
Jornal GGN – Em um estudo publicado esta semana na revista Current Biology, pesquisadores demonstraram como foram capazes de ressuscitar um tipo de musgo que permaneceu congelado por 1,6 mil anos no gelo da Antártida. Apesar de soar como algo de pura ficção científica, o feito foi possível usando apenas calor e água – o que mostra que algumas espécies precisam de pouca ajuda para sobreviver a condições extremas.
A espécie, Chorisodontium aciplyllum, tornou-se o mais antigo organismo multicelular a reviver e já é considerada uma das mais resistentes. Os cientistas já haviam feito algo parecido com um vegetal ainda mais antigo – de 32 mil anos – enterrado no gelo siberiano, mas utilizando uma técnica sofisticada, que envolveu a clonagem do material genético no tecido congelado.
O musgo recém trazido de volta à vida estava em uma região conhecida como Signy Island. Os pesquisadores descrevem que conseguiram observar novos brotos no vegetal apemas depois de três semanas de tratamento de luz em um laboratório do Reino Unido. A facilidade com que esta planta foi revivida, segundo os pesquisadores, é um sinal de que “o potencial existe claramente por muito mais tempo de sobrevivência”.
A descoberta pode ajudar os cientistas a reavaliar como nós decidimos se um organismo está vivo ou morto. E, assim como o recente renascimento de uma forma até então desconhecida do vírus gigante na Sibéria, esta descoberta aponta para as possíveis repercussões das mudanças climáticas. Se o terreno continuar a descongelar em regiões do Alasca, Rússia e Groenlândia, podemos ver o ressurgimento de uma série de organismos com capacidade de sobrevivência surpreendentes.
Com informações do Phys.org
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