 06Consulta CVMRelatório da administração – Exercício de 2005
Balanço 2006 da Light
CNPJ RME Participações S/A
Cemig assume 1,5 bilhão de dólares na compra da Light ( Procure por CEMIG)
Vênus Endividada com papagaio de USProcesso Globopar Nova Iorque Parecer Seae-AC-2006-08012.002569-RME Participações S/A
Avelino de Oliveira
21 de março de 2014 2:24 pmCaro Vanil
Quem seria o “todo
Caro Vanil
Quem seria o “todo mundo”?
Ainda é fumaça para esconder outras maracutaias de outros partidos.
Aguardemos.
Saudações
Jorge Fernandes
21 de março de 2014 1:20 amD’o Cafezinho
A história de Pasadena que a mídia não contou
Enviado por Miguel do Rosário on 20/03/2014 – 5:15 pm19 comentários
Já que o assunto do momento é Pasadena, fomos pesquisar a origem da refinaria, e tentar esclarecer algumas confusões.
A nossa mídia, como de praxe, está muito mais interessada em produzir uma crise política do que em esclarecer a sociedade.
A refinaria de Pasadena foi fundada em 1920, pela Crown Central Petroleum, uma das companhias remanescentes do império Rockfeller, cujo grupo Standard Oil havia chegado a controlar 88% do refino de petróleo nos EUA.
Em 1911, a Suprema Corte americana valida uma lei anti-truste defendida pelo governo (Sherman Antitrust Act) e a Standard é dividida em 34 empresas. Uma delas, será a Standard Oil of Indiana, que depois será renomeada para Amoco, a qual, por sua vez, dará origem a Crown Central Petroleum.
Os herdeiros mais conhecidos da Crown, os Rosenberg, decidiram, no início dos anos 2000, vender os ativos da companhia, incluindo a refinaria de Pasadena.
Não foi uma venda fácil. Em 2003, um artigo no Baltimore Sun explicava porque se tratava de um negócio complexo. Construir uma nova refinaria igual àquela custaria mais de US$ 1 bilhão, estimava o autor da matéria, Jay Hancock. Nos livros contábeis da Crown, ela vinha avaliada por US$ 270 milhões, mas operadores do mercado diziam que os Rosenberg teriam sorte se conseguissem US$ 100 milhões por ela.
Ao cabo, a refinaria foi vendida para Astra Holding USA, uma subsidiária da Astra Oil, sediada na California, e que por sua vez é controlada pela belga Transcor Astra Group.
Nunca se soube o preço final da refinaria. A imprensa tem repetido que a Astra adquiriu a refinaria em 2005 por US$ 42 milhões. Mas eu ainda não consegui encontrar esse valor em lugar nenhum. É preciso verificar qual era o estado da refinaria antes da compra pela Astra, e que melhorias, exatamente, foram feitas. O que eu sei é que a refinaria vinha enfrentando, há décadas, uma dura oposição da comunidade local, por causa da poluição emitida, e que a justiça havia tomado decisões, mais ou menos na época da venda, que obrigavam a refinaria a se adaptar às novas exigências ambientais do governo.
Está claro que a Astra, logo após a compra, fez uma série de investimentos na refinaria. Aí entra a primeira grande confusão: compara-se o preço de compra pela Astra em 2005, com o preço pago pela Petrobrás, em 2006. São negócios diferentes. A Astra compra uma refinaria que há anos não era modernizada. No momento da compra, o novo presidente da refinaria, Chuck Dunlap, declara que a Astra investiria US$ 40 milhões nas instalações, preparando-as para processar outros tipo de petróleo e fabricar mais variedades de derivados. “Nós temos grandes planos”, asseverou um animado Dunlap à imprensa local.
Uma refinaria moderna é altamente tecnificada, com poucos funcionários. Seu principal ativo são os equipamentos e a tecnologia usada, mas a localização é fundamental, naturalmente. A refinaria de Pasadena, por exemplo, fica bem no coração do “Houston Ship Channel”, uma espécie de eixo no porto de Houston, aberto para o Golfo do México (onde ficam os principais poços de petróleo em operação nos EUA) e com ligações modais para todo os EUA.
Em 2006, a Petrobrás pagou US$ 360 milhões para entrar no negócio, sendo US$ 190 milhões por 50% das ações e US$ 170 milhões pelos estoques da refinaria. No balanço da Petrobrás de 2006, o valor total para a aquisição da refinaria de Pasadena, incluindo despesas tributárias, ficou estabelecido em US$ 415,8 milhões.
Isso tudo aconteceu no início de 2006.
Ao final do mesmo ano, o negócio foi abalado com a descoberta do pré-sal no Brasil.
Até então a Petrobrás tinha planos de investir na refinaria de Pasadena para adaptá-la ao refino de óleo pesado vindo do Brasil. A companhia planejava abocanhar um pedacinho do mercado de refino dos EUA, de longe o maior do mundo.
Com a descoberta do pré-sal, houve uma revolução nos planos da Petrobrás. Todo o capital da empresa teve de ser imediatamente remanejado para o desenvolvimento de exploração em águas profundas e prospecção nas áreas adjacentes às primeiras descobertas. A refinaria de Pasadena teria que esperar.
Aí veio 2008, e a crise financeira que fez evaporar os créditos no mundo inteiro. A Astra, provavelmente já aborrecida porque a Petrobrás havia deixado Pasadena de lado, e espremida pelo aperto financeiro que asfixiava empresas em todo mundo, decide sair do negócio. E obtém uma vitória judicial espetacular na Corte Americana, obrigando a Petrobrás a pagar US$ 296 milhões pelos 50% da Astra, mais US$ 170 milhões de sua parcela no estoque.
Esses estoques de petróleo e derivados, sempre é bom lembrar, não constituíram prejuízo à Petrobrás, porque foram consumidos e vendidos.
A esse montante foram acrescidos mais US$ 173 milhões, correspondente a garantias bancárias, juros, honorários e despesas processuais.
Com isso, o total a ser pago pela Petrobrás elevou-se a US$ 639 milhões. Como a Petrobrás recorreu, naturalmente, a decisão final saiu apenas em junho de 2012, após acordo extrajudicial. O total, agora acrescido de mais juros e mais custos legais, ficou em US$ 820 milhões.
A refinaria continua lá. É um ativo da Petrobrás. A presidente da Petrobrás relatou a ministros do TCU que teria recebido propostas de venda da refinaria entre US$ 50 e US$ 200 milhões, mas rejeitou as ofertas.
A descoberta sucessiva de novos campos do pré-sal demandam cada vez mais capital da Petrobrás, a qual não pode, por isso, desviar nenhum recurso para investir na refinaria de Pasadena, cuja capacidade de refino permanece em torno de 120 mil barris por dia.
O problema principal da refinaria de Pasadena, portanto, foi a descoberta do pré-sal, conforme a própria Petrobrás respondeu, em fevereiro de 2013.
Eis a resposta da Petrobrás, publicada no blog da companhia.
A aquisição de 50% das ações da Pasadena Refining System Inc. (“PRSI”) – proprietária de refinaria em Pasadena, no Texas (EUA) em 2006, estava alinhada ao Planejamento Estratégico da Petrobras, à época, no que se referia ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior, contribuindo para o aumento da comercialização de petróleo e derivados produzidos pela Companhia. Vale destacar que a refinaria está estrategicamente localizada no Houston Ship Channel, facilitando o transporte de derivados de petróleo ao mercado consumidor norte-americano.
Todas as aquisições de refinarias no exterior cumpriam com o mesmo objetivo estratégico que determinava a expansão internacional da Petrobras, apoiada nos seguintes pilares: processamento de excedentes de petróleos pesados brasileiros; diversificação dos riscos empresariais e atuação comercial em novos mercados de modo integrado com as atividades da companhia no Brasil e em outros mercados.
É importante esclarecer que a aquisição ocorreu antes da confirmação do potencial dos reservatórios descobertos na camada pré-sal, quando o crescimento da produção de petróleo da Petrobras se dava basicamente por descobertas de petróleos cada vez mais pesados. Portanto, para atender às necessidades da época, era estrategicamente interessante para a Companhia adquirir, no mercado americano, refinarias desenvolvidas para processar óleos leves, as quais apresentam valores de mercado mais baixos, e adaptá-las para processar óleos pesados, exatamente como a Petrobras havia feito com suas refinarias no Brasil.
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Atento
21 de março de 2014 1:07 pmEngraçado, apareceu na época
Engraçado, apareceu na época apenas um comprador que ofereceu entre 118 a 180 milhões de dólares. Por que será que ofereceu tão pouco? Continuamos atentos.
Porém
21 de março de 2014 5:23 amQue dilma não soubesse disto
Que dilma não soubesse disto é natural, mas empresário que vive negociando com americanos, nem seria rico se não soubesse
Motta Araujo
21 de março de 2014 5:36 pmA refinaria NÃO er de
A refinaria NÃO er de americanos e não foram americanos os vendedores.
Mario Henrique Guedes Ladosky
21 de março de 2014 8:32 amRefinaria da Petrobrás em Pasadena
É incrível como tem gente que prefere acreditar no jornalismo de péssima qualidade das emissoras de TV, que abordam levianamente o tema da compra da refinaria pela Petrobrás em Pasadena, sem explicar a origem dos números e o contexto em que ocorreu aquele fato (com intensões mais do que óbvias dessa imprensa, afinal as eleições estão chegando, os índices atuais da presidente ainda lhe dão a vitória enquanto os candidadatos da oposição patinam com percentuais baixos), do que ler uma matéria que traz o histórico e a contextualização dos fatos omitidos no horário nobre da TV.
Se, por acaso, ocorreram erros na operação da Petrobrás em Pasadena, que sejam apurados seriamente e não para servir de palanque para uma oposição que não tem moral nenhuma para falar de competência de gestão nem de corrupção na administração pública.
carlos batista
21 de março de 2014 4:28 pmCaro Mario
Quem disse que
Caro Mario
Quem disse que houve problemas sérios neste negócio foi Dilma. Ela falou em claro e bom tom que foi enganada por parecer que afiançou a compra. Agora vc acha que isto foi invenção da imprensa????
drigoeira
21 de março de 2014 12:34 pmUma pergunta?
Por que a justiça Americana não está nem aí para a evolução financeira desta refinaria.
Sair de 42 para 1000 (em 4 anos) é uma evolução um tanto duvidosa.
drigoeira
21 de março de 2014 2:05 pmCorrigindo… me desculpem!
Não devo ser leviano.
Aconta está errada. A refinaria não tem valor de mercado de 1 bilhão, e a Petrobrás não gastou 1 bilhão na compra da refinaria. Parte do “gasto” é de produção armazenada, mas quanto?
A conta está errada e ainda não apareceu alguém para fazer a contabilidade. Em várias fábricas de transformação o produto armazenado tem valor superior aos equipamentos de produção.
Vamos esperar a contabilidade certa.
Agora que ter uma refinaria de petróleo nos EUA é um bom negócio, isto é certo.
Gui Oliveira
21 de março de 2014 12:43 pmLeviandade
Como todas as outras, a profissão de consultoria pode ser digna, desde que exercida com dignidade. Eu conheço muitos consultores dignos. Através da locução e veiculação de leviandades infundadas como a do comentário inicial a este post, de autoria do Sr. Ivan de Union, está se fazendo aqui no blog mais do que a tentativa de assassinato de reputações pessoais: inauguramos o assassinato da reputação de segmentos profissionais inteiros. O blog está se tornando uma sucursal “progressista” da VEJA?
evandro condé de lima
21 de março de 2014 12:45 pmNão é bem assim. Senão
Não é bem assim. Senão vejamos:a) pergunte ao Gerdau se o mesmo ocorresse em suas empresas, qual seria a reação;b) você consulta uma imobiliária para fazer um negócio e vê-se ,salvo devidas proporções, em situação semelhante, terias essa frieza toda?
Gui Oliveira
21 de março de 2014 3:21 pmMais essa …
Não sei o que é pior: leviandade em relação à reputação de um segmento profissional inteiro ou a recomendação de que se aja de “cabeça quente” em questões de negócios empresariais de elevada responsabilidade. O Sr. Gerdau com certeza já tomou decisões que resultaram em insucessos. Os imprevistos acontecem e ninguém tem bola de cristal. Qualquer pessoa minimamente informada sabe que o risco é inerente às decisões. O bom gestor não é o que nunca erra, pois só não erra quem não decide nada. O bom gestor é o que corre riscos, aprende com os erros e, no longo prazo, acerta mais do que erra. A Petrobrás é um sucesso. Isto prova que, no longo prazo, sua gestão mais acerta do que erra. E os acertos e erros são grandes, do tamanho das decisões em uma companhia deste porte. Pessoas que agem profissionalmente por pura emoção e não são capazes de enfrentar com tranquilidade as consequências de decisões que a posteriori não dão certo não servem para assumir responsabilidades do porte das envolvidas em cargos de direção da Petrobrás. No máximo, servem para ficar dando palpites na Internet sobre coisas das quais nada sabem.
evandro condé de lima
21 de março de 2014 6:01 pmAinda bem que não dei
Ainda bem que não dei palpite, só questionei. Como tenho amigo de mais de 30 anos de Petrobrás e por sorte sei que decisões não são fáceis – por exemplo: o preço da gasosa está correto?, Abreu Lima e Venezuela?. De qualquer maneira quando assistimos a Presidente bater de frente (ou não?) com ex presidente da estatal a gente fica um pouco ressabiado.
Marco St.
21 de março de 2014 12:54 pmAno eleitoral = Petrobrás nas
Ano eleitoral = Petrobrás nas manchetes !
É Outubro estúpido!
Diogo Costa
21 de março de 2014 1:33 pmComandante em Chefe do PiG defende Petrobrás
CHEFE DA ABRIL DEFENDE COMPRA DE PASADENA
Ex-conselheiro da Petrobras e presidente da Editora Abril, que edita as revistas Veja e Exame, o executivo Fabio Barbosa corroborou a posição da presidente Dilma Rousseff na operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas; “A proposta de compra de Pasadena submetida ao Conselho em fevereiro de 2006, da qual eu fazia parte, estava inteiramente alinhada com o plano estratégico vigente para a empresa, e o valor da operação estava dentro dos parâmetros do mercado, conforme atestou então um grande banco americano, contratado para esse fim. A operação foi aprovada naquela reunião nos termos do relatório executivo apresentado”, disse ele; outros conselheiros, como Claudio Haddad e Jorge Gerdau, também defenderam a operação, que vem causando tanta celeuma
21 DE MARÇO DE 2014 ÀS 10:09
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247 – A operação de compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras, que vem causando tanta celeuma, acaba de ganhar mais um defensor. Ninguém menos que Fábio Barbosa, atual presidente da Editora Abril, que edita Veja e Exame, e ex-conselheiro da Petrobras, na época em que a operação foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, do qual também fazia parte a presidente Dilma Rousseff.
“A proposta de compra de Pasadena submetida ao Conselho em fevereiro de 2006, da qual eu fazia parte, estava inteiramente alinhada com o plano estratégico vigente para a empresa, e o valor da operação estava dentro dos parâmetros do mercado, conforme atestou então um grande banco americano, contratado para esse fim. A operação foi aprovada naquela reunião nos termos do relatório executivo apresentado”, disse Fábio Barbosa, que foi entrevistado pelo site de Veja.
Leia, abaixo, a reportagem postada pela versão eletrônica da revistas da Abril:
Conselheiros corroboram declaração de Dilma sobre Pasadena
O ex-diretor da área internacional, Nestor Ceveró. Segundo Haddad, ele fez apresentação consistente do negócio e recomendou sua aprovação (Estadão Conteúdo)
Depois de a presidente Dilma Rousseff declarar que a compra de uma participação na refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi aprovada no início de 2006 pelo Conselho de Administração da Petrobras, que ela chefiava, com base em relatório executivo que depois se demonstrou “incompleto’ e ‘falho”, integrantes e ex-integrantes do conselho de administração da empresacorroboraram os argumentos da presidente.
O site de VEJA ouviu Fabio Barbosa, presidente da Editora Abril, que integrava o Conselho de Administração da Petrobras quando a compra da refinaria no Texas foi aprovada por unanimidade. Disse Barbosa: “A proposta de compra de Pasadena submetida ao Conselho em fevereiro de 2006, da qual eu fazia parte, estava inteiramente alinhada com o plano estratégico vigente para a empresa, e o valor da operação estava dentro dos parâmetros do mercado, conforme atestou então um grande banco americano, contratado para esse fim. A operação foi aprovada naquela reunião nos termos do relatório executivo apresentado.”
O ex-conselheiro Claudio Luiz Haddad, economista e empresário, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Ceveró, fez apresentação consistente do negócio e recomendou sua aprovação. Haddad também lembrou que as negociações foram assessoradas por uma instituição financeira, que deu aval às condições de compra da refinaria. “O banco atestou que o preço se enquadrava à prática do mercado, e as condições eram normais. Sendo uma apresentação consistente, não havia nada que oferecesse qualquer tipo de duvida”, disse.
Por meio de nota, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, do grupo Gerdau, que ainda mantém cadeira no Conselho de Administração da Petrobras, afirmou que o negócio foi decidido com base em “avaliações técnicas de consultorias com reconhecida experiência internacional, cujos pareceres apontavam para a validade e a oportunidade do negócio.”
A mesma nota assevera que, ao aprovar em 2006 a operação de compra e 50% de participação na refinaria Pasadena, Gerdau “não tinha conhecimento, como os demais conselheiros, das cláusulas Put Option e Marlim do contrato”. A primeira dessas cláusulas obrigou a Petrobras, posteriormente, a comprar 100% a refinaria, o que trouxe prejuízos à estatal.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/133956/Chefe-da-Abril-defende-compra-de-Pasadena.htm
Motta Araujo
21 de março de 2014 5:47 pmEsse Fabio Barbosa é daueles
Esse Fabio Barbosa é daueles personagens que circulam pelas portas giratorias de um coleção de empresas, federações, associações sem que se saiba qual é exatamente sua area de conhecimentos, são os “”arroz de festa”” corporativos,
um especie do “”Homem que Sabia Javanês” do magistral conto de nossa literatura, como ninguem sabia javanês, só ele, não havia ninguem para conferir e o homem ganhou a vida porque achavam que ele sabia javanês.
Geralmente são “artistas de curriculos”, ganham um cargo porque antes tiveram outro e assim vão andando pela vida,
um saco de ar quente que não tem nada dentro. Conheci muitos dessa fauna, são ecléticos, podem tanto comandar uma siderurgica como uma fabrica de pijamas, uma associação de fotografos ou um clube de engenheiros navais, ninguem realmente sabem quem são, o que fazem ou o que valem. Esse é o pior tipo de conselheiro que uma corporação pode ter,
o que que só se arrumar, não vai nunca criar caso com quem o colocou lá.
Durvaldisko
21 de março de 2014 1:44 pmCiti Bank aprovou a
Citi Bank aprovou a transação na consultoria porque contratada. Estranhamente no Globo Online sumiram todas as referências à noticia sobre a Petrobras,diferentemente ,do impresso que misturava a detenção de um ex-diretor com a transação da refinaria de Pasadena. Percebe-se o quanto é oportuno colocar num mesmo recipiente,Lula,Dilma Petrobras,Gabrielli,Sarney,Aécio e a sucessão . O desespero com as pesquisas favorecendo Dilma,o hiato da copa e seus efeito posteriores,o tempo curto para promover sei lá quem da oposição,está deixando o PIG ensandecido.
Nem dona Judith,acredita mais no seu partido.
Rodrigo Negrão
21 de março de 2014 5:08 pmBom, mais Sarney, Dilma,
Bom, mais Sarney, Dilma, Lula, Petrobras e Gabrieli estão no mesmo recipiente !!! Se não estivessem, o PT não indicaria políticos em vez de executivos para cargos importantes. Se não estivesse, o Lula não teria dito que o Sarney não é uma pessoa comum e merece o respeito dos Brasileiros.
Motta Araujo
21 de março de 2014 5:39 pmVoce esqueceu do Renan, que
Voce esqueceu do Renan, que tem o ex-Senador Sergio Machado na direção da TRANSPETRO há dez anos.
Motta Araujo
21 de março de 2014 5:38 pmAchar que uma opinião do
Achar que uma opinião do Citi, do Morgan ou Goldman Sachs é salvo conduto para qualquer coisa é muita falta de noção.
Foram esses mesmos que recomendaram a seus clientes que comprassem papeis “”sub prime”” que depois viraram pó,
foram os causadores da crise financeira de 2008.
agincourt
21 de março de 2014 8:45 pmtirando da reta
Queria ver o que diria o Jorge se o rombo fosse na Gerdau…
É mais um tirando o dele da reta.
Motta Araujo
29 de setembro de 2014 2:41 amA Gerdau não tem diretores
A Gerdau não tem diretores indicados por partidos politicos.
Romero César
2 de abril de 2014 5:36 pmPetrobras
Quem possui ações na Bolsa de Valores, a exemplo da Petrobras, Vale, Gerdau, Usiminas, etc. sabe que o mercado financeiro varia de acordo com o momento econômico. As crises econômicas de 2008 e 2011 ainda fazem um grande estrago nas principais bolsas de valores.
Os pessimistas de plantão (PIC,PIG, TV Globo, Veja,etc) ficam torcendo para que aconteça algum fato para desestabilizar o Governo Dilma.
A PETROBRAS é hoje uma das maiores empresas investidoras do setor, descobrindo novas fontes de Petroleo, Oléo, o Pré-Sal, reativação da industria Naval (Refinarias, Navios, Plataformas,etc).
PS.: PIC= Partido da Imprensa Corrupta; PIG= Partido da Imprensa Golpista.