10 de junho de 2026

Cessar-fogo em dúvida: Trump critica Israel e Irã após violações de trégua

Presidente dos EUA ameaça aliado israelense e exige recuo militar após ataques; Irã nega acordo, apesar de relatos de adesão ao cessar-fogo
Casa Branca/Flickr

Menos de 24 horas após anunciar um cessar-fogo entre Israel e Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e acusou os dois países de violarem o acordo. A trégua, mediada pelos EUA e pelo Catar, deveria ter entrado em vigor na manhã desta terça-feira (24), mas já está em xeque.

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Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas realmente não estou feliz com Israel”, declarou Trump antes de embarcar para a cúpula da Otan, em Haia. Segundo ele, o aliado israelense precisa conter suas ações militares. “Israel tem de se acalmar, tenho de fazer Israel se acalmar.

A crítica mais dura veio pelas redes sociais, onde o presidente norte-americano deixou claro seu descontentamento: “Israel, não jogue suas bombas. Se fizer isso, será uma grande violação. Traga seus pilotos para casa, agora! Donald J. Trump, presidente dos Estados Unidos.

Bastidores da negociação

O cessar-fogo foi resultado de uma intensa rodada de telefonemas que envolveu Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o emir do Catar. De acordo com a agência Reuters, o presidente dos EUA também contou com a participação direta do vice-presidente, J.D. Vance, do secretário de Estado, Marco Rubio, e do enviado especial, Steve Witkoff.

Um alto funcionário da Casa Branca, sob condição de anonimato, detalhou que Israel havia concordado com a trégua, desde que o Irã não realizasse novos ataques. Segundo essa fonte, o Irã também havia sinalizado positivamente.

Porém, logo após o anúncio oficial, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, negou qualquer acordo ou suspensão das operações militares. A contradição aumentou a confusão, já que, ao mesmo tempo, a mídia iraniana confirmava o início do cessar-fogo.

Escalada militar e risco de novos ataques

O conflito entre Israel e Irã ganhou intensidade desde o dia 13 de junho, quando o governo israelense lançou uma ofensiva sob a justificava de conter o avanço do programa nuclear iraniano. Em dez dias, dezenas de pessoas morreram e milhares ficaram feridas, a maioria civis, segundo dados divulgados por autoridades dos dois países.

A tensão atingiu um novo patamar no fim de semana, quando os Estados Unidos atacaram alvos nucleares iranianos, incluindo a usina subterrânea de Fordow, localizada a 80 metros da superfície e equipada com centrífugas para enriquecimento de urânio.

Na segunda-feira (23), em retaliação, o Irã lançou mísseis contra uma base militar americana no Catar. De acordo com autoridades dos EUA e do Catar, os projéteis foram interceptados e os danos foram mínimos, sem registro de mortos ou feridos.

Relatórios da imprensa americana indicam que o Irã teria avisado com antecedência sobre o ataque, com o objetivo de fazer uma resposta simbólica e evitar uma escalada ainda maior.

Papel do Catar e próximos passos

Durante as negociações, Trump pediu ajuda direta ao emir do Catar para convencer o Irã a aceitar o cessar-fogo. Segundo fontes ligadas às tratativas, foi durante essa conversa que o presidente norte-americano afirmou que Israel já havia concordado com a trégua.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. WRamos

    24 de junho de 2025 1:21 pm

    O imbecil alaranjado acha que sozinho decide como Conselho de Segurunça da ONU. Se acha suficiente para negociar acordos de paz e declarações de guerra.
    Enquanto a mula manca percebe que não é nada do que pensa, o mundo fica num vai e vem temendo que ele represente algo de poderoso.
    Jefrey Sachs acaba de dizer que Trump é office-boy de Israel,

  2. Rui Ribeiro

    24 de junho de 2025 1:34 pm

    Tava conversando com uma pessoa que dizia que o Irã não pode ter bombas nucleares. Perguntei a ela porque U$rael pode ter bombas nucleares mas o Irã, não. Ela respondeu que os Judeus foram um povo odiado desde a antiguidade. Eu disse a ela que esse ódio contra U$rael não nasce por geração espontânea, pois eles saíram da Caldéia e tomaram prá si as terras dos Cananeus e continuam tomando todos os dias as terras dos seus vizinhos do Oriente Médio. Ela diz que uma simples família, a de Abraão, não podia tomar as terras dos Cananeus. Eu disse a ela que as famílias antigas eram tribais, e não nucleares, como a família hodierna. Tristitia com essa pessoinha

  3. Rui Ribeiro

    24 de junho de 2025 2:50 pm

    U$rael voltará a massacrar os Palestinos. O Trump está feliz com U$rael por causa disso?

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